Quando nasce a esperança

Minha filha nasceu. Não sei descrever o momento, nem meus sentimentos na hora do parto. Também não sei precisar o tamanho da alegria ao vê-la e ouvi-la chorar. Seu choro soou para mim como o som da nossa imensa torcida cantando o amor ao Mais Querido em pleno Arruda. Só sei que desde então sinto no peito uma felicidade inesgotável. É mais amor do que um coração pode suportar, mesmo para um tricolor, acostumado já em criança a amar demais. Já sonho com ela assistindo ao Santinha jogar no Arruda pela primeira vez. Vestida com o manto sagrado, ela verá e ouvirá a vibração grandiosa da nossa torcida. Confusa, Maria Luíza pensará que os louvores também são para ela. E serão. Direi baixinho em seu ouvido que é assim que a nossa torcida saúda um novo membro da família tricolor. Ela certamente sorrirá feliz, ficará maravilhada com o espetáculo, gritará gol em meus braços e, ao fim do jogo, dormirá tranqüila, após mais uma vitória do Santa Cruz. Agora sou pai. Sou pai de uma pequena torcedora coral. O nascimento da minha filha traz um novo sentido para a minha vida e renova as minhas esperanças no futuro. Como ela, novos torcedores corais também chegarão e contribuirão para renovar os ares nas Repúblicas Independentes do Arruda. Afinal, serão eles, os pequeninos tricolores de hoje, que levarão bem longe o Santa de amanhã. Que ela seja muito feliz e possa assistir ao nosso clube grande outra...

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