O Centenário longe de sua torcida?

O Centenário longe de sua torcida?

  Dia 03.02.2014, uma segunda-feira. É o dia de completarmos 100 anos de idade, um centenário de vitórias! Até lá, nada de jogo no Arruda. Tudo graças à justa punição que o Santa Cruz recebeu do STJD com a perda de quatro mandos de campo na Copa do Nordeste  devido à briga da Inferno Coral com a torcida organizada do CRB, pela sexta rodada da primeira fase do Nordestão do ano passado. Sobre a punição, o presidente Antônio Luiz Neto há 20 dias foi taxativo: “Não vamos recorrer dessa punição. Existem as alternativas do estádio do Central (Luiz Larcerda) ou de João Pessoa. Temos muitos torcedores tricolores em Caruaru e essa escolha também abraçaria os torcedores de cidades vizinhas como Bezerros, Vitória Taguaritinga, Toritama. Mas também temos torcidas organizadas em João Pessoa e a distância é praticamente a mesma. Uma terceira opção seria Garanhuns”. Na sua resposta, fica claro que considerou a punição foi justa ou então que não vale a pena recorrer da decisão. O fato é que um aliado não pode jogar a responsabilidade para outro aliado. No sábado, antevéspera do aniversário do centenário, enfrentaremos um adversário tradicionalíssimo do futebol nordestino e brasileiro que, junto com o Santa Cruz, disputa o posto de clube de maior torcida do Norte/Nordeste do País, o Esporte Clube Bahia, único clube do Nordeste Campeão Brasileiro. Seria um dia de casa cheia, de festa, naturalmente. Agora, some-se ao jogo o fato de comemorarmos antecipadamente o centenário coral. Seria um jogo para ouvirmos 50 mil vozes cantando parabéns! Mas, como eu, muitos outros torcedores e sócios do Santa Cruz não teremos essa oportunidade. Por baixo, uns 30 mil tricolores ficarão sem ver o Santa Cruz jogar. O presidente ALN e a TOIC (Inferno Coral) mantém um relação de grande amizade e cumplicidade. Desde a sua posse, ALN demonstrou claro que a TOIC é sua fiel torcida. O seu primeiro discurso não foi com a camisa do Santa Cruz, mas sim com a camisa da TOIC. É importante deixar claro que este fato não é exclusivo do atual presidente, mas persiste em praticamente todos os presidentes que ocuparam o cargo máximo no clube. É uma relação de troca, de favores, comum aos demais clubes do Brasil. “É a contribuição que a TOIC dá ao clube, cujo presidente Antônio Luiz Neto tanto defende e alimenta com ingressos e outros benesses. Num cálculo rápido, o Santa perderá, no mínimo,...

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Retrospectiva Coral 2013

Retrospectiva Coral 2013

  Pelo 5º ano consecutivo, publico no Torcedor Coral uma retrospectiva do ano. Desta feita, o ano da retrospectiva é muito especial. Sem dúvida, 2013 é classificado como um dos mais importantes na vida do Santa Cruz, que ficará marcado pelas conquistas e pela volta à disputa do campeonato brasileiro. Sim, finalmente, após seis longos anos saímos do ostracismo do futebol brasileiro (séries C e D) e voltaremos a disputar um “campeonato”. No entanto, nada foi fácil. Troca de treinadores, time oscilando em todas as competições, os bastidores da política do clube, o prenúncio de uma comemoração fraca do Centenário coral. Enfim, muitos percalços em um ano de vitórias. Porém, a verdade é que o ano termina, no futebol, em uma situação bem diferente daquela vivida no início do ano. Situação esta que nos permite sonhar com um 2014 de afirmação justamente no ano do Centenário do Clube – ano emblemático na vida do Santa Cruz Futebol Clube. Em 2013, Antônio Luiz Neto se inseriu no rol dos TOP-5 dos maiores presidentes da história do Santa Cruz. Em 2013, Tiago Cardoso se inseriu no rol dos TOP-3 dos maiores goleiros da história do Santa Cruz. O maravilhoso ano nos deixa sonhos que ainda não se tornaram realidade. Continuamos sonhando com a construção de um Centro de Treinamento (CT), que no papel já nasceu defasado com apenas 1 campo oficial; com a Arena Coral e com uma mudança na política de administrar o clube. Que em 2014 nossas esperanças sejam reforçadas, novos sonhos sejam realizados. Ano do Centenário, ano do Tetra campeonato pernambucano, ano de inserir o Santa Cruz em uma competição internacional, ano de voltar à série A. Que os nossos sonhos se tornem realidade. E sempre com a certeza de que nós continuaremos amando o nosso Santa Cruz Futebol Clube que, assim como a nossa esperança, nasceu para viver eternamente. Feliz 2014, Torcedor Coral, são os meus sinceros votos! Melhor de 2013: Retorno à série B do campeonato brasileiro após 6 longos anos em séries inferiores. Pior de 2013:: 1. Ter que aguentar Sandro Barbosa como treinador com o apoio da diretoria; 2. Tentativa que criar uma nova “casta” no Santa Cruz, onde um grupo de “notáveis” será responsável pela eleição do Presidente do Clube. Maior emoção (Futebol): Santa Cruz 2 x 1 Betim. Gol de Caça-Rato. Foi Épico! Maior tristeza (Futebol): Santa Cruz 1 x 2 Fortaleza....

