30 mai
Sylvio Ferreira
Das últimas duas décadas para cá, estabeleceram-se duas linhas de força e ação política no Santa Cruz: aparentemente antagônicas entre si e procurando manter a máxima distância uma da outra, como se a peste houvesse acometido uma delas. Cada uma das linhas atribui à outra a razão de ser do débâcle do Clube após o Colegiado. O que tem feito com que as duas forças em jogo comumente se digladiem a céu aberto ou em qualquer recinto que se faça necessário.
Uma das referidas forças é remanescente direta da época do Colegiado - e é capitaneada por um dos seus membros e ex-presidente do Clube. A outra força, surgida após o fim do Colegiado, também é capitaneada por um ex-presidente e emergiu no vácuo político aberto quando o Colegiado chegou ao seu término. Em tendo bastado a si mesmo, o Colegiado entregou o Clube à sua própria sorte ou ao deus dará.
Por conta dos diversos títulos conquistados, o Colegiado ainda hoje consiste numa espécie de vaca sagrada dentro do Santa Cruz. Poucos são aqueles que a ele se referem sem deixar de exaltar o seu sucesso dentro dos gramados. E não é para menos! Da perspectiva futebolística, o Colegiado se constituiu na era de ouro do Santa Cruz. Contudo, sob o prisma político o Colegiado não passou de um sistema antidemocrático ao extremo.
A sua criação, por exemplo, se fez inteiramente condizente com a “época de chumbo” característica do regime militar que governou o país por mais de duas décadas. Em conseqüência, enquanto o Santa Cruz se revelava praticamente imbatível dentro dos gramados, o Colegiado, a revelia da grande massa coral, fazia da prática política no Clube um jogo de cartas marcadas; apenas e tão-somente jogado entre os seus membros. Do mesmo modo que assim acontecia na cúpula do regime militar.
Tal política antidemocrática posta em prática pelo Colegiado acabou alijando a massa coral da participação na vida política do Clube. E suas conseqüências ainda hoje se fazem sentir. Mas o Colegiado não obteve êxito apenas dentro dos gramados. O antigo “alçapão do Arruda”, como o estádio era conhecido, acabou sendo transformado num Colosso (graças ao “milagre econômico” que se deu à época do “Brasil - Ame-o ou deixe-o!”). Em grandessíssima parte, o Alçapão se transformou em Colosso devido aos cofres públicos.
Para os que não sabem, houve uma época em que o Santa Cruz e o regime militar andaram de mãos dadas. O modelo político do Santa Cruz condizia com o do regime militar. E o Clube das Multidões se prestava aos propósitos ou objetivos do referido regime. Como na antiga Roma, o lema continuava a ser pão e circo. Os sucessivos títulos conquistados e o espantoso crescimento do seu patrimônio faziam a massa coral delirar.
Em tendo fim o Colegiado, o Santa Cruz não soube estabelecer para si princípios democráticos e adentrar a democracia plena. Em conseqüência, de lá para cá, a instituição encontra-se à beira de um colapso. As duas linhas de força política que mencionei, e presentemente em ação, ainda não se deram conta de que o antagonismo entre elas é apenas aparente; já que os extremos se encontram num dado ponto em comum. E o ponto em comum, no caso, implica na falência da instituição coral.
Enquanto as duas forças citadas brincam de cabo-de-guerra, o Santa Cruz definha. Por sua vez, a política que praticam é miúda e rasteira; inversamente proporcional ao tamanho do ego dos envolvidos. Há algum tempo a massa coral clama por democracia no Arruda, mas os integrantes das duas linhas de força fazem ouvido de mercador. E assim agem como se o Santa Cruz fosse propriedade particular de uma das linhas de força em contenda. Daí a arrogância, o despotismo, o nepotismo e a tirania. A principal fragilidade do Santa Cruz reside no pavor à democracia. Graças ao colegiado!
Sylvio Ferreira é psicólogo e professor. Como tricolor, faz parte do grupo de oposição à gestão do Sr. Édson Nogueira.
"A minha primeira paixão é o Santa Cruz, mas a minha primeira obrigação é com o Tribunal de Justiça."
Bartolomeu Bueno, em pronunciamento de renúncia ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo, após consulta ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ.




