Pitaco da rodada

Pitaco da rodada

A equipe do Torcedor Coral não tem bola de cristal, mas gosta de meter a colher, inclusive, em briga de marido e mulher. Por isso, mais uma vez, resolveu jogar dados e búzios para cima e dar um pitaco no placar do jogo do Santa Cruz no Campeonato Pernambucano de 2012. Confiram o placar do jogo na opinião dos editores e convidados e escrevam suas opiniões na seção de comentários: Dimas Lins Time que não vence geralmente não convence. Nem sempre isso é certo, mas pode-se dizer assim do Santa Cruz neste início de temporada. Os problemas conhecemos todos: planejamento inadequado, férias prolongadas, ligação direta entre o técnico e o presidente do clube em detrimento da Diretoria de Futebol, etc. Contudo, é cedo, muito cedo, para prever o futuro coral nesta competição, ainda mais que eu não tenho vocação para astrólogo. Mesmo assim, não espero muito do jogo de hoje. Esperançoso, mas desconfiado, cravo um empate. Placar: Serra Talhada 1 x 1 Santa Cruz Paulo Aguiar O placar será empate. Um excelente resultado para um time que não se programou para vencer. Graças a Tiago Cardoso e a uma bola parada. Agora, é esperar que os chamados “reforços” resolvam a falta de gols do time. Placar: Serra Talhada 1 x 1 Santa Cruz Nó Cego O time já mostrou que é a cara do treinador: uma bosta só! Retranqueiro e covarde, Zé Teodoro nem contratar sabe. Deu uma cagada de urso ao trazer para dentro do Arruda um jogador que não honrou a camisa que vestiu. Agora vem com beijinhos no escudo, ora essa! Vai levar lapada, porque o Serra Talhada já mostrou que sabe jogar contra time pequeno. Placar: Serra Talhada 4 x 0 Santa Cruz Ducaldo Como a provável formação escolhida pelo técnico é o 7-1-0-0 (sete na defesa, um no meio e nada no ataque), com sorte, o jogo será empate. Placar: Serra Talhada 0 x 0 Santa Cruz Josias de Paula Jr. O Santa começa a disparada rumo ao bi. Placar: Serra Talhada 1 x 2 Santa...

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Cinco anos, três cores!

Cinco anos, três cores!

Criado em 06 de dezembro de 2006, o Torcedor Coral surgiu para publicar apenas um texto sobre a primeira vitória da oposição na história do clube. Embora o tiro tenha saído pela culatra, nós continuamos por aqui. Surgimos na blogosfera assim: sem pretensões e para dar vazão ao orgulho de ser tricolor num momento marcante da nossa história. Semana passada, o Torcedor Coral fez cinco anos de vida. Neste período, tornou-se um espaço para opiniões, artigos, crônicas e resenhas esportivas sobre o Santa Cruz Futebol Clube e sua torcida. Parabéns a todos, cronistas e leitores, e obrigado pela boa companhia durante todos esses anos! Os olhos tanto apontam para as Repúblicas Independentes do Arruda que se esquecem, às vezes, de olhar para si e celebrar. Talvez isso explique o esquecimento do nosso próprio aniversário. Sim, foram-se cinco anos de nossa existência, tempo em que nos tornamos ativistas ávidos pelo engrandecimento do Santa Cruz. Nesse lugar perdido na internet nos encontramos e demos vez e voz para um torcida tão apaixonada como nenhuma outra nesse mundo velho e enfadado. Cinco anos, acreditem, são um feito e tanto. Por isso, como fundador e editor, sinto orgulho em fazer parte dessa história. O TC me deu tantas amizades preciosas que, só isso, já valeu os esforços de todos esses anos. Contudo, quero muito mais. Que nos anos que se seguem, através de nossas páginas, a gente tenha a felicidade de ver nosso clube se agigantar outra vez. Cincos anos de Torcedor Coral. Estamos em pleno Complexo de Édipo! Desejamos a mãe e queremos matar o pai, o que, convenhamos, é um tanto escandaloso. É impossível não interpretar as angústias desse impúbere TC. Queria matar o autoritarismo no clube. Desejava profundamente a democracia. Levou uma sobrada. Dançou feio. Porém, pelo menos, superou o Édipo. O TC tornou-se gato escaldado. Continua contra todos os podres poderes que vicejam no clube, mas com realismo e uma salutar desconfiança com qualquer discurso que instrumentalize torcida e democracia. E continuaremos tentando, tentando e tentando… porque a conquista do TC, nesses cinco anos, foi se manter digno da tradição desse clube do povo, o Santa Cruz: resistir, resistir e resistir. E lá se vão cinco longos anos. E em se tratando de Santa Cruz, mais parece que foram quinhentos, tamanha a intensidade com que as coisas acontecem e se propagam pelas bandas do Arruda. Foram cinco anos sofridos,...

