Véspera de decisão

(Publicação simultânea com o Blog do Santinha) Tive um dia longo e estou cansado. Acabo de chegar da reunião convocada pela oposição e já passa da meia-noite quando começo a escrever essas linhas. Confesso que estou sem inspiração. O cansaço traz essas coisas. Mas amanhã terei outro dia cheio e melhor rabiscar alguma coisa agora do que deixar passar em branco a oportunidade. Ontem, um auditório lotado de tricolores discutiu questões importantes sobre a Assembléia Geral Extraordinária – AGE, que decidirá sobre o afastamento do presidente diminutivo. A reunião, realizada no auditório do ETC na Avenida Rosa e Silva, também serviu para que os integrantes da oposição apresentassem as medidas emergenciais a serem tomadas e um modelo de gestão que será implantado no Santa Cruz, caso o presidente diminutivo seja afastado do cargo. Embora todas essas questões sejam relevantes, prefiro não abordá-las agora. Para tratar disso, solicitei a Fred Arruda, Vice-Presidente do clube, que me enviasse os slides para que oportunamente possamos publicá-los. Meu assunto pontual é outro. A esta altura, estou mais interessante no momento político que se desenha. Recentemente publiquei no Torcedor Coral um texto sobre o jogo de xadrez que se tornou a corrida pela cassação do presidente. Estratégias de um lado e contra-estratégias de outro se cruzarão num confronto decisivo no dia 13 de maio. Pessoalmente, tenho lá minhas frustrações com a oposição, como fiz questão de deixar claro na reunião. Acho que a confraria Ninho da Cobra teve a sua parcela de culpa na administração do diminutivo. Além disso, de suas fileiras saiu Alexandre Ferrer, o cavalo do presidente coral nesse tabuleiro de xadrez. Por tudo isso, não encaro mais de peito aberto as grandes questões políticas do clube. Mas confesso aqui que já superei a fase de fazer conjecturas. Não há mais tempo para isso. Em primeiro lugar, porque depois de tantas bobagens cometidas pela atual gestão, não encontro razão para acreditar num futuro melhor, caso não haja a cassação do presidente. Em segundo, porque de nada adiantaria arrancar o diminutivo de sua cadeira, para ceder o lugar para algum fantasma do passado. Em terceiro, porque gostaria de ver Fred Arruda assumindo a presidência do clube. Por isso, estarei na sede do clube, no próximo dia 13, às 16 horas, para votar a favor do afastamento do Sr. Édson Nogueira do cargo de presidente do Santa Cruz. Que venham todos. Nota da Redação:...

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Jogo de xadrez

 Até poucos dias atrás, a discussão sobre o afastamento do atual presidente do Santa Cruz parecia ter sido deixada um pouco de lado. No meu último texto, eu chamava a atenção para o desconforto que o silêncio traz para quem aguarda ansiosamente os desenlaces da questão. E acrescento aqui que, em certas circunstâncias, nada incomoda mais do que esta aparente palidez e acomodação dos tricolores. Por isso, me propus a trazer o assunto de volta à ribalta. Ei-lo. Comparo o processo de afastamento do presidente a um jogo de xadrez, onde vence quem conseguir antever e se antecipar às jogadas de seu adversário. Até aqui o Sr. Édson Nogueira, o presidente diminutivo do Santa Cruz, a seu modo, jogava melhor. Primeiro, seduziu parte da oposição, acenando com as divisões de base. Depois, esvaziou o acordo, tão logo conseguiu o recuo de alguns opositores nas intenções de seu afastamento. Em seguida, sob nova ofensiva, deteve o avanço da oposição com uma de suas peças mais importantes: o presidente do Conselho Deliberativo. Alexandre Ferrer, aliás, cumpriu muito bem o seu papel e moveu-se no tabuleiro como um verdadeiro cavalo. Com patadas cavalares, intimidou os conselheiros e aprovou a prestação de contas do Executivo, mesmo sem qualquer análise prévia dos presentes na última reunião e sem que um número sequer fosse apresentado. Fez mais. Durante todo o tempo em que se cogitou o impedimento do presidente, Ferrer deliberadamente deixou o órgão mais importante do clube alheio à discussão. Mas, na última segunda-feira, a oposição lançou uma contra-ofensiva que certamente está fazendo o presidente coral sentir o golpe. E deu um passo significativo para garantir a realização da Assembléia Geral Extraordinária – AGE, marcada inicialmente para 12 de maio e transferida para o dia 13. O contra-ataque veio na forma de um pedido junto ao Ministério Público de Pernambuco – MPPE para que acompanhe e garanta a realização da AGE, que tratará do afastamento do atual presidente. O encontro no MPPE aconteceu nesta última segunda-feira e teve a participação de alguns integrantes da oposição, além de Aguinaldo Fenelon, Promotor de Justiça e responsável pela elaboração da cartilha do torcedor, e de Paulo Varejão, Procurador Geral de Justiça. Segundo informações colhidas pelos nossos repórteres de plantão, o MPPE garantiu que se fará presente à assembléia com a participação de dois promotores de justiça. A presença dos promotores é importante, pois dificultará qualquer manobra que tente inviabilizar a realização da...

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Mea culpa

 Mea máxima culpa. Tenho uma confissão a fazer. Vocês já devem ter notado os recentes lapsos de tempo entre uma publicação e outra no Torcedor Coral. Mesmo depois de passado tanto tempo da ação causal, há uma explicação plausível. E embora não pareça, garanto que ela é verossímil. Desde o momento em que o time coral teve a sua queda confirmada para a Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol, ficou mais difícil escrever alguma coisa sobre o Santa Cruz. Infelizmente, este foi um marco perverso resultante desta má administração. Respirar nosso clube vinte e quatro horas por dia tornou-se fatal, por causa dos ares poluídos que vem das bandas do Arruda. Com tanta fumaça no céu tricolor, qualquer possibilidade de inspiração morria prematuramente por asfixia. E convenhamos, não há nada menos estimulante do que falar sempre dos mesmos problemas. Em dias assim tão amargos, caminhos diferentes se apresentaram para cada um dos integrantes do Torcedor Coral. Alguns entraram em colapso nervoso e foram internados às pressas em diversas clínicas de recuperação espalhadas entre Recife e João Pessoa. E, por causa dos eletrochoques, muitos não conseguiram escrever um linha sequer durante todo esse tempo. Outros mergulharam numa depressão profunda e recorreram a ansiolíticos poderosíssimos. Rivotril com coca-cola, mesmo depois da fase aguda, passou a ser muito apreciado por essa galera. E mais outros de nós, como válvula de escape, resolveram se engajar em movimentos políticos ou ambientais. Parte foi mostrar ao mundo a necessidade de proteger as tartarugas de Intermares, enquanto dois ou três abraçaram a luta pela independência do Tibete, pois consideraram mais fácil libertar o país do Dalai do domínio chinês do que tirar o Mais Querido da lama. Mas torcer é preciso e escrever também é preciso, mesmo com o céu esfumaçado. E a necessidade é ainda maior quando paira no céu cinzento nuvens carregadas de intenções para afastar o presidente. Mas o mais estranho de tudo é o silêncio mórbido sobre a questão, mesmo com chuvas tão intensas. Talvez seja a calmaria que antecede à tempestade. Mas não há calmaria, já que este inverno glacial não passa nunca. E se ninguém mais fala nisso, então falaremos nós. Mas não agora que a hora é de acertar de contas. Era preciso sacudir toda a equipe do blog e tentar reencontrar a inspiração perdida. Para tanto, realizamos o 1º Encontro dos Cronistas do Torcedor Coral. O congresso tricolor, que aconteceu no...

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