16 Comentários para "O legado político do Colegiado"
O texto é importante pelo seguinte: analisa o papel e a herança do famoso Colegiado, um mito dentro do Arruda. O Colegiado implantou uma forma interessante de gestão, mas, apesar do nome, era colegiado para uma minoria. O clube continuou separado da torcida. Embora seja um clube do povo, o Santinha perpetua uma forma de gestão não-democrática e não-popular — o antigo estatuto (o novo, também, infelizmente) reproduz sérios defeitos elitistas, eliminando a participação dos sócios. Nossos dirigentes, tradicionalmente, adoram ver a torcida na arquibancada, mas nunca dentro do clube. Somos um clube do povo que tem medo do povo. É só falar o nome “democracia” ou “participação” e temos uma série de desmaios e gritinhos histéricos de nossos canalhas e cardeais. Demofobia, eis a patologia dos nossos canalhas, cardeais, tolinhos…
(ah, sim, surgiu uma nova espécie na fauna tricolor, o “desesperado”: é um tipo de tolinho que trocou a miséria da “conciliação” pelo desespero da “salvação” — para salvar o Santinha tudo é permitido, inclusive “volta, Zé!”. Os neotolinhos chamam isso de po-lí-ti-ca).
Além do tolinho desesperado, acabo de descobrir que o principal responsável pelos nossos melhores anos foi… médice!!!!
oh céus, oh vida, oh tudo!
Médici (,) imbecil!
Tá explicado (apesar da tristeza): o Santa continua de braços dados com a ditadura. E sem direito ao Partidão, mesmo que clandestino.
Santa Cruz: ame-o ou deixe-o. Aiaiai.
Caro Sylvio e demais tricolores,
Concordo com grande parte do texto; realmente ainda vivemos duas correntes dentro do Santa Cruz. Um time do povo, mas pequeno politicamente.
Acreditávamos que o pior presidente da história (o diminutivo) fosse de uma outra corrente (da torcida), mas, o Ninho das Cobras o fantasiou de tal forma que acabamos caindo no conto. Ele não era oposição, estava, apenas com a vestimenta da oposição.
No mais, sobre a relação do santa com o regime miliar, acho que se ela existe ou existiu algum dia, está mais presente hoje do que antigamente…
Sou a favor da democracia tricolor, por isso é que temos que nos precaver para não termos em nossa frente uma nova situação, fantasiado de oposição.
Ah, mas também é preciso saber que democracia nunca foi sinônimo de colegiado…
abraços
Paulo faz uma observação interessante, e eu a transformo em pergunta: por que o Ninho das Cobras fantasiou de oposição o diminutivo? Bem, o diminutivo era, de fato, oposição, mas uma oposição ambígua, com laços fortes com a antiga gestão (lembro que o diminutivo ainda discutiu uma “união” com a antiga gestão). O que fez o Ninho das Cobras pensar que o diminutivo seria um presidente moderno e democrata? Provavelmente, havia no Ninho das Cobras posições diferentes sobre as relações entre modernidade e democracia — vide as posições autoritárias do presidente do Conselho. E, enfim, o que o ocorreu durante a gestão do diminutivo?
Creio que o Ninho fez duas apostas, tentando ser realista: 1) sem o diminutivo, não havia a possibilidade de se ganhar a eleição (essa é uma boa discussão). 2) chegando ao poder, o Ninho poderia valer suas posições internamente no clube. Algo deu errado na segunda aposta, e o diminutivo engabelou o Ninho.
honestamente nao sei até que ponto o diminutivo era oposiçao de fato. Nisso estou de acordo com o Paulo.
Artur e eu chagamos a comentar isso quando o Blog do Santinha publicou uma série de textos sobre a temporada 2005.
Para mim, observador de longe e míope, era muito claro que o “vencedor” nao era um sujeito confiável. Imagino que para os capas e raposas (ou parte deles) do ninho de cobras isso ainda era mais óbvio. Assim que penso que quem cagou tudo foi o Alexandre Ferrer. E acho que o erro da segunda aposta que Artur coloca está por aí. Mas sou míope, reconheço.
Quanto à primeira, nao sei. Mas acredito que dava pra ganhar sem o “vencedor”.
Texto execelente. Realmente, depois que o país se democratizou o Santa Cruz não foi mais o mesmo. Desde 1985 o Santa Cruz desandou em todos os sentindos. O povão tricolor acostumado a líderes carismáticos se deixou iludir por Zé Neves e suas atitudes populistas (fincar bandeira na ilha, apelidar o rival de coisa, se dizer um presidente arretado) sempre usando oclube para fins políticios e pessoais. Por falar nisso, alguém acredita que Marco maciel seja tricolor?
Bastante oportuna a análise sobre o legado político do Santa Cruz. Também achei interessante a correlação do colegiado com a ditadura militar. Acho até que valeria um artigo mais profundo sobre o assunto.
Do ponto de vista do futebol, nosso declínio se deu com a chegada de Zé Neves à presidência do clube. A partir daí, veio uma seqüência de administrações desastrosas, culminando com a gestão de Romerito Jatobá. Tornamo-nos um clube descaradamente devedor e mal gerido.
