Papelão

Li, no Blog do Torcedor, a entrevista de Ricardo Leitão, Secretário da Casa Civil e Coordenador do Comitê de Pernambuco para a Copa. Na entrevista, Leitão aborda o que o consórcio oferecerá aos clubes e o que pedirá em troca da adesão à Arena Capibaribe. Pelo que lembre, foi a primeira vez que esta proposta foi colocada com um pouco mais de detalhes na mídia pernambucana. É claro, posso estar enganado, pois a minha impressão é que se ela anteriormente foi levantada, não tinha por trás uma voz oficial ou então foi dita num fórum pequeno e privilegiado. Embora isso não venha ao caso, é a primeira vez que eu, particularmente, tomo conhecimento dessa proposta de uma maneira mais clara. Aviso aos navegantes que não pretendo entrar na discussão subjetiva de que ainda muita água pode rolar nessas negociações. Partirei do concreto, da proposta em si, pois é a única coisa que, por enquanto, está na mesa de negociação com os clubes. Não é segredo para os amigos que freqüentam o blog que, como cidadão, eu sempre me posicionei contrário à construção de uma nova arena em Pernambuco, ainda mais considerando que os três grandes da capital possuem, bem ou mal, seus próprios estádios. Como tricolor – também deixo claro – defendo alternativas viáveis para o Santa Cruz que possam lhe dar sustentabilidade no futuro. Essas alternativas não necessariamente passam pela Copa de 2014, embora a considere uma boa oportunidade de atrair investimentos para o clube. A proposta inicial, ou o ponto de partida de negociação do governo com os clubes, me deixou preocupado. Mais que isso, assustado. A proposta em si, não é apenas ruim. Ela, em minha opinião, é nociva aos clubes pernambucanos. Pelo que entendi, ela busca só, e somente só, viabilizar a construção da nova arena e garantir boas condições aos investidores. Os clubes… Bem, os clubes… Senão, vejamos. Segundo o Coordenador do Comitê, a proposta colocada na mesa diz que cada um dos clubes – Santa, Náutico e Sport – deverá levar os seus 20 melhores jogos para a nova arena, considerando o campeonato pernambucano, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Em contrapartida, os clubes não pagariam as despesas para jogar no estádio e teriam 26 mil assentos por jogo. Os outros 20 mil seriam receitas privativas do consórcio, incluídos aí camarotes, assentos Premium, business sits, assentos para comercialização com instituições, corporações ou...

Leia Mais

A Arena Coral volta ao páreo

Os pernambucanos somos mesmo megalomaníacos. Entre outras coisas, temos – ou tínhamos, não sei – orgulho de ter o maior Shopping Center da América Latina, a maior avenida em linha reta do país, que é a Caxangá,o maior carnaval do mundo e outras coisas do gênero. Agora, por causa da Copa do Mundo de 2014, o governo do Estado de Pernambuco pretende aumentar esse rol ao construir o maior elefante branco no meio do mato do Brasil. Eita, mania de grandeza! Creio que neste caso especificamente o projeto esteja alinhado principalmente a interesses políticos, afinal, são as obras que ficam mais visíveis em qualquer administração pública, seja ela federal, estadual ou municipal. Eu, que não tenho nada a ver com a política oficial, fico imaginando o que acontecerá depois da copa, quando a vida voltar ao normal e nem clubes nem torcedores quiserem botar os pés no meio do nada. Felizmente, de uns dias para cá, ressurgiu com força a possibilidade de retomada do projeto Arena Coral. O jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria no dia 02 de outubro deste ano, onde Felipe Jens, presidente da Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura – OII, afirma que a empresa avalia as reformas dos estádios do Maracanã (Rio de Janeiro), Pituaçu (Bahia), Arruda (Pernambuco) e Verdão (Mato Grosso) para a Copa do Mundo de 2014. O detalhe é que nem o Pituaçu, nem o Arruda fazem parte dos planos oficiais para a copa no Brasil. Embora a própria Odebrecht, através de sua assessoria de imprensa, tenha enviado nota oficial para desmentir o conteúdo da matéria publicada no Estadão, a notícia caiu como uma bomba na imprensa pernambucana. Em minha opinião, há uma boa chance de ter havido uma saia justa do governo estadual com a Odebrecht, entre o tempo decorrido com a entrevista de Felipe Jens e a nota oficial da construtora, pois geralmente onde há fumaça, há fogo. E há mesmo fumaça. Tanto assim que Eduardo Esteves, responsável juntamente com seu pai, Reginaldo Esteves, pelo projeto da Arena Coral, declarou ao jornal Folha de Pernambuco, em 20/10, que “o projeto Arena Coral é independente, mas acaba sendo mais uma opção (…) inclusive, dois diretores da Odebrecht, designados pelo próprio Felipe (Jens), estão vindo ao Recife para realizar uma reunião conosco”. Alguns rubro-negros e alvirrubros, segundo o mesmo jornal Folha de Pernambuco, admitem que a reforma do Arruda seja a melhor...

