Apresente-se, futuro Presidente

Apresente-se, futuro Presidente

No dia 16 de dezembro, um novo presidente assume o Clube para o biênio 2015/2016. Trata-se, possivelmente, de Alírio Moraes. Mas, quem é Alírio Moraes? Sei que trata-se de um advogado que ajuda(ou) o Santa Cruz na questão tributária e trabalhista. Afora isso, mais nada. Como torcedor, sócio desde que me entendo por gente e frequentador do Arruda, sou mais um dentre quase todos os tricolores que convivo que não conhece o seu futuro presidente. Há 2 meses peço através dos mais de 6 mil seguidores do twitter do torcedorcoral que alguém publique uma foto de Alírio Moraes e o twitteiro Henrique Figueira nos enviou um link (abaixo) que serviu para que eu, ao menos, possa dizer que “sei” quem é o futuro presidente Coral. Esse fato serve para ressaltar algumas questões importantes acerca do nosso Clube que merecem ser discutidas. 1. O Santa Cruz nasceu do povo, vive para o povo, mas há muito tempo que deixou de ser do povo (quem não se lembra do “Colegiado”?). Na verdade, são poucos os que decidem o futuro do Santa Cruz há pelo menos 50 anos, tempo do qual ainda existem dirigentes que se fazem presentes ainda como dirigentes. O que poderia ser salutar tamanha “experiência” adquirida nos anos recentes tem se mostrado o retrato do amadorismo que o Santa Cruz vive(u). Todos nós já vimos, aqui mesmo em Pernambuco, times de futebol nascer e morrer com campos de treinamento, e o Santa Cruz, uma Instituição Centenária, não possui e nem tem previsão para ter o seu próprio CT. Não bastasse isso, a solução dita pelo atual presidente é “vender” a Sede (refiro-me “a nova Sede” porque a “velha Sede” nós perdemos na justiça e estamos tentando reaver)  para a criação de um Shopping. Isto, na verdade, era uma promessa de campanha (“promessa não, mas sim trabalho”, como afirmou) de sua reeleição em 2012 que, dentre tantas, não se concretizou. Só isso, diz o quanto paramos no tempo. 2. O Santa Cruz não tem discussão. Não se tem projeto. Ninguém sabe onde o Santa Cruz estará daqui a 5-10 anos, se na famigerada série D ou na sonhada série A. O Santa Cruz é um clube que possui poucas pessoas que discordam e que são capazes de emitir pensamentos diferentes e muitas que concordam, sem sequer pensar o que está sendo discutido. É um clube que não foi modernizado – em seu regimento – para preservar...

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Pérolas do dia seguinte

Pérolas do dia seguinte

Acabou a centésima edição do Campeonato Pernambucano, justo em nosso centésimo aniversário e estávamos em casa vendo os intrusos na festa. Bem, não adianta em nada lamentar o passado, quero apenas pontuar algumas coisas que observei e que merecem ser ditas no dia depois do fim. 1. O pior Pernambucano dos últimos muitos anos Em minha opinião, o campeão moral desse campeonato é o Salgueiro, que com regulamento correto teria eliminado seus dois adversários na fase final. A desculpa desse regulamento ridículo é que foi decidido democraticamente pelos integrantes do campeonato no conselho arbitral. Sou a favor da democracia, mas, são 9 pequenos contra 3 grandes (aliás, 10 pequenos já que a barbie votou a favor desse regulamento), sempre os pequenos serão maioria da votação. Imaginem se ano que vem colocam as seguintes propostas: Vitória de time pequeno contra grande vale 5 pontos Derrota de time pequeno para time grande ganha 3 pontos Se a maioria votasse a favor valeria? Não seria democrático? Nove contra três. Agora imagina se a Odebrecht / Governo do Estado participassem e propusessem: Quem jogar na Arena PE ganha um ponto extra de bônus Quem colocar mais de 25 mil na Arena ganha outro ponto extra de bônus Ironias a parte, vocês me entenderam não foi? 2. Vergonha de atitude O pior que vi esse campeonato não foi a falta do título, do futebol convincente, da garra, da raça. O pior de tudo é o motivo disso e as justificativas dadas. Motivo? Todos já sabem: ruindade. Desde o começo do ano, todos os tricolores, sejam em redes sociais, blogs, mesas de bar, sociais, geral e arquibancada sabiam que um time que tem jogadores do naipe de Oziel, Memo e Pingo não iria a lugar nenhum. O único jogador contratado que considero um reforço foi Gamalho. O resto pode mandar embora. Justificativas? Bem, em me sinto enojado e feito de otário com escuto pérolas tipo: “Nosso elenco tem qualidade!” – Provou. Tem tanta qualidade que foi quarto no estadual “Estamos buscando nomes no mercado.” – Só se for no Mercado da Madalena depois das 2 da manhã! “O problema do time é psicológico.” – Que psicólogo do mundo faz o time não tomar 12 gols em clássicos? Sendo 10 de bola cruzada “Temos que resgatar nosso maior patrimônio, a torcida!” – Essa merece um vá tomar no cú bem grande. Patrimônio tratado feito gado nos...

