Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta rodada. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados: Dimas Lins “De líder isolado, o Santa passou a ficar quatro pontos atrás do primeiro colocado no final dos jogos de ida e corre o risco de nem disputar a Série D, já que o Porto também está na cola. Os resultados agora correspondem ao futebol apresentado pela equipe e, nessas circunstâncias, até o vice-lanterna assusta. Meu pitaco vem do meu irreconhecível otimismo. Tenho medo de acordar com a cara de Fabiano Pinheiro.” Placar: Santa Cruz 2 x 1 Cabense Gerrá da Zabumba “O jogo é empate com gols.” Placar: Santa Cruz Y x Y Cabense Professor Farias “A cabense quase sempre foi presa fácil dentro dos domínios do Santa Cruz. Nesta partida é muito provável que o técnico Zé Teodoro entre em campo de maneira mais atrevida, porém sem deixar de tomar os cuidados cabíveis para não por em risco nosso sistema defensivo. ainda preocupa a falta de criação no meio campo, bem como o estado emocional de André Zuba e, por fim, a ausência de Thiago Cunha. Dentro dos prováveis prognósticos, o placar será um tanto surpreendente.” Placar: Santa Cruz 4 x 1 Cabense Josias de Paula Jr. “Thiago Henrique é um craque ainda não descoberto. Tem entrosamento com Gilberto e poderão arrebentar pela primeira vez no profissional. Ambos desequilibrarão a partida. A Cabense só tem Caça Rato. É marcar ele e pronto. 3 a 1, pois Zuba vai morrer sem jogar uma partida que não tome pelo menos um gol.” Placar: Santa Cruz 3 x 1 Cabense Ducaldo “Do meio campo pra frente até dá para o gasto, mesmo sem Thiago Cunha. O problema vai ser a defesa, com dois zagueiros que nunca jogaram juntos, um cone na lateral esquerda e outro no gol. Mesmo com essas ressalvas, seguirei o poeta e apostarei na prata da casa.” Placar: Santa Cruz 3 x 1 Cabense Artur Perrusi “Não sei o motivo. É pitaco. É cerveja e é boteco – pitaco. Vitória do Santinha. Bora ver.” Placar: Santa Cruz 3 x 1 Cabense Bosquímano “Diz o velho ditado: o vento que venta lá é o mesmo que...

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Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

Nota da redação: É com profunda tristeza que informamos que a esposa de Jaime, funcionário do Conselho Deliberativo do Santa Cruz, infelizmente, perdeu o bebê no sétimo mês de gravidez. A Jaime e família, o nosso abraço e a nossa sincera solidariedade. A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz nesta rodada. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados: Dimas Lins “Já passou da hora de o Santa Cruz se impor diante dos times de Caruaru. Aposto um pacote de Papita que hoje a gente se vinga. Vai ser lapada no toutiço e pau de dar em doido!” Placar: Santa Cruz 3 x 1 Central Professor Farias “Santa Cruz e Central sempre fizeram um jogo com características fortes, onde prevalece uma rivalidade ímpar. Aqui no Recife, o Central costuma engrossar, porém sempre levamos ligeira vantagem. Entretanto, o time de Caruaru vem com uma equipe matreira e um treinador conhecedor de dificuldades. Na minha ótica, uma partida difícil, mas temos tudo para vencer. Aponto o escore de:” Placar: Santa Cruz 3 x 1 Central Paulo Aguiar “Como não dei pitaco algum na rodada anterior e nós acabamos vencendo a coisa; como Artur e Geó não foram pro jogo domingo passado (e também não neste jogo) e nós vencemos; como nós jogamos com um time que sempre nos atrapalhou (e agora vamos jogar contra um outro que sempre foi uma pedra no nosso sapato) e vencemos; logo, sem ser ser supersticioso, não darei meu pitaco.” Placar: Santa Cruz ? x ? Central Ducaldo “Nossa melhor contratação, Zé Teodoro, continuará atuando de maneira destacada. O Santa ganhará da mini-coisa.” Placar: Santa Cruz 2 x 1 Central Bosquímano “Depois da cachorra de peruca tomar o seu, será a vez do filhote. Se o juiz não roubar, será outra goleada.” Placar: Santa Cruz 2 x 1 Central Gerrá da Zabumba “O time mais arrumado desse campeonato é o Central. Para piorar nossa situação o goleiro hoje vai ser Zuba, um autêntico mão de lodo. O Central hoje faz uma gracinha, mas o Santa Cruz vai entrar mordendo. Hoje não dá empate, é vitória de um ou de outro por 2 a 1.” Placar: Santa Cruz 2...

