“É O Mais Querido que, só de não causar tristeza, já traz alegria!” Paulo Aguiar, na seção de comentários do artigo Alguém sabe explicar o amor?, sobre o jogo contra o Central, em...

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A decisão é na quarta-feira, em Caruaru

Foto: Jr Montila / Arte: Dimas Lins Vencemos. Pudemos respirar. Ainda estamos vivos na série C. Jogo de série C é pegada, força, raça. Hoje tivemos essas características. Mostramos que podemos ser um time igual ao Potiguar, ao Campinense e ao Central (pelo menos isso!). Então, podemos conseguir uma das duas vagas, sim! Com a ajuda de algum adversário, quem sabe, seremos primeiro do grupo. Ainda sobre o jogo de hoje, se não bastasse à péssima zaga, ainda temos que agüentar Leandro Biton no meio-de-campo e Patrick no ataque. De bom, confirmamos que temos um bom goleiro (que pelo que está agarrando, é capaz de sair a qualquer momento). No meio-de-campo, Juninho se destaca com um pouco mais de qualidade. Alexandre, nosso torcedor-jogador, fez falta, ainda mais quando se percebe que Gedeil parece ter esquecido o seu futebol no Rio de Janeiro quando ajudou o Botafogo-RJ a subir para a primeira divisão. No mais, temos Edmundo, que, se fosse mais jovem… O treinador estreou. Como costumam a dizer, não é mágico. Não pode tirar leite de pedra, embora seja capaz de enxergar mais qualidade em Rafael Oliveira e Ribinha do que em Miller. Com um time limitado tecnicamente, caberá ao treinador formar uma união no grupo, incentivar e mostrar para eles que todos poderão ter um dia de Célio! De triste, ficou o resultado do jogo do Central. Temos que, no mínimo, empatar a decisão de quarta-feira. Haja coração. Temos que invadir Caruaru, pois temos um time caseiro, cujas “melhores” apresentações foram “em casa” (no amigão e no Arruda). De alegre, ficou o time do Potiguar. Quem sabe eles não arrancam pontos preciosos do Campinense? O resto foi como o de costume… – A torcida, mais uma vez, foi espetacular. Gritou e incentivou o tempo todo! Fez mais um show! – O sistema de som tocando hino de Pernambuco. Isso mesmo, o de Pernambuco. Mais um obstáculo para atrapalhar nossa festa. E, por fim, o nosso sofrimento continua, mas, cada dia que passa, descobrimos que podemos tirar forças do além! Não adianta pensarmos em subir para a série B; temos sim, que pensar e lutar para ganhar o próximo jogo. Eu confio na torcida! Confio que Alexandre possa jogar! Confio que possamos jogar “em casa”! E… Tenho esperanças no...

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A personificação do mal

Tamanha é a diversidade da fauna coral neste processo eleitoral que, se Aristóteles conhecesse o Santa Cruz quando filosofou que o homem é um animal político, certamente associaria nosso clube a um zoológico. Quase não é crível a quantidade de grupos ou facções que disputarão espaço e poder nas próximas eleições. Embora muitos desses grupos tenham similaridades de pensamentos, até o momento não há sinais de união política entre eles, em torno de um objetivo comum. Dois desses grupos já apresentaram candidatos à presidência do Santa Cruz. O primeiro candidato lançado foi Romerito Jatobá, ex-presidente tricolor responsável pela ascensão do time à Série A, em 2005, e pela queda à Série B, no ano seguinte. Apesar de levar o clube à primeira divisão do futebol brasileiro, o torcedor coral não guarda uma boa imagem de sua administração. Eu também não. Pesam contra ele um modelo ultrapassado de gestão que agravou ainda mais a situação financeira do clube e críticas relacionadas, principalmente, à falta de transparência, como no caso da divulgação da lista dos sócios aptos a votar, apenas às vésperas da eleição. O segundo candidato é Fernando Veloso, remanescente da Confraria Ninho da Cobra, aquela mesma que lançou o diminutivo à presidência do Santa Cruz. Como grande parte dos integrantes da confraria, Veloso, de aliado, tornou-se adversário político do atual presidente. Ninguém pode censurá-lo por isso, afinal, quem não gostaria de ver longe o presidente coral mais sem noção da história? Conta a favor de Veloso sua participação ativa na campanha para afastar Édson Nogueira. Além disso, não recai sobre os seus ombros o fardo de ter sido presidente do Santa, como ocorre com Jatobá. Pode-se apenas especular a sua administração, caso seja eleito, a partir da sua aparição na mídia ou de sua participação em movimentos políticos em torno do clube. Nada mais que isso. Os grupos que dão sustentação a Romerito Jatobá e a Fernando Veloso, ao que parece, pertencem a mundos distintos e pensam a política do clube também de forma diferente. Eles têm, a princípio, visões diametralmente opostas, o que tornam, portanto, seus pontos de vista inconciliáveis. Mas o lançamento das chapas de Jatobá e Veloso aproximou, ao menos num ponto, esses dois grupos antagônicos: o velho hábito de lançar candidatos completamente desatrelados de um programa de gestão, que, por sua vez, deveria estar amparado em um amplo debate com a torcida coral. Mantém-se, desta forma, o...

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Política, fúria, amor e ódio

Sylvio Ferreira Desde o momento da queda do Santa Cruz para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, o atual presidente do Clube se tornou objeto de verdadeiro ódio por parte da torcida coral. De lá para cá, outra coisa ele não tem feito a não ser aumentar contra si o referido sentimento. Há um imenso barril de pólvora prestes a explodir nas Repúblicas Independentes do Arruda. É só uma questão de tempo.  Não é preciso ser vidente para prever os acontecimentos. Para tanto, será decisivo o desempenho do Santa Cruz na Série C. Em obtendo êxito, o barril de pólvora explodirá em dezembro. Caso contrário, a explosão ocorrerá tão logo o Clube seja alijado da próxima competição. Nos dois casos, muito certamente a explosão se dará de diferentes formas. Oxalá que a mesma aconteça pelo poder e a força das urnas, daqui a seis meses. Assim acontecendo a democracia se edificará em solo apropriado. Contudo, nada assegura que assim acontecerá. Em termos políticos, o Santa Cruz virou um campo minado de altíssimo risco. E as minas plantadas no Clube (frutos da arrogância, prepotência, descalabro administrativo, desrespeito as normas estatutárias e à instituição coral) não explodirão no colo da torcida; afetando-o ainda mais do que já a afetou. No momento oportuno, o feitiço haverá de voltar-se contra o feiticeiro, na forma de uma revolta jamais vista na história do Clube. Para quem não sabe, o ódio é um sentimento que não basta a si mesmo. Nesse sentido, ele é menos um fim e mais um meio para expressão de algo maior do que ele próprio e que somente se realiza mediante o exercício da fúria. Por sua vez, a fúria explode quando o poder da força se sobrepõe ao poder do sentido. Essa é a derradeira tentativa, movida pelo desespero, de chamar o feito à ordem; por parte de quem se sente vilipendiado nos seus direitos de torcedor ou associado, ultrajado nas suas prerrogativas estatutárias e frustrado nos seus sonhos e esperanças quanto ao objeto que se constitui no maior orgulho e na razão de ser de milhões de vidas: o Santa Cruz. Mas o ódio dirigido ao atual Presidente do Executivo, embora seja por demais compreensível, traz no seu bojo uma faceta perversa para a formação de uma consciência política que é preciso ser banida do Santa Cruz – refiro-me à má consciência que acaba por privilegiar mais os...

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