O momento do Santa Cruz

Compareci na quinta ao lançamento da chapa Aliança Coral. As impressões foram as melhores possíveis. Chamam a atenção nesse grupo postulante a assumir o clube, a qualidade do projeto de gestão e o compromisso com princípios fundamentais para o soerguimento do Tricolor. A mim, tais qualidades não foram uma surpresa. Conheço os integrantes do grupo e sei de seu esforço de anos na reflexão sobre os problemas e soluções para o Santa Cruz. Isto é, a Aliança Coral tem projeto, e este é um excelente projeto – viável e exeqüível. Outro aspecto importante é a consciência da necessidade de se alcançar uma composição com os diversos grupos de oposição. O presente do nosso clube clama por uma ampla mobilização de nossa torcida e de nossos sócios, e pela união daqueles que estão decididos a modernizar o Santa Cruz, profissionalizá-lo, afastar àqueles que se utilizam dele para se promover e galgar postos políticos. Precisamos unir todos os que desejam uma ruptura radical com essas últimas décadas marcadas pelo erro do amadorismo, personalismo, uso eleitoreiro do clube. Não se trata aqui de desonrar pessoas. Sei que muitas delas agiram de boa-fé, com as melhores das intenções. Cito aqui os nomes de Raimundo Moura e Edelson Barbosa, como exemplos. Mas a forma de governar e gerir o clube foi sempre obsoleta, ultrapassada. O futebol atual não perdoa falta de profissionalismo. E estamos sentindo isso na carne, a custa de diversos vexames e episódios que deslustram o nosso Tricolor. Mas nada está perdido, O Santa não morreu. Os planos da Aliança Coral, grupo capitaneado por Fred Arruda, são uma prova disso: ações de curto, médio e longo prazo, que passam pela geração de receitas, gestão do passivo, qualificação da marca Santa Cruz, campanha de sócios, recuperação patrimonial, maneiras de captar recursos com o patrimônio, prioridade nas divisões de base. Visão empresarial, empreendedora e, não menos importante, democrática. Um clube que volte a escutar seus torcedores, seus sócios, seus conselheiros, sua imensa legião de aficionados.  É gratificante saber da existência de muita gente séria, que ama o Santa, disposta a ajudar. Alguns sendo lançados por seus grupos como candidatos a presidente: Fernando Veloso, Felipe do Rego Barros, Ramon. Apenas me parece que o momento é de Fred Arruda. Por quê? Porque é a liderança de um amplo movimento, renovador, possuidor de um sólido e consistente projeto; porque tem acumulada uma profunda reflexão coletiva sobre...

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Hora da refundação

Fred Arruda Acho que não há muito que se dizer sobre o fim da série C para o Santa Cruz. Isso estava desenhado desde o final do ano passado. Alguns não quiseram enxergar, por razões diversas. Aqueles que vêm dando sustentação a Edinho no Santa Cruz já escolheram o nome do próximo presidente dos seus sonhos: Antônio Luiz Neto. Nada contra o nome de Antônio Luiz Neto. Tudo contra o velho modelo de duas ou três pessoas continuarem a definir o destino do Santa Cruz. Tudo contra o modelo centralizador de gestão do Santa Cruz. Tudo contra a possibilidade do atual presidente concluir seu mandato. Afinal de contas, nem mesmo temos vaga assegurada para a série D de 2009. É preciso antecipar urgentemente as eleições, pois a próxima gestão precisa começar a trabalhar com antecedência pro campeonato pernambucano de 2009 e pra Copa do Brasil de 2009. Está definitivamente na hora de refundar o Santa Cruz. Sabemos que o presidente do Executivo não renunciará. Diz ele que isso é coisa de covarde. Querem maior covardia do que levar um clube da grandeza do Santa Cruz para a quarta divisão? Resta-nos apelar ao presidente do Conselho que, apesar de omisso, é torcedor do Santa Cruz e, até onde acredito, é um homem de bem. Mesmo que sua motivação não seja por amor ao Santa Cruz; que não seja por respeito ao torcedor; que seja apenas por um lapso de dignidade do cargo que o sócio do Santa Cruz lhe conferiu e confiou: caro Alexandre Ferrer, convoque imediatamente o Conselho Deliberativo do Santa Cruz Futebol Clube para discutir e deliberar sobre a antecipação das eleições no clube. E que a lista de sócios seja imediatamente publicada. Que as eleições ocorram já. Pra que esperar por 15 de outubro?  Apenas pra atender às necessidades do candidato da situação, que também é candidato a vereador?  Convocar as eleições pra ontem é o mínimo do que se pode esperar do senhor nesse momento. Estivesse a sua empresa em situação de dificuldade, o Conselho já haveria se reunido. Não se omita mais uma vez. Desabafo dessa forma, com ênfase e emoção, pois tenho a certeza que minha dor é compartilhada pela maioria dos torcedores corais. Permaneci calado até o último domingo em respeito às remotas chances que ainda tínhamos de nos manter na série C, mas nesse momento tenho a ousadia de me declarar porta-voz de...