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A saga do Tri-Super, o ano que não terminou

A saga do Tri-Super, o ano que não terminou

André Nascimento, o Cobrão Éramos a quarta força cantada e decantada por todos os lados. Um time desacreditado que havia participado frustrantemente da Taça de Prata daquele ano. No jogo de Estreia, vencemos o Santo Amaro, por 3×0, se a memória não me falha. No banco de reservas, apenas dois jogadores, nada mais, nada menos, que Birigui e Ricardo, o Rocha. Aquele campeonato foi sensacional, sob todos os aspectos. Não dá simplesmente pra falar apenas da última partida. Não dá! Ela retratou, brilhantemente, o que foi aquele ano para todos nós Tricolores. Permitam-me referenciar alguns detalhes daquele campeonato cujos fatos são advindos exclusivamente de minha memória. Portanto, passível e possível de haver erros e omissões, mas que certamente serão dirimidos e retificados pelos nossos amigos do Blog: De fato, os times da barbie e da coisa, além do Central, eram, aparentemente, melhores que o nosso. Eram mais estruturados e já tinham uma base montada. Na barbie, tinha no gol Cantarelli, os zagueiros Ivan e Zé Eduardo, Manguinha era uma excelente cabeça de área e no ataque havia Mirandinha, Heider e Baiano. Um timaço. A coisa conquistou, no ano anterior, o tricampeonato e prometia o tetra, até então inédito para o clube. País, Marião, Merica, Joãozinho e outros mais faziam parte daquele excelente time. No central, tinha-se Neto, um belo jogador de meio de campo e um time arrumado que sempre fazia suas feridas aos grandes da capital, sobretudo ao Santa Cruz (como até hoje); Tínhamos apenas um time a ser montado, jovem, raçudo e um excepcional comandante, Carlos Alberto Silva, nosso grande diferencial; Destaca-se nosso goleiro Luiz Neto, que fez um campeonato brilhante tendo Birigui naquele ano como seu goleiro reserva. Na linha de zaga, o destaque era pro promissor lateral Ricardo, oriundo dos juniores. Gomes, na raça, e Edson Furquim, na técnica era, sem dúvidas, uma boa zaga. Contando, ainda, com o experiente Almeida. No meio campo, o jovem capitão Zé do Carmo, fazia do tripé com o intempestivo Ângelo e o craque Henágio. Na frente, o guerreiro, ou melhor, diabo loiro, Gabriel, símbolo maior da raça coral e o artilheiro Django. Peu, vindo o Flamengo de Zico, completava o ataque; Naquele ano, não perdemos uma só partida para a coisa. Detalhe: logo no primeiro jogo, vencemos por 1×0, com um gol do ponteiro esquerdo Bebeto e quase no fim da partida numa falta próxima da área, o Sr....

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O Sr. sabe lá o que é Santa Cruz?

O Sr. sabe lá o que é Santa Cruz?

