Fiel da balança

Fiel da balança

As eleições no Santa Cruz estão se aproximando e o quadro eleitoral segue indefinido. Jonas Alvarenga saiu do páreo (na verdade, nunca entrou!) e deixou FBC sem candidato. Nos últimos anos, apenas o Diminutivo (Toc! Toc! Toc!) não lançou sucessor. FBC provavelmente também não lançará, no máximo, adotará um. Sua última cartada, segundo os jornais, será Sebastião Oliveira, deputado estadual recém-eleito. A dificuldade é, como salvador da pátria da vez, Oliveira, ao que parece, só quer ir na boa; isto é, só será candidato, caso não haja bate-chapas. Sentado na varanda do meu apartamento, com os pés confortavelmente em cima de uma cadeira, tomando uma cervejinha bem gelada e olhando tudo isso de cima, não pude deixar de lembrar da propaganda de um supermercado popular que existia na década de oitenta, creio eu, que dizia assim: “se quer moleza, meu irmão, vai no Balaio!”. Se Oliveira não perceber que não basta ser candidato, tem que participar das eleições, o precioso apoio de FBC poderá cair no colo de Sérgio Murilo. Acredito nisso, por causa do perfil dos dois outros candidatos (Antônio Luiz Neto e Joaquim Bezerra), pois tenho lá minhas dúvidas se um e outro agradam a FBC. Caso isso ocorra, Sérgio Murilo será indubitavelmente o favorito nas eleições, a menos, é claro, que apareça uma Marina Silva em seu caminho. Também não descarto a possibilidade, já que virou moda, que o fundamentalismo político possa atrapalhar a sua vitória. Assim, surgiriam boatos espalhados pela cidade dando conta que Sérgio Murilo é contra, por exemplo, o aborto. Uma coisa terrível! O candidato, por sua vez, tentaria explicar que é a favor da vida, mas ninguém lembraria que o orifício na extremidade do intestino grosso não teria nada a ver com as calças, pois o tema passa longe das eleições do Santa Cruz. Entretanto, como o nível dos debates nas Repúblicas Independentes do Arruda costuma ser mais rasteiro do que a concorrida corrida presidencial no país, não me surpreenderia se o boato tivesse o efeito de um chute na altura da bolsa escrotal. Panfletos espalhados em frente ao clube no dia da votação insinuariam que o candidato teve continência urinária até a idade adulta. E terminaria com uma pergunta definitiva: “Você confiaria num presidente que mijou na cama até os 25 anos?” A essa altura, não haveria tempo suficiente para que o candidato pudesse provar, através de depoimentos dos familiares, que...

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Cobra venenosa

Cobra venenosa

“Até agora o processo sucessório é um tremendo dèjá vu. Muita gente procurando a entrada e o Santa procurando a saída.“ Ducaldo, na seção de comentários do artigo Entrevista com Rivaldo no iG Esportes, sobre o processo eleitoral do Santa...

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TC News

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Presidente Lula cita o Santa Cruz como exemplo negativo de profissionalismo no futebol. “O presidente Lula não pode dizer uma coisa dessas só porque a gente não consegue pagar salários em dia, planejar o futebol por um ano inteiro, manter o gramado decente, fazer o novo estatuto do clube, manter o site dos sócios em funcionamento, construir o centro de treinamento prometido, organizar as finanças, profissionalizar a gestão de funcionários, fazer uma reforma administrativa, criar um departamento de marketing de verdade e manter em dia a escrituração contábil do clube.“, discordou Rodolfo de Orleans, Diretor Musical do Santa Cruz. “O presidente Lula é mesmo um equivocado.“, ironizou Wescley da Silva, tricolor que vai ao Arruda mais vezes que os diretores do...

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Cobra venenosa

Cobra venenosa

“Não consigo entender como o Santa Cruz está na Quarta Divisão. (…) Fico com inveja dos clubes que têm as coisas acertadinhas.“ Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em evento comemorativo do centenário do Corinthians, citando o Santa Cruz como exemplo negativo e cobrando mais profissionalismo dos clubes...

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O que é um time grande?

O que é um time grande?

Marcos Siqueira Quem já teve a oportunidade de participar de competições nos jogos escolares ou universitários, na quadra ou nas arquibancadas, pode sentir o que é dar a alma por um resultado. Quem já disputou uma simples pelada entre times de bairros, sabe da ansiedade e da adrenalina que rolava nesses momentos. Hoje, a torcida do Santa Cruz vive um momento de euforia após vencer dois jogos. Um em casa, contra um time do interior do RN, aonde os jogadores vão ao campo a pé ou em suas bicicletas.  Outra vitória em Maceió, para uma equipe rebaixada à segunda divisão do campeonato alagoano e formada pela equipe base do Murici Futebol Clube. A expectativa é que domingo tenhamos 60 mil torcedores apoiando o time no Arruda. Outro dia, meu filho me perguntou o que é, de fato, um time grande? Sem medo de errar, comecei a explicar que hoje, diferentemente da época em que o futebol não era assim tão profissional, duas coisas eram fundamentais para um time ser considerado grande: uma torcida numerosa e o direito de participar. Claro que imediatamente pensamos no nosso Santinha. A torcida, essa impressionante massa coral, há muito já virou caso de imprensa. E nacional. Contrariando todas as estatísticas de institutos de pesquisa que parecem não querer enxergar a realidade mais óbvia possível, a torcida do Santa Cruz insiste em se manter com uma das maiores médias de público do Brasil. Sobre esse fenômeno, poderemos falar um pouco mais em comentários futuros. Já o direito de participar, por mais esdrúxulo que possa parecer, esse não tem nada a ver com o futebol no seu sentido mais romântico de qualidade e amor à camisa. – “É que agora as coisas são diferentes, meu filho”, comentei com uma pontinha de tristeza. O futebol se tornou um negócio.  Business intelligence, como se fala mais ao norte do Ceará. – E como é isso? Simples. Junte a emissora de TV, os fornecedores de produtos mais importantes, o poder público estabelecido (legal ou ilegalmente) e defina quem deve participar do jogo. Como jogo, entenda-se o campeonato nacional, mantido financeiramente por estas partes. E para participar, aí não tem jeito: ou tem a grana, ou está fora. Eles fazem o campeonato, dividem o dinheiro, dão alegria às suas torcidas que aumentam em todo o território brasileiro e seguem irradiando a sensação de que tudo se resolve apenas no “bom...

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