Plano de mídia

Plano de mídia

Recebemos de Anderson Seabra, nosso assíduo leitor, um e-mail pedindo espaço para a publicação de um Plano de Mídia, que ele havia desenvolvido para o Santa Cruz. Sua intenção é ampliar em 20% (vinte por cento), no mínimo, as receitas do clube. “Sempre pecamos por não saber capitalizar a força da torcida”, dizia ele em sua mensagem eletrônica. De fato, apesar da exposição na mídia nacional, o clube nunca soube aproveitar a força e o marketing natural de seus aficionados, que se tornaram conhecidos como a torcida mais apaixonada do Brasil. Anderson Seabra, 30 anos, acompanha o Santa Cruz desde 1990 e participou da diretoria da Associação dos Amigos Tricolores do Santa Cruz – ATASC. Formado em Geografia pela UFPE, com diversos trabalhos com temas na área de futebol em congressos e obcecado pela profissionalização do Santa Cruz, tornou-se estudante de Marketing, de onde surgiu a ideia de fazer algum projeto para o Santa Cruz. “Em 2004, apresentamos o presente projeto de forma embrionária ao então presidente da época; recentemente, no início da gestão de Antônio Luiz Neto, tivemos um contato rápido com a atual diretoria e apresentamos o atual projeto, tendo resultado a relocação das placas publicitárias do estádio do Arruda”. Como qualquer torcedor, cujo envolvimento vai além das arquibancadas, Seabra deseja a profissionalização do Santa Cruz. “Tenho como sonho vê o clube com uma gestão profissionalizada e explorando toda a força de sua torcida, com uma equipe competitiva que nos represente com dignidade”, diz. Acostumado a apresentar propostas que considera relevantes para uma mudança de visão na administração do clube, Seabra pretende, mais na frente, ter uma colaboração mais ativa no Santa Cruz. “Desejo, mais adiante, fazer parte, como colaborador, da diretoria do clube”, sonha, nosso leitor. Enquanto o sonho não se realiza, ficamos com o Plano de Mídia de Anderson Seabra. Que ele possa contribuir com o engrandecimento do Santa Cruz. Plano de mídia doc.doc Ganhadores da promoção Camisa da Minha Cobra 1. Ricardo Cavalcanti; 2. Caroline; 3. Rubem Jr.; 4. Emanuel Moraes. Pedimos a Emanuel Moraes que entre rapidamente em contato conosco, através do e-mail contato@torcedorcoral.com. Utilidade Pública O leitor Leonardo Lima adquiriu recentemente esta camisa do Santa e gostaria de saber o ano exato em que ela foi utilizada pelo clube. Quem puder ajudá-lo, por gentileza, deixe a resposta na seção de comentários....

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Lição de futebol

Lição de futebol

Neste domingo, acordei cedo para ver a final do Mundial de Clubes. Levantei da cama antes mesmo de soar o alarme do despertador, menos pela ansiedade, mais pelo sinal da idade que aos poucos vai mudando o meu metabolismo. Antes de tudo, registro o meu descontentamento com a fórmula do torneio. Acredito que o mundial poderia facilmente se tornar uma Copa do Mundo de Clubes, de quatro em quatro anos, como ocorre com as seleções nacionais. Basta que o campeonato ocorra no mesmo lugar do país-sede, um ano depois. Três copas (Confederações, de Seleções e de Clubes) dariam um retorno mais adequado ao tamanho do investimento realizado pelo anfitrião. Contudo, vamos ao que interessa e o que interessa são as lições do Barcelona para o futebol. O clube catalão deu um vareio de bola no Santos e o que vimos foi um jogo de um time só. Ao final, quatro a zero, bolas na trave e setenta e um por cento de posse de bola. O duelo Messi vs. Neymar não existiu, pois um jogou o que sabe e o outro mal pegou na bola. A vitória foi mais do que justa e o título, merecido. O Barcelona, com seu futebol envolvente, ensinou, e ensina, que é possível jogar um futebol bonito, ofensivo e eficiente. Nada daquela retranca que se tornou marca do futebol brasileiro, após a conquista da Copa do Mundo de 1994 e da qual Zé Teodoro tornou-se discípulo, pelo estilo de jogo que impõe aos seus comandados. Finalmente, o chatíssimo futebol de resultados poderá dar lugar novamente ao futebol ofensivo. Enxergo o sucesso do Barcelona atrelado a quatro fatores principais: situação financeira privilegiada, estrutura, jogadores de qualidade e divisões de base. No primeiro aspecto, o futebol espanhol é ainda mais segregacionista que o futebol brasileiro, já que, ao que parece, 60% das cotas de TV estão divididas entre os dois principais clubes do país. Tanto assim que doze clubes espanhóis tentam mudar a lógica da distribuição de renda no país. O resultado disso tudo é um campeonato enfadonho, onde praticamente já se conhece o campeão antes mesmo do início da temporada. O segundo e o terceiro fatores são decorrentes diretamente do primeiro. Se um clube tem um orçamento generoso, tanto mais fácil montar uma excelente estrutura, quanto ter os melhores jogadores do mundo à sua disposição. O último fator de sucesso do Barcelona é o que...

