A previsibilidade dos campeonatos

Quem será o próximo Campeão? A dúvida, nesta resposta, é o que torna um campeonato mais emocionante. Mas, como existem diversos campeonatos e diferentes critérios, alguns campeonatos se tornam mais previsíveis e menos emocionantes do que outros. Antes de responder a esta pergunta, é preciso entender qual a fórmula de disputa do campeonato, pois, o entendimento desta questão pode fazer todo o diferencial. Alguns amantes do futebol dizem que o campeonato de pontos corridos confirma o time mais competente do campeonato, o time que foi mais regular durante todo o período de disputa. Até aí, nenhuma discordância. Sendo que, quando paramos para analisar se todos os times que estão disputando o campeonato começam em uma situação de igualdade entre si, vemos que este fato, por si só, derruba qualquer justificativa de igualdade ou justiça. O campeonato brasileiro, séries A e B, é de pontos corridos. Além da questão de beneficiar o time mais regular do campeonato, o longo período de disputa da competição (quase oito meses) é usado como motivo para este critério (pontos corridos). Pois bem, como se sabe, grande parte da receita dos clubes que disputam a série A, e alguns a série B, vêm do Clube dos Treze (C-13), responsável pelos direitos de transmissão do campeonato. A divisão dos recursos, entre os componentes do Clube dos 13, depende de qual grupo o clube está inserido. Neste ano, os grupos estão assim divididos: GRUPO 1 – Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco da Gama; GRUPO 2 – Santos; GRUPO 3 – Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense, Botafogo; GRUPO 4 – Atlético Paranaense, Coritiba, Goiás, Sport, Vitória; GRUPO 5 – Portuguesa; GRUPO 6 – Bahia, Guarani; GRUPO DE CONVIDADOS – Náutico, Avaí, Santo André, Barueri. De 1989 até hoje, já foram disputados 20 campeonatos. O Grupo 1 ganhou quatorze campeonatos (70%). O Grupo 2 ganhou dois campeonatos (10%), o Grupo 3 ganhou três campeonatos (15%) e o Grupo 4 ganhou apenas, apenas (5%). Os demais grupos não ganharam um único campeonato sequer. Ou seja, quem apostar nos times do Grupo 1 este ano, terá 70% de chances de ganhar. Como o Vasco está na Série B, as chances aumentam ainda mais. Enfim, não é tão difícil acertar de onde deverá sair o campeão brasileiro. Outro campeonato nacional é a Copa do Brasil. Desde sua criação, em 1989, o torneio já foi disputado 20 vezes. Os times...

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Cobra venenosa

Artigo Atualizado Durante a solenidade de aniversário do Santinha, um leitor sugeriu que publicássemos todas as frases da seção Cobra Venenosa desde sua criação. Atento às publicações, ele entende que tudo o que passamos nos últimos meses está sintetizado ali. De quebra, nosso leitor sugere uma votação para a escolha da melhor frase. Atendendo a pedidos, lá vão elas. Que vença a melhor. Frase 1 “No fundo, o rebaixamento de um ‘grande Clube’ é uma farsa.” (25/05/2008) Artur Perrusi, no artigo O mistério da banalidade, sobre a falta de competitividade de uma agremiação que sofre de asfixia econômica, diante de um integrante do Clube dos 13. Frase 2 “A forma de compor os nomes antes do projeto e sem o amplo conhecimento de todos nós é, no mínimo, um começo com métodos não muito diferente dos atuais, e os quais não concordamos.” (30/06/2008) Adriano Lucena, sobre a chapa da oposição comandada por Luciano Veloso para fazer frente ao lançamento da chapa de Romerito Jatobá, na seção de comentários do artigo Política, fúria, amor e ódio. Frase 3 “Ele  (Marcelo Ramos) é um ídolo do clube e faremos uma grande festa no seu retorno, a maior já vista aqui.” (11/07/2008) Édson Nogueira, Presidente do Santa Cruz, que parece não ter aprendido nada sobre futebol nestes quase dois anos de mandato, ao anunciar, em vão, a contratação do jogador. Frase 4 “A primeira impressão do time foi muito ruim. Com o que vi, precisaria de muito tempo para corrigir. Como não o temos, vamos tentar e pedir uma proteção divina.” (17/07/2008) Bagé, novo técnico coral em entrevista ao JC, achando que, com o time que tem em mãos, só mesmo apelando aos  céus. Frase 5 “É O Mais Querido que, só de não causar tristeza, já traz alegria!” (24/07/2008) Paulo Aguiar, na seção de comentários do artigo Alguém sabe explicar o amor?, sobre o jogo contra o Central, em Caruaru. Frase 6 “O Santa Cruz não vai passar da primeira fase.” (31/07/2008) Fernando Veloso, um dos candidatos da oposição, 3 meses atrás no programa Lance Final da Rede Globo, por hora, errando na previsão de mais um desastre da atual gestão. Frase 7 “Somos um clube subdesenvolvido, com uma torcida de amor enorme, mas que não move montanhas.” (03/08/2008) Antônio André, na seção de comentários do artigo O espelho e o futuro do Santinha. Frase 8 “Do jeito que está, tem que melhorar muito para ficar...

