TC News

TC News

Zé Teodoro quer um grande nome do futebol brasileiro no Arruda “A pedido do técnico, estamos buscando um grande nome. A torcida vai ficar feliz com a contratação desse jogador.“, revelou Rodolfo de Orleans, Diretor Musical do Santa Cruz. “Não duvido que ao invés de um grande nome tragam um nome grande, como um tal de Washington Severino Ramos Prado Cunha Pereira Souza da Silva, que jogou no Peladão Alto Astral na praia do Pina“, comentou o incrédulo tricolor Wescley da Silva, que já trabalhou como Office-boy num cartório e conhece a fundo a genealogia brasileira e o nível de conhecimento da Diretoria de Futebol do Santa...

Leia Mais

Puxão de orelha

Puxão de orelha

― O blog morreu? ― Hã? ― O blog… morreu? ― Hein? ― Estão perguntando se o blog morreu. ― Ah! Morreu não, só apeou e deitou-se numa espreguiçadeira. Parece que virou moda e outro blog entrou em férias. Eu digo sim, mas sim, mas não, nem isso. É verdade, paramos um pouco, na base do improviso, meio sem propósito, mas, juro, foi só por falta de assunto. A gente não se programou para parar, simplesmente paramos. Paramos, porque não tinha um tico de nada para falar. Eu mesmo até que tentei escrever algumas linhas. Fiquei meia hora na frente do computador, abri o editor de texto e não veio nada à minha cabeça. Pesquisei na internet e também não achei motivo algum para abrir a boca, ou melhor, meter os dedos no teclado. Paulo e Artur, coitados, desses nem se fala. Além de não terem o que dizer, ambos trabalham feito mulas. Não por outra razão, às vezes, empacam. Sei que é meio inconveniente essa história de não ter assunto para tratar num blog de futebol e pouco atrativo para quem ler, mas pensem comigo, escrever sobre o quê? Sobre a Copa Pernambuco? Poupo-me dessa decadência. O fato é que as notícias do blog são geradas pelo clube e no clube não acontece nada ou menos que isso. Nem mesmo as resenhas esportivas das rádios recifenses, que possuem setoristas que vivem o clube em tempo integral, têm o que falar do Santa Cruz. A verdade é que há um oco nas Repúblicas Independentes do Arruda. Na falta de assunto, tenho ocupado meu tempo livre da maneira menos entediante: leio. A leitura, posso assegurar, revigora. Posso até indicar alguns livros aos leitores mais interessados e, como eu, entediados com a falta de assunto sobre o Santinha. Agora mesmo estou por terminar Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e devo partir para a leitura de A divina comédia, o Inferno, de Dante Alighieri. Estão vendo? Por falta de assunto, mudei de assunto. A falta de assunto, além de tudo, traz uma grave conseqüência: a preguiça. Junte-se a ela as festividades de fim de ano – todo mundo diz que o país pára no carnaval, mas desconfio que o mês de dezembro seja um assombro de paralisações, já que são tantas as confraternizações que não sei como o povo encontra tempo para trabalhar. Eu mesmo pensei em tirar...

Leia Mais

Cobra venenosa

Cobra venenosa

“O blog morreu?“ Rafael Monte, na seção de comentários do artigo Nada de novo no front, sobre a escassez de texto do Torcedor...