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Ajude a torcida, Presidente!

Ajude a torcida, Presidente!

Já está ficando chato. É o presidente tricolor abrir a boca e: “… Vamos ter que contar novamente com o apoio de nossa torcida e pedir para que eles, mesmo com o fim do calendário de jogos, continuem pagando suas mensalidades e atraindo novos sócios”. “Será uma desigualdade enorme contra Sport e Náutico, que, por mérito, subiram para a primeira divisão e terão vultosas quantias. Nós, com uma torcida extraordinária, teremos cota zero. Vamos entrar 2012 da mesma maneira de 2011: da pior forma possível”. “O ano de 2012 vai ser um ano extremamente difícil para o Santa Cruz enfrentar, considerando-se o fato de que os nossos principais adversários no Campeonato Pernambucano estarão com receitas enormes, bancadas pela televisão, enquanto que o Santa Cruz, mais uma vez, vai ter que iniciar o ano sem nenhum tipo de patrocínio nesta área televisiva”. “O Santa Cruz está precisando, neste momento, que aqueles que são sócios se mantenham em dia e paguem as suas mensalidades”. E Haja Saco! Toda a torcida, Presidente, está cansada de saber disso tudo: que não temos verba de televisão (o que não é totalmente verdade, já que no Pernambucano, temos, sim, uma verba), que estamos na Série C, onde falta visibilidade, Clube dos 13, e blablablá. E sempre, a única saída parece ser a nossa torcida que, aliás, só é lembrada pelo clube nesses momentos. Por que, Senhor Presidente, não fala sobre o seu esforço e de sua diretoria em renovar contratos atuais e arrumar novos patrocinadores e parceiros para o clube? Por que, Senhor Presidente, não se fala da grande campanha de sócios que está finalizada e será lançada, para atrair cada vez mais a massa coral para perto do Santa? Por que não explana o planejamento que está sendo feito para tratar os torcedores que frequentam o Arruda como consumidores e parceiros, e não como gado, enfrentando filas enormes com um sol de rachar o quengo e o bafo dos cavalos da PM? Por que não divulga que a campanha de sócios terá uma extensa lista de benefícios e vantagens para o sócio coral, como reconhecimento pelo apoio insistente, irrestrito e apaixonado? Isso tudo está sendo feito e providenciado, não está Presidente? (…) Parece que se tornou um vício da maioria dos dirigentes corais (para não dizer de todos) o apelo à torcida como única saída para o clube. E aqui não quero retirar a responsabilidade...

