Déjà vu é o cacete!

Foto: Alessandra Lins Milton Santos, Fred Dias, Dimas Lins e Gerrá a caminho de Ipojuca Depois de muito vou-não-vou, fui ao jogo. O impasse não tinha a ver com a perspectiva de assistir a um futebol sem charme de um time em formação. Claro que não! Estava muito mais ligado àquela máxima do Código Nacional de Trânsito que diz que se beber, não dirija. Sou um cara legal, quero dizer, da lei, embora estivesse mais preocupado com a multa do que com o reflexo no volante depois de umas latinhas de cerveja. Gerrá chegou com a solução, quando me ofereci como carona. Ficaria, desse modo, liberado para entornar o precioso líquido. Por falar em bebida, mais tarde sentiria falta de levar uma garrafinha de Rivotril com Coca-cola. Quem sabe não assistiria ao jogo com um pouco mais de entusiasmo. Na estrada agora, eu, Fred Dias, Milton Santos, Gerrá e sua primeira dama. Primeira não, única, que não há outras. Corrijo de pronto para não levar um carão de Alessandra. No percurso, um trânsito de lascar indicava que todo mundo estava indo para Ipojuca. Liguei para Anizio e fui informado que desde Olinda já estava tudo engarrafado. Torcida boa é assim! Paramos no caminho para abastecer e comprar os ingressos numa loja de conveniências. No interior – ainda que seja litoral, tudo fora da região metropolitana, para mim, tem jeitão de interior – é mesmo fascinante. Até as lojas de conveniências de posto de gasolina vendem arroz, feijão e fubá. Alessandra entrou no carro com três quilos de sal e dois de farinha. Fiquei preocupado com o risco de pressão alta na população menos assistida e só não dei uma gaitada, porque recebi os ingressos no famoso devo não nego, pagarei quando puder. Depois de andar quase um quilômetro, encontramos uma fila imensa na entrada do estádio. Conversas paralelas davam conta que não havia um só pé de gente em Porto de Galinhas. Todo mundo correu para Nossa Senhora do Ó para ver o Santa jogar. Na minha frente, um sujeito foi barrado, porque achou que água sanitária era alimento não perecível. Só atentei para o entrevero quando ouvi as palavras do funcionário do estádio: “água sanitária não voga!”. Se do lado de fora havia muita gente, lá dentro estava lotado. Duas faixas chamaram a nossa atenção. A primeira com os dizeres FBC, o iluminado que salvou o Santinha e...

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Rápidas e rasteiras

Ouvidoria Estive agora a pouco com o novo Ouvidor do Santa Cruz, Marcos Flávio. Falávamos de questões profissionais, pois além de trabalharmos no mesmo órgão, temos algumas atividades comuns. Ao fim de nossa reunião, tivemos uma conversa informal sobre o Santa Cruz, como não poderia deixar de ser. Marcos Flávio está concluindo o projeto de estruturação da Ouvidoria do clube. Antes de ir embora, combinamos uma entrevista exclusiva para o Torcedor Coral para esta semana. Futebol Luiz Antônio Ruas Capella, Diretor de Futebol, e Márcio Bittencourt, técnico coral, foram apresentados oficialmente à imprensa esportiva pernambucana, numa churrascaria do Pina. Os dois assinaram contratos neste fim de semana e começam hoje o trabalho no clube. Capella já esteve por aqui e já havia falado com repórteres e torcedores, enquanto Bittencourt falou pela primeira vez como técnico coral. Márcio conversou sobre seu objetivo no Arruda e disse que pretende montar um time forte, que possa alcançar a Série A em dois anos, caso o Santa consiga ganhar na Justiça Desportiva o direito de permanecer na Série C. Independente da série em que o Santa esteja, Bittencourt acredita que um bom salário pago em dia será responsável por atrair jogadores de qualidade. Material esportivo Ainda não está definido se a Champs continuará como fornecedora de material esportivo do clube. O contrato atual está sendo rediscutido entre as partes e esta semana poderemos ter novidades. Por enquanto, ainda não é certa a permanência da Champs nas Repúblicas Independentes do Arruda, apesar do alto valor que envolve a multa rescisória. Tudo isso, porque três empresas já demonstraram interesse em fechar contrato com o clube. Os nomes dessas empresas não foram divulgados, para não atrapalhar as conversações. Certo mesmo parece ser a preferência em criar o terceiro padrão na cor azul em homenagem ao título de Fita Azul do futebol...