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Breve perspectiva do centenário

Breve perspectiva do centenário

Finalmente, o ano do centenário começou para o Santa Cruz. Cem anos de história, de muitas histórias para contar. Casos pitorescos, como o primeiro adversário, o Rio Negro, que impôs a condição inusitada de barrar o atacante coral Silvio Machado, autor de cinco dos sete a zero marcados no jogo de ida, que de nada adiantou, já que o seu substituto, Carlindo, marcou seis dos nove a zero na revanche. Infelizmente, são poucas as perspectivas que esses cem anos sejam revividos e celebrados do jeito que o clube merece. Tenho a impressão que as comemorações do nosso centenário não serão pintadas em cores vivas, pois se me permitem uma avaliação pessoal, as festividades organizadas pela diretoria coral não estão à altura de nossa história. O momento atual de dificuldades financeiras, que perdura, aliás, por várias décadas, explica, apesar das ótimas campanhas nas últimas temporadas, o acanhamento na programação do clube. Jogos dos amigos de um contra os amigos de outro aconteceram de rodo nas férias de fim de ano por todo o país e, olhando para o nosso próprio umbigo, nunca atraiu o torcedor. Como tricolor, estou mais interessado e aguardo, sem grandes esperanças, notícias mais estruturadoras, como o início das obras do Centro de Treinamento e a prometida reforma do Arruda que até agora não saiu do papel. Além do mais, embora o contrato com a Penalty vigore até o final do ano, pela insatisfação de alguns diretores e especulações em torno de outros fornecedores de materiais esportivos, esperava uma mudança para uma marca ainda mais forte por conta do centenário. O silêncio, exceto se imposto por cláusulas de confidencialidade, indica que não há nada de novo no front e na retaguarda também. O marketing do Santa Cruz não passa de uma piada de mau gosto e sua profissionalização reside apenas nos sonhos da torcida. Também nos sonhos do torcedor residem as mudanças modernizadoras na administração do clube. Se no futebol, conquistamos três campeonatos e dois acessos nos últimos anos, administrativamente, o Santa é o mesmo de trinta ou quarenta anos atrás. Os dirigentes corais não perceberam, e sabe-se lá se algum dia perceberão, que sem modernização na forma de fazer futebol, não há perspectivas para o futuro. O Santa Cruz, no contexto atual, ganhará um título sazonal e jamais encostará nos grandes clubes do país e, por que não dizer, do mundo. No campo de jogo, fiquei...

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Carta aberta à Diretoria do Santa Cruz