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O voto da torcida

Mais uma vez chego em casa cansado, embora ainda não passe da meia-noite. Desta vez, escreverei um texto curto, apenas para deixar o registro, pois amanhã terei mais um dia cheio. Apesar da decisão do Desembargador, da campanha contrária da mídia esportiva e do esforço do presidente coral, a Assembléia Geral Extraordinária – AGE aconteceu. Resta agora a justiça dizer se a assembléia é ou não legal. Que seja assim. Dizem que a justiça tarda, mas não falha. Pessoalmente, acho que a justiça falha. Talvez falhe agora com a torcida tricolor, embora ela, a torcida, tenha deixado a sua vontade expressa através das urnas. Ela quer ver o diminutivo bem longe do Arruda e ponto final. Fiz questão de fotografar o meu voto, antes de depositá-lo na urna. Fiz questão de não me omitir, assim como fizeram todos os que estiveram lá. Muitos outros gostariam de ter estado, mas não puderam. Mas cento e vinte e sete sócios falaram por eles. Não houve voto válido favorável à permanência do presidente coral. Outros quarenta e seis, acho eu, não tiveram seus votos computados, por não conseguirem comprovar que estavam em dia, já que o clube esteve fechado. Um deles votou com o diminutivo. Seja lá como for, fizemos a nossa parte como sócios e tricolores. O resto eu deixo com a justiça e espero que ela seja justa. Agora eu vou dormir, que o meu mal é...

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Véspera de decisão

(Publicação simultânea com o Blog do Santinha) Tive um dia longo e estou cansado. Acabo de chegar da reunião convocada pela oposição e já passa da meia-noite quando começo a escrever essas linhas. Confesso que estou sem inspiração. O cansaço traz essas coisas. Mas amanhã terei outro dia cheio e melhor rabiscar alguma coisa agora do que deixar passar em branco a oportunidade. Ontem, um auditório lotado de tricolores discutiu questões importantes sobre a Assembléia Geral Extraordinária – AGE, que decidirá sobre o afastamento do presidente diminutivo. A reunião, realizada no auditório do ETC na Avenida Rosa e Silva, também serviu para que os integrantes da oposição apresentassem as medidas emergenciais a serem tomadas e um modelo de gestão que será implantado no Santa Cruz, caso o presidente diminutivo seja afastado do cargo. Embora todas essas questões sejam relevantes, prefiro não abordá-las agora. Para tratar disso, solicitei a Fred Arruda, Vice-Presidente do clube, que me enviasse os slides para que oportunamente possamos publicá-los. Meu assunto pontual é outro. A esta altura, estou mais interessante no momento político que se desenha. Recentemente publiquei no Torcedor Coral um texto sobre o jogo de xadrez que se tornou a corrida pela cassação do presidente. Estratégias de um lado e contra-estratégias de outro se cruzarão num confronto decisivo no dia 13 de maio. Pessoalmente, tenho lá minhas frustrações com a oposição, como fiz questão de deixar claro na reunião. Acho que a confraria Ninho da Cobra teve a sua parcela de culpa na administração do diminutivo. Além disso, de suas fileiras saiu Alexandre Ferrer, o cavalo do presidente coral nesse tabuleiro de xadrez. Por tudo isso, não encaro mais de peito aberto as grandes questões políticas do clube. Mas confesso aqui que já superei a fase de fazer conjecturas. Não há mais tempo para isso. Em primeiro lugar, porque depois de tantas bobagens cometidas pela atual gestão, não encontro razão para acreditar num futuro melhor, caso não haja a cassação do presidente. Em segundo, porque de nada adiantaria arrancar o diminutivo de sua cadeira, para ceder o lugar para algum fantasma do passado. Em terceiro, porque gostaria de ver Fred Arruda assumindo a presidência do clube. Por isso, estarei na sede do clube, no próximo dia 13, às 16 horas, para votar a favor do afastamento do Sr. Édson Nogueira do cargo de presidente do Santa Cruz. Que venham todos. Nota da Redação:...