Leia Mais

Homenagem (quase) póstuma

Homenagem (quase) póstuma

Luiz Fernando Gomes*, publicado originalmente na coluna Apito Inicial da revista Lance! Me lembro dos campeonatos de botão que jogava com os amigos, lá pela década de 70. Era um moleque, tinha á meus 14 anos . e naquela época 14 anos era idade de moleque mesmo. Meu time era o Flamengo. Herança de família. E olha que eu era bom de palheta. Tinha tanta confiança em vencer que um dia, num torneio lá em casa, coloquei um açucareiro de prata da minha mãe para servir de troféu. Tinha certeza de que não sairia do armário da cozinha. Mas perdi. Perdi e cumpri a palavra, o açucareiro acabou na casa da vizinha. Levei uma bronca, fiquei de castigo . Um mês sem jogar botão. Merecido, diga-se de passagem. A grande final do fatídico torneio foi um clássico daquela época. Não apenas nos tabuleiros, mas nos gramados também. Meu amigo, o que me derrotou na final, chamava-se Zé Carlos, jogava com botões tricolores, em preto, vermelho e branco. Era o São Paulo? Enganou-se quem pensou assim. O vencedor do torneio de botões foi o Santa Cruz, o Cobra Coral do Recife. Isso mesmo. E o meu amigo era só um dos tantos meninos a ter um time assim. Num tempo em que a televisão ainda não transmitia futebol em rede nacional, que pouco se sabia do que se passava além do eixo Rio-São Paulo-BH-Porto Alegre, o que levava garotos do Sudeste maravilha a jogar botão com o Santa Cruz? A resposta estava no talento de uma geração que encantava. Gente como Givanildo (talvez o maior ídolo da história do clube) e Luciano, que depois ajudariam o Corinthians a sair da fila e ganhar o Estadual de 77; Ramón, célebre parceiro de Dinamite no ataque do Vasco; e Nunes, que sairia de Pernambuco para conquistar o mundo com o Flamengo de Zico. Má gestão e amadorismo levaram o Santa à bancarrota. Comuns pelo Brasil, fizeram no Recife a sua maior vítima. Era uma época de ouro. Em 75, o time chegou às semifinais do Brasileiro. Eliminou o Palmeiras nas oitavas, vencendo por 3 a 2 em pleno Palestra, passou pelo Flamengo nas quartas, impondo um 3 a 1 de virada dentro do Maracanã. Os pernambucanos, até hoje, culpam Armando Marques, aquele juiz que errou a conta dos pênaltis de Santos e Portuguesa numa final de Paulista, pelo time não chegar à...

Leia Mais

Entre a tragédia e a alegria

Entre a tragédia e a alegria

Na literatura, a tragédia é uma forma de drama que geralmente envolve um conflito entre personagens ou entre um deles ou mais e uma instância superior, como o destino. Ela costuma dar existência a uma ocorrência que desperta piedade ou horror. A palavra tragédia tem a sua origem provável ligada ao grego antigo τραγῳδία – τράγος (bode) e ᾠδή (canto) – por causa da tradição poética e religiosa dos Sátiros, seres mitológicos metade homens, metade bodes, que honravam o deus Dionísio (para os romanos, Baco, o deus do vinho e de sacanagem muita) com suas danças e cânticos. Toda tragédia resulta numa catarse, já dizia o filósofo Aristóteles, e por isso mesmo produz um efeito liberador no espectador. Talvez isso explique a razão pela qual todos nós gostamos de assistir ao sofrimento dramatizado. Já a alegria é um sentimento humano de viva satisfação e contentamento geralmente vinculado a um acontecimento feliz, como o nascimento de um filho ou a vitória de um time. Na vida, as duas não costumam se encontrar. São diametralmente opostas e separadas pelo tempo: enquanto uma vem, a outra vai. No futebol, nenhum clube encarna tão bem esse vai e vem de alegrias e tragédias, quanto o Santa Cruz, embora nos últimos trinta anos haja clara prevalência destas sobre aquelas. Em algumas ocasiões, elas ocorrem em espaço tão curto de tempo que parecem se tocar. De 2005 para 2008, por exemplo, subimos e caímos do júbilo da Série A para o inferno da Quarta Divisão. Nunca houve alegria tão viva seguida de uma tragédia tão profunda. Ainda assim, não me recordo de uma estar tão próxima da outra, no tempo e no espaço, quanto no fatídico campeonato brasileiro de 1981, quando o Santa foi eliminado pelo Bahia na Fonte Nova, após perder a partida por cinco a zero, mesmo tendo vencido o jogo de ida por quatro a zero no Arruda. Ontem, alegria e tragédia voltaram a se alternar, mas dessa vez numa mesma partida de futebol. No primeiro jogo do mata-mata da Série D, diante de um público superior a 50 mil tricolores – mais um grande feito da torcida coral – a tragédia chegou primeiro, mas foi vencida pela alegria. O Santa perdia para o Guarany de Sobral depois que o atrapalhado zagueiro Leandro Cardoso entregou dois gols de bandeja para o adversário. Também foram dois os gols anulados por causa de Brasão,...

Leia Mais
2 de 9123...