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Salvação

Salvação

Finda a temporada 2011, já lanço uma botica de olho para o ano seguinte, como quem não quer nada e já querendo muita coisa. Tenho esse negócio de não pensar demais no passado, feito uma pomba lesa, porque o futebol não vive de nostalgias. O que passou, passou, foi quase tudo muito bem, mas as conquistas são para guardar na lembrança e os troféus, no museu (onde está o museu?!) do clube. Ao pensar na próxima temporada, vem-me logo à cabeça a tranquilidade de não precisar correr atrás, já no Campeonato Pernambuco, de uma vaga para a competição nacional, mas, principalmente, que o abismo financeiro vai aumentar em relação aos nossos principais adversários locais. Os dois estão na Série A e nós, só agora, chegamos à Série C. Grana, grana, grana! É preciso, antes de tudo, pensar em grana, pois, já dizia o filósofo Falcão, dinheiro não é tudo, mas é cem por cento. Também é indispensável pensar em como manter o time coral minimamente competitivo na próxima temporada diante dos milhões da Rede Globo contra os trocados da TV Nova. Não que eu despreze o trabalho da TV pernambucana, que foi bacana, pois, apesar das inúmeras falhas, como começar a transmitir um jogo no início do segundo tempo, não posso negar que ela quebrou um galho lascado para a torcida coral nesta Série D. Por isso, mesmo ocupado em pensamentos altamente produtivos sobre como fazer para passar mais rápido os doze anos que ainda me restam para a aposentadoria e em como gastar o dinheiro da Mega-Sena, caso eu ganhe o prêmio sozinho, resolvi convocar uma reunião de emergência do Conselho Editorial e Pitaqueiro do Torcedor Coral para debater a questão. ― Se não tiver cerveja, nem me chame! – disse Nó Cego ao telefone, com o seu humor característico. Apesar da falta de futebol e de saco, todos compareceram. A cerveja, é bem verdade, atraiu mais a nossa equipe do que o assunto, já que, nessa época do ano, a gente só pensa em cachaça e confraternização, que no fim das contas é a mesma coisa. Comecei a reunião cheio de dedos, indo pra lá e pra cá, falando do tempo, perguntando se um e outro tinham dinheiro para emprestar ou pelo menos um colírio para pingar nos olhos, um melindre lascado, porque o assunto era chato e não havia nenhum Xeque árabe montado na grana, tampouco...

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Dois lados

Dois lados

Fala-se que tudo na vida tem dois lados. Um lado bom e um lado ruim. Tais generalizações são sempre perigosas, mas em se tratando do jogo ocorrido domingo, podemos tentar aplicar um exercício e enxergar os tais dois lados. Vamos começar com o lado negativo. A derrota. Por mais que o ano de 2011 tenha sido extremamente positivo para o Santa, muita gente saiu do Arruda ontem com um gosto de guarda-chuva na boca. Não que eu saiba que gosto tem isso, mas sabe aquele gosto amargo, aquele sorriso amarelo? Pareceu-me um sentimento quase unânime no estádio. Apesar de a torcida ter aplaudido no final, gritado o “Tri-Tricolor”, foi mais em reconhecimento pelo ano, não pelo resultado. E isso pode ter um impacto um pouco maior que o previsto. Terminando o ano em alta, com um título, a euforia da torcida continuaria em alta, o que poderia e deveria ser canalizado para um só lugar: Campanha de sócios. Não que não possamos fazer campanha por sócios sem o título. Claro que podemos. Mas é muito melhor fazer uma campanha com o seu público alvo apaixonado, em estado de graça, com o fechamento de um ano perfeito. Vi gente saindo do estádio extremamente chateada, gritando, revoltada. Exagero? Muito provavelmente. Mas o tal encanto perde um pouco do seu charme e perdemos mais uma boa oportunidade de capitalizar. E o lado positivo? A derrota. “Pronto. O cabra enlouqueceu de vez!” deve estar imaginando um incauto leitor. Calma que não enlouqueci (pelo menos não por enquanto). No aspecto puramente futebolístico, enxergo a derrota como positiva. Com um resultado negativo diante do escrete Tupi, numa final de campeonato, dentro de casa, caem as auras que circuncidavam as bandas do Arruda sobre treinador e elenco. Nossas fragilidades ficaram, mais uma vez, diga-se de passagem, expostas para quem quiser (e souber) enxergar. Somos gratos a todos os jogadores do elenco pelo esforço e dedicação na missão de tirarem o Santa dessa maldita Série D. Ponto. Agora nossa caminhada prossegue. E passa necessariamente por qualificação (e até reformulação) do elenco. Essa foi a lista de relacionados para o jogo de ontem: Goleiros: Tiago Cardoso e Diego Lima. Zagueiros: André Oliveira, Leandro Souza, Everton Sena e Walter. Laterais: Eduardo Arroz e Dutra. Volantes: Memo, Chicão e Mael. Meias: Renatinho, Weslley, Bismarck, Washington e Jefferson Maranhão. Atacantes: Thiago Cunha, Fernando Gaúcho, Ludemar, Kiros e Flávio Recife. Proponho um exercício. Quantos vocês enxergam vestindo o manto coral na próxima temporada? Quais realmente merecem e...

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