Leia Mais

Abobrinhas

O novo diretor de futebol parece competente. Disse, até agora, o óbvio, e a obviedade é, convenhamos, sinal de competência, atualmente, no nosso clube. Se fôssemos óbvios, acredito piamente que seríamos invencíveis. Por isso, venero a obviedade. De truísmo em truísmo, voltaremos aos dias de glória! De todo modo, não deixa de ser paradoxal enaltecer dirigente que fala o que salta à vista. Alguém pode argumentar que estou meio desesperado. Ora, qual tricolor não está? São tempos tão difíceis, com tanta incompetência, burrice e amadorismo… Hoje em dia, dizer o óbvio já é genial. Assim, torna-se extraordinário escutar um dirigente afirmar que a prioridade é a base, que o negócio é montar um time a partir dela, que o melhor é contratar jogadores da região, etc e tal. Dizer o que todo mundo diz é uma arte. Nosso novo diretor de futebol tem essa habilidade toda especial de falar obviedades. O cabra é bom. E tem um sorriso simpático, jeito de bonachão, tipo avô do futebol — parece até dizer: _não se preocupem, deixem comigo, que eu resolvo! Então, resolva logo, caro diretor, pois estamos precisando de soluções urgentes. (…) Até hoje não entendi a falta de uma campanha de sócios. Aqui, não se está fazendo o óbvio. Nesse ponto, nossos dirigentes estão aquém da obviedade. Se tivesse a chance, desenharia explicações bem simples e bem óbvias. Sim, explicaria que o Santinha está na série D e que a fase de patrocínios no futebol brasileiro diminuiu sensivelmente, inclusive por causa da crise. E que a torcida pode ser vista como um recurso, um baita recurso. Acho muito estranho a falta de uma campanha de sócios. Parece que nossos dirigentes não têm idéia do que seja uma… torcida. (querem patrocínio? Falem com Dimas, o Editor-Mor, que tem contatos com a Máfia Ucraniana. Foi o cabra, inclusive, que trouxe Roman Abramovich para o Chelsea. A mãe do russo era ucraniana e parente de Rutrich Perrusonov, o líder mafioso e amigo do peito do dono do TC. Ou, ainda, falem com Josias, que tem livre trânsito com Kim Jong-il, o presidente norte-coreano. Além do mais, há boatos de que o poeta do TC guarda o dinheiro norte-coreano debaixo de seu colchão) (…) Cadê o estatuto? Se essa gestão aprovar um novo estatuto já será uma vitória. Claro, falo de um estatuto mais democrático e participativo. Mas cadê o bicho? Por que essa...