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Ajude a torcida, Presidente!

Ajude a torcida, Presidente!

Já está ficando chato. É o presidente tricolor abrir a boca e: “… Vamos ter que contar novamente com o apoio de nossa torcida e pedir para que eles, mesmo com o fim do calendário de jogos, continuem pagando suas mensalidades e atraindo novos sócios”. “Será uma desigualdade enorme contra Sport e Náutico, que, por mérito, subiram para a primeira divisão e terão vultosas quantias. Nós, com uma torcida extraordinária, teremos cota zero. Vamos entrar 2012 da mesma maneira de 2011: da pior forma possível”. “O ano de 2012 vai ser um ano extremamente difícil para o Santa Cruz enfrentar, considerando-se o fato de que os nossos principais adversários no Campeonato Pernambucano estarão com receitas enormes, bancadas pela televisão, enquanto que o Santa Cruz, mais uma vez, vai ter que iniciar o ano sem nenhum tipo de patrocínio nesta área televisiva”. “O Santa Cruz está precisando, neste momento, que aqueles que são sócios se mantenham em dia e paguem as suas mensalidades”. E Haja Saco! Toda a torcida, Presidente, está cansada de saber disso tudo: que não temos verba de televisão (o que não é totalmente verdade, já que no Pernambucano, temos, sim, uma verba), que estamos na Série C, onde falta visibilidade, Clube dos 13, e blablablá. E sempre, a única saída parece ser a nossa torcida que, aliás, só é lembrada pelo clube nesses momentos. Por que, Senhor Presidente, não fala sobre o seu esforço e de sua diretoria em renovar contratos atuais e arrumar novos patrocinadores e parceiros para o clube? Por que, Senhor Presidente, não se fala da grande campanha de sócios que está finalizada e será lançada, para atrair cada vez mais a massa coral para perto do Santa? Por que não explana o planejamento que está sendo feito para tratar os torcedores que frequentam o Arruda como consumidores e parceiros, e não como gado, enfrentando filas enormes com um sol de rachar o quengo e o bafo dos cavalos da PM? Por que não divulga que a campanha de sócios terá uma extensa lista de benefícios e vantagens para o sócio coral, como reconhecimento pelo apoio insistente, irrestrito e apaixonado? Isso tudo está sendo feito e providenciado, não está Presidente? (…) Parece que se tornou um vício da maioria dos dirigentes corais (para não dizer de todos) o apelo à torcida como única saída para o clube. E aqui não quero retirar a responsabilidade...

