Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta Série D. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Não vou a Jampa ver o Santinha jogar. Aniversário da minha filha, compromisso familiar. Estenderei feliz os braços de pai no abraço da pequena aniversariante. Preparo o caminho para que ela também se apaixone por nossas cores. Mas fico com inveja de quem vai e na torcida para quem joga. O início foi tempestuoso, mas no domingo virá a bonança. Sei que ando mais  otimista que o mais otimista, mas prefiro o riso à lágrima. Amanhã vai ser outro dia e, sem medo de ser feliz, cravo uma goleada, mesmo sem goleador. Placar: Santa Cruz/RN 1 x 4 Santa Cruz Josias de Paula Jr. Se contasse com Renatinho seria mais fácil, mas acho que finalmente faremos um jogo mais tranquilo. É o começo da reabilitação de Tiago Cunha. Placar: Santa Cruz/RN 0 x 2 Santa Cruz Artur Perrusi O jogo será de alto nível técnico, afinal dois esquadrões se encontrarão num gramado espetacular. Apesar da força do adversário, o placar não será do Paracetamol, mas do  Tylenol Sinus. Placar: Santa Cruz/RN 0 x 3 Santa Cruz Professor Farias Exceto alguns insistentes otimistas, boa parcela da torcida já ligou o desconfiômetro. Já não acredita no time com a mesma rigidez de antes. Junte-se a este fato, o fator do desconforto da pressão interna e todas as suas possíveis consequências, o péssimo estado do gramado e as possíveis precipitações pluviométricas. De modo que a partida promete dificuldades e o placar será de extrema inelasticidade, porém a nosso favor. Triunfaremos com um escore magro. Placar: Santa Cruz/RN 0 x 1 Santa Cruz Gerrá da Zabumba Jogo fora. Poucos torcedores. Gramado ruim. É jogo pra empate, que por sinal não é um mau resultado, afinal a partida é fora de casa. Placar: Santa Cruz/RN 0 x 0 Santa...

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Banzo

Banzo

Passei parte do dia remoendo sobre o que escrever. Li alguns jornais, folheei páginas virtuais, vasculhei todos os releases enviados pela Assessoria de Imprensa do clube, mas não me senti motivado a escrever nadica de nada. Acho – acho não, tenho certeza – que esta Série D é a causa. É que esse troço de passar uma semana sem jogar, para mim, relembra tempos de entressafra, de pouca ação e muita especulação. É, definitivamente, um período enfadonho. Não bastasse a CBF criar um campeonato absolutamente deficitário, onde um clube liso como o nosso Santinha é o primo rico da competição, agora surgiu esse negócio de folgar na rodada. Que troço desinteressante! Vai ser burro assim – ou sádico – lá na casa de Ricardo Teixeira. Um dos meus vinte e tantos irmãos me ligou no dia do amistoso contra o Campinense para combinar a nossa ida ao Arruda, mas não me animei a ir. É bem verdade que tinha coisa pra dedéu para fazer em pleno domingo, mas, confesso aqui, que mesmo que não tivesse, dificilmente iria. Minha lógica é simples: o time não está jogando piroca nenhuma em partida oficial, quem dirá em amistoso. E corto logo esse papo furado que é preciso ajudar o clube e tudo mais, pois todos nós, tricolores, já fazemos esforços demais pelo clube – mensalidade, ingresso caro e até doação a CELPE. É preciso deixar alguma grana no bolso para pagar as contas do dia-a-dia, senão a gente quebra também. Mas, como ia dizendo – ou não dizendo – não tenho nada a dizer. Não tenho nada a falar nem mesmo sobre uma informação absolutamente não fidedigna de fonte não confiável que afirmou sem muita segurança que há uma enorme preocupação da diretoria coral com o rendimento do time na Série D. Afinal, se o Santa perder o jogo para o nosso tocaio no próximo domingo – com o futebol que estamos ou não estamos jogando, uma derrota não é impossível, nem improvável – ficamos a quatro pontos do líder. Aí a luz amarela ficará vermelha. Certamente, pouco tenho a acrescentar também sobre a procura incansável por um atacante, nem mesmo um nome a indicar. — O que você sabe sobre Dodô? — Sei que é uma ave não voadora com cerca de um metro de altura que vivia nas ilhas Maurícias, se alimentava de frutas e foi extinta durante o processo...

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Pra que povo ter alegria?

Pra que povo ter alegria?

