Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta Série D. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Sou um homem de boa fé. Sim, creio no título da Série D, não como um feito admirável de contemplação, mas de uma obrigação de quem sai do buraco de cabeça em pé. Alio-me ao presidente em afirmar a importância dessa conquista como uma lembrança de onde chegamos um dia. Não será um título para esquecer, porque as más lembranças nos servem de alerta e nos empurram para um futuro melhor. Placar: Santa Cruz 2 x 0 Tupi/MG Artur Perrusi Fracasso total. Vergonha nacional. A revanche dos índios. Placar: Santa Cruz 0 x 2 Tupi/MG Gerrá da Zabumba O time do cocoricó vai levar uma lapada pra entrar nos anais da tribo de Juiz de Fora. Placar: Santa Cruz 5 x 0 Tupi/MG Josias de Paula Jr. Desta vez o Central de MG não escapa. Time fraco. O Glorioso jogará sua melhor partida no Mundão. Sem mais, rápido e rasteiro, vencerá fácil o Tupi-Guarani. Detalhe: Renatinho vai arrebentar! Placar: Santa Cruz 3 x 0 Tupi/MG Nó Cego Se a gente não for campeão, eu mesmo vou invadir o vestiário para dar uma bengalada na cabeça de Zé Teodoro e um cascudo em cada jogador do Santa! Farei isso e assumirei o comando do time à força, porque é preciso ser macho para ser técnico do Santa Cruz. Mas acredito no título nos pênalti, pois com Zé Teodoro, tudo é sofrido. Placar: Santa Cruz 1 x 0 Tupi/MG Samarone Lima Vitória do Santa, com gol no finalzinho, para ser mais emocionante. Gol de Renatinho. Placar: Santa Cruz 2 x 0 Tupi/MG Fábio Melo (Loucos Pelo Santa) Santa vence por dois gols de diferença, sendo que o Tupi abre o placar no primeiro tempo. No início do segundo tempo, Leandro Souza é expulso, aos 30 minutos Renatinho empata, aos 35 Fernando Gaúcho marca para o Santa e aos 45 minutos, no escanteio, Thiago Cardoso vai para a área do Tupi e faz de cabeça. Placar: Santa Cruz 3 x 1 Tupi/MG...

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Cachimbo da paz

Cachimbo da paz

Recebi uma ligação de Nó Cego propondo-me acompanhá-lo a Juiz de Fora para assistir ao jogo Tupi e Santa Cruz (força de expressão, já que ele não enxerga um palmo à frente do nariz, pois é cego de nascença, embora costume dizer que perdeu a visão nos cinco a zero que o Santa levou do Bahia na Fonte Nova, pelo campeonato brasileiro de 1981, depois de ganhar dos baianos, no Arruda, por quatro a zero). Considerei a ideia proveitosa, até o momento em que Nó Cego insinuou que eu pagaria as passagens, hospedagens, ingressos do jogo, bebidas e aperitivos. Telefone sem fio à mão, olhei-me no espelho na tentativa de identificar a cara de trouxa que Nó Cego costuma ver em mim. Desconversei, mas, em seguida, não resisti à ideia de me juntar a uma pequena multidão de tricolores para soltar nosso genuíno grito de guerra nas Minas Gerais: “ai, ai, ai, que torcida do carai!”, pois é sabido que há caravanas corais seguindo para qualquer rincão do país, do mundo, quiçá da Via Láctea, e, por que não dizer, do infinito Cosmos, para acompanhar nosso time aonde quer que ele vá. Ao chegar ao aeroporto, tomei um susto lascado quando ouvi as pretensões do meu companheiro de viagem. Nó Cego omitiu propositadamente a informação que desejava assistir ao jogo no meio da torcida adversária, para entender a dinâmica de outros torcedores. Sua intenção era comprovar, in loco, a tese de que não há torcida igual à nossa, neste ou em qualquer universo paralelo. Achei sua atitude louvável, pensei até em publicar um livro sobre o assunto e ganhar milhões de reais – já que o Dólar anda desvalorizado pra chuchu e o Euro está numa crise lascada – mas, covarde que sou, considerei a experiência extremamente perigosa. Por isso, desaconselhei-o a cometer tamanha bobagem, pois no primeiro gol do Santa, certamente, seríamos linchados por uma massa furiosa e sedenta de sangue. Não sou vampiro, mas confesso aqui que tenho muito apego à sangue, principalmente quando se trata do meu. Nó Cego disse que, assim como Lupicínio Rodrigues, temos nervos de aço e que jamais nos entregaríamos num lance fortuito da partida. Além do mais, em sua valiosa opinião, o jogo seria zero a zero, posto que o nosso ataque é homônimo seu, ou seja, também é nó cego, e Zé Teodoro iria armar o time mais fechado do...

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Xô, Seridê!

Xô, Seridê!

Vulcão Tricolor (Mestre Forró e Orquestra da Bomba do Hemetério) A ressaca do acesso ainda é braba e o fígado não deixa o cérebro funcionar a todo vapor. Por isso, por enquanto é só comemoração. Amanhã, já sem a sensação de ter engolido um guarda-chuva, a gente volta com a programação normal. Enquanto isso, fique com as notícias do acesso coral no Brasil e no mundo. Brasil Bom dia Brasil SporTV Jornal Nacional R7 Terra Esportes Folha de São Paulo O Globo O Globo 2 Estadão Sport Clube Bahia Juca Kfouri Exterior Romênia França Espanha Portugal Inglaterra Argentina Se você sabe de mais algum link no Brasil ou no exterior que vale a pena destacar, coloque na seção de comentários que a gente adiciona a...