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Sopa de letrinhas

FBC assumiu o Clube prometendo muito trabalho. Em seu discurso falou que nenhum ex-presidente terá trabalhado mais do que ele. Ele sabe que se trabalhar corretamente terá feito uma boa administração. Assim, não resta dúvida que trabalhar mais do que o Diminutivo, ele já conseguiu. Em apenas 15 dias, o Clube já sente um novo horizonte a caminho. Hoje, a grande discussão é a criação do mais novo Santa Cruz. Para sorte dos nossos rivais, este novo Santa Cruz atuará em outro mercado e será chamado de SCSA (Santa Cruz S/A). Será uma data histórica, assim com o 03 de fevereiro. FBC levou ao Conselho a proposta de criar um FI (Fundo de Investimento) de capital fechado, regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), estimado em R$ 25 milhões; cuja receita será toda destinada ao SCFC (Santa Cruz Futebol Clube). Por isso, chamado de SPE (Sociedade de Propósito Específicos). A operacionalização dessa medida é “relativamente” simples. Cria-se um CNPJ próprio para a nova entidade (Santa Cruz S/A) que passará a ter todos os registros próprios, cuja única diferença reside no objeto social, específico pra o soerguimento do SCFC, devendo se extinguir após sua conclusão (10 anos), podendo ser renovada por mais 5 anos. Na próxima terça-feira o Conselho se reúne para apreciar os requerimentos do presidente do Executivo, em especial, a criação do SCSA. Um grupo de pessoas foi formado pelo Conselho Deliberativo para apreciar toda a documentação e analisar junto com o estatuto do SCFC. Neste grupo não estava o nome de um ex-presidente. Mas, o presidente do conselho, sem autorização dos conselheiros, acabou o convidando. E, este ex-presidente está virando seu principal conselheiro. Quem assistiu o discurso de posse do presidente do conselho estranha este comportamento. Ou seja, o LEF (Lado Escuro da Força) ainda sobrevive no Arruda. É muito prematuro afirmar se a criação da SCSA dará certo. No final dos anos noventa, a criação do clube-empresa foi muito propalada como sendo a salvação para a expansão dos clubes do Brasil. Como maior exemplo temos o Bahia e o Vitória que se “transformaram” em clube-empresa em 1998, adotando a tão divulgada “transparência” na administração. No Bahia, o banco Opportnunity passou a controlar o clube através da Ligafutebol S/A, criada pelo banco de Daniel Dantas e portadora de 51% das ações. O Bahia afundou da série A para a série B e, depois, para a série C....

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Da paixão à razão

Caros torcedores do Santa Cruz, É com rara satisfação que nos dirigimos a vocês, muito especialmente a todos que viram no projeto da Aliança Coral uma saída para o Santa Cruz. A satisfação deve-se a vários fatos: – a articulação de tricolores ligados ao governo de PE e de outros tricolores como Iuri Leite e Tonico Araújo na busca de um nome de peso para dirigir o Santa Cruz, chegando-se enfim a Fernando Bezerra Coelho; – a compreensão do governador Eduardo Campos de que o Santa Cruz não poderia continuar como está e que a liberação de Fernando Bezerra Coelho para essa tarefa era importante também para Pernambuco; – o desprendimento de todas as correntes que postulavam assumir o Santa Cruz, e aqui citamos todos mesmo, sem distinção de projetos ou formas de enxergar o clube. Nomes como Fernando Veloso, Osmundo Bezerra, Felipe Rego Barros, Paulo Pereira, João Domingos, Gerino Xavier, Fred Arruda, Gerrá Lima, Rui Monteiro, Ricardo de Paula, José Neves, Romerito Jatobá e Antônio Luiz Neto deixaram de lado qualquer tipo de vaidade, projeto ou diferenças pessoais do passado em torno de uma proposta nitidamente inovadora e diferenciada para o Santa Cruz; – esses mesmos nomes colocaram-se na condição de “apenas” conselheiros e deixaram FBC à vontade para formar um renovado grupo de trabalho – novo no futebol, mas experiente em atividades da vida empresarial – e que vai gerenciar o Santa Cruz da forma que sempre sonhamos: como uma empresa de verdade. Foram necessárias apenas quatro reuniões entre FBC, seus assessores diretos e essas lideranças corais, para que tudo se definisse. Essas correntes, formadas por pessoas apaixonadas pelo Santa Cruz, reconhecendo todas as dificuldades de articulação para atrair investidores e patrocinadores, deixaram-se tomar pela razão, dando vez e voz a alguém que tem, como poucos no Estado de Pernambuco, um poder de atração de capital e investimento mais consistente, permitindo que a grande nação coral – a maior torcida do Norte e Nordeste do país – voltasse a sonhar. Para nós, que fundamos a Aliança Coral, ficou o desafio de reduzir de mais de 150 para apenas 10 os nomes indicados ao Conselho Deliberativo do Santa Cruz. Tarefa árdua, mas carregada de amplo desprendimento de todos, de muito amor ao clube e, sobretudo, de confiança na nossa condução. Aos que abriram mão de uma cadeira no Conselho, nossa gratidão e a garantia de que seremos dignos representantes do...

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Textículo

  Seguro morreu de velho. Estou numa fase igual a todo mineiro. Quieto no meu canto, presto atenção a tudo e a todos e tento, lupa na mão, ler nas entrelinhas. Nesse meu observatório, dois fatos me chamaram a atenção esta semana. O primeiro deles foi a notícia que vem circulando na mídia local que “alguns líderes políticos” estão insatisfeitos com a redução do número de conselheiros propostos por Fernando Bezerra Coelho. O engraçado é que nenhum veículo de comunicação citou os nomes desses “líderes políticos”. Coincidências a parte, acho que nossa imprensa esportiva de besta não tem nada. Fica uma sensação estranha no ar de que nesse mato tem coelho. E garanto que não é o Fernando Bezerra. O segundo foi o artigo de Jomar Rocha, Diretor de Futebol do Santa Cruz, publicado no dia 18/09/2008 no Blog do Torcedor (leia aqui), do rubro-negro Marcelo Cavalcante. Aliás, Cavalcante foi um dos jornalistas – o primeiro, possivelmente – que jogou suspeição sobre a legalidade da candidatura de FBC (leia aqui). Sob o título infeliz de “Intervenção governamental?”, Jomar, como é mais conhecido, defende em seu texto que não é essa a questão. Na prática, intencionalmente ou não, o que o diretor faz, de fato, é chamar atenção para um problema que não existe, causando apenas polêmica. Basta ler os comentários do artigo. Ah, Jomar! Não bastou eliminar o Santinha da Série C? Ainda bem que essa gestão acaba logo, logo. Ai, meu “textículo”...

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