Encontro

Estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (05), nas dependências do Arruda, os representantes dos órgãos do: 11º Batalhão de Choque, Polícia Militar, CIP MOTOS, CIP CÃES, BP TRAN, Grande Recife, CTTU. O encontro serviu para definir os últimos detalhes da distribuição de segurança para o clássico das multidões no próximo domingo (08), às 16h. “Eles estarão estrategicamente posicionados não só nos arredores do estádio, mas nos grandes corredores de veículos, paradas de ônibus, estações de metrô, e interior do estádio”, disse o diretor do departamento de segurança do clube, coronel...

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Uma coisa completamente insignificante

O poeta dizia: “pode ir armando o correto, preparando aquele feijão preto que eu tô voltando, põe meia dúzia de Brahma pra gelar (…) que eu tô voltando”. Bem, amiguinhos, não tô voltando pro Brasil. Ainda. Mas a vontade de comer uma carne de sol com feijão verde é grande. Maior ainda é a vontade de voltar ao Mundão, de cara nova. Infelizmente não chegarei a tempo da final do Bode-roucão deste ano, volto em maio. De toda forma, o recado está dado. To voltando mesmo é a escrever para o TC. Antes de começar o texto propriamente dito, devo aos meus inúmeros fãs espalhados por este mundo afora uma explicação pela “omissão um tanto forçada” ou “pela duração dessa temporada”. A verdade é que, por uma coincidência do destino, tive que mudar de casa logo após a eliminação da série C do ano passado. Ademais, contei com a imensa competência dos serviços de telefonia espanhóis (como senti saudades da Velox e da Telemar!) para a instalação da internet. Tive que me mudar outra vez para voltar a ter acesso à grande rede. Por outro lado, não achei ruim. A nossa situação era catastrófica e a única luz que via no fim do túnel era a de um trem, ainda por cima de alta velocidade. Algumas vezes é bom estar numa ilha deserta. Perdi a vontade de escrever também. E assim se passaram seis meses. Confesso ainda que já estava morto de vergonha de chamar Dimas de Chefinho. Mas o grande chefe provou que é grande, entendeu minha tristeza e seguiu me pagando as merrecas mensais. Também não disse pros da pesada que me viu chorando e, sempre que possível, me mandou uma notícia boa. Pois bem, nada melhor que voltar a escrever numa semana como essa. Completamos 95 anos de glórias e de tristezas também. A vida, afinal, não é só feita de alegrias. Mas sempre com o orgulho em três cores. Alem do mais, esta é uma semana de clássicos. Depois de 2 anos, voltamos a enfrentar as barbies e temos um encontro com certa cachorra emperucada, cheia de laquê, no próximo domingo. Enfim, uma semana especial. Ia escrever sobre algo que me passou ontem, na minha pelada das terças-feiras, mas, no meio da emoção do aniversário, me lembrei de uma anedota que passou com Seu Bolívar, um tricolor arretado, e mudei de idéia. Seu Bolívar era...