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A Série D é nó cego

A Série D é nó cego

No final da noite do domingo, recebi em minha casa a visita de Nó Cego, ex-comentarista do TC no Twitter e o maior chato de galocha que já tive notícias em toda a minha vida. Perto dele, Seu Lunga é um homem gentil e caloroso. Ainda me lembro de nosso último e desagradável encontro, no Arruda, para assistir a um jogo do Santa Cruz pela Copa do Nordeste. Nó Cego, para quem não o conhece, é cego de nascença, mas costuma dizer que perdeu a visão nos cinco a zero que o Santa levou do Bahia na Fonte Nova, pelo campeonato brasileiro de 1981, depois de ter ganho a partida de ida por quatro a zero. Desde aquele tempo, fica cego de raiva com um mal resultado do Santa Cruz. ― O Santa Cruz voltou a fazer raiva – disse Nó Cego com seu habitual mau humor. Nó Cego certa vez declarou que a sua melhor qualidade é o mau humor. Tenho dificuldade em associar qualidade à índole de quem se exalta por causa de sua propensão a manifestar com uma boa dose de facilidade a raiva contida. Sua tese é que o mau humor lhe deixa alerta e mais crítico, portanto, com uma visão mais aguçada da vida e, por tabela, do Santa Cruz. Nessas horas, argumentar com Nó Cego é puro desperdício de tempo, mas, apesar do nosso convívio já ultrapassar a casa dos dez anos, ao que parece, ainda não aprendi. ― Mas a gente ainda não é líder? – lembrei da nossa comodidade na tabela, apesar de dois empates seguidos. ― Você é mesmo um tonto! – assenhorou Nó Cego. Não reparou que temos um jogo a mais e que podemos cair para a terceira colocação na próxima rodada? ― Reparei, mas o Guarani também tem um jogo a mais, não é verdade? – rebati, tentando trazê-lo de volta à razão. ― Guarani é o meu carai! E eu quero lá saber daquela porra de coisa cearense! Quero é saber do Santa Cruz, que empatou com aquela porcaria no Arruda diante de mais de 42 mil espectadores. Depois acharam pouco e empataram novamente, dessa vez com o juvenil do Porto. Ah, vão se lascar! ― Mas, rapaz, o campo não tinha condições de jogo e, portanto, o resultado era imprevisível, já que debaixo d’água não tem como jogar futebol. Por isso, não se pode culpar...

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O fabuloso destino do Santa Cruz

O fabuloso destino do Santa Cruz

  Nota do autor: A crônica é uma adaptação do texto original O fabuloso destino do Blog do Santinha, publicado naquele blog por este autor em comemoração ao seu  aniversário de 3 anos. Em 15 de maio de 2011, o universo sofreu uma pequena transformação, imperceptível para o resto da humanidade, mas que fez nascer uma paz quente nas hostes corais. Segundo os astrônomos, sete astros se alinharam no firmamento, como só no dia da bomba de Hiroshima. Este anti-acidente, que teve início às 07h00min, atravessou a tarde, entrou pela madrugada, transformou o céu em três cores e foi responsável por pequenos eventos que culminaram com o título de campeão pernambucano de 2011. Após uma longa pesquisa, finalmente consegui reconstituir os eventos daquele dia e agora compartilho com todos vocês. Precisamente às seis horas da manhã, nascia Marivaldo, pesando um pouco menos de quatro quilos. O pai, orgulhoso, mostrava pelo vidro do berçário a primeira roupinha do Santa comprada para o guri. Próximo dali, duas horas depois, Seu Joaquim recebia uma carta de seu filho Antônio, que fora tentar a sorte em São Paulo. Na carta, Antônio mandava o dinheiro que prometera ao pai, um senhor de quase setenta anos, para que ele finalmente se tornasse sócio do Santa Cruz. Seu Joaquim, desde então, substituiu a identidade pela carteirinha do clube. Quase vinte minutos depois, num terreno baldio na Várzea, Josival, um garoto de 13 anos, era observado por um olheiro coral quando fez um gol de placa e decretou a vitória de seu time por morte súbita no torneio dos garotos do bairro. Na comemoração, ele formou um T com os braços, em homenagem ao seu time do coração. No Mercado da Boa Vista, por volta do meio-dia, Paulinho, o popular Barraca, depois de pedir um caprichado sarapatel ao dono do bar, ofereceu um gole de cachaça para o clube do Santo Nome e em seguida brindou com os amigos a alegria de ser tricolor. Já pelas quatorze horas, nas imediações do Arruda, Zezinho Peroba apostou uma grade de cerveja que o Santa seria campeão. Confiante na vitória, ele prometeu fazer sua famosa feijoada para forrar a barriga da rapaziada durante o festejo. Pouco depois das quinze horas, Nestor, um moleque recém-chegado do interior de Sergipe com o pai, entrava pela primeira vez no Arruda. Nestor passou mais de meia-hora para conseguir chegar à arquibancada e, mesmo sem...

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