Campanha de Sócios do Santa Cruz

Campanha de Sócios do Santa Cruz

O Santa Cruz lançará, nesta quarta-feira 06/07/2011, na sede social do clube, a tão esperada campanha de sócios. O objetivo inicial é chegar a 20 mil associados.

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Ambiguidade

Ambiguidade

Ontem retornei ao trabalho e hoje retorno oficialmente ao Torcedor Coral depois de 45 dias de licença saúde. É bem verdade que nesse meio tempo publiquei alguns artigos, mas os últimos foram uma republicação, além de pequenas notas sobre futebol (aproveito a oportunidade e retifico a minha posição em relação ao sigilo do orçamento...

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Abstinência

Abstinência

Nota do autor: Crônica publicada originalmente em 18 de novembro de 2008 e atualizada para as circunstâncias de hoje. Vou dizer uma coisa, antes que me arrependa. Digo isso, dessa maneira, antes de dizer qualquer coisa, porque quando a gente já começa dizendo uma frase assim é sinal de que vai se arrepender mesmo. E logo eu – por que não me arrependeria? – que tenho um sentimento de culpa que pesa uma tonelada, talvez mais que uma tonelada, quando digo uma coisa que não devia. Mas vou dizer, porque disse antes que ia dizer e não fica bem agora ficar calado ou voltar atrás. Por esses dias, cheguei a pensar que andava com algum distúrbio mental ou com qualquer outra deficiência psíquica que o valha. No começo, não dei muita bola, o que foi uma grande besteira, evidentemente – comprovo isso, porque senti na pele – pois sempre há que se cuidar em primeiro lugar das coisas da alma, depois a gente cuida do resto, mas a força moral do espírito, essa mesma, que impulsiona a gente pra frente, que nos dá equilíbrio, deve mesmo vir em primeiro plano. Falo assim, porque um sujeito ruim da cabeça terá mais dificuldades que um homem são em fazer algo de útil na vida. Não que os inúteis não tenham lá suas utilidades, mas daquilo que penso e digo – não sei se falo com clareza – que é o que importa agora, não tem qualquer serventia. Tempos atrás, não muito distante – ao contrário, bem recente, muito próximo mesmo – certamente, atribuiria essa condição, de achar que estava ficando meio tantã, abilolado das idéias, a uma indisfarçável baixa estima provocada por forças obscuras que povoaram nossas repúblicas na mesma época em que elas deixaram de ser independentes. E foi por isso, não por outra razão, pelas forças obscuras que povoaram nossas repúblicas, que elas deixaram de ser independentes. Na ocasião, tinha sonhos horríveis com seres estranhos, de hábitos estranhos, de corpos estranhos, com cabeças tão desproporcionais que eu pensava – juro que pensava – como alguém tão desproporcional assim pode se equilibrar em pé? Mas não era isso o que eu queria dizer, pois tão-somente pretendia traçar um paralelo – e que paralelo – com a loucura provocada pela baixa estima de antes e com essa sensação boa que sinto agora. No tempo das coisas ruins, péssimas mesmo, eu tive...

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Entrevista: Antônio Luiz Neto

