Ui, Papai, o Santinha tá chegando

Ui, Papai, o Santinha tá chegando

"O importante é estarmos no G4 na 38a rodada", não se cansa de dizer Martelotte. A sensatez de Martelotte tem razão de ser. Afinal, já flertamos com a Zona de Rebaixamento, namoramos com possibilidade de subir e, agora, estamos prestes a marcar matrimônio com a série A. Ainda assim, é bem verdade que o casamento pode até não acontecer, mas o fato é que o pedido já foi feito.

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Das circunstâncias

Das circunstâncias

Começo com a conclusão. É mais fácil, mais rápido e tão digestivo como comer coxinha em Boa Viagem, embora defenda que boa alimentação é comer mandioca em Casa Amarela. E ler conclusão não precisa tanta leitura, nesses tempos bicudos da escrita, nos quais os imbecis perdem a modéstia no feicebuque.

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Um ídolo genuíno

Um ídolo genuíno

...Ou uma crônica ficcional do Dia dos Pais.

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Foi com tempero

Foi com tempero

Posso dizer que o sábado, dia do jogo contra o Central foi um dia com todo tipo de tempero. Tudo começou no nosso recanto de concentração para os jogos no Arruda, o já famoso Caldinho do Bonitão. Comida de primeira, caldinhos deliciosos, cerveja gelada no ponto e a companhia de muitos amigos, entre eles quase toda a família Lins, incluindo Gabriel, o garoto de 12 anos que parece saber os 101 anos do Santa Cruz na cachola. A comida era tão boa (ou o álcool era tão grande) que passamos uns 30 minutos debatendo se um pedaço de carne bem macia era bode ou carne de sol. Outro tempero para esse dia foi o clima de jogo. Há quanto tempo em não sentia isso. Ruas com bandeiras, carros com malas abertas e tocando Pablo ou Musa. Gente na rua vestida de vermelho, branco e preto. Estava com saudades de um jogo assim, que movimentasse a cidade, mexesse com o torcedor. Outro tempero foi o time. Dentro das limitações técnicas e táticas, sejam coletivas ou individuais, achei que o time jogou muito. Perdemos um caminhão de gols e não precisou de João Paulo sangrar pra vermos que o time estava dando o sangue. Mas, teve um tempero que ganhou o dia. Na entrada das sociais fomos temperados com pimenta, spray de pimenta mais precisamente. Aqui entra aquela velha discussão que parece que vamos continuar a chover no molhado. De quem é a culpa de um sócio ser recepcionado com spray de pimenta em seu próprio estádio? A culpa é da diretoria, que disponibiliza apenas uma entrada com cinco catraquinhas para 10.000 entrarem. Além disso, esses novos ingressos cupom fiscal, são ruins pra caralho de passar no leitor de código de barras e amassam muito, o que dificulta ainda mais. Devido a isso, a entrada de uma única pessoa às vezes leva um minuto. Porque não abrir o portão do lado do antigo Colosso pra sócios também? Seria o dobro de entradas. A culpa é da PM, que a cada dia mostra-se mais despreparada e mais truculenta. A violência e falta de paciência dos PMS aumenta a cada nova reportagem que sai contra eles. Eu estava presente e não havia necessidade nenhuma de spray de pimenta ali. Ninguém foi violento ou tentou começar algum tumulto, pelo menos quando entrei. A culpa é do torcedor, que fica enchendo o pote até a...

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Os verdadeiros inimigos

Os verdadeiros inimigos

Firme na minha decisão de manter o TC parado até reavaliação no início da Série B, recuei, momentaneamente, provocado por uma entrevista de Alírio Moraes ao Superesportes. Provocado no melhor sentido, pois o tenho visto com bons olhos, apesar das dificuldades e das falas em demasia. O mandatário coral, no final da entrevista, lamentou o desdenho da torcida pelas metas que traçou para o triênio 2015 a 2017. “A gente fica sendo taxado de delirante, porque quer mudar a realidade do clube. Algo que a torcida mesmo cobra, ela quer uma melhoria, mas ela própria não acredita que possa acontecer.” Alírio Moraes Matutei sobre a fala presidencial, dei razão a Alírio, mas compreendo bem a torcida. Impossível não compreendê-la depois de tantos anos de esculhambação administrativa, que nem mesmo o aclamado Fernando Bezerra Coelho ou o sortudo Antônio Luiz Neto conseguiram — ou mesmo tentaram — minimamente dar um jeito. Alírio Moraes tem, na conta de quem apenas observa de longe, a vantagem de olhar para frente. Enxerga o clube como qualquer torcedor bem informado, e sabe que o Santa Cruz tem uma estrutura medieval e precisa entrar no século em que vive. Contudo, qualquer tricolor também reconhece que são ousadas as metas traçadas, como construção do Centro de Treinamento em três meses, modernização do Arruda, conquista da Copa do NE, do Brasil e vaga na Libertadores. Nenhum dos projetos saiu do papel, desde o tempo de Edinho, o diminutivo que reduziu o Santa Cruz a cinzas. Claro, bem explicou o presidente, que não há como garantir a conquista de nada, mas apenas de montar um time capaz de atingir as metas. Ganhar ou perder são coisas do futebol. Metas, porém, são fáceis de traçar e difíceis de alcançar. E quanto maior for a glória prometida, maior também será o tombo, em caso de frustração. Em tempos de descrédito, na perda da fé, cujo reflexo principal é o desaparecimento do torcedor das arquibancadas do Arruda, o silêncio cauteloso talvez seja o melhor caminho até que as coisas, enfim, tenham condição reais de materialização. Ainda assim, é preciso dizer que o presidente Alírio Moraes tem um diferencial dos seus antecessores. Enquanto todos miraram primeiro o futebol, ele identificou como principal alvo uma reforma administrativa, a tal profissionalização que todos nós sonhamos. E já fez o que nenhum outro presidente conseguiu nos últimos trinta anos, reduzir significativamente a dívida do clube, essencial...

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