Teclando o F5

Teclando o F5

Pensei em escrever por uma situação que aconteceu comigo recentemente e garanto que aconteceu com muitos torcedores do nosso Santa também. E, para escrever esse texto para o blog, precisei voltar aos meus velhos tempos de analista de sistemas. Quando a empresa IBM resolveu entrar no mercado de computadores pessoais e softwares, tomou, como base para os teclados de seus PCs, o mesmo gabarito dos teclados da máquina de escrever. Nada mais óbvio, já que ela era uma das maiores fabricantes de máquinas de escrever naquela época. Entretanto para auxiliar a utilização de seus softwares (para os mais novos, lembro que inicialmente não existia o mouse, nem programas no formato Windows, com ícones e janelas) a IBM criou as teclas F1 à F12 (Function1 à Function12), cada uma das teclas seriam usada da melhor maneira possível conforme a necessidade do programador, para facilitar o trabalho do usuário. Para quem é da nova geração, as teclas de função perderam um pouco o seu sentido, mas uma delas em especial denotou no último mês o sentimento de toda uma nação, o famoso F5. A tecla F5, nos navegadores WEB, serve para atualizar, no Windows, o conteúdo da tela que está sendo exibida. Confesso que nesse último mês, chegava ao trabalho, abria dez sites ou blogs que poderiam anunciar oficialmente o início da série C e de 15 em 15 minutos era um F5 em cada um deles tamanha minha ansiedade. Nunca havia notícias concretas, apenas inúmeros boatos e a palavra mais citada de todos os sites foi “amanhã”, sempre sendo usada na frase “amanhã deveremos ter uma definição”. Porém, do mesmo jeito que alguns acham Deus, outros acham a luz, outros acham uma moeda de R$ 1,00 no bolso da bermuda que usou na última cachaça, eu achei meu F5. Ontem, passava já das 22:00h, quando li que domingo poderei estar no Arruda. Bendito F5 da sorte. Atualizou nosso mês de angústia. E, contagiado pela F5Mania que me assola, espero que algumas outras pessoas também teclem um F5 daqui pra domingo: Diretoria Coral Será um jogo grande, com muito tricolor sedento por futebol e ansiosos pra rever o time. Por favor, se atualizem e organizem bem as entradas, filas, fiscalizem os cambistas-sócios e tratem bem o torcedor. Por favor, diretoria, um F5 no profissionalismo. Coloquem um placar eletrônico, consertem o sistema do Guerreiro Fiel e explorem a marca Santa Cruz. Time...

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Séries de quiprocós

Séries de quiprocós

Fico encabulado para escrever na entressafra de jogos do Santa Cruz, afinal, o clube é a razão de existir deste blog. Sem ele, tudo isso aqui vira fumaça. O fato é que escrever sem o Santinha entrar em campo é o mesmo que um médico clinicar sem o paciente ou um piloto voar sem avião. Não há assunto, não há inspiração, nem mesmo ânimo para rabiscar qualquer coisa que valha a pena. Porém, escrever é preciso, viver não é preciso. Assim, não tenho outro assunto a tratar que não seja a paralisação da Série C. Os prejuízos para os clubes envolvidos são altíssimos e têm consequências imediata e futura. No curto prazo, é preciso pagar salários de funcionários e jogadores, pois a maior fonte de receita dos clubes da Série C e D são as rendas dos jogos. No longo prazo, o contrato de boa parte dos jogadores se encerra na reta final da competição. Assim, cada um dos clubes corre o risco de terminar o campeonato sem suas principais peças ou fazer alguma gambiarra nos contratos para que os atletas sigam até o fim. A confusão que impediu o início das séries C e D tem dois flancos e começou em 2011. Na primeira parte, quando a CBF, ao invés de punir o Rio Branco/AC por pleitear, antes de esgotadas todas as instâncias da Justiça Desportiva, matéria referente à disciplina e competições perante o Poder Judiciário, ou beneficiar-se de medidas obtidas pelos mesmos meios por terceiro (Artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD, cuja pena é a exclusão do campeonato ou torneio que estiver disputando e multa que varia de R$ 100,00 a R$ 100 mil) optou por fazer um acordo extra-judicial, que prejudicou o Araguaína/TO. É esta vaga que o Treze/PB pleiteia. De outra parte, o Brasil/RS foi punido por ter utilizado de maneira irregular o lateral-direito Cláudio, que havia disputado a Série C de 2010 pelo Ituiutaba/MG e sido expulso no último jogo do campeonato contra o ABC/RN. Com a perda de 6 (seis) pontos, o Brasil/RS foi rebaixado no lugar do Santo André. Foi então que o clube gaúcho, depois de esgotar todas as instâncias da Justiça Desportiva, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e ganhou uma liminar acatada pela CBF, o que levou o clube paulista a impetrar pedido de liminar no STJD, o...