Entrevista: Antônio Luiz Neto

  Durante boa parte da gestão passada, por mais de um ano, o Torcedor Coral tentou, sem sucesso, entrevistar Fernando Bezerra Coelho, presidente do Santa Cruz. A tentativa ocorreu em diversos momentos de sua administração, tanto no início, quando o então presidente ainda gozava do respeito, da simpatia e da esperança de nossa equipe, quanto no meio, a partir do momento em que o TC se tornou um ferrenho crítico de sua apavonada e decepcionante gestão. Nossa tentativa de entrevistá-lo ocorreu indiretamente, através de diversos interlocutores – desde a sua assessoria de imprensa, sua secretária no gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, diretores do Santa Cruz, Presidente do Conselho Deliberativo e tantos outros – e diretamente com o próprio Fernando Bezerra Coelho, que chegou a marcar a entrevista conosco, mas não compareceu nem nos deu qualquer explicação. A partir daí, desistimos de tentar dar voz ao presidente coral. O fracasso de FBC à frente do Santa Cruz, associado aos fracassos das gestões anteriores, criou um anticorpo no Torcedor Coral, que optou em não tomar partido na última eleição. As escolhas pessoais dos nossos editores e cronistas ficaram restritas ao âmbito privado. Esse preâmbulo é necessário para esclarecer a posição política de neutralidade do Torcedor Coral em relação a esta gestão, embora considere mal esclarecidos os fatos ocorridos na última eleição. Entretanto, isso são águas passadas. Hoje, depois da conquista do título de campeão pernambucano, consideramos que o momento é de reconhecimento de um trabalho bem realizado. Semana passada, mais precisamente horas antes do jogo decisivo contra o Sport, mantivemos o primeiro contato na tentativa de entrevistar Antônio Luiz Neto. Ao contrário da gestão anterior, a resposta veio rápida e positiva. Na quinta-feira passada, no gabinete da presidência, Antônio Luiz Neto nos concedeu uma longa e exclusiva entrevista em que fala dos caminhos que levaram o Santa Cruz ao título pernambucano de 2011, da negociação de Gilberto, da manutenção do elenco, da ação de cambistas, da falta de ética de dirigentes de Náutico e Corinthians, da construção de um Centro de Treinamento e reforma do CT Waldomiro Silva, do projeto da Arena Coral, da campanha de sócios e muito mais. Na sala conosco diretores e muita gente aguardando para tratar com o presidente, que chegou a paralisar a entrevista por duas vezes: uma para receber o cheque da primeira de duas parcelas da negociação de Gilberto e outra...

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O fabuloso destino do Santa Cruz

O fabuloso destino do Santa Cruz

  Nota do autor: A crônica é uma adaptação do texto original O fabuloso destino do Blog do Santinha, publicado naquele blog por este autor em comemoração ao seu  aniversário de 3 anos. Em 15 de maio de 2011, o universo sofreu uma pequena transformação, imperceptível para o resto da humanidade, mas que fez nascer uma paz quente nas hostes corais. Segundo os astrônomos, sete astros se alinharam no firmamento, como só no dia da bomba de Hiroshima. Este anti-acidente, que teve início às 07h00min, atravessou a tarde, entrou pela madrugada, transformou o céu em três cores e foi responsável por pequenos eventos que culminaram com o título de campeão pernambucano de 2011. Após uma longa pesquisa, finalmente consegui reconstituir os eventos daquele dia e agora compartilho com todos vocês. Precisamente às seis horas da manhã, nascia Marivaldo, pesando um pouco menos de quatro quilos. O pai, orgulhoso, mostrava pelo vidro do berçário a primeira roupinha do Santa comprada para o guri. Próximo dali, duas horas depois, Seu Joaquim recebia uma carta de seu filho Antônio, que fora tentar a sorte em São Paulo. Na carta, Antônio mandava o dinheiro que prometera ao pai, um senhor de quase setenta anos, para que ele finalmente se tornasse sócio do Santa Cruz. Seu Joaquim, desde então, substituiu a identidade pela carteirinha do clube. Quase vinte minutos depois, num terreno baldio na Várzea, Josival, um garoto de 13 anos, era observado por um olheiro coral quando fez um gol de placa e decretou a vitória de seu time por morte súbita no torneio dos garotos do bairro. Na comemoração, ele formou um T com os braços, em homenagem ao seu time do coração. No Mercado da Boa Vista, por volta do meio-dia, Paulinho, o popular Barraca, depois de pedir um caprichado sarapatel ao dono do bar, ofereceu um gole de cachaça para o clube do Santo Nome e em seguida brindou com os amigos a alegria de ser tricolor. Já pelas quatorze horas, nas imediações do Arruda, Zezinho Peroba apostou uma grade de cerveja que o Santa seria campeão. Confiante na vitória, ele prometeu fazer sua famosa feijoada para forrar a barriga da rapaziada durante o festejo. Pouco depois das quinze horas, Nestor, um moleque recém-chegado do interior de Sergipe com o pai, entrava pela primeira vez no Arruda. Nestor passou mais de meia-hora para conseguir chegar à arquibancada e, mesmo sem...

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