Considero a gestão de Edinho à parte nesse processo, pois ele trajava a camisa da oposição e, por isso, teve o apoio da massa tricolor e de todos que estavam cansados de ver o caos no clube. Naquela eleição histórica, ficamos até o final da apuração, gritamos, cantamos e desafiamos o status quo. O resultado veio em forma de traição.
Mas Edinho não foi o único responsável. Por isso, concordo com Paulo Aguiar e também atribuo grande responsabilidade à Confraria Ninho da Cobra pelo fracasso da atual gestão. Aliás, a Confraria fracassou também como oposição, pois não soube transformar o apoio maciço em avanço democrático no clube. Além do mais, vem de suas hostes Alexandre Férrer, o cavalo-do-cão do presidente em seu intrincado jogo de xadrez.
Quanto ao grupo de oposição que tentou afastar o presidente por força da Assembléia Geral Extraordinária, faço aqui um elogio e algumas críticas. O elogio vai para a coragem do grupo em tentar afastar o presidente, embora seus integrantes soubessem das dificuldades inerentes ao processo. Prefiro quem tenta fazer algo àqueles que acham que o processo não vai dar em nada e, por isso, entendem que é melhor ficar no seu canto. Era preciso tentar e a oposição ao menos tentou.
A primeira crítica é em relação a esse mesmo processo, onde persistiram falhas no edital de convocação, como a contagem dos 45 dias, por exemplo. Numa das reuniões da oposição, cheguei a levantar algumas dessas possíveis falhas e fiquei surpreso com o ponto de vista do advogado do grupo, que me deixou com a sensação de não dar importância a elas, como se tudo estivesse certo. Não estava. Tanto que a realização da assembléia não foi considerada válida pela justiça. Aprendi na vida que é preciso também considerar as possibilidades mais conservadoras para aumentar a chance de êxito.
A segunda crítica vai em direção à conformação com a decisão judicial sobre a validade da assembléia. Imagino que deve ter pesado as possíveis conseqüências em relação ao desempenho do time na série C. Pessoalmente, entendo que a decisão é equivocada, pois, uma vez que se optou em tentar afastar o presidente, que o processo fosse levado até o fim. A desistência da oposição deixa um gosto amargo para quem cultivava a esperança em afastar o presidente.
Minha terceira e última crítica vem de uma crença pessoal. Acredito que só será possível mudanças no Santa Cruz, quando o grupo que assumir o clube romper com tudo que representa o atraso. Por isso, não vejo com bons olhos a proximidade do grupo de oposição com um dos beneméritos que rompeu com Edinho, apenas porque não foi indicado para ser o representante do clube na Federação Pernambucana de Futebol. E, me perdoem a franqueza, também não vejo com bons olhos a aproximação do dono de um dos bares instalados nas dependências do clube. Recordo que nos últimos dias da administração de Romerito, surgiu a notícia de renovação de seu contrato, fato aliás que levou o grupo que assumiu a pensar em entrar com uma ação para tentar invalidar o novo contrato. De lá para cá, não sei o que mudou, mas minha convicção permaneceu inalterada.
Mas essa opinião não significa descrença em relação à oposição. Ao contrário, ela caminha no sentido de alargar os nossos horizontes e levantar questões para um debate que busque aprimorar os seus caminhos.
Além do mais, depois da gestão destruidora de Edinho, como sócio e torcedor, deixei de assinar cheque em branco.