Carta aberta à Diretoria do Santa Cruz

Publicamos com atraso, por falta de disponibilidade de tempo, carta enviada à nossa redação pelo grupo de internautas Por um Santa melhor. O momento é oportuno para reflexões e esta carta contribui para um debate que já está trinta anos atrasado. Carta aberta aos membros da diretoria e instâncias superiores, e à comunidade de torcedores do Santa Cruz Futebol Clube Prezados senhores, é com grande pesar que nos vemos obrigados a enviar esta correspondência. Nós, grupo de torcedores preocupados com a situação do clube que tanto amamos, vimos com absoluta revolta a eliminação do plantel tricolor da Copa do Nordeste, sob condições que poderiam, sob nossa ótica, ser evitadas. Para aumentar nossa indignação, vemos também o início de nossa participação no Campeonato Pernambucano de 2013 e, a médio prazo, na Série C do Campeonato Brasileiro deste mesmo ano, sem as medidas que julgamos necessárias para a correção de curso. Tal situação vem se tornando uma constante desde o final do ano passado, e, em nossa opinião, se continuarmos assim, o Santa Cruz terá um futuro sombrio. Isso, se tivermos um futuro além dos verbetes de enciclopédia. Este é o sinal de alerta que nós, uma parcela significativa de torcedores preocupados e, no caso de muitos de nós, cumpridores de nossos deveres enquanto sócios, estamos dando, não só à diretoria, mas também à massa coral. No entanto, não podemos excluir também uma parcela significativa de nossa torcida que, por falta de condições financeiras (somos um clube de caráter popular, lembrem-se) ou de paciência com a sequência de resultados negativos ou percepção de inépcia por parte dos dirigentes, não são associados ao clube. O Santa Cruz, aliás, transcendeu a condição de clube privado para configurar-se como verdadeira instituição de interesse público, afetando a vida de milhões de pernambucanos ou de apoiadores de outros estados, identificados com nossa história. O Santa é grande demais para falhar. Não podemos permitir que isso ocorra. É especialmente temerária a baixa qualidade técnica de nosso plantel, composta por jogadores de baixo nível e que outrora estiveram em campeonatos, ainda que no exterior, com qualidade inferior a dos estaduais do Nordeste brasileiro. Outros sequer tiveram oportunidades nas pequenas equipes das quais anteriormente faziam parte, que dirá em grandes clubes do cenário nacional e internacional. No entanto, temos de ver com bons olhos a postura que nosso atual técnico adota dentro de campo, uma verdadeira quebra de paradigmas...

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Onde vive a democracia

Onde vive a democracia

A imagem no canto superior direito do site indica que chegou o período de eleições no Santa Cruz e com ele, além do debate sadio e necessário, infelizmente, virá também a briga de foices entre as chapas e a discussão desqualificada em nossa seção de comentários. Não só de bons pensamentos e boas ideias vivem os homens, menos ainda os torcedores, mais sujeitos aos desenfreados arroubos que movem as paixões. Nem a filosofia ou a consciência moral e social foi capaz de nos livrar, ao longo da história humana, de instintos primitivos que geram violência, ainda que restrita ao universo das palavras. Não é demais lembrar que o verbo, inúmeras vezes, tem ação mais devastadora que a força do braço. Não é de hoje que reluto em escrever alguma coisa sobre o Santa Cruz. Essa falta de estímulo tem-se estendido além do normal e não dá sinais de refresco. Ainda mais quando percebo que, com raras e boas exceções, parte de nossos leitores, e os torcedores de uma maneira geral, não enxergam um palmo além das quatro linhas. Não que o futebol não seja importante, longe disso, refiro-me ao que está por trás e lhe dá sustentação. A nossa visão precisa ser mais ampla do que apenas a de vinte e dois marmanjos correndo atrás de uma bola em busca de um gol. Por isso, desestimulado, considero inútil escrever sobre gestão, negócio, responsabilidades e impedimentos dos principais cargos diretivos do clube, processo eleitoral transparente, estatuto, Conselho Deliberativo, Comissão Patrimonial — essa coisa esdrúxula que divide o Santa Cruz em duas entidades distintas — ou ainda discutir o que é necessário fazer hoje para que possamos ser novamente grandiosos amanhã. A verdade, se querem saber, na maioria das vezes, somos iguais aos torcedores pés-de-rádio, que costumeiramente criticamos; a diferença é que utilizamos outra forma de comunicação para dizer as mesmíssimas coisas. A sensação de não ter vontade de escrever é estranha para mim, que vi alguns de nossos colaboradores legitimamente descerem do barco ou, no mínimo, perder temporariamente o estímulo. Desde que criei o blog, no final de 2006, nunca havia perdido o pique, o embalo, a disposição nessa magnitude. O que leio, ouço ou vejo não me tem atraído a atenção. Além do mais, odeio patrulhamento e o blog se transforma, a cada dia, numa bizarra caça às bruxas. Prefiro discutir ideias, exigir eleições imaculadas como regra básica da...

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