A derrota esperada

A derrota esperada

A semana começou com um jogador procurando a imprensa para falar dos salários atrasados. Logo, as notícias estampavam "Santa Cruz deve 2 meses de salários a jogadores e 7 meses a funcionários".

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Não é bom

Não é bom

Não é bom, mas também não é tão ruim assim. Saímos de um ano quase perfeito, onde terminamos a temporada com um futebol vistoso, bonito e eficiente. Era a série B.

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Pérolas do dia seguinte

Pérolas do dia seguinte

Acabou a centésima edição do Campeonato Pernambucano, justo em nosso centésimo aniversário e estávamos em casa vendo os intrusos na festa. Bem, não adianta em nada lamentar o passado, quero apenas pontuar algumas coisas que observei e que merecem ser ditas no dia depois do fim. 1. O pior Pernambucano dos últimos muitos anos Em minha opinião, o campeão moral desse campeonato é o Salgueiro, que com regulamento correto teria eliminado seus dois adversários na fase final. A desculpa desse regulamento ridículo é que foi decidido democraticamente pelos integrantes do campeonato no conselho arbitral. Sou a favor da democracia, mas, são 9 pequenos contra 3 grandes (aliás, 10 pequenos já que a barbie votou a favor desse regulamento), sempre os pequenos serão maioria da votação. Imaginem se ano que vem colocam as seguintes propostas: Vitória de time pequeno contra grande vale 5 pontos Derrota de time pequeno para time grande ganha 3 pontos Se a maioria votasse a favor valeria? Não seria democrático? Nove contra três. Agora imagina se a Odebrecht / Governo do Estado participassem e propusessem: Quem jogar na Arena PE ganha um ponto extra de bônus Quem colocar mais de 25 mil na Arena ganha outro ponto extra de bônus Ironias a parte, vocês me entenderam não foi? 2. Vergonha de atitude O pior que vi esse campeonato não foi a falta do título, do futebol convincente, da garra, da raça. O pior de tudo é o motivo disso e as justificativas dadas. Motivo? Todos já sabem: ruindade. Desde o começo do ano, todos os tricolores, sejam em redes sociais, blogs, mesas de bar, sociais, geral e arquibancada sabiam que um time que tem jogadores do naipe de Oziel, Memo e Pingo não iria a lugar nenhum. O único jogador contratado que considero um reforço foi Gamalho. O resto pode mandar embora. Justificativas? Bem, em me sinto enojado e feito de otário com escuto pérolas tipo: “Nosso elenco tem qualidade!” – Provou. Tem tanta qualidade que foi quarto no estadual “Estamos buscando nomes no mercado.” – Só se for no Mercado da Madalena depois das 2 da manhã! “O problema do time é psicológico.” – Que psicólogo do mundo faz o time não tomar 12 gols em clássicos? Sendo 10 de bola cruzada “Temos que resgatar nosso maior patrimônio, a torcida!” – Essa merece um vá tomar no cú bem grande. Patrimônio tratado feito gado nos...