Dando uma olhada nas redes sociais, buscando a repercussão do Título do Santinha, não foi incomum encontrar vários comentários dos nossos irmãos bicolores diminuindo nossa conquista. Fazendo graça com ela e conosco. Foram coisas do tipo: “Série C? Que merda! Sou elite!” ou “Os banguelos (mundiça) estão em festa”, ou ainda “Hoje não haverá crimes no Recife”. Enfim, toda sorte de humor do mais alto padrão Danilo Gentile de ser. Perdoai-vos, ó Pai, eles não sabem o que dizem! Não sabem mesmo. Um dos bicolores, cujos simpatizantes costumam abrir a boca pra gritar “Eu sou elite!” é o mesmo que repete o mantra, numa tola tentativa de acreditar em si mesmo, que é campeão brasileiro de 87. O curioso é que esta mesma elite a qual ele diz pertencer, esta mesma elite, é a que lhe põe o dedo na cara e mostra a verdade incontestável. O verdadeiro campeão é outro bicolor, o carioca. Pouco importa o que a credibilíssima CBF diga. O mundo sabe a verdade! O outro bicolor, coitado, vive de um tal hexa do passado. Sua maior glória é ser um clube de brancos e riquinhos da gloriosa aristocracia recifense. Seu mais importante título é o de ser o último clube do país a aceitar jogadores negros. Como cantava Cazuza, eu uma das suas piores canções, “são caboclos querendo ser ingleses”! O que eles não entendem, nem nunca vão entender, é que nós não precisamos de nenhum título pra provar nossa grandeza. Não precisamos da tal razão instrumental criada pelo mercado que usa como medida a quantidade em ouro, neste caso troféu, que cada um tem. Nós não precisamos ter nada. Nós somos poesia, eles são como bandas de forró de plástico. A nossa grandeza é simplesmente existir. A nossa grandeza reside na atrevimento daqueles garotos pobres e pretos, proibidos de entrar nos clubes ingleses do Recife, que ousaram criar um clube de futebol diferente de tudo o que era permitido nas altas rodas. A nossa maior grandeza é a capacidade de chorar e de sorrir mostrando todos os dentes. Os que existem e os que faltam! A nossa grandeza é a nossa própria história. Nós somos o que eles mais temem. Somos o povo! Pretos, pobres, desdentados, dos morros, das favelas, das empregadas domésticas… Somos o clube da inclusão social. Foi graças a nossa história que não acabamos. Eles, se tivessem passado pelo que nós...

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A taça do fracasso, da fidelidade, da superação e da união

A taça do fracasso, da fidelidade, da superação e da união

Domingo tem mais um jogo importante na vida do Santa Cruz. Para muitos, o principal objetivo já foi alcançado com a subida à série B. Fato. E isso é tão inquestionável quanto o fato de que o que ficará retratado na história será o pôster do time campeão brasileiro da série C de 2013. Portanto, esse título vale muito. Vale toda uma história de fracassos, fidelidade, superação e união. Uma história de fracassos vividos em 6 longos anos no porão do futebol brasileiro. Quantos de nossos amigos, ao longo desses seis longos anos, abandonaram as arquibancadas do Arruda? Quantos amigos deixamos de conhecer por simplesmente não termos futebol para assistir em um dia de domingo? Quantos jogos fomos assistir sem conhecer o nome de um jogador sequer do time adversário? Quantas derrotas humilhantes sofremos, inclusive com a chance de cairmos para a série B do campeonato pernambucano? Descobrimos, na base do coração, que lamentar o fracasso não iria nos levantar. E, um gigante do futebol, não se levanta sozinho. É necessário a força de muitos nessa hora. Foi assim que nasceu a “torcida mais apaixonada do Brasil”, a torcida cuja fidelidade supera a própria fidelidade entre os homens. Se o Santa Cruz já conhecia a torcida que tem, esta queda serviu para descobrir do que ela era capaz. Recordes e mais recordes de público foi a forma que encontramos de escrever uma carta de amor ao Santa Cruz Futebol Clube. Não tenho dúvidas de que o nosso amor superou a traição que sofremos. Não foram poucos os momentos que presenciamos torcedores viajando centenas de quilômetros para assistir apenas a camisa do Santa Cruz em campo, dada a péssima qualidade dos nossos jogadores. Isso ocorreu porque nós nos superamos. Superamos na forma de querer bem ao Santa Cruz, superamos enquanto torcedores, superamos na fidelidade de amar. Se um dia a torcida não foi capaz de evitar uma queda, somente a união da diretoria, jogadores e torcedores seria capaz de ressuscitar o Gigante. A união daqueles que assumiram a instituição Santa Cruz no seu momento mais crítico, Antônio Luiz Neto, Constantino Júnior e Colaboradores; Sócios, Torcedores anônimos e Simpatizantes; Tiago Cardoso, Éverton Sena e Demais. Todos estiveram vestindo a camisa do Santa Cruz nos sofridos jogos contra o Treze e Betim. Neste domingo, finalmente, este ciclo se fechará. Em jogo estará o encerramento do campeonato e a possibilidade de levantarmos mais...

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