Dois pontos

Na hora do jogo: rumo a PQP Artur Perrusi _Ia colocar o quê? Disse a Dimas. _Rumo a quê? Tecnicamente, a série D é a PQP. É a mãe de todos os canalhas. É a mãe dos cardeais do clube. É a mãe de todos aqueles que estão acabando com o Santinha. A série D é a mãe que pariu os canalhas e os tolinhos! Voltem para sua mãe, seus filhos da mãe! Escrevo o quê? Nem utilizando meus poderes mutantes de psiquiatra entendo a mente alucinada de Bagé. Os tolinhos da diretoria de futebol contrataram o louco absoluto, o Midas do caos que, onde toca, bagunça tudo. Bagé é o Coringa! Cadê o Batman? Tolinhos, comprem uma fantasia de Batman e venham nos salvar! Cheguei bêbado no estádio. Não agüento a lei seca e, menos ainda, assistir sóbrio à ruindade do time (próximo jogo, somente com drogas pesadas. Álcool é água para agüentar esse time). Pelo menos, sofri menos. Encontrei Maneca. Estava com um guaraná estranhíssimo. Bebi uns goles e fiquei mais bêbado do que nunca. Deve ser o desespero: fiquei bêbado com guaraná. Certo, o guaraná era estranho… Encontrei o grande Anízio. Nitidamente, não estávamos animados. Estava lá Tiago, mas é jovem e sobreviverá. Tenho medo da minha geração. Essa não agüenta o tranco. Tipo Joãozinho, irmão de Dimas. A família Lins será dizimada pela PQP. Joãozinho dizia: _jogar em casa, contra o Icasa, com três zagueiros… PQP! Sim, é pra lá que nós vamos, caro amigo. Tomei mais um guaraná de Maneca. Foi o suficiente para tentar novamente entender a mente insana de Bagé. Pensei em gigantescos supositórios de Haldol para tratar sua psicose. Desisti rápido da idéia, pois não funcionaria – nesse cara, só choque elétrico. Miller, nem no banco. Aqui, não é loucura, e sim perversão. É maldade. É PQP. O que fez o menino para merecer tamanho tratamento? Jogar bem?! É um problema moral? Por que técnico não é, já que ele é melhor do que Ribinha e Rafael Oliveira, os legítimos filhos da mãe de Bagé. Dizer o quê?! PQP… Hoje, foi o dia dos pais, mas o diminutivo está nos mandando para a mãe que nos pariu. Aliás, o diminutivo tem mãe? __________________________________________________ Um amor incorrespondido Dimas Lins Sofremos de um amor incorrespondido. Um amor onde é proibido conjugar o verbo receber. Nessa relação, o que vai não volta. Dizem que amor...

Leia Mais

Pagando as dívidas para algum santo

Manequinha pagando a promessa no inverno glacial de Recife Nunca gostei de dever, principalmente a santo. Amigos, depois do jogo de quarta-feira, eu estou com crédito no céu. Vamos lá, começando por partes. Tudo começou como num dia normal que tem jogo do Santa. Acordei ansioso, passei o dia nervoso, acessando os blogs de 10 em 10 minutos, etc., etc., etc. Eu estava com tudo preparado: tira-gosto, cerveja e vontade de beber. Porém, já no fim da tarde, vem a notícia: A TVU não iria transmitir o jogo devido a “ordens $uperiores”. Eu, realmente quero me recusar a acreditar que essa “ordem $uperior” partiu de alguma emissora, mas é uma possibilidade real. Como tudo já estava preparado, o jeito foi beber e ouvir pelo rádio mesmo. E, para esquecer a revolta de não ter o jogo transmitido, só mesmo uma cervejinha. Sentamos, eu e meu primo Ureia, no sofá de minha casa, precisamente às 18h12minh. Para quem não conhece Ureia ainda, vou apresentar: o cara não tem fígado. Ureia bebe meio litro de Vodca pura antes de decidir se vai ou não beber nesse dia. E eu, um pobre coitado gastroplastado, que não agüenta mais cachaça como antes, tendo que beber de testa com um infeliz desses. O que eu não faço pelo Santa! Começa o jogo e a angústia de uma narração por rádio. Era impressionante, mas quando o locutor acelerava a voz num ataque do Campinense, eu virava o copo da minha frente. No desespero, aos 15 minutos do primeiro tempo, fiz uma promessa. Não designei qual o santo, fiz uma promessa genérica para o santo que tivesse de plantão. Prometi que se o Santa não perdesse, eu tomava um banho de piscina após o jogo. E tava um toró do cacete. A agonia continuava. Jogador machucado. jogador expulso. Tava foda. Mas, ao final, um bom empate que, em minha opinião, nos deixa com muitas chances de classificação. Eu tava feliz e surpreso. Confesso que pelo que vi domingo contra o Salgueiro, esperava levar uma lapada. Só havia uma coisa a fazer, beber para comemorar e comentar sobre um jogo que nós não assistimos. E, em decisão unânime, eu e Ureia achamos que Juninho não deve retornar ao time. O cara cansa aos 15 minutos do segundo tempo, não marca e nem cria. Depois da resenha pós-jogo, quando estou me preparando para relaxar e dormir, chega Ureia...