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Salvação

Salvação

Finda a temporada 2011, já lanço uma botica de olho para o ano seguinte, como quem não quer nada e já querendo muita coisa. Tenho esse negócio de não pensar demais no passado, feito uma pomba lesa, porque o futebol não vive de nostalgias. O que passou, passou, foi quase tudo muito bem, mas as conquistas são para guardar na lembrança e os troféus, no museu (onde está o museu?!) do clube. Ao pensar na próxima temporada, vem-me logo à cabeça a tranquilidade de não precisar correr atrás, já no Campeonato Pernambuco, de uma vaga para a competição nacional, mas, principalmente, que o abismo financeiro vai aumentar em relação aos nossos principais adversários locais. Os dois estão na Série A e nós, só agora, chegamos à Série C. Grana, grana, grana! É preciso, antes de tudo, pensar em grana, pois, já dizia o filósofo Falcão, dinheiro não é tudo, mas é cem por cento. Também é indispensável pensar em como manter o time coral minimamente competitivo na próxima temporada diante dos milhões da Rede Globo contra os trocados da TV Nova. Não que eu despreze o trabalho da TV pernambucana, que foi bacana, pois, apesar das inúmeras falhas, como começar a transmitir um jogo no início do segundo tempo, não posso negar que ela quebrou um galho lascado para a torcida coral nesta Série D. Por isso, mesmo ocupado em pensamentos altamente produtivos sobre como fazer para passar mais rápido os doze anos que ainda me restam para a aposentadoria e em como gastar o dinheiro da Mega-Sena, caso eu ganhe o prêmio sozinho, resolvi convocar uma reunião de emergência do Conselho Editorial e Pitaqueiro do Torcedor Coral para debater a questão. ― Se não tiver cerveja, nem me chame! – disse Nó Cego ao telefone, com o seu humor característico. Apesar da falta de futebol e de saco, todos compareceram. A cerveja, é bem verdade, atraiu mais a nossa equipe do que o assunto, já que, nessa época do ano, a gente só pensa em cachaça e confraternização, que no fim das contas é a mesma coisa. Comecei a reunião cheio de dedos, indo pra lá e pra cá, falando do tempo, perguntando se um e outro tinham dinheiro para emprestar ou pelo menos um colírio para pingar nos olhos, um melindre lascado, porque o assunto era chato e não havia nenhum Xeque árabe montado na grana, tampouco...

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Dois lados

Dois lados

Fala-se que tudo na vida tem dois lados. Um lado bom e um lado ruim. Tais generalizações são sempre perigosas, mas em se tratando do jogo ocorrido domingo, podemos tentar aplicar um exercício e enxergar os tais dois lados. Vamos começar com o lado negativo. A derrota. Por mais que o ano de 2011 tenha sido extremamente positivo para o Santa, muita gente saiu do Arruda ontem com um gosto de guarda-chuva na boca. Não que eu saiba que gosto tem isso, mas sabe aquele gosto amargo, aquele sorriso amarelo? Pareceu-me um sentimento quase unânime no estádio. Apesar de a torcida ter aplaudido no final, gritado o “Tri-Tricolor”, foi mais em reconhecimento pelo ano, não pelo resultado. E isso pode ter um impacto um pouco maior que o previsto. Terminando o ano em alta, com um título, a euforia da torcida continuaria em alta, o que poderia e deveria ser canalizado para um só lugar: Campanha de sócios. Não que não possamos fazer campanha por sócios sem o título. Claro que podemos. Mas é muito melhor fazer uma campanha com o seu público alvo apaixonado, em estado de graça, com o fechamento de um ano perfeito. Vi gente saindo do estádio extremamente chateada, gritando, revoltada. Exagero? Muito provavelmente. Mas o tal encanto perde um pouco do seu charme e perdemos mais uma boa oportunidade de capitalizar. E o lado positivo? A derrota. “Pronto. O cabra enlouqueceu de vez!” deve estar imaginando um incauto leitor. Calma que não enlouqueci (pelo menos não por enquanto). No aspecto puramente futebolístico, enxergo a derrota como positiva. Com um resultado negativo diante do escrete Tupi, numa final de campeonato, dentro de casa, caem as auras que circuncidavam as bandas do Arruda sobre treinador e elenco. Nossas fragilidades ficaram, mais uma vez, diga-se de passagem, expostas para quem quiser (e souber) enxergar. Somos gratos a todos os jogadores do elenco pelo esforço e dedicação na missão de tirarem o Santa dessa maldita Série D. Ponto. Agora nossa caminhada prossegue. E passa necessariamente por qualificação (e até reformulação) do elenco. Essa foi a lista de relacionados para o jogo de ontem: Goleiros: Tiago Cardoso e Diego Lima. Zagueiros: André Oliveira, Leandro Souza, Everton Sena e Walter. Laterais: Eduardo Arroz e Dutra. Volantes: Memo, Chicão e Mael. Meias: Renatinho, Weslley, Bismarck, Washington e Jefferson Maranhão. Atacantes: Thiago Cunha, Fernando Gaúcho, Ludemar, Kiros e Flávio Recife. Proponho um exercício. Quantos vocês enxergam vestindo o manto coral na próxima temporada? Quais realmente merecem e...

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