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O odor da covardia

O odor da covardia

A esperança tem cheiro de merda nas mãos dos covardes. Ela se impregna de tal maneira no corpo que é difícil se livrar do odor. Dizem que o técnico fedia tanto depois do jogo que ninguém conseguiu suportá-lo nos vestiários. Era uma fossa ambulante. A entrevista coletiva quase foi cancelada a pedido de repórteres e radialistas. “Algo aqui cheira muito mal!”, insinuou um deles, enquanto o bafo de merda saía da boca do treinador em forma de palavras à medida que ele considerava que o time jogara bem até o gol fatídico, apesar da estratégia cara de bunda, de abrir mão de jogar bola para garantir um mísero empate. Há boatos que o treinador, de tão nervoso e reconhecendo o próprio cheiro, mascava um chiclete durante a coletiva de imprensa, enquanto tentava inutilmente descontrair o ambiente. “Adivinhem o que eu tenho na boca?”, teria perguntado ingenuamente. “Minha cueca!”, responderia um repórter em meio à gargalhada geral. Sou adepto da sinceridade. Por isso, gostaria de ouvir perguntas mais objetivas e diretas na sala de entrevistas. — Você não acha que quem tem medo de cagar não come? — Se era para não jogar, por que essa tabaquice de treinar com portões fechados? — Como é que os jogadores ficaram cansados, se os titulares foram poupados no meio de semana pela Copa do Brasil? — Você sabia que a sua covardia foi algo sem precedentes na história do clube, pois nem um dos técnicos mais rejeitados pela torcida, conhecido como o rei da retranca, ousou recuar a esse nível? — Você não sabia que um time que joga para empatar sempre pede para apanhar? — Todo mundo viu que o seu time jogou uma bosta, menos você. O senhor tem algum problema de vista? O torcedor não tem vergonha da derrota. Sua indignação costuma se dar com a covardia, que corrompe a prudência, algo que te força a desistir antes mesmo de tentar. O treinador fez o que qualquer tricolor abomina: abdicou de jogar. Pôs o time em campo para ser massacrado e humilhou sua torcida diante de um tradicional adversário. Só um tolo desconhece o efeito da água sobre a pedra e que a covardia é sempre castigada no final. O castigo do time foi merecido e o técnico, depois de uma sequência inesquecível de embaraçosos resultados adversos contra o mesmo adversário, já não é palatável ao gosto da torcida...

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Vampiros do futebol

Vampiros do futebol

Pensei que já havia visto de tudo no futebol. Lavagem de dinheiro, roubo, formação de quadrilha, mas nunca na minha vida imaginei que os tão na moda vampiros existissem no futebol. Sanguessugas sedentas, que sorrateiramente e na calada da noite, escolhem uma pobre e indefesa vítima. Como não comparar a lendária entidade com o que tem acontecido entre nosso time e os outros clubes daqui. Mas abastados que nós, eles invejam nossos destaques e, de madrugada em madrugada, vão acertando com nossos profissionais. Nem sequer a luz do dia os vampiros de Pernambuco atuam nos escusos bastidores do futebol. Nunca em toda minha vida, tinha visto 7 dias de negociações de madrugada, tarde da noite ou às 05 da manhã. Por que esconder tanto um assédio tão divulgado e público? Bom, eu queria dizer apenas que apesar de tudo, não culpo os vampiros do outro lado. Eles podem voar alçados pelas asas que lhes foram dadas (muito dinheiro da TV). Podem possuir medalhões velhos e caros (como Durval). Podem ser extremamente ágeis (como em 24h tirar um técnico do adversário, na calada do breu noite), podem hipnotizar simples mortais (com propostas irrecusáveis). Eles são endinheirados, podem tudo, mas um poder nenhum desses vampiros tem e nem jamais terá: o poder de ressurgir das cinzas e se livrar da maldição que eles carregam. Como verdadeiros heróis, estamos cada vez mais fortes e firmes em nosso propósito de voltar à luz do dia e abandonar essas trevas em que nos metemos. Tenho uma opinião tão formada sobre isso que acho até que nenhum dos três que saíram fará muita falta, e indo mais além, eu acho que dentro do próprio plantel esses jogadores podem ser substituídos sem tanto ônus no padrão de jogo do time.  Pra mim, mais traumático que a saída repentina dos três seria a saída Dênis ou Tiago Cardoso, Natan não se recuperar a tempo, atrasar salários ou contratar chicões e zés teodoros da vida. Não posso criticar ninguém por buscar melhorias em sua vida, principalmente numa carreira curta como a de um jogador de futebol. Critico contratos que não amarram saídas bruscas e sem render nada ao contratante. Critico dirigente que propositalmente atrasa INSS. Critico transações na calada da noite e com cláusulas de confidencialidade, cláusulas essas que são o único motivo no meu entender do vampiresco horário no qual foram realizadas as citadas transações. Critico a...

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