Pelo Celular Nº 02

Pelo Celular Nº 02

Pelo Celular é a crônica eletrônica do Torcedor Coral sobre o Santa Cruz Futebol Clube.

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Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz na Série C do Campeonato Brasileiro de 2012. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Chegamos aqui, neste momento decisivo, do jeito errado. Sofremos sem necessidade, nos emputecemos à toa. Viver nesse mundo é difícil, eu acho que são os ossos do ofício. Pet Shop, mundo cão, diria Zeca Baleiro. Mas a vida segue e se o tempo não pára, no entanto ele nunca envelhece. Não sei bem o que quis dizer com isso, apenas senti uma enorme vontade de citar letras do nosso cancioneiro popular, como fazia Mário Fofoca. Seja lá como for, amanhã vai ser outro dia. E vamos vencer. Pro dia nascer feliz. Placar: Águia/PA 1 x 2 Santa Cruz Paulo Aguiar Dois anos depois, Zé Teodoro volta ao mesmo estádio enfrentar o mesmo time que o desclassificou com um empate quando treinava o Fortaleza. Novamente, a história quis se repetir. O mesmo treinador, o mesmo adversário e o mesmo resultado. Desta vez porém, o time era outro: Santa Cruz. E o resultado classificou a cobra coral. Placar: Águia/PA 1 x 1 Santa Cruz Artur Perrusi Já dizia um velho barbudo que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. Que tudo seja diferente, agora. Que o santinha ganhe e se classifique. Que se acabe, de uma vez por todas, com a farsa in extremis. Placar: Águia/PA 0 x 1 Santa Cruz Nó Cego Vão jogar ou afrouxar? Placar: Águia/PA 1 x 1 Santa Cruz Murilo Lins Agora é a hora da cobra beber água. Contra todas as evidências, contra tudo e contra todos: Placar: Águia/PA 1 x 3 Santa...

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Encantamento

Encantamento

… E o que esperar de um time chamado Santa Cruz? Tudo para nós é doído, sangrado, sofrido, como parto atravessado. E por isso nossa alegria é dobrada. E nosso coração usa colete à prova de balas. O silêncio do gol sofrido na hora do empate antecede o abraço no minuto final e o nó que nos trava a garganta desata uma tempestade de lágrimas depois do gol e nada mais importa, que não seja este momento. Nem a qualidade do time, nem a trajetória da equipe ou as falhas do juiz, o cosmo se resume a este encantamento: De vinte mil pessoas com o coração descompassado e joelhos ao chão. E nada...

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Síndrome do peru

Síndrome do peru

Síndrome do Peru foi um termo engraçado que eu encontrei para falar com atletas sobre ansiedade, antes de períodos competitivos. No entanto, não discorrerei sobre os sintomas e implicações deste mal em desportistas. Falarei sobre a “Síndrome do Peru” que há muito tempo vem acometendo a torcida do Santa Cruz, uma vez que ela sofre às vésperas dos jogos, durante os jogos e após os mesmos. O desgaste emocional é imenso, levando parte desta mesma torcida a enveredar para as agressões verbais às pessoas que protagonizam os motivos da agonia. Melhor, então, que frustrações, medos e angústias que levam à síndrome do peru possam ser enfrentados de uma maneira menos desgastante, do ponto de vista psicológico, senão vejamos: (a) Não adianta sofrer antes do jogo, pois se o time ganhar o sofrimento terá sido à toa e se perder, será em dose dupla; (b) não é recomendável sofrer durante o jogo já que a aflição da massa coral não vai mudar a face do resultado. Assim, se o time ganhar, mais uma vez, ter-se-á sofrido em vão; (c) não adianta sofrer depois do jogo imaginando qual a formação que será montada para perder a próxima partida (não é assim que acontece?); provavelmente os comandantes não se sensibilizarão com as preocupações dos apaixonados e continuarão a escalar o time à sua maneira, pois eles são os responsáveis por esta tarefa. Portanto, se na contenda seguinte o time vencer, apesar de todos os prognósticos contrários, pessoas terão adoecido sem necessidade. Salutar mesmo é economizar energia psíquica para só morrer no dia (se for o caso) e não na véspera, como acontece com o peru. Vocês podem até pensar que eu estou pregando o conformismo com a situação em que nos encontramos, mas é justamente o contrário. Estou tentando demonstrar que, apesar de toda incerteza que permeia o futebol do Santa, é preciso permanecer vivo e não sucumbir de véspera como a ave do Natal, pois os torcedores que patrocinam do clube das três cores, são os únicos que não fogem da raia diante dos maus resultados, mas não são ouvidos, absolutamente, em nada por parte da elite dirigente do Arruda. Embora do lado de cá existam inúmeros tricolores que desejam o melhor para a nação coral e ofereçam ideias e sugestões para ajudar são, literalmente, ignorados (aqui mesmo e em outros blogs corais proliferaram sugestões e ideias, inclusive, para gerar receita…...

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Acertos e desacertos

Acertos e desacertos

Não deu. O primeiro título nacional do Santa Cruz, de uma sofrível Série D, não veio e ficou com a equipe que mais fez por merecê-lo durante a competição. Jogamos um bom primeiro tempo, mas o adversário soube controlar os nervos diante de um público, mais uma vez, de arrepiar e matou o jogo no desespero de um time incompetente para fazer gols. Tive uma reação tranquila, como, aliás, tenho tido a cada jogo do Santa Cruz, por já saber exatamente o que esperar do nosso time. Talvez, por isso mesmo, não despreze os resultados alcançados neste ano. Fomos campeões pernambucanos com uma equipe mais barata que os nossos principais adversários, que ainda lutavam pelo hexacampeonato: um pela conquista; o outro, em sua defesa. Aliás, nossa mérito fica ainda mais cristalino, se considerarmos que um já tem vaga assegurada à Série A e o outro está por uma peinha para chegar lá. Nas duas equipes, houve poucas mudanças do Campeonato Pernambucano para cá. Portanto, é inegável que se há de falar em superação e na assertiva que Zé Teodoro tirou leite de pedra. Entretanto, se não assumo ares de infelicidade, tampouco assumo ares de satisfação. O vice-campeonato desta competição não apenas é insuficiente para confortar nossa torcida apaixonada pelos anos de sofrimento, quanto alerta sobre a necessidade de mudanças de rumo na próxima temporada. A conquista de uma das vagas da Série C, também é forçoso o reconhecimento, não veio com a mesma competência do Campeonato Pernambucano. A caminhada foi sofrível, trouxe insegurança a torcedores e dirigentes e por pouco não ficamos pelo caminho mais uma vez. Ao olhar agora para trás, para um time que não sabe fazer gols, vejo como um verdadeiro milagre o empate conquistado contra o Treze, depois de uma derrota parcial por 3 a 1, em Campina Grande. Porém, o acesso, embora suado, veio. Mas aí, diferentemente do pernambucano, não há que se falar em superação, tampouco na assertiva que Zé Teodoro tirou leite de pedra. Se no campeonato estadual, tínhamos folha salarial inferior, na Série D fomos o primo rico da competição. É verdade, dinheiro não ganha jogo, mas ajuda um bocado. O dinheiro não resolve, quando é mal empregado, como foi o caso de inúmeras contratações para lá de medíocres realizadas pelo Santa Cruz. A competência vem do emprego eficiente dos recursos. Garantimos a vaga, mas a custo de muito sofrimento. Quanto...

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