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Theófilo e a mulher do rubro-negro – Final

Theófilo e a mulher do rubro-negro – Final

Leitura indicada para maiores de 18 anos. Valquiria colocou uma música de Roberto Carlos no som do carro, “Falando sério”. – Eu sou fã de Roberto Carlos. – ela disse. – Eu também, Valquiria. Tenho um mp3 com várias músicas do Rei. – Jura? – Juro! – Ah, eu quero ver. – Amanhã eu levo. – Eu quero ver hoje. – disse Valquíria pegando na perna do tricolor. Foram direto para o apartamento de Theófilo. De um lado, um misto de ansiedade e nervosismo. Do outro lado o “ô, ô, ô, ô! mulher de rubro-negro…”. Era a cabeça de Theófilo naquele momento. Desceram do carro e subiram as escadas até o terceiro andar. Theófilo estava confuso, não sabia se Valquiria queria apenas ouvir o mp3 de Roberto ou se estava disposta a chifrar Agnaldo. Cada gesto dela, cada palavra, cada suspiro, o deixava louco. Aquela bunda, suas pernas, sua boca, seus peitos, era tudo o que ele queria. Entraram no apê. Valquiria pediu para ir ao banheiro. – Fique à vontade. Segunda porta à direita. – ele disse. Colocou o mp3 de Roberto Carlos. “Vou cavalgar por toda noite, por uma estrada colorida…” e esperou Valquíria voltar do banheiro. Valquiria adorou. – Essa música é perfeita. – ela disse. – Quer beber alguma coisa? – Hummm!!! Quero. Você tem cerveja? Ele tinha, mas disse que não tinha. Queria vê-la tomando algo mais forte. Ofereceu uísque ou vodka. – Quero vodka. Tem fanta?” – Fanta não. Tem tanjal. – Pode ser. Deixou Valquiria ouvindo música e foi buscar a bebida. Aproveitou e foi ao seu quarto. Toda mulher pede para conhecer o apartamento. Deu uma arrumada rápida e espalhou algumas cuecas pelo ambiente. Voltou para sala. Preparou a dose de vodka com tanjal. A música que rolava era “debaixo dos caracóis, dos seus cabelos, …”. – Não! Eu não acredito. Você tem Gilliard? – ela disse quando viu o cd da coleção Pérolas. – Eu quero ouvir essa música! – disse ela apontando para última faixa. “Pouco a pouco, foi que eu pude perceber, que gostar é diferente de querer…”. Valquiria virou o resto da dose de vodka e disse: “quero dançar!”. Na sua frente, no seu apartamento, a mulher de um rubro-negro o convida para dançar. Somente os dois. Tomando vodka com tanjal. Ouvindo Gilliard. Theófilo lembrou do falecido pai. Ele agarrou Valquiria e dançaram ao som de “…aquela...

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Um dia de clássico

Um dia de clássico

Foto: Coralnet Chegar ao Arruda em dia de clássico é uma aventura. Trânsito pesado, torcidas organizadas e um calor infernal. Na rua do canal, dei de cara com Samarone Lima no meio de um enorme grupo de tricolores dançando ao som do brega. Logo Sama. O barbudo a mim me parecia embaixador do Santa Cruz, pois muitos tricolores paravam para apertar a sua mão. O fundador do Blog do Santinha, entre um aperto e outro, me entregou o ingresso de Gerrá, pois acreditava que dali a pouco eu estaria em melhores condições de reconhecer o zabumbeiro do que ele. Estava certo. Deixei Sama para trás e fiz uma pausa estratégica mais adiante para uma cerveja. Vi, então, a primeira cena deprimente do dia. Três jovens rubro-negros, um rapaz e duas mocinhas vestindo as camisas do seu time, foram humilhados pelos tricolores parados na rua do canal. Um verdadeiro corredor polonês se formou e litros e mais litros de cerveja foram despejados sobre eles. O rapaz abraçou as duas mocinhas, muito assustadas, numa tentativa inútil de protegê-las. Um homem – um vândalo – considerou mínima a humilhação e atirou no grupo uma lata de refrigerante ainda fechada. Uma mulher ao seu lado foi quem teve a coragem de enfrentá-lo. Perguntou se ele estava louco, pois poderia ferir gravemente alguém. A cena do banho de cerveja se repetiu pouco depois, quando mais dois rubro-negros desavisados passaram pelo local. A falta de civilidade – mais do que isso, de humanidade – me assustou. O que somos capazes de fazer pela diferença de cores em nossas camisas? Na chegada do ônibus da delegação rubro-negra, mais selvageria.  Uma multidão tentava atacar o veículo, enquanto a polícia montada avançava sobre eles. Uma família de tricolores – pai e filhas, presumo – que inadvertidamente passava por ali, ficou cercada entre cavalos e o canal e por pouco não aconteceu uma tragédia. Mais adiante, a Torcida Jovem, torcida organizada rubro-negra, trocou chuva de pedra com a torcida coral. Alguns carros atingidos, cavalo veio, cavalo foi, e finalmente a multidão se dispersou. São cenas lamentáveis como essas que fazem gente de bem repensar a ideia de ir a um estádio de futebol. Na sede do clube, a rotina de sempre: muita confusão e dezenas de cambistas vendendo ingressos de sócios. O milagre da multiplicação de cambistas me fez pensar na facilidade com que essa gente consegue ingressos dentro...

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Cobra venenosa

Cobra venenosa

“O príncipe virou sapo?” Torcedor Coral, no Twitter, achando que acabou o...

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