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A história não muda

Arte: Dimas Lins Nota final da redação: O blog já está liberado para comentários. Ao que parece, mais de 3 milhões de tricolores tentaram comentar ao mesmo tempo. Deu no que deu. Para quem já viveu 95 anos, a vida pode parecer estar se despedindo. Mas para quem acabou de renascer, o momento é apenas o começo de um ciclo que nunca irá se encerrar. Durante todos esses anos, várias são as lembranças que ficaram guardadas na memória. Impossível esquecer as dificuldades, as conquistas e as confraternizações históricas que dividimos juntos. Embora o palco preferido fosse a nossa casa, sempre fomos respeitados e temidos onde quer que estivéssemos, tamanha a nossa força conjunta. Todos que conhecem a nossa história são cúmplices do nosso amor, da nossa dependência emocional e do nosso poder de superação nas adversidades. Foi assim, desde o início da sua vida, quando você já dava sinais de que seria diferente dos demais, de que a sua trajetória seria marcada pelo desconhecimento do limite. Bastava-lhe, apenas, alguém ao seu lado. E, logo, você conquistou uma legião de aficionados, de todas as classes e de todas as raças, que passou a defender o seu pavilhão, tornando-o O Mais Querido. Lembro-me de 1915, quando você virou um jogo em que perdia por 5 x 1, em apenas quinze minutos. Lembro-me de 1934, quando ousaste vencer a seleção brasileira. Eu estava lá, jogando ao teu lado. De 1973, ano em que você alcançava, até então, o mais alto degrau; foram os meus pés que te seguraram e fizeram silenciar metade de uma Ilha. De 1983, quando o teu corpo dava sinais de fraqueza; foram as minhas mãos que defenderam um pênalti, em cima da linha. De 1993, quando você já não conseguia mais enxergar a vitória; foram os meus olhos que guiaram teu último chute para o fundo das redes. Nos últimos anos, porém, a minha presença ao teu lado serviu apenas para te amparar. Você estava perdendo forças e eu parecia não mais te complementar. Ao te apoiar irrestritamente, não consegui evitar que alguns se utilizassem do seu nome, do seu prestígio, para fins, muitas vezes, particulares. Você não imagina o quanto eu me culpei por não ter evitado tua queda. Tive saudades das tardes de domingo, da festa que fazia quando você entrava em campo; das invasões que promovia nas casas dos adversários, das provas de amor gratuitas...

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Juniores: Santa goleia e é cada vez mais líder

A equipe coral venceu a Cabense por 8×0 e se distancia cada vez mais dos adversários na liderança do primeiro turno. Agora o Santa Cruz tem 16 pontos, três a mais que Náutico e Sport que estão na vice-liderança.

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Faro de gol

Foto: Coralnet Marcelo Ramos: faro de gol Pulei na arquibancada, pulei. Gritei um grito louco daqueles que só grita quem tem a sorte de testemunhar o faro de gol de um artilheiro. Ele, impecável, consciente; eu, vibrante, maravilhado. Vi, num daqueles belos gols, a bola entrar caprichosa, dando falsas esperanças ao goleiro. Era como se dissesse ao arqueiro em tom de galhofa “prenda-me, se for capaz!”. A bola talvez – digo talvez, por incapaz que sou de saber o que se passa no pensamento de uma bola – agisse com imodéstia. Embora também não soubesse o que se passava na cabeça do artilheiro, dado que nunca percebi em mim, durante todos esses anos, o dom da telepatia, imaginei-o agindo como um matemático, medindo distâncias e calculando força, jeito e direção. Artilheiro que é artilheiro conhece bem o seu ofício e sabe que entre as suas virtudes deve estar o respeito ao adversário. Ele deixa para nós, torcedores apaixonados, os gracejos necessários ao cultivo da rivalidade, dentro – claro está – do bom viver e conviver, que essa coisa de violência é mesmo falta do que fazer. Artilheiro que é artilheiro respeita o adversário fazendo o que veio a campo fazer. E se falo em respeito, percebo agora que desrespeito o tempo, a cronologia das coisas, pois segui diretamente para o derradeiro gol da partida, deixando para trás os que lhe antecederam. E assim o fiz não foi por desprezo ou desmerecimento, mas por ansiedade. No primeiro, a oportunidade, o sentido de colocação, a calma necessária e o toque preciso. Impreciso apenas o gesto do assistente, insistente que foi em tentar prejudicar nosso esquadrão, assinalando impedimento contrário e oposto à razão, assim como o foi o árbitro, tão arbitrário em suas ações durante toda a partida, exceto – felizmente – na marcação deste impedimento grotesco. No segundo, outra pintura. Um obra de arte, um quadro de Da Vinci. “Passa pra mim, passa pra mim, que eu sei o que faço!”. Note que nas palavras do artilheiro – embora pareça que há, mas garanto que não – inexistem sinais de arrogância ou presunção de superioridade. Quando disse ao companheiro “… eu sei o que faço!”, quis dizer apenas que, como goleador, seu ofício é saber chutar, assim como é saber passar a bola para quem sabe chutar o ofício do armador. Enfim, está provado, pois, que cada um fez o que...

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