TC News

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Elenco do Santa Cruz volta a se reapresentar em 02 de janeiro de 2012, depois de quase dois meses de férias no ano. “Até tentamos antecipar o retorno dos jogadores, mas sempre que eu tocava no assunto a ligação caía. Depois ligava novamente e o celular dava fora de área.”, comentou Rodolfo de Orleans, Diretor Musical do Santa Cruz e responsável pela programação de férias e natalina dos jogadores corais. “Eu sabia que a culpa das férias dos jogadores era do celular! Se a gente fizer uma reclamação na Anatel, será que eles voltam a treinar ainda este ano?.”, questionou Wescley da Silva, tricolor e vendedor de chip pré-pago das operadores de celular no mercado de Casa...

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Lição de futebol

Lição de futebol

Neste domingo, acordei cedo para ver a final do Mundial de Clubes. Levantei da cama antes mesmo de soar o alarme do despertador, menos pela ansiedade, mais pelo sinal da idade que aos poucos vai mudando o meu metabolismo. Antes de tudo, registro o meu descontentamento com a fórmula do torneio. Acredito que o mundial poderia facilmente se tornar uma Copa do Mundo de Clubes, de quatro em quatro anos, como ocorre com as seleções nacionais. Basta que o campeonato ocorra no mesmo lugar do país-sede, um ano depois. Três copas (Confederações, de Seleções e de Clubes) dariam um retorno mais adequado ao tamanho do investimento realizado pelo anfitrião. Contudo, vamos ao que interessa e o que interessa são as lições do Barcelona para o futebol. O clube catalão deu um vareio de bola no Santos e o que vimos foi um jogo de um time só. Ao final, quatro a zero, bolas na trave e setenta e um por cento de posse de bola. O duelo Messi vs. Neymar não existiu, pois um jogou o que sabe e o outro mal pegou na bola. A vitória foi mais do que justa e o título, merecido. O Barcelona, com seu futebol envolvente, ensinou, e ensina, que é possível jogar um futebol bonito, ofensivo e eficiente. Nada daquela retranca que se tornou marca do futebol brasileiro, após a conquista da Copa do Mundo de 1994 e da qual Zé Teodoro tornou-se discípulo, pelo estilo de jogo que impõe aos seus comandados. Finalmente, o chatíssimo futebol de resultados poderá dar lugar novamente ao futebol ofensivo. Enxergo o sucesso do Barcelona atrelado a quatro fatores principais: situação financeira privilegiada, estrutura, jogadores de qualidade e divisões de base. No primeiro aspecto, o futebol espanhol é ainda mais segregacionista que o futebol brasileiro, já que, ao que parece, 60% das cotas de TV estão divididas entre os dois principais clubes do país. Tanto assim que doze clubes espanhóis tentam mudar a lógica da distribuição de renda no país. O resultado disso tudo é um campeonato enfadonho, onde praticamente já se conhece o campeão antes mesmo do início da temporada. O segundo e o terceiro fatores são decorrentes diretamente do primeiro. Se um clube tem um orçamento generoso, tanto mais fácil montar uma excelente estrutura, quanto ter os melhores jogadores do mundo à sua disposição. O último fator de sucesso do Barcelona é o que...

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Acertos e desacertos

Acertos e desacertos

Não deu. O primeiro título nacional do Santa Cruz, de uma sofrível Série D, não veio e ficou com a equipe que mais fez por merecê-lo durante a competição. Jogamos um bom primeiro tempo, mas o adversário soube controlar os nervos diante de um público, mais uma vez, de arrepiar e matou o jogo no desespero de um time incompetente para fazer gols. Tive uma reação tranquila, como, aliás, tenho tido a cada jogo do Santa Cruz, por já saber exatamente o que esperar do nosso time. Talvez, por isso mesmo, não despreze os resultados alcançados neste ano. Fomos campeões pernambucanos com uma equipe mais barata que os nossos principais adversários, que ainda lutavam pelo hexacampeonato: um pela conquista; o outro, em sua defesa. Aliás, nossa mérito fica ainda mais cristalino, se considerarmos que um já tem vaga assegurada à Série A e o outro está por uma peinha para chegar lá. Nas duas equipes, houve poucas mudanças do Campeonato Pernambucano para cá. Portanto, é inegável que se há de falar em superação e na assertiva que Zé Teodoro tirou leite de pedra. Entretanto, se não assumo ares de infelicidade, tampouco assumo ares de satisfação. O vice-campeonato desta competição não apenas é insuficiente para confortar nossa torcida apaixonada pelos anos de sofrimento, quanto alerta sobre a necessidade de mudanças de rumo na próxima temporada. A conquista de uma das vagas da Série C, também é forçoso o reconhecimento, não veio com a mesma competência do Campeonato Pernambucano. A caminhada foi sofrível, trouxe insegurança a torcedores e dirigentes e por pouco não ficamos pelo caminho mais uma vez. Ao olhar agora para trás, para um time que não sabe fazer gols, vejo como um verdadeiro milagre o empate conquistado contra o Treze, depois de uma derrota parcial por 3 a 1, em Campina Grande. Porém, o acesso, embora suado, veio. Mas aí, diferentemente do pernambucano, não há que se falar em superação, tampouco na assertiva que Zé Teodoro tirou leite de pedra. Se no campeonato estadual, tínhamos folha salarial inferior, na Série D fomos o primo rico da competição. É verdade, dinheiro não ganha jogo, mas ajuda um bocado. O dinheiro não resolve, quando é mal empregado, como foi o caso de inúmeras contratações para lá de medíocres realizadas pelo Santa Cruz. A competência vem do emprego eficiente dos recursos. Garantimos a vaga, mas a custo de muito sofrimento. Quanto...