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O jogo da estratégia

O jogo da estratégia

Arnildo Ananias, nosso dileto amigo e leitor, através da seção de comentários do artigo anterior, pediu que eu escrevesse um texto novo e cativante. Algo para cima, alto astral. Infelizmente, caro Arnildo, não consigo pensar em nada muito estimulante, mesmo com o aguardado bi-campeonato, pois entrei em campo hoje pelo TC para jogar no sacrifício. De fato, estou tão pra baixo quanto o sujeito que farrapa na hora do vamos ver. A causa, esclareço antes que pensem que tenho alguma disfunção erétil ou me acusem de anti-tricolor, não tem absolutamente nada que ver com raparigagem ou com o Santinha, que ultimamente tem nos dados muitas alegrias. O fato é que estou acamado desde a última terça, uma semana, portanto. E também antes que associem a minha convalescência com uma monumental ressaca pós-título e o desabastecimento de bebidas alcóolicas nos supermercados locais, deixo claro que para pagar a promessa do bi, parei de beber por tempo indeterminado e que meu problema de saúde está relacionado a uma infecção das vias aéreas superiores que, segundo um amigo rubro-negro, originou-se do fato de agora eu andar com o nariz empinado. Não é nada disso. Sou tricolor, portanto, manso de coração. Seja lá como for, a doença provocou sinusite, faringite, renite alérgica, dor de garganta, dor de cabeça, dores no corpo e uma ligeira diarreia. A diarreia, esclareço, foi causada pelo antibiótico e não por algum sarapatel estragado durante as comemorações. Peço desculpas, pois não queria falar em merda, mas não posso enganar meus leitores. Tenho passado mais tempo no banheiro do que em repouso na cama. Está bem, exagero. Mesmo assim, por isso tudo, não fui ao jogo, mas a família Lins botou dois ingressos na minha conta e depois ligou para avisar. Vou propor o pagamento em duas vezes no cartão ou então no Cred-Pio, que é em 30, 60 e 90, sem entrada e sem juros. Não fosse a doença, estaria por aí com a camisa do Santinha fazendo inveja aos nossos adversários. Contudo, não sou do tipo de pisotear, pois tenho coração mole e choro por qualquer motivo. Para se ter uma ideia, chorei ao assistir Superman – O Retorno, na cena em que o Homem-de-Aço leva uma surra lascada de Lex Ludor e seus capangas. Está certo que os capangas me fizeram lembrar de algumas eleições no Santa Cruz, quando o clube era cercado de funcionários de um dos candidatos...