Saudações corais,
Dimas Lins
Meus caros,
Não creio que o Ninho das Cobras tenha cometido o equívoco que cometeu - quando da última eleição presidencial no Santa Cruz - movido pela má fé. O que aconteceu, assim me parece, foi que um processo de natureza político-eleitoral acabou se constituindo muito mais num processo eleitoral do que propriamente político, na verdadeira acepção do termo. Mas, o Ninho das Cobras, assim também me parece, não pode ser apontado como o único responsável pelo citado equívoco; já que o atual presidente executivo do Clube jamais teria sido eleito se não contasse com o amplo apoio e endosso da sua candidatura pelo quadro associado do Mais Querido. Quadro, esse, que acreditou que uma vitória eleitoral redunda, necessariamente, numa vitória política (Do mesmo modo que assim procedeu o Ninho das Cobras). Lêdo engano, não é verdade? Da minha parte, espero tão-somente que a lição extraída do último pleito não volte a se repetir. Por sua vez, entendo também que ainda não é uma tarefa fácil entabular discussões sobre a vida política do Santa Cruz da perspectiva político-institucional. Há quase dez anos, por exemplo, eu me sentia pregando sozinho no deserto ao tratar da referida perspectiva. Hoje, fico feliz em constatar que o assunto em tela desperta interesse, embora ainda de uma forma reduzida. Aqui e acolá, eu tenho lido comentários importantes sobre a referida questão. Começa-se, assim, pouco a pouco, a formar uma massa crítica; de fundamental importância para os destinos do Santa Cruz. Nesse sentido, permitam-me assinalar o artigo escrito por Arthur Perrusi, neste espaço, sobre “A miséria da conciliação” (uma bela peça de análise política, escrita com engenho e arte). Dentro do movimento de oposição do qual participo, (o Veneno Coral) a minha principal preocupação tem sido estimular a reflexâo e o debate sobre política institucional. Caso eu não esteja equivocado, não há, dentre nós, quem não reconheça a importância do assunto. E, mais do que isso, o reconhecimento da adoção de uma política dessa ordem na vida do Clube. Por sua vez, quero dizer que nem votei no atual presidente do Santa Cruz, nem endossei a sua candidatura (É bem verdade que no ano da sua eleição eu me encontrava mais residindo em São Paulo do que por essas bandas). Mas nas poucas ocasiões em que me reuni para tratar do assunto, sugeri que lançassem uma terceira chapa, já que a candidatura do sr. Edson Nogueira estava consolidada: candidatura que, para mim, representava não apenas uma pulha, mas uma grandessíssima farsa. Não praticada pelo Ninho das Cobras, todavia. Sobre a tal farsa, ainda haverei de escrever. Agradeço a todos pela atenção em ler o texto e pelos comentários tecidos. Saudações corais,
Sylvio
Antes de mais nada quero dizer que o texto é muito interessante. É importante que tenhamos em mente esse nefasto legado do Colegiado, reconhecendo inclusive os nomes que o compuseram (falo isso pensando nas novas gerações que, em boa parte, desconhcem os artífices daquele pacto plítico).
Tenho algumas questões: existe de fato “duas” correntes no Santa desde o fim do Colégiado? Não sei. Mas tendo a responder que não. Organicamente, para mim, só existe uma: a de José Neves. Há o surgimento de uma segunda força agora; aquilo a que vimos chamando de oposição - ainda um tanto dispersa.
Mas é inegável a dificuldade que o Clube tem para formar novas lideranças, consequencia mais que óbvia da ausência de democracia.
Concordo com Sylvio quando diz que a culpa não é apenas do ninho das Cobras. Quantos de nós, por exemplo, tentamos discutir na última eleição a escolha dos membros do Conselho? Nos mobilizamos muito; fomos literalmente às ruas; mas a perspectiva da vitória nos tirou a visão estratégica, a atenção aos detalhes estatutários e institucionais do clube. Enfim, essa última eleição só nos serve como aprendizado..
Por fim, concordo ainda com a opinião de que devemos discutir politicamente o clube. É o que tenho tentado fazer desde que assumi o compromisso com esse grande “Torcedor Coral”.
Abraço.
Texto interessante.
Entretanto, concordo com o que diz o tricolor josias aí em cima, não creio que existam “duas correntes”. Se eu entendi direitinho o texto (que deveria dar nome aos bois, para ser democrático), o autor fala nas correntes de Zé Deves, e de Rodolfo Aguiar.
Ocorre que o ex-presidente do clube, tão vitorioso na década de 70, agora lidera no máximo uma “facção”…
Pessoal,
Mais uma vez, Sylvio Ferreira acerta em cheio na sua análise.
Sabíamos dos riscos do estilo Edinho à frente do Santa Cruz. É por isso que a Confraria Ninho das Cobras fez questão de ter na chapa o vice-presidente (no caso, eu) e o presidente do Conselho.
O que jamais poderíamos contar era que Alexandre Ferrer teria esse tipo de comportamento, esquecendo que é o presidente do Conselho e virando um mero diretor de Edinho. Tirando o próprio Ferrer, Carlos Simeão e Torres (ambos trabalham com Alexandre na Pitú), todos os demais membros da Confraria sairam da gestão de Edinho.
Lamentavelmente, o presidente do Conselho não agiu em benefício do clube. Queria só ver se isso tudo fosse na empresa dele. Ele tinha o poder nas mãos pra botar de novo o trem em cima dos trilhos e não o fez. Calou, foi omisso, foi conivente, foi irresponsável.
Sempre ouvi maravilhas a respeito de Ferrer. Alias, o seu comportamento nas reuniões da Confraria sempre foi digno do que dele falavam. Quando precisamos que ele demonstrasse isso na prática, ele escolheu o caminho errado.
Acredito que a democracia é um caminho que se