Encontro

Estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (05), nas dependências do Arruda, os representantes dos órgãos do: 11º Batalhão de Choque, Polícia Militar, CIP MOTOS, CIP CÃES, BP TRAN, Grande Recife, CTTU. O encontro serviu para definir os últimos detalhes da distribuição de segurança para o clássico das multidões no próximo domingo (08), às 16h. “Eles estarão estrategicamente posicionados não só nos arredores do estádio, mas nos grandes corredores de veículos, paradas de ônibus, estações de metrô, e interior do estádio”, disse o diretor do departamento de segurança do clube, coronel...

Leia Mais

Textículo

  Seguro morreu de velho. Estou numa fase igual a todo mineiro. Quieto no meu canto, presto atenção a tudo e a todos e tento, lupa na mão, ler nas entrelinhas. Nesse meu observatório, dois fatos me chamaram a atenção esta semana. O primeiro deles foi a notícia que vem circulando na mídia local que “alguns líderes políticos” estão insatisfeitos com a redução do número de conselheiros propostos por Fernando Bezerra Coelho. O engraçado é que nenhum veículo de comunicação citou os nomes desses “líderes políticos”. Coincidências a parte, acho que nossa imprensa esportiva de besta não tem nada. Fica uma sensação estranha no ar de que nesse mato tem coelho. E garanto que não é o Fernando Bezerra. O segundo foi o artigo de Jomar Rocha, Diretor de Futebol do Santa Cruz, publicado no dia 18/09/2008 no Blog do Torcedor (leia aqui), do rubro-negro Marcelo Cavalcante. Aliás, Cavalcante foi um dos jornalistas – o primeiro, possivelmente – que jogou suspeição sobre a legalidade da candidatura de FBC (leia aqui). Sob o título infeliz de “Intervenção governamental?”, Jomar, como é mais conhecido, defende em seu texto que não é essa a questão. Na prática, intencionalmente ou não, o que o diretor faz, de fato, é chamar atenção para um problema que não existe, causando apenas polêmica. Basta ler os comentários do artigo. Ah, Jomar! Não bastou eliminar o Santinha da Série C? Ainda bem que essa gestão acaba logo, logo. Ai, meu “textículo”...

Leia Mais

A quinta carta

Os Meninos estão muito preocupados com a próxima eleição para presidência do Mais Querido. Preocupados demais. Sei que eles têm razão, sei o quanto é importante que a gente não tenha mais coisinhas miúdas arrasando aos poucos com nosso ideal. Sei de tudo isso, mas juro que não consigo ficar insone, por mais que eu tente (embora confesse nunca ter tentado). Sou uma mulher incrédula, é isso. O único salvador da Pátria em quem eu acreditei foi reeleito com meu voto, e taí até hoje para provar a quem quer que seja que não existem salvadores da Pátria. A Pátria que se resolva por si só. No entanto, estou muito preocupada com os Meninos. Vivendo no meio político há pelo menos 15 anos, o que eu concluí foi que eu não tenho mais direito de ser inocente, de declarar que fui iludida, essas coisas. Só que futebol é diferente. Futebol vive mesmo de ilusão (já que a gente não tem gol mesmo), vive de expectativa, de torcida, de paixão (alguns títulos também não vão mal nesse cardápio, mas tudo bem). Como gosto muito dos Meninos, juntei toda a minha incredulidade e minhas moedas, lotei o carro de amigas encalhadas, tomei coragem e fui. Segui a rota natural dos desesperados, busquei explicações e soluções no sobrenatural. Já havia tentado antes no catolicismo e na umbanda, e nenhum deles ofereceu uma resposta clara. Apelei para o biscoitinho da sorte chinês e tudo o que ele me revelou foi que “a coragem é uma virtude; a felicidade, uma meta; dinheiro é tudo, e o resto é bobagem” – enigma que eu não consegui decifrar diante da minha singela pergunta: “O que será do futuro do meu santinha?”. Ah, preciso confessar (ai, que vergonha!) que também apelei para a “sorte do dia” do Orkut. Fiz a pergunta (sempre a mesma, acerca do futuro do tri-tri-tricolor), acessei minha página e li, horrorizada, o vaticínio: “Visitantes recentes: Dena & Jurandi, Alberto Pereira, Ivonete Nogueira, Milton Junior, O CHACAL* euripedes, lelo e flavia arôxa. Sorte de hoje: A vontade das pessoas é a melhor das leis” (Orkut, 05h13 da matina de 17/09/2008). Estou enrolando, enrolando, mas a verdade é que procurei uma taróloga. É isso mesmo. A mulher era tão boa nisso que cobrava R$ 50,00, mas depois que leu as quatro primeiras cartas, previu logo a minha dura realidade de torcedora e me cobrou apenas...