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Nem tudo é ouro

Nem tudo é ouro

Heraldo Ferreira, tricolor e produtor cultural Vencer no futebol é mais do que o céu. Para muitos torcedores, ver o time do coração ganhar é melhor do que uma bela trepada, daquelas com sexo oral e beijo grego. E ai de quem ousar falar algo contra o time campeão. Será apedrejado, enforcado e esquartejado em praça pública. Ou enrabado sem dó. A verdade é que fomos campeões aos trancos e barrancos. O título veio pro Arruda, muito mais porque do outro lado existia um adversário fraco comandado por um sujeito esquizofrênico, do que pelo fato de termos uma grande equipe. Cegou de paixão quem não viu a quantidade de lambanças da nossa defesa e do goleiro Thiago Cardoso. Não fossem os deuses do futebol que cuidam de organizar o quesito sorte, teríamos levado uma sonora enfiada e as estruturas haveriam de balançar. Se aquelas bolas tivessem entrado, hoje a confusão era grande e com certeza Zé Pardal iria pegar o beco. Mas… se a mãe de vocês tivessem uma carreira de peitos, não seria uma mulher. Ela era uma porca. Por falar em pegar o beco, o que não falta é peladeiro nesse time campeão que já deveria ter sido mandado embora. Não sei o motivo de tanto pantim pra botar essas desgraças pra fora. Pra começar a brincadeira, os seguintes perronhas já deviam estar longe do Arruda, são eles: – Carlinhos Bala; – Eduardo Arroz; – Jéferson Maranhão; – Geílson; – André Oliveira; – Diogo. Não serei injusto com Maisena e Edér Túlio, pois, não tiveram oportunidade de mostrar se sabem jogar bola. Qualquer torcedor do Santa Cruz, por mais abilolado que seja, sabe que o time carece de pelo menos, um zagueiro, um lateral direito, um lateral esquerdo, um meia-armador e um centroavante, com um detalhe, que venham para brigar por titularidade, pois de figurante e ator coadjuvante o elenco já está cheio. Neste ponto, tenho minhas dúvidas se a dupla dinâmica Zé Pardal e Sandro vão conseguir contratar um lateral-direito(ala, para os mais modernos!) que saiba jogar bola. Faz quase um ano e meio que nós torcedores do Santa esperamos pela chegada de um lateral-direito decente, mas só trazem perna-de-pau. Escuto falar em Paulista e Victor Hugo como novas contratações. Me desculpe o senhor Antônio Luiz Neto, mas só pode ser brincadeira. Eu queria ouvir de Sandro e de Zé Pardal, ou de quem foi responsável...

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Por outro lado…

Por outro lado…

Amigos, eu ainda estou de ressaca. Não é uma ressaca alcoólica que dá aquela dor de cabeça e gosto de guarda chuva na boca. Não é aquela ressaca moral que dá vergonha de olhar no espelho ou mesmo de fazer um carinho na esposa. Estou numa ressaca de ideias e justificativas absurda. Por mais que esprema meu quengo, não sai nada, nadica de nada que não me remeta aos tópicos que descrevo abaixo. Por esse motivo, peço humildemente ao meu ex-chefe-editor-inquisidor-mor, querido Diminhas, que ele publique esse texto depois de exatos 573 dias sem publicar nada. O amigo mais curioso deve se perguntar como porra eu cheguei nesses 573 dias, fácil: nada que o novo arranjo de artigos do blog (onde facilmente achei meu último texto) e o Excel não ajudem. Parabéns Dimas pelo trabalho e pela iniciativa. Bom, lá vão os motivos de minha ressaca de ideias, espero ajuda de todos, pois, preciso viver sem essa ressaca que não passa: Zé Teodoro, amo-o ou deixo-o? Um treinador que não consegue eliminar um Penarol, que escala Carlinhos Bala de volante e Dutra de meia contra a coisa, que diz que não admite vaias quando substitui errado, que mantém Chicão no time ao invés de Léo e que quer mandar mais que o presidente não presta. Um treinador que baseia o time em volantes que só marcam e que manda Memo cobrar faltas, além de ser retranqueiro por essência não pode ficar. Por outro lado, o mesmo cara torna-se Bi-Campeão num vareio de bola e tática dentro da casa de festejos no dia do aniversário da coisa. Zé Teodoro, o mesmo que bancou Chicão, que jogou muito na final, a mesma final que ganhamos. Contra números não há argumentos (disputamos 3 finais em 5 campeonatos que disputamos, isso é marca de Bernardinho no vôlei), contra futebol covarde há. Particularmente, acho que Zé Teodoro não foi o principal responsável pelo campeonato. O principal responsável foi o Penarol. Aquela derrota serviu como um “Toma vergonha, vagabundo!” e o campeonato nada mais foi que uma cura à ressaca moral que os jogadores tinham. Mas é impossível negar a decisiva participação de Zé Teodoro nisso. A Série C está no papo? Time Bi-Campeão, fazendo 2 partidas excepcionais contra um time de primeira divisão com folha 3 vezes maior que a nossa, ganharemos fácil. Estamos num momento tático, técnico e psicológico excelente. Esse Bi-campeonato foi...

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