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A história não muda

Arte: Dimas Lins Nota final da redação: O blog já está liberado para comentários. Ao que parece, mais de 3 milhões de tricolores tentaram comentar ao mesmo tempo. Deu no que deu. Para quem já viveu 95 anos, a vida pode parecer estar se despedindo. Mas para quem acabou de renascer, o momento é apenas o começo de um ciclo que nunca irá se encerrar. Durante todos esses anos, várias são as lembranças que ficaram guardadas na memória. Impossível esquecer as dificuldades, as conquistas e as confraternizações históricas que dividimos juntos. Embora o palco preferido fosse a nossa casa, sempre fomos respeitados e temidos onde quer que estivéssemos, tamanha a nossa força conjunta. Todos que conhecem a nossa história são cúmplices do nosso amor, da nossa dependência emocional e do nosso poder de superação nas adversidades. Foi assim, desde o início da sua vida, quando você já dava sinais de que seria diferente dos demais, de que a sua trajetória seria marcada pelo desconhecimento do limite. Bastava-lhe, apenas, alguém ao seu lado. E, logo, você conquistou uma legião de aficionados, de todas as classes e de todas as raças, que passou a defender o seu pavilhão, tornando-o O Mais Querido. Lembro-me de 1915, quando você virou um jogo em que perdia por 5 x 1, em apenas quinze minutos. Lembro-me de 1934, quando ousaste vencer a seleção brasileira. Eu estava lá, jogando ao teu lado. De 1973, ano em que você alcançava, até então, o mais alto degrau; foram os meus pés que te seguraram e fizeram silenciar metade de uma Ilha. De 1983, quando o teu corpo dava sinais de fraqueza; foram as minhas mãos que defenderam um pênalti, em cima da linha. De 1993, quando você já não conseguia mais enxergar a vitória; foram os meus olhos que guiaram teu último chute para o fundo das redes. Nos últimos anos, porém, a minha presença ao teu lado serviu apenas para te amparar. Você estava perdendo forças e eu parecia não mais te complementar. Ao te apoiar irrestritamente, não consegui evitar que alguns se utilizassem do seu nome, do seu prestígio, para fins, muitas vezes, particulares. Você não imagina o quanto eu me culpei por não ter evitado tua queda. Tive saudades das tardes de domingo, da festa que fazia quando você entrava em campo; das invasões que promovia nas casas dos adversários, das provas de amor gratuitas...

