Apenas seis

Continuando a série de artigos sobre a terceirona, falaremos agora sobre a participação dos times pernambucanos na primeira fase de 2007. Porém, antes disso, é impossível ficar calado diante de algumas coisas que vêm ocorrendo. Eram 6:00h da manhã de um dia de sábado. Eu já estava acordado, tomado café e uniformizado com o padrão para a partida decisiva. Eu era oitava série e estudava no meu querido Colégio Marista, na Avenida Conde da Boa Vista, que, infelizmente, não existe mais. A decisão era 8ª D (minha sala) contra 8ª C. Como todo bom adolescente, odiávamos os meninos da 8ª C e só paquerávamos as meninas de lá para deixá-los com inveja. Pense numa sala para ter gente tabacuda! A rivalidade entre nossas salas era quase como entre Santa e a coisa. E, para piorar tudo, tínhamos os melhores times de futsal do colégio e desde a 5ª série, fazíamos todas as finais das olimpíadas internas, as saudosas “Olimpíadas Champagnat”. Eu era o goleiro de minha sala, e, estava ansioso pela nova final. A grande partida estava marcada para às 07:30h. Cheguei ao colégio às 06:30h e de cara, me reuni com meus amigos e jogadores. Até as meninas saíram de casa num dia de sábado para animar nossa torcida. Tudo pronto. Juiz na quadra. Atletas aquecidos para jogar. A batucada comendo no centro. Só faltou um pequeno detalhe: o adversário não havia chegado. Só tinham 4 jogadores da 8ª C. Resultado: Ganhamos e fomos campeões por WxO. Amigos, em jogos importantes, esse foi o único WxO que já vi acontecer. Mais uma para o currículo de nosso presidentezinho. Outra vergonha, outra desculpa vergonhosa. Pesidentezinho, junte mais essa ao restante que você fez só esse ano: Estádio interditado, tendo que disputar jogo no chiqueiro onde suzies botam a bunda num mastro. Peneirão de ex-jogadores para ver se garimpa alguém. Aliás, quase que me candidato também num peneirão desses. Melhor, faz uma promoção Sr. Presidente, quem for de camisa ao estádio, paga meia; quem for de camisa e calção, entre de graça e quem for de camisa, calção e chuteiras , é escalado e entra jogando. Disputar hexagonal da morte. Contratar e dispensar jogadores mesmo antes dos mesmos treinarem uma semana. Voltando para a série C, como sabemos, em sua primeira fase, é divida em 16 grupos de 4 times. E pegamos o seguinte grupo: Central (6 pontos em 2007,...

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Zona Brasileira de Futebol – ZBF

Claro que a dor é de quem sente, e nós, torcedores do Santinha, temos dor demais para sentir, o que às vezes faz com que a gente deixe de reparar na dor dos outros. É, porque tem torcedor sofrendo de tudo o que é lado pelas decisões administrativas de seus cartolas. Os conchavos estão cada vez mais descarados, e o desrespeito às torcidas chega a pontos escabrosos. O futebol brasileiro está uma verdadeira zona. O achincalhe que ocorre no Santinha é um exemplo: desgoverno e desrespeito são a marca de uma administração que a gente está penando para botar para fora antes que o pior, que a gente nem imagina que um dia pudesse acontecer com o time, aconteça. E, aliás, perdi a referência do que é pior. Antes era cair da primeira divisão. Depois era ver os oponentes na primeira enquanto a gente tava na segunda. Agora é o medo de cair para a Série D. Se aqui em Minas tiram onda da minha cara quando eu digo que sou torcedora do Santa, imagino o que vocês sofrem aí na terrinha. É pra se lascar. É, mas hoje eu não quero falar só da gente não. Talvez em busca de consolo, talvez por pura constatação, quero lembrar a vocês que há outros torcedores humilhados por este Brasil. Catei algumas histórias absurdas que saíram na imprensa no último mês. Elas demonstram que, se você não é do grupo dos 13, pode ser chamado de Geni, pois todo mundo te escracha, te usa e depois joga pedra. Na boa. Vamos aos “exemplos”. – No dia 03/05, pela Série A2 do Campeonato Paulista, jogavam Oeste e Mogi. Com o resultado de um outro jogo que estava acontecendo, entre o Sorocaba e o São Bento, Oeste e Mogi se classificariam caso empatassem em zero. E adivinha? Foi exatamente o que aconteceu. Na saída do vestiário, chegando ao campo para o segundo tempo, os dois técnicos se abraçavam e caminhavam claramente felizes com a resolução do empate. A Band filmava tudo. Em campo, os jogadores paravam a bola para conversar – os adversários! Num lance errado, eis que o juiz é obrigado a marcar um escanteio. E um técnico abre os braços e reclama para o técnico do outro time: “ô, tá maluco? O que o seu jogador quer?”. E a resposta: “Foi mal, desculpa, isso não vai acontecer de novo!”. E a...