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Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta Série D. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Sou um homem de boa fé. Sim, creio no título da Série D, não como um feito admirável de contemplação, mas de uma obrigação de quem sai do buraco de cabeça em pé. Alio-me ao presidente em afirmar a importância dessa conquista como uma lembrança de onde chegamos um dia. Não será um título para esquecer, porque as más lembranças nos servem de alerta e nos empurram para um futuro melhor. Placar: Santa Cruz 2 x 0 Tupi/MG Artur Perrusi Fracasso total. Vergonha nacional. A revanche dos índios. Placar: Santa Cruz 0 x 2 Tupi/MG Gerrá da Zabumba O time do cocoricó vai levar uma lapada pra entrar nos anais da tribo de Juiz de Fora. Placar: Santa Cruz 5 x 0 Tupi/MG Josias de Paula Jr. Desta vez o Central de MG não escapa. Time fraco. O Glorioso jogará sua melhor partida no Mundão. Sem mais, rápido e rasteiro, vencerá fácil o Tupi-Guarani. Detalhe: Renatinho vai arrebentar! Placar: Santa Cruz 3 x 0 Tupi/MG Nó Cego Se a gente não for campeão, eu mesmo vou invadir o vestiário para dar uma bengalada na cabeça de Zé Teodoro e um cascudo em cada jogador do Santa! Farei isso e assumirei o comando do time à força, porque é preciso ser macho para ser técnico do Santa Cruz. Mas acredito no título nos pênalti, pois com Zé Teodoro, tudo é sofrido. Placar: Santa Cruz 1 x 0 Tupi/MG Samarone Lima Vitória do Santa, com gol no finalzinho, para ser mais emocionante. Gol de Renatinho. Placar: Santa Cruz 2 x 0 Tupi/MG Fábio Melo (Loucos Pelo Santa) Santa vence por dois gols de diferença, sendo que o Tupi abre o placar no primeiro tempo. No início do segundo tempo, Leandro Souza é expulso, aos 30 minutos Renatinho empata, aos 35 Fernando Gaúcho marca para o Santa e aos 45 minutos, no escanteio, Thiago Cardoso vai para a área do Tupi e faz de cabeça. Placar: Santa Cruz 3 x 1 Tupi/MG...

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Cachimbo da paz

Cachimbo da paz

Recebi uma ligação de Nó Cego propondo-me acompanhá-lo a Juiz de Fora para assistir ao jogo Tupi e Santa Cruz (força de expressão, já que ele não enxerga um palmo à frente do nariz, pois é cego de nascença, embora costume dizer que perdeu a visão nos cinco a zero que o Santa levou do Bahia na Fonte Nova, pelo campeonato brasileiro de 1981, depois de ganhar dos baianos, no Arruda, por quatro a zero). Considerei a ideia proveitosa, até o momento em que Nó Cego insinuou que eu pagaria as passagens, hospedagens, ingressos do jogo, bebidas e aperitivos. Telefone sem fio à mão, olhei-me no espelho na tentativa de identificar a cara de trouxa que Nó Cego costuma ver em mim. Desconversei, mas, em seguida, não resisti à ideia de me juntar a uma pequena multidão de tricolores para soltar nosso genuíno grito de guerra nas Minas Gerais: “ai, ai, ai, que torcida do carai!”, pois é sabido que há caravanas corais seguindo para qualquer rincão do país, do mundo, quiçá da Via Láctea, e, por que não dizer, do infinito Cosmos, para acompanhar nosso time aonde quer que ele vá. Ao chegar ao aeroporto, tomei um susto lascado quando ouvi as pretensões do meu companheiro de viagem. Nó Cego omitiu propositadamente a informação que desejava assistir ao jogo no meio da torcida adversária, para entender a dinâmica de outros torcedores. Sua intenção era comprovar, in loco, a tese de que não há torcida igual à nossa, neste ou em qualquer universo paralelo. Achei sua atitude louvável, pensei até em publicar um livro sobre o assunto e ganhar milhões de reais – já que o Dólar anda desvalorizado pra chuchu e o Euro está numa crise lascada – mas, covarde que sou, considerei a experiência extremamente perigosa. Por isso, desaconselhei-o a cometer tamanha bobagem, pois no primeiro gol do Santa, certamente, seríamos linchados por uma massa furiosa e sedenta de sangue. Não sou vampiro, mas confesso aqui que tenho muito apego à sangue, principalmente quando se trata do meu. Nó Cego disse que, assim como Lupicínio Rodrigues, temos nervos de aço e que jamais nos entregaríamos num lance fortuito da partida. Além do mais, em sua valiosa opinião, o jogo seria zero a zero, posto que o nosso ataque é homônimo seu, ou seja, também é nó cego, e Zé Teodoro iria armar o time mais fechado do...

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