Desabafo

     Escrever sobre o Santa Cruz Futebol Clube tem sido um martírio. Como escrever sobre o Santa sem nos tornarmos repetitivos? Denunciar o cabeção? Fizemos. Alertar a todos sobre a existência de canalhas e tolinhos inconseqüentes e incompetentes? Fizemos. Reclamar do time meia-boca que montamos para o campeonato? Idem. No dia 4 de Julho alertei para o absurdo do preço do ingresso e do desrespeito com a torcida no artigo Quanto vale o show. No mês de Maio, reclamei e alertei sobre a destruição da marca do clube (veja aqui). Como numa previsão do que ocorreria no futuro, o editor-mor colocou o escudo do clube sem cores, algo o que a “grande” CHAMPS fez com nosso escudo, transformando o branco em cinza. Em Abril, mostrei a mobilização que estava acontecendo num gigante europeu, o Ajax da Holanda (clique aqui). A importância que eles voltaram a dar as suas excelentes categorias de base e a revelação de jovens jogadores como a solução para o clube. Em Fevereiro, escrevi que tínhamos um treinador depois de quase um ano! (veja aqui). Todos alertamos, reclamamos, chiamos… Artur, Dimas, Paulo, Geó, Maneca, Ana… Se houvesse alguém de bom senso na diretoria, com boa vontade, poderia dar uma olhadinha aqui no blog. Tem sugestões, boas idéias, recomendações, conselhos… E não só nos textos. Nos comentários também. Temos uma audiência diferenciada e privilegiada, capaz de debater e sugerir mudanças e soluções ao nosso Santa. Mas a arrogância e a ignorância dos que comandam não permitiria tal ato. Estou de saco cheio! Tento pensar em alguma coisa boa para escrever, mas não acho. O que dizer que ainda não tenha sido dito? Tento me animar, mas não consigo. Algo de positivo? Nada. Estou farto de ter de esperar por um milagre para salvar o futebol do clube. Saturado da incompetência e indiferença vindo de diretores e ex-diretores. Cansado de campanhas que pedem dinheiro “por amor ao Santa” ou as que dizem que quem contribui é “um verdadeiro tricolor”. Já escrevi isso antes e vou repetir: o Santa Cruz vive uma relação promíscua e interesseira com a sua torcida. Há muito não existe uma relação de troca. A única coisa boa que me vem à mente em se tratando de Santa Cruz é observar o contador nosso blog. Faltam menos de quatro meses para o infeliz sair do poder. Estou de saco...

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Santa Cruz Futebol e Cultura

Amigos, confesso que ando cansado, sem muito saco pra escrever. Aliás, para escrever sobre futebol tem que ter alegria e, convenhamos, alegria tem sido artigo de luxo nas bandas do Arruda ultimamente. Fico aqui dando voltas na frente do computador, buscando alguma idéia e nada… estou na mais profunda seca! Outro dia, conversando com Dimas sobre a situação do mais querido, chegamos à conclusão de que do mato do Santinha não sai nem mato, quem dirá coelho. Taí, achei o mote! Essa semana, sobretudo no dia seguinte à derrota frente ao esquadrão do Icasa, se falou muito em refundação do Santa Cruz. Alguns comentários postados no Blog do Santinha, além de alguns artigos publicados pela imprensa pernambucana tocaram no assunto. Não sei se falavam no sentido figurado ou não. Mas não importa. Resolvi também entrar também nessa jogada e passar a defender a refundação como única forma de sobrevivência digna do Mais Querido. Digo sobrevivência digna, porque acredito que possamos reverter essa situação e conseguir a nossa tão sonhada manutenção na série C. Aliás, todo torcedor é um crédulo por natureza. Se eu mesmo fui fiscal do Sarney – fazia questão de ir ao supermercado com minha tabela na mão só para conferir o preço do iogurte de morango – imagina se não acredito que podemos ganhar do Icasa, Campinense e Salgueiro? Mas vamos em frente. Gostei muito do texto do Roberto Vieira, aí embaixo, mas tô cansado de perder quase sempre ou de comemorar empate heróico contra o campinense, com todo respeito que a equipe paraibana merece. “O amor cresce na derrota”, ele disse, mas eu digo que o amor também cansa da derrota de sempre. Quero preferir, nem que seja uma vez na vida, Pelé a Garrincha. O Brasil que deu certo frente ao Brasil que morreu pobre, porém amado. Ou, como diria Caetano, “queria querer gritar setecentas mil vezes como são lindos os burgueses”, melhor, quero ser Burguês! Quero ganhar título e dinheiro. Esqueçam a balela do meu último texto. Não quero me vangloriar de ter a torcida mais fiel. Podem me chamar de torcedor de resultados, pois quero resultados mesmo. Viva a lógica instrumental! Mas deixando de devaneios e voltando ao tema principal, não acredito que possamos voltar a ser o que fomos. Acho que o Santa Cruz Futebol Clube é um doente terminal e duvido que o Dr. House* seja capaz de dar jeito....

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Dois pontos

Na hora do jogo: rumo a PQP Artur Perrusi _Ia colocar o quê? Disse a Dimas. _Rumo a quê? Tecnicamente, a série D é a PQP. É a mãe de todos os canalhas. É a mãe dos cardeais do clube. É a mãe de todos aqueles que estão acabando com o Santinha. A série D é a mãe que pariu os canalhas e os tolinhos! Voltem para sua mãe, seus filhos da mãe! Escrevo o quê? Nem utilizando meus poderes mutantes de psiquiatra entendo a mente alucinada de Bagé. Os tolinhos da diretoria de futebol contrataram o louco absoluto, o Midas do caos que, onde toca, bagunça tudo. Bagé é o Coringa! Cadê o Batman? Tolinhos, comprem uma fantasia de Batman e venham nos salvar! Cheguei bêbado no estádio. Não agüento a lei seca e, menos ainda, assistir sóbrio à ruindade do time (próximo jogo, somente com drogas pesadas. Álcool é água para agüentar esse time). Pelo menos, sofri menos. Encontrei Maneca. Estava com um guaraná estranhíssimo. Bebi uns goles e fiquei mais bêbado do que nunca. Deve ser o desespero: fiquei bêbado com guaraná. Certo, o guaraná era estranho… Encontrei o grande Anízio. Nitidamente, não estávamos animados. Estava lá Tiago, mas é jovem e sobreviverá. Tenho medo da minha geração. Essa não agüenta o tranco. Tipo Joãozinho, irmão de Dimas. A família Lins será dizimada pela PQP. Joãozinho dizia: _jogar em casa, contra o Icasa, com três zagueiros… PQP! Sim, é pra lá que nós vamos, caro amigo. Tomei mais um guaraná de Maneca. Foi o suficiente para tentar novamente entender a mente insana de Bagé. Pensei em gigantescos supositórios de Haldol para tratar sua psicose. Desisti rápido da idéia, pois não funcionaria – nesse cara, só choque elétrico. Miller, nem no banco. Aqui, não é loucura, e sim perversão. É maldade. É PQP. O que fez o menino para merecer tamanho tratamento? Jogar bem?! É um problema moral? Por que técnico não é, já que ele é melhor do que Ribinha e Rafael Oliveira, os legítimos filhos da mãe de Bagé. Dizer o quê?! PQP… Hoje, foi o dia dos pais, mas o diminutivo está nos mandando para a mãe que nos pariu. Aliás, o diminutivo tem mãe? __________________________________________________ Um amor incorrespondido Dimas Lins Sofremos de um amor incorrespondido. Um amor onde é proibido conjugar o verbo receber. Nessa relação, o que vai não volta. Dizem que amor...

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