Cobrindo as despesas excedentes

Cobrindo as despesas excedentes

Imagine uma pessoa andando alegremente num shopping center da cidade. De repente essa pessoa se depara com um sonho de consumo: uma nova TV com todos os mais modernos e sofisticados recursos. Os olhos de nosso amigo chegam a brilhar. Depois de admirar o tão sonhado produto, ele observa um cartaz abaixo que informa o preço: a TV custava R$ 10.000,00. Mesmo sabendo que é muito caro para um taxista como ele, nosso consumidor começa suas contas: – Meu apurado do taxi, somado com um CDC em 24 vezes, atrasando uma parcela do condomínio, noves fora nada, etc., etc., etc… E nosso amigo chega a uma conclusão: – É caro, mas eu quero! É caro, mas eu mereço! Com um apertinho temporário aqui, outro acolá, consigo pagar! A prestação vai ficar em R$ 800,00! Eu ganho R$ 1.100,00, dá demais! E feliz da vida após esse teorema financeiro, nosso amigo liga para a esposa para dar a boa notícia, vai comprar a sua tão sonhada TV. Obviamente, a esposa de nosso amigo dá-lhe um esporro daqueles e só não o chama de arroz doce. Triste da vida, nosso frustrado amigo sai do shopping contando as moedas para pagar o estacionamento. Ainda revoltado com a frieza material da esposa, ele começa a pensar revoltadamente: “Se fosse uma escova definitiva de R$ 1.000,00, ela comprava. Como é para mim, não posso comprar nada!”. Distraído em seus pensamentos, nosso amigo avança um sinal vermelho e bate seu taxi num outro carro, um carro importado caríssimo. Ninguém fica ferido, e, como não haveria outra maneira, nosso amigo taxista é obrigado a assumir a culpa, e, negociando com o proprietário, ele descobre que a franquia do seguro do carrão é de R$ 10.000,00, parceladas em 10x de R$ 1.000,00. Ou paga a franquia, ou paga o conserto que daria muito mais. Ainda nervoso e tremendo-se todo, nosso amigo liga para sua esposa e conta o ocorrido. Imediatamente, a esposa o aconselha a pagar as dez prestações. O taxista vai à oficina e passa no seu sofrido cartão de crédito os R$ 10.000,00. Passados alguns dias, conversando com a sua esposa, o taxista pergunta: – Mulher, por que você não deixou comprar a TV que eu queria de R$ 800,00 por mês e na hora, sem pestanejar por um segundo, mandou eu pagar R$ 1.000,00 por mês da franquia? E a mulher responde: – Porque...

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Enquete

Enquete

Eleições 2010 Com a definição das chapas na corrida presidencial do Santa Cruz, o Torcedor Coral quer saber se você é sócio e em quem votaria no dia da eleição. Participe da nossa enquete! Você é sócio votante do Santa Cruz? Sim (61%, 51 Votos) Não (39%, 32 Votos) Total de votos: 83  Carregando ... Em quem você votaria para presidente do Santa Cruz? Sérgio Murilo (76%, 68 Votos) Antônio Luiz Neto (21%, 19 Votos) Brancos e nulos (3%, 3 Votos) Total de votos: 90  Carregando ... Votação encerrada Qual o presidente ideal para o Santa Cruz nas próximas eleições? Sérgio Murilo (54%, 89 Votos) Jonas Alvarenga (15%, 24 Votos) Não sei (13%, 21 Votos) Fernando Bezerra Coelho (8%, 13 Votos) Antônio Luiz Neto (5%, 9 Votos) Lula Cabral (2%, 4 Votos) Sebastião Oliveira (2%, 3 Votos) Joaquim Bezerra (1%, 2 Votos) Total de votos: 165  Carregando...

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Fiel da balança

Fiel da balança

As eleições no Santa Cruz estão se aproximando e o quadro eleitoral segue indefinido. Jonas Alvarenga saiu do páreo (na verdade, nunca entrou!) e deixou FBC sem candidato. Nos últimos anos, apenas o Diminutivo (Toc! Toc! Toc!) não lançou sucessor. FBC provavelmente também não lançará, no máximo, adotará um. Sua última cartada, segundo os jornais, será Sebastião Oliveira, deputado estadual recém-eleito. A dificuldade é, como salvador da pátria da vez, Oliveira, ao que parece, só quer ir na boa; isto é, só será candidato, caso não haja bate-chapas. Sentado na varanda do meu apartamento, com os pés confortavelmente em cima de uma cadeira, tomando uma cervejinha bem gelada e olhando tudo isso de cima, não pude deixar de lembrar da propaganda de um supermercado popular que existia na década de oitenta, creio eu, que dizia assim: “se quer moleza, meu irmão, vai no Balaio!”. Se Oliveira não perceber que não basta ser candidato, tem que participar das eleições, o precioso apoio de FBC poderá cair no colo de Sérgio Murilo. Acredito nisso, por causa do perfil dos dois outros candidatos (Antônio Luiz Neto e Joaquim Bezerra), pois tenho lá minhas dúvidas se um e outro agradam a FBC. Caso isso ocorra, Sérgio Murilo será indubitavelmente o favorito nas eleições, a menos, é claro, que apareça uma Marina Silva em seu caminho. Também não descarto a possibilidade, já que virou moda, que o fundamentalismo político possa atrapalhar a sua vitória. Assim, surgiriam boatos espalhados pela cidade dando conta que Sérgio Murilo é contra, por exemplo, o aborto. Uma coisa terrível! O candidato, por sua vez, tentaria explicar que é a favor da vida, mas ninguém lembraria que o orifício na extremidade do intestino grosso não teria nada a ver com as calças, pois o tema passa longe das eleições do Santa Cruz. Entretanto, como o nível dos debates nas Repúblicas Independentes do Arruda costuma ser mais rasteiro do que a concorrida corrida presidencial no país, não me surpreenderia se o boato tivesse o efeito de um chute na altura da bolsa escrotal. Panfletos espalhados em frente ao clube no dia da votação insinuariam que o candidato teve continência urinária até a idade adulta. E terminaria com uma pergunta definitiva: “Você confiaria num presidente que mijou na cama até os 25 anos?” A essa altura, não haveria tempo suficiente para que o candidato pudesse provar, através de depoimentos dos familiares, que...