Santana Moura – Especialista em Psicologia do Esporte Não é assunto novo; tenho conversado entre amigos, escrito em blogs futebolísticos e, também, em espaços acadêmicos. Tenho sido chata, mas me permitam um novo comentário. Quando falo do tema, tabela é a primeira palavra que me vem à cabeça. O jogador de sinuca faz tabela com várias bolas para atingir sua meta: a caçapa. O craque faz tabela com outro boleiro para atingir seu objetivo: o gol. O árbitro de futebol, muitas vezes, faz tabela com a torcida do Santa Cruz para atingir seu interesse: prejudicar o time, alegria do povão. Afinal, diriam alguns sectários ou preconceituosos: “pra que povo ter alegria?”. É o que se tem observado nas atitudes de parte dos árbitros, que tem atuado nos jogos do Mais Querido. Digo parte para não ofender os corajosos que ousam arbitrar corretamente. Isto vem de longe. Desde a série A, principalmente e, acentuadamente, na série B, permanecendo nas séries C e D. Desafio cada torcedor para lembrar quantos gols precisamos fazer, durante as partidas, para que um possa valer! Quantos pênaltis precisamos sofrer para que um seja marcado? Não venham dizer, os supostos entendidos, que se trata de choro de torcedor ou torcedora. Uma pesquisa inédita no mundo, na época, desenvolvida por mim no programa de Mestrado em Psicologia Cognitiva da Universidade Federal de Pernambuco, provou, cientificamente, que isto é balela. O torcedor raciocina como o árbitro quando julga lances futebolísticos; não foram encontrados indícios de passionalidade nos resultados. O torcedor sabe o que está julgando e aponta o que é justo. Por outro lado, o referido estudo provou que o juiz de futebol, em pelo menos metade de seus julgamentos, utiliza princípios auto-escolhidos e não as regras deste esporte para arbitrar. Em outras palavras, ele apita do jeito que quer e como quer, de acordo com o que acha que deve ser, ou alguém acha que deve ser e ponto. Nestes casos, as 17 regras do futebol servem apenas para inglês ver. O árbitro pernambucano Wilson Sousa declarou, certa vez, mais ou menos assim: “se o árbitro não marcar a falta, então, a falta não existiu.” Compreenderam? Portanto, o estádio todo pode ver uma falta, como a que foi cometida pelo jogador do homônimo Santa Cruz (RN), domingo 14.08.11. Ela aconteceu dentro da área contra Renatinho. Porém, os quatro juízes que arbitravam o jogo não “enxergaram”, então, como...

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Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta Série D. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Dia chuvoso, suspeito que há algum pajé tramando contra o nosso Santa Cruz. Nosso clube deveria ser convidado a jogar nos sertões, para trazer chuva, e ganhar alguns trocados por isso. Num jogo entre Santa Cruz e santa cruz, sou mais Santa Cruz. A minha expectativa é que time entre mordido e mordendo, comendo grama e bebendo água de chuva. Ah, e que o gramado suporte o toró! Placar: Santa Cruz 2 x 0 Santa Cruz/RN Josias de Paula Jr. A chuva. Sempre a chuva nos jogos do Santa. O Santa pode jogar no deserto da Bessarábia, no auge do verão, mas no dia do jogo choverá. Isso vem se repetindo desde que começamos a cair de divisões. A chuva da madrugada foi forte. Sinal! O time sem lateral, sem atacante que inspire confiança, sem um meio campista habilidoso e goleador e jogando contra o adversário mas difícil do grupo. É uma pena, virá a primeira derrota. A crise se instalará? Placar: Santa Cruz 0 x 3 Santa Cruz/RN Artur Perrusi A chuva é um péssimo sinal. Sempre foi uma maldição. Quer acabar com a seca? Chama o Santinha para jogar na cidade. E diz o ditado: se chover, o Santinha vai se foder. Placar: Santa Cruz 0 x 2 Santa Cruz/RN Paulo Aguiar Temos o melhor treinador do Nordeste, o melhor grupo da série D, a maior torcida e Kiros, o goleador. Nada melhor do que o Santa Cruz se superar, isso mesmo, superar o próprio Santa Cruz. A nossa história sempre foi assim, vamos nos superando a cada dia. Placar: Santa Cruz 4 x 0 Santa Cruz/RN Ducaldo Finalmente o Santa fará sua estréia de verdade no Arrudão. E não tem isso de chuva, eu quero goleada e não vale gol de zagueiro. Placar: Santa Cruz 4 x 1 Santa...

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Tricolores em chama

Tricolores em chama

O Santa Cruz não jogou neste fim de semana. Sensação estranha que nos leva ao hiato entre o fim do campeonato pernambucano e o início da Série D. Não consigo ver lógica nessa tabela, onde os grupos são formados por cinco clubes, não por quatro. O resultado é que um time, de cada chave, em cada rodada, forçosamente folga na tabela. Soube do empate sem gols entre Porto e Guarani/CE e me animei a ouvir o finalzinho do jogo entre Alecrim e Santa Cruz/RN. Segundo os comentários da transmissão de uma rádio potiguar, o Alecrim jogava melhor e só faltava o gol. Torci muito, mas, infelizmente, o empate não veio. Paciência, poderia ser pior. A rodada em que o Santa esteve ausente não foi o melhor dos mundos, mas há muito chão pela frente e a expectativa é que o time encontre seu futebol mais competitivo. Sei bem que nenhum tricolor, depois da conquista do pernambucano, esperava por esse início irregular. Todos esperávamos que o time entrasse na Série D com gosto de gás e comendo a grama. O que se viu nesse início de competição foi uma enorme oscilação e a falta de sabedoria – ou futebol (embora alguns digam que não há espaço para futebol na Série D) – em furar a retranca dos adversários. Também é preciso recuperar a forte marcação aplicada no campeonato estadual. Apesar da campanha irregular, minha decepção teve menos a ver com o empate contra o Porto, pois lá não havia condições de jogo, e mais com os pontos perdidos contra o Guarani/CE, em pleno Arruda, diante de mais de 42 mil tricolores. Este foi o resultado que nos tirou a liderança. Entretanto, a perda da liderança, embora não desejada, tem lá o seu valor. Quem sabe não era disso que o nosso Santa precisava para crescer na competição. A necessidade às vezes faz a hora e a esperança agora é que o Santa comece a se firmar dentro do campo com um time preparado, armado e treinado para vencer. Todavia, não era exatamente sobre a nossa posição na tabela ou a nossa irregularidade nos gramados que eu gostaria de tratar, apesar dessa longa introdução. Com alguma tristeza, prefiro refletir sobre o comportamento humano, especificamente de nós, tricolores, diante do aperto, do apuro. A ansiedade de não ver o time entrar em campo para defender a liderança deixou as coisas estranhas por...

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