Leia Mais

O furacão FBC

Depois de toda tempestade vem sempre a bonança. Não no caso do Santa Cruz. Para nós, depois de um temporal vem sempre outro temporal. Tomemos como exemplo o fim da desastrosa administração de Romerito Jatobá. Quando se esperava a redenção da torcida tricolor com a posse de Édson Nogueira, eis que sua gestão conseguiu piorar o que já era muito ruim. No Santa Cruz nada acontece de modo previsível. Quem imaginava, por exemplo, que mesmo diante de um clube em estado pós-falimentar (eu não errei a escrita, o Santinha faliu há muito tempo) surgiriam tantos candidatos à presidência? A disputa se encaminhou para uma polarização entre parte da oposição e o Lado Escuro da Força (LEF), criando uma nova tempestade sob o céu coral. Em meio às nuvens negras, surgiu um vento forte que varreu todos os candidatos para debaixo do tapete. O pleito eleitoral agora terá chapa única e repousa sobre a égide do consenso. Na verdade, não há consenso algum. Óleo e água não se misturam. O que há é a consciência de todos os grupos políticos de que esta tempestade tropical é, na verdade, um furacão. E contra tamanha força, não há como nem razão para lutar. E se não é possível juntar todo mundo, melhor não se juntar a ninguém. Por isso, o futuro presidente recebeu um cheque em branco para administrar o Santa Cruz. O furacão tem nome e sobrenome: Fernando Bezerra Coelho. Nele estão agora depositadas todas as esperanças da torcida coral. Não é para menos. FBC é Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e presidente de SUAPE. Depois do governador Eduardo Campos, provavelmente ele seja o nome mais importante, quando se fala em atração de investimentos para Pernambuco. FBC, ao se candidatar à presidência do Santa Cruz, ganhou visibilidade em todo o Estado. E mesmo antes de tomar posse, ele parece ter feito mais pelo clube do que o atual presidente em quase dois anos de mandato. É bem verdade que não é necessário fazer muita coisa para ultrapassar a pior gestão da história do Santa Cruz. Mas o fato é que FBC não só devolveu a energia às Repúblicas Independentes do Arruda (adquiriu um novo gerador e pretende resolver a questão com a Celpe durante esta semana), como já garantiu a recuperação do anel superior do estádio José do Rego Maciel, além de conseguir de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, a...

Leia Mais

A mulher que trai

Imagem original: Infiel Liana é das pessoas mais doces que conheço. É claro, sou suspeito para falar, porque ela é minha cunhada. Mas não é por isso que penso assim. Ela passa mesmo aquela impressão que toda pessoa boa de espírito passa para a gente. Liana não torce por nenhum time de futebol, mas nutre uma imensa simpatia pelo Santa Cruz – ela costuma ler com frequência o Torcedor Coral – e, como boa amiga que é, se solidariza comigo, quando o Glorioso, que vive os dias mais inglórios de sua história – perde. Ultimamente ela tem sido mais solidária do que de costume, já que o Santa parece ter esquecido os tempos de vitórias. Pensando em contribuir para fechar as minhas feridas futebolísticas, Liana me manda este texto delicado. Embora as minhas feridas só possam cicatrizar com o ressurgimento do meu clube de coração, o texto de Liana me serve bem de consolo. A escolha da imagem fica por minha conta e é puro deboche. Ela quebra um pouco o ritmo do texto, é verdade. Mas alguém já ouviu falar de futebol sem deboche? Dimas Lins Maria Liana Macêdo Nem bem abriu os olhos e à mente lhe veio a lembrança. Às vezes o nome também lhe vinha assim, de repente. Espreguiçou-se. Pediu proteção aos anjos e santos para aquele novo dia e levantou. Foi à cozinha com o pensamento na noite anterior. Estava ainda na sua cabeça a imagem. Na memória olfativa, o cheiro. Era tudo muito forte. Uma espécie de embriaguez. Pegou a jarra de água que fica na parte seca da pia e encheu o copo, como gosta. Teve dúvida se tomava ele todo. Nunca tinha sede a esta hora do dia. Era mesmo um hábito. Água natural para começar bem. Voltou ao quarto amplo e claro. Ela adorava aquele branco das paredes, móveis, lençóis, tudo enfim. Quando morrer quer que o céu seja assim: branco e limpinho. Uma espécie de continuidade das suas manhãs. Abriu o chuveiro, esperou o primeiro e segundo jatos e entrou. Assim é melhor. Quem sabe a ducha fria lhe tire do pensamento o proibido. Banho renova, revigora, mas ainda sente palpitação, certa ansiedade, medo infundado, ou será que ela sabe do quê? O pensamento continua lá, firme. Tenta em vão desvirtuá-lo. Escova os dentes e o aparelho móvel, que não é o celular. É sim uma peça ortodôntica que a faz lembrar...

Leia Mais
1 de 8123...