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Canto da sereia

Canto da sereia

Ando abusado da mesmice que se tornou o Santa Cruz, desse ciclo vicioso e tortuoso que vem, ano a ano, enterrando nosso clube a sete palmos do chão. Permaneço em estado de descrença absoluta, diante de gestões que dão em lugar nenhum. O processo eleitoral tricolor também é outra coisa que me desagrada. São sempre muitos candidatos, alianças de última hora, acomodação de cargos, tira daqui e bota ali, que geralmente resultam em nada. Diante desse cenário, a cabeça já não permite que o coração se dê ao luxo de se assanhar com promessas de mudanças. Sinceramente, escapuliu de mim a paciência para ouvir candidatos que ainda falam em reconstruir o Santa Cruz com a ajuda da torcida, como no passado, cada qual trazendo seu tijolinho, como se futebol – já disse isso faz tempo – fosse feito com milheiros e não com milhões. Também ando cansado de salvadores da pátria, de interesses primários pessoais, ou de propostas mirabolantes que no fundo escondem administrações precárias. Suporto ainda menos a palavra união, solução vazia sem nenhum valor. Nesse jogo eleitoral, prefiro ficar olhando e atocaiando uns e outros e mantendo sempre uma distância saudável e segura do jogo do poder. No passado, acreditava que a distância contribuía para afundar ainda mais o Santa Cruz. Pensava assim: se todos se afastam, o clube se esvai. Atualmente, creio que a distância é o meio que nós, torcedores mortais, encontramos para minimizar o sofrimento de torcer por um clube que se acostumou a perder. Agora penso assim: doideira muita, minha sanidade primeiro. Tenho saudade do tempo em que minha relação com o Santa Cruz era restrita à arquibancada. Notei, aliás, uma mudança significativa na minha forma de torcer. O outrora torcedor temperamental, que xingava o juiz e delirava com um gol ou se acabava com uma derrota, deu lugar a outro menos passível à emoção. Já não salto da cadeira diante de um gol, nem me acabo de profunda tristeza com uma derrota. Este é o mal que a proximidade com o clube do coração traz. Quanto mais próximo, mais insensível me torno. Apesar de tudo, sim, ainda creio que é possível sair desse buraco, mas não acredito mais no canto da sereia dos candidatos. Vacinado, prefiro que o novo presidente assuma, faça as coisas acontecerem primeiro, para eu acreditar depois. Anos e anos de péssimos gestores me deram essa descrença inabalável. Também...

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Homenagem (quase) póstuma

Homenagem (quase) póstuma

Luiz Fernando Gomes*, publicado originalmente na coluna Apito Inicial da revista Lance! Me lembro dos campeonatos de botão que jogava com os amigos, lá pela década de 70. Era um moleque, tinha á meus 14 anos . e naquela época 14 anos era idade de moleque mesmo. Meu time era o Flamengo. Herança de família. E olha que eu era bom de palheta. Tinha tanta confiança em vencer que um dia, num torneio lá em casa, coloquei um açucareiro de prata da minha mãe para servir de troféu. Tinha certeza de que não sairia do armário da cozinha. Mas perdi. Perdi e cumpri a palavra, o açucareiro acabou na casa da vizinha. Levei uma bronca, fiquei de castigo . Um mês sem jogar botão. Merecido, diga-se de passagem. A grande final do fatídico torneio foi um clássico daquela época. Não apenas nos tabuleiros, mas nos gramados também. Meu amigo, o que me derrotou na final, chamava-se Zé Carlos, jogava com botões tricolores, em preto, vermelho e branco. Era o São Paulo? Enganou-se quem pensou assim. O vencedor do torneio de botões foi o Santa Cruz, o Cobra Coral do Recife. Isso mesmo. E o meu amigo era só um dos tantos meninos a ter um time assim. Num tempo em que a televisão ainda não transmitia futebol em rede nacional, que pouco se sabia do que se passava além do eixo Rio-São Paulo-BH-Porto Alegre, o que levava garotos do Sudeste maravilha a jogar botão com o Santa Cruz? A resposta estava no talento de uma geração que encantava. Gente como Givanildo (talvez o maior ídolo da história do clube) e Luciano, que depois ajudariam o Corinthians a sair da fila e ganhar o Estadual de 77; Ramón, célebre parceiro de Dinamite no ataque do Vasco; e Nunes, que sairia de Pernambuco para conquistar o mundo com o Flamengo de Zico. Má gestão e amadorismo levaram o Santa à bancarrota. Comuns pelo Brasil, fizeram no Recife a sua maior vítima. Era uma época de ouro. Em 75, o time chegou às semifinais do Brasileiro. Eliminou o Palmeiras nas oitavas, vencendo por 3 a 2 em pleno Palestra, passou pelo Flamengo nas quartas, impondo um 3 a 1 de virada dentro do Maracanã. Os pernambucanos, até hoje, culpam Armando Marques, aquele juiz que errou a conta dos pênaltis de Santos e Portuguesa numa final de Paulista, pelo time não chegar à...

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