O furacão FBC

Depois de toda tempestade vem sempre a bonança. Não no caso do Santa Cruz. Para nós, depois de um temporal vem sempre outro temporal. Tomemos como exemplo o fim da desastrosa administração de Romerito Jatobá. Quando se esperava a redenção da torcida tricolor com a posse de Édson Nogueira, eis que sua gestão conseguiu piorar o que já era muito ruim. No Santa Cruz nada acontece de modo previsível. Quem imaginava, por exemplo, que mesmo diante de um clube em estado pós-falimentar (eu não errei a escrita, o Santinha faliu há muito tempo) surgiriam tantos candidatos à presidência? A disputa se encaminhou para uma polarização entre parte da oposição e o Lado Escuro da Força (LEF), criando uma nova tempestade sob o céu coral. Em meio às nuvens negras, surgiu um vento forte que varreu todos os candidatos para debaixo do tapete. O pleito eleitoral agora terá chapa única e repousa sobre a égide do consenso. Na verdade, não há consenso algum. Óleo e água não se misturam. O que há é a consciência de todos os grupos políticos de que esta tempestade tropical é, na verdade, um furacão. E contra tamanha força, não há como nem razão para lutar. E se não é possível juntar todo mundo, melhor não se juntar a ninguém. Por isso, o futuro presidente recebeu um cheque em branco para administrar o Santa Cruz. O furacão tem nome e sobrenome: Fernando Bezerra Coelho. Nele estão agora depositadas todas as esperanças da torcida coral. Não é para menos. FBC é Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e presidente de SUAPE. Depois do governador Eduardo Campos, provavelmente ele seja o nome mais importante, quando se fala em atração de investimentos para Pernambuco. FBC, ao se candidatar à presidência do Santa Cruz, ganhou visibilidade em todo o Estado. E mesmo antes de tomar posse, ele parece ter feito mais pelo clube do que o atual presidente em quase dois anos de mandato. É bem verdade que não é necessário fazer muita coisa para ultrapassar a pior gestão da história do Santa Cruz. Mas o fato é que FBC não só devolveu a energia às Repúblicas Independentes do Arruda (adquiriu um novo gerador e pretende resolver a questão com a Celpe durante esta semana), como já garantiu a recuperação do anel superior do estádio José do Rego Maciel, além de conseguir de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, a...

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Um passo pra trás, dois pra frente?!

Que candidatura é essa? Inicialmente, quando soube da candidatura de Fernando Bezerra Coelho (FBC), tive uma péssima reação. Pensei que era uma reedição de Mendonção, isto é, um acordão vindo de “cima”, pregando o surradíssimo discurso da união – a velha cantilena de mudar tudo para deixar tudo como está, como sempre esteve. Sim, minha reação não foi boa. Achava que a candidatura de FBC estava sendo puxada pelo Lado Escuro da Força (LEF), sendo um golpe habilidoso para isolar a oposição. Ao mesmo tempo, desanimado, via a oposição entrando num confuso processo de negociação, no qual tudo podia dar com os burros n’água. Sim, estava desanimado. Pensava que nosso carma era a confusão, sempre dando a sensação de que tudo não daria certo… Nós parecíamos um bando de Sísifos. Sim, parecíamos uma das figuras mais patéticas da mitologia grega: Sísifo era todo metido a astuto, inclusive enganou várias vezes Zeus, o rei dos deuses gregos. Dizem até que ensinava Hera, mulher de Zeus e torcedora da Coisa, a brincar de amarelinha. Como castigo, quando morreu, condenaram o coitado a rolar uma pedra bem pesada até o pico da montanha mais alta do Inferno. O problema era que a pedra tinha um peso diabólico que ia aumentando, assim que se subia a montanha. Toda vez, a poucos metros do cume, a pedra pesava tanto, e Sísifo ficava tão cansado, que largava a maldita, deixando-a rolar até embaixo, e aí tudo recomeçava outra vez, e mais outra vez, e outra vez, ad eternum e ad nauseam (porque isso, convenhamos, dá um enjôo danado). Sísifo simboliza o eterno recomeço de alguma coisa. Parecia a oposição. Parecia que estávamos sempre recomeçando. Tínhamos a pedra, a montanha, a gana de chegar até lá, e pumba!, algum fato acontecia, algo absolutamente irrelevante explodia, alguma desavença besta encruava, e largávamos a pedra, e a pedra caia, caia, até lá embaixo. Além disso, o que mais me metia medo era a falta de recursos. Sabia que a oposição tinha projeto e que era muito bom. Mas alguém tinha algum patrocinador? A falta de recurso dava-me medo, e medo do futuro. O que faremos com um clube falido e sem recurso? Onde achá-lo? Existe algum plano de emergência? Sem plano mirabolante e extravagante, como acreditarmos, como evitar o medo? O que adiantava projeto, intenção e iniciativa sem uma mínima base material? Sem recurso, a gestão seria sobre...

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Uma ajudinha para um time aleijado

Segue um pequeno texto-desabafo do tricolor André Felix, que cansou de ver o clube sem dinheiro e ao mesmo tempo criar dificuldades para os torcedores, sócios ou não. André Felix 1º Quero me associar, mas pagamento via boleto ou débito automático simplesmente não existe! Resultado: ou o torcedor tem que se locomover ao Arruda TODOS os meses para ficar em dia ou tem que enfrentar filas enormes para pagar a mensalidade em dia de jogo mesmo. 2º Quero comprar a camisa oficial do Santa, mas até a GG parece uma baby look. Tenho lá uma barriguinha, mas não é nada que me impeça de vestir uma camisa tamanho GG. Tá certo os jogadores usarem esse padrão mais justo, mas dai pra não vender nem aos torcedores um modelo de costura mais larga? Isso se chama AUSÊNCIA de inteligência em marketing, ou simplesmente GESTÃO AMADORA. Ai você imagina o ódio que me dá de ver nosso presidentezinho em plena TV Globo dizer que o clube está mergulhado em dívidas, que não tem receita. Além de ser um suicídio administrativo e econômico expor a fragilidade da instituição a todos os possíveis futuros investidores em rede pública de televisão, trata-se também de uma contradição, ver um time que desperdiça tantas possibilidades de ganhar dinheiro mendigar um real na conta de...

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