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Futebol, paixão e arte

Manchete da fantástica reação tricolor Roberto Vieira O amor cresce na derrota. Parece paradoxo, mas não é. Puxa-saco é quem gosta da vitória. Nunca vai a campo. Mas está sempre pronto para aparecer quando tem faixa. Quando o time está por cima. Namorar mulher bonita é fácil. Descobrir a beleza da mulher amada, paixão e arte. Há 36 anos o Santa Cruz já era tetracampeão. Máquina de fazer gols com Givanildo, Luciano e Ramon. O Terror do Brasil. Mundão do Arruda lotado. O Corinthians mete 2 x 0. Em seguida 3 x 1. Corinthians que era o Timão sem títulos. Partida transmitida para todo o Brasil pela TVs Bandeirantes e Cultura. Por um pedido especial da presidência da república à Embratel. Alguns penetras xingaram o Santa. Foram descendo as escadarias do José do Rêgo Maciel. Descrentes. Subitamente corintianos. Eis que o Santa encontra forças do nada e reage. Diminui. E Betinho encobre Ado empatando a peleja. O estádio explode. E os que partiam, voltam. Sorriso amarelo. O amor cresce na derrota. Descobrir a beleza na vitória é fácil. Descobrir a beleza no clube derrotado, paixão e arte… Nota da Redação: Roberto Vieira é médico e tem o defeito de torcer pelo time dos Aflitos. Durante uma semana já foi torcedor do Santa Cruz. Nas horas vagas é pesquisador. Segundo dizem, ele é o pseudônimo de Juca Kfouri. Com paixão e arte, Roberto escreve sobre o primeiro jogo do Santa Cruz transmitido para a TV, em 05 de outubro de...

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Dois pontos

Na hora do jogo: rumo a PQP Artur Perrusi _Ia colocar o quê? Disse a Dimas. _Rumo a quê? Tecnicamente, a série D é a PQP. É a mãe de todos os canalhas. É a mãe dos cardeais do clube. É a mãe de todos aqueles que estão acabando com o Santinha. A série D é a mãe que pariu os canalhas e os tolinhos! Voltem para sua mãe, seus filhos da mãe! Escrevo o quê? Nem utilizando meus poderes mutantes de psiquiatra entendo a mente alucinada de Bagé. Os tolinhos da diretoria de futebol contrataram o louco absoluto, o Midas do caos que, onde toca, bagunça tudo. Bagé é o Coringa! Cadê o Batman? Tolinhos, comprem uma fantasia de Batman e venham nos salvar! Cheguei bêbado no estádio. Não agüento a lei seca e, menos ainda, assistir sóbrio à ruindade do time (próximo jogo, somente com drogas pesadas. Álcool é água para agüentar esse time). Pelo menos, sofri menos. Encontrei Maneca. Estava com um guaraná estranhíssimo. Bebi uns goles e fiquei mais bêbado do que nunca. Deve ser o desespero: fiquei bêbado com guaraná. Certo, o guaraná era estranho… Encontrei o grande Anízio. Nitidamente, não estávamos animados. Estava lá Tiago, mas é jovem e sobreviverá. Tenho medo da minha geração. Essa não agüenta o tranco. Tipo Joãozinho, irmão de Dimas. A família Lins será dizimada pela PQP. Joãozinho dizia: _jogar em casa, contra o Icasa, com três zagueiros… PQP! Sim, é pra lá que nós vamos, caro amigo. Tomei mais um guaraná de Maneca. Foi o suficiente para tentar novamente entender a mente insana de Bagé. Pensei em gigantescos supositórios de Haldol para tratar sua psicose. Desisti rápido da idéia, pois não funcionaria – nesse cara, só choque elétrico. Miller, nem no banco. Aqui, não é loucura, e sim perversão. É maldade. É PQP. O que fez o menino para merecer tamanho tratamento? Jogar bem?! É um problema moral? Por que técnico não é, já que ele é melhor do que Ribinha e Rafael Oliveira, os legítimos filhos da mãe de Bagé. Dizer o quê?! PQP… Hoje, foi o dia dos pais, mas o diminutivo está nos mandando para a mãe que nos pariu. Aliás, o diminutivo tem mãe? __________________________________________________ Um amor incorrespondido Dimas Lins Sofremos de um amor incorrespondido. Um amor onde é proibido conjugar o verbo receber. Nessa relação, o que vai não volta. Dizem que amor...

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