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Jogo de xadrez

 Até poucos dias atrás, a discussão sobre o afastamento do atual presidente do Santa Cruz parecia ter sido deixada um pouco de lado. No meu último texto, eu chamava a atenção para o desconforto que o silêncio traz para quem aguarda ansiosamente os desenlaces da questão. E acrescento aqui que, em certas circunstâncias, nada incomoda mais do que esta aparente palidez e acomodação dos tricolores. Por isso, me propus a trazer o assunto de volta à ribalta. Ei-lo. Comparo o processo de afastamento do presidente a um jogo de xadrez, onde vence quem conseguir antever e se antecipar às jogadas de seu adversário. Até aqui o Sr. Édson Nogueira, o presidente diminutivo do Santa Cruz, a seu modo, jogava melhor. Primeiro, seduziu parte da oposição, acenando com as divisões de base. Depois, esvaziou o acordo, tão logo conseguiu o recuo de alguns opositores nas intenções de seu afastamento. Em seguida, sob nova ofensiva, deteve o avanço da oposição com uma de suas peças mais importantes: o presidente do Conselho Deliberativo. Alexandre Ferrer, aliás, cumpriu muito bem o seu papel e moveu-se no tabuleiro como um verdadeiro cavalo. Com patadas cavalares, intimidou os conselheiros e aprovou a prestação de contas do Executivo, mesmo sem qualquer análise prévia dos presentes na última reunião e sem que um número sequer fosse apresentado. Fez mais. Durante todo o tempo em que se cogitou o impedimento do presidente, Ferrer deliberadamente deixou o órgão mais importante do clube alheio à discussão. Mas, na última segunda-feira, a oposição lançou uma contra-ofensiva que certamente está fazendo o presidente coral sentir o golpe. E deu um passo significativo para garantir a realização da Assembléia Geral Extraordinária – AGE, marcada inicialmente para 12 de maio e transferida para o dia 13. O contra-ataque veio na forma de um pedido junto ao Ministério Público de Pernambuco – MPPE para que acompanhe e garanta a realização da AGE, que tratará do afastamento do atual presidente. O encontro no MPPE aconteceu nesta última segunda-feira e teve a participação de alguns integrantes da oposição, além de Aguinaldo Fenelon, Promotor de Justiça e responsável pela elaboração da cartilha do torcedor, e de Paulo Varejão, Procurador Geral de Justiça. Segundo informações colhidas pelos nossos repórteres de plantão, o MPPE garantiu que se fará presente à assembléia com a participação de dois promotores de justiça. A presença dos promotores é importante, pois dificultará qualquer manobra que tente inviabilizar a realização da...

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