Leia Mais

Administração do caos

Como qualquer tricolor, andei com minha cabeça lá pelas tabelas por causa da eliminação do Santa Cruz da insignificante Série D. Mas aviso que isso já é passado e agora me volto para as coisas que interessam. Gostaria de aproveitar meu tempo escrevendo sobre o Santa, da beleza que é nossa torcida e todo aquele blablablá legal e bonitinho, mas considero essas coisas miúdas demais ou de nenhum significado no momento presente. Até porque nada disso já me traz qualquer tipo de satisfação. Prazer nenhum. Desculpem-me os eloqüentes amantes do clube, mas também não estou nem aí para a Copa Pernambuco, que na minha cabeça, não serve de laboratório coisíssima nenhuma, nem para qualquer outra coisa que se aproveite. Dar atenção a esse tapa-buraco significa acostumar-se a coisas pequenas e eu sou torcedor do Santa Cruz, não do América, com todo respeito que o América merece. Se o clube quiser agir como time pequeno, jogando em usinas para descobrir novos craques, como mal disse o filho do lendário James Thorpe – como se nós ainda vivêssemos nos anos setenta – que vá procurar outro torcedor para torcer, que este aqui tem mais o que fazer da vida. Quero mesmo é provocar o presidente, no sentido de estimular, e tirá-lo da situação cômoda – pode não parecer, mas é – que ele se encontra hoje. Afinal, fomos eliminados da Série D, e FBC parece inatingível, como a Rainha da Inglaterra. Por isso, vamos falar do que interessa, vamos sacudir a poeira e colher tempestade. Outro dia, junto com meus botões, estava me perguntando qual o legado que FBC deixará para o Santa Cruz. Fora a reforma do Arruda, que se perderá com o surgimento da Cidade da Copa, pois com o novo estádio o Arruda ficará em segundo plano em Pernambuco (isso é assunto para outro artigo), não consigo pensar em mais nada. Alguém certamente perguntará sobre o Santa Fidelidade e a nova loja do clube. Eu diria, digo e direi que o Santa Fidelidade ainda não é realidade, pois a arrecadação através do site é pífia. A diretoria, ao que parece, acredita em contos de fadas e também que a torcida vai chegar junto para pagar as mensalidades sem campanha de sócios e sem a bola rolando dentro do campo. Quanto à loja, se não houver vendas, certamente fechará as portas. Enfim, nem um nem outro ainda estão consolidados....

Leia Mais

Cobra venenosa

Artigo Atualizado Durante a solenidade de aniversário do Santinha, um leitor sugeriu que publicássemos todas as frases da seção Cobra Venenosa desde sua criação. Atento às publicações, ele entende que tudo o que passamos nos últimos meses está sintetizado ali. De quebra, nosso leitor sugere uma votação para a escolha da melhor frase. Atendendo a pedidos, lá vão elas. Que vença a melhor. Frase 1 “No fundo, o rebaixamento de um ‘grande Clube’ é uma farsa.” (25/05/2008) Artur Perrusi, no artigo O mistério da banalidade, sobre a falta de competitividade de uma agremiação que sofre de asfixia econômica, diante de um integrante do Clube dos 13. Frase 2 “A forma de compor os nomes antes do projeto e sem o amplo conhecimento de todos nós é, no mínimo, um começo com métodos não muito diferente dos atuais, e os quais não concordamos.” (30/06/2008) Adriano Lucena, sobre a chapa da oposição comandada por Luciano Veloso para fazer frente ao lançamento da chapa de Romerito Jatobá, na seção de comentários do artigo Política, fúria, amor e ódio. Frase 3 “Ele  (Marcelo Ramos) é um ídolo do clube e faremos uma grande festa no seu retorno, a maior já vista aqui.” (11/07/2008) Édson Nogueira, Presidente do Santa Cruz, que parece não ter aprendido nada sobre futebol nestes quase dois anos de mandato, ao anunciar, em vão, a contratação do jogador. Frase 4 “A primeira impressão do time foi muito ruim. Com o que vi, precisaria de muito tempo para corrigir. Como não o temos, vamos tentar e pedir uma proteção divina.” (17/07/2008) Bagé, novo técnico coral em entrevista ao JC, achando que, com o time que tem em mãos, só mesmo apelando aos  céus. Frase 5 “É O Mais Querido que, só de não causar tristeza, já traz alegria!” (24/07/2008) Paulo Aguiar, na seção de comentários do artigo Alguém sabe explicar o amor?, sobre o jogo contra o Central, em Caruaru. Frase 6 “O Santa Cruz não vai passar da primeira fase.” (31/07/2008) Fernando Veloso, um dos candidatos da oposição, 3 meses atrás no programa Lance Final da Rede Globo, por hora, errando na previsão de mais um desastre da atual gestão. Frase 7 “Somos um clube subdesenvolvido, com uma torcida de amor enorme, mas que não move montanhas.” (03/08/2008) Antônio André, na seção de comentários do artigo O espelho e o futuro do Santinha. Frase 8 “Do jeito que está, tem que melhorar muito para ficar...

Leia Mais
4 de 7...345...