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Um Raio X da Série C

Amigos do blog, Eu gostaria muito de estar escrevendo sobre qualquer outro assunto, mas depois de  uma estafante  e estressante troca de e-mails com o editor-cacique-mor Dimas, decidi escrever meus próximos 4 textos sobre algo inevitável para todos nós,  a série C. Meu Santa Cruz, depois de todas as raivas e desgostos que você me fez passar, eu ainda estou ansioso para te ver em campo de novo, mas, dessa vez, infelizmente, disputando o lixo do futebol nacional.  Antes de começar a falar propriamente da série C, gostaria de fazer uma “observação” para o diminutivo: você abriu a boca para dizer que era impossível competir com as suzies e barbies pela diferença de receitas entre nós e eles, e, por isso, não teríamos chance alguma no Pernambucano.  Usando o mesmo raciocínio, começaremos a série C com quase 2 milhões do todos com a nota, ou seja, no mínimo 60 presidentes de nossos adversários na série C deveriam dar entrevistas dizendo que será impossível disputar conosco, concorda presidente? Ou será que não? Por que nossa “desobrigação” devido ao orçamento no pernambucano não vira uma obrigação na série C? Ou será que o senhor mudará de novo o discurso? Bom, voltando ao assunto que eu queria abordar, nesse texto vou falar um pouco de como é a série C. Os dados são frutos de pesquisas na internet. Para os que já conhecem o esquema desse super torneio, desculpem, mas nesse primeiro texto sobre a série C, falarei sobre coisas que muitos já sabem. O Campeonato de 2008 terá a mesma fórmula de 2007 e será dividido em 4 fases: PRIMEIRA FASE Os 64 clubes estão agrupados em 16 chaves, com quatro equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada grupo para a 2ª fase. SEGUNDA FASE Os 32 clubes estão em 8 grupos com 4 equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada chave para a 3ª fase. TERCEIRA FASE Os 16 clubes estão em 4 grupos com 4 equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada chave para a fase final. FASE FINAL Os 8 clubes jogam todos contra todos, em ida e volta. Os 4 primeiros classificam-se para a Série B de 2009. Quem somar mais pontos nesta fase, será o campeão da Série C 2008. Nunca é demais observar que os times...

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Alice no país das maravilhas

Publicação simultânea com o Blog do Santinha. O Dia amanheceu nublado. Amanheceu assim depois da chuva intensa que caiu por toda a madrugada. Por sorte, o time foi poupado do temporal durante a partida de ontem e pôde vencer, apesar das dificuldades de sempre. Mas, mesmo que as nuvens desapareçam do céu, o mau tempo ainda permanecerá sobre o Arruda no dia de hoje. É que haverá reunião do Conselho Deliberativo e, embora o seu presidente, Alexandre Ferrer, tenha se esforçado para manter o órgão blindado e alheio aos reais problemas do clube, os torcedores corais resolveram comparecer em massa para chamá-los à responsabilidade. E eles virão de todos os cantos, vestidos de preto e carregando velas na mão. Com tantas velas acesas, quem sabe finalmente o conselho não enxergue a luz. A lealdade canina de Ferrer ao presidente do Executivo transformou o Conselho Deliberativo do clube numa espécie de Alice no País das Maravilhas. A fábula de Lewis Carrol narra a estória de Alice, uma menina que segue um coelho branco e apressado e acaba caindo num maluco país de fantasias. Lá, coisa alguma está associada à realidade. Tanto que os personagens do livro caracterizam-se pelo surrealismo, beirando mesmo o absurdo. Seguindo a mesma linha, o filme de Walt Disney, produzido em 1951, é tão surreal que o animador Ollie Johnston chegou a ser questionado se a equipe de animação estava sob efeito de drogas quando criou Alice. Há bastante tempo, o Conselho Deliberativo tem preferido viver a fantasia de Alice à dura realidade coral. Neste mundo impenetrável, parece que não há nada acontecendo dentro e fora dos muros das Repúblicas Independentes do Arruda. O conselho parece ter se acostumado a servir ao presidente e não ao clube. Parece ter esquecido de que lá é o fórum adequado para as discussões relevantes sobre o Santa Cruz. O conselho pode ter esquecido, a torcida não. Por isso, hoje à noite, a partir das 19 horas, tricolores de todas as partes se encontrarão no Arruda para lembrá-los que o clube não pertence a um, mas a todos. Pacificamente, a torcida coral pedirá mudanças e tentará tirar Alice da toca para trazê-la de volta ao mundo real. Entrará em seu quarto, se aproximará de sua cama e tentará despertá-la de seu sonho infantil, dizendo em seu ouvido: “acorda Alice, que eu quero o meu clube de...

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