SANTA CRUZ: 102 anos

SANTA CRUZ: 102 anos

Nasceu, branco e preto. Misturado. Quase morreu precocemente trocado por máquina de caldo-de-cana. Salve, Alexandre de Carvalho. Um murro na mesa e o vermelho da paixão falou mais alto. Vida. Agora, miscigenada. Para sempre tricolor. Pitôta surgiu e os torcedores começaram a aparecer.

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Quando tudo parecia dar errado, deu certo

Quando tudo parecia dar errado, deu certo

Estamos chegando.... Ufa! Que semana conturbada... Depois de uma bela vitória contra o Boa Esporte, tudo parecia que iria caminhar tranquilamente pelas bandas do Arruda.

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Por que é que tem que ser assim?

Por que é que tem que ser assim?

Desde sua fundação, que o Santa Cruz e sua torcida caminham juntos, misturados. Sem dúvida, um dos raros casos de conexão mútua, uma espécie de “dependência univitelina” onde um nasceu para viver próximo do outro.

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Pra lavar a alma

Pra lavar a alma

Vou começar botando logo pra torar: Que vitória do caralho! Foi pra lavar a alma. Merecia ser vista por 25 mil pessoas num sábado à tarde. Há muito tempo não vejo tanta raça no nosso time. E, ainda no clima de ontem, um grito está preso na minha garganta: “Ei, Ricardinho, VTNC!” Não é implicância, gente, mas vamos olhar direitinho pra ontem. Ontem teve volante de lateral, lateral de volante, volante de zagueiro, meia de atacante, ou seja, um samba do crioulo doido que um time sem peças para uso nem reposição demonstra. E tivemos algo que não tínhamos antes mesmo com as peças postadas em seus devidos lugares: Raça. Tinha algo estranho naquele time de Ricardinho, afinal, como explicar que o capitão-homem-de-confiança-mor-supremo, Edson Sitta, nem relacionado é há 4 partidas? Realmente, tinha algo estranho no ar. Quanto ao jogo, o time está muitíssimo longe de ser bom, mas mostrou raça e mostrou que, com alguns reforços pontuais, vai dar muito trabalho nessa série B, que tem nível técnico tão ruim que Aquino é um dos artilheiros. Apesar da limitação do time, sinto coisas boas, sinto o clima ficando bom, principalmente entre torcida e clube. De onde olhamos, notícias ou peruas boas começam a aparecer. Nike, Carlinhos Paraíba, Patrocinador Master e Grafite. A grande jogada da contratação de Grafite não foi apenas o bom jogador em si. Grafite não vem pra somar, veio pra resolver uma integral trigonométrica complexa. Será a referencia do time, o entrevistado, o foco e será pra onde as lentes e microfones estarão apontados sempre. Perfeito isso, porém, tem uma coisa que precisa ser dita: Quando Grafite estrear, já teremos metade do campeonato disputado, sendo assim talvez já tarde demais para qualquer reação na tabela, mesmo com o craque em campo. Cabe a esses caras de ontem, que suaram e correram até os músculos não aguentarem, nos manter vivos pra receber o Grafite. Aí, vem o outro lado, cabe ao torcedor ir a campo, se associar, pagar, apoiar e compreender a ruindade de alguns. Cabe a diretoria, com o aumento dos sócios, patrocinador master, verba liberada pela CBF e qualquer outra merreca que entrar, pagar em dia esses caras. Repito, Grafite chegar com o time motivado e em quinto lugar é uma coisa, chegar em décimo quinto é outra completamente diferente. Assim, é aproveitar o momento, o crescimento e a tabela. Temos um difícil jogo...

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Foi com tempero

Foi com tempero

Posso dizer que o sábado, dia do jogo contra o Central foi um dia com todo tipo de tempero. Tudo começou no nosso recanto de concentração para os jogos no Arruda, o já famoso Caldinho do Bonitão. Comida de primeira, caldinhos deliciosos, cerveja gelada no ponto e a companhia de muitos amigos, entre eles quase toda a família Lins, incluindo Gabriel, o garoto de 12 anos que parece saber os 101 anos do Santa Cruz na cachola. A comida era tão boa (ou o álcool era tão grande) que passamos uns 30 minutos debatendo se um pedaço de carne bem macia era bode ou carne de sol. Outro tempero para esse dia foi o clima de jogo. Há quanto tempo em não sentia isso. Ruas com bandeiras, carros com malas abertas e tocando Pablo ou Musa. Gente na rua vestida de vermelho, branco e preto. Estava com saudades de um jogo assim, que movimentasse a cidade, mexesse com o torcedor. Outro tempero foi o time. Dentro das limitações técnicas e táticas, sejam coletivas ou individuais, achei que o time jogou muito. Perdemos um caminhão de gols e não precisou de João Paulo sangrar pra vermos que o time estava dando o sangue. Mas, teve um tempero que ganhou o dia. Na entrada das sociais fomos temperados com pimenta, spray de pimenta mais precisamente. Aqui entra aquela velha discussão que parece que vamos continuar a chover no molhado. De quem é a culpa de um sócio ser recepcionado com spray de pimenta em seu próprio estádio? A culpa é da diretoria, que disponibiliza apenas uma entrada com cinco catraquinhas para 10.000 entrarem. Além disso, esses novos ingressos cupom fiscal, são ruins pra caralho de passar no leitor de código de barras e amassam muito, o que dificulta ainda mais. Devido a isso, a entrada de uma única pessoa às vezes leva um minuto. Porque não abrir o portão do lado do antigo Colosso pra sócios também? Seria o dobro de entradas. A culpa é da PM, que a cada dia mostra-se mais despreparada e mais truculenta. A violência e falta de paciência dos PMS aumenta a cada nova reportagem que sai contra eles. Eu estava presente e não havia necessidade nenhuma de spray de pimenta ali. Ninguém foi violento ou tentou começar algum tumulto, pelo menos quando entrei. A culpa é do torcedor, que fica enchendo o pote até a...

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