Leia Mais

300

A batalha de Termópilas, o início de tudo. Provavelmente, a maioria de nós conhece a história de 300 espartanos que enfrentaram o poderoso exército de Rodrigo Santoro na batalha de Termópilas ocorrida no ano de 480 a.C.. A batalha de Termópilas, aliás, faz parte das chamadas Guerras Médicas que, ao contrário do que o nome sugere, nada tem a ver com a eterna crise da saúde no Hospital da Restauração. As guerras foram decorrentes da invasão persa à Grécia Antiga, cerca de quinhentos anos antes de Cristo, e teve o seu final em Platéia, quando a coalizão entre Atenas e Esparta pôs fim às pretensões da Pérsia no mundo helênico. O que pouca gente sabe é que os trezentos espartanos lutavam para proteger um pergaminho de trezentas páginas, que falava de uma profecia onde uma Nação Santa de três cores surgiria no ocidente para dominar o mundo do ludopédio. O pergaminho contava também a história de uma besta, cuja missão na terra seria destruir esta nação. Por muito tempo o pergaminho esteve desaparecido e assim tornou-se uma lenda. Somente no ano de 1.095 d.C. ele ressurgiu, dando início às cruzadas. Em 1.119 d.C., foi fundada a Ordem dos Templários, que também contava com 300 cavaleiros e tinha o objetivo de proteger o pergaminho e a Terra Santa – inicialmente chamada de Terra de Santa Cruz, mas que depois ficou conhecida entre todos os povos por Santa Cruz. Soube-se muito tempo depois que os templários eram, na verdade, descendentes dos espartanos. Assim como os espartanos, os templários foram perseguidos até a morte e, mais uma vez, o pergaminho tornou-se oculto. Seu ressurgimento data de 1914 d.C., mas permaneceram desaparecidas as últimas 6 seis páginas, que continham ao todo trezentas linhas. Ainda assim, a profecia começou a se confirmar quando, neste mesmo ano, surgiu uma Nação Santa, sob o brasão de uma cobra coral, o mesmo utilizado por espartanos e templários. No de 1985 da era cristã, forças malignas começaram a chegar à Terra Santa, na intenção de destruí-la. A princípio, acreditava-se que no final do ano de 2006 d.C. um homem de cabeça desproporcional finalmente surgiria para dar início a revolução coral, cumprindo finalmente a profecia. O engano só foi desfeito quando Bosquímano, um repórter investigativo infiltrado na pouco inteligente Agência Espanhola de Inteligência (conta-se que a infiltração de Bosco avacalhou completamente o serviço secreto espanhol), descobriu informações sobre a localização do túmulo do...

Leia Mais

Cobra venenosa

“Do jeito que está, tem que melhorar muito para ficar ruim.” Ducaldo, na seção de comentários do artigo Na hora do jogo: rumo à quarta divisão?, sobre o time coral na Série...

Leia Mais

Cobra venenosa

“Somos um clube subdesenvolvido, com uma torcida de amor enorme, mas que não move montanhas.” Antônio André, na seção de comentários do artigo O espelho e o futuro do...

Leia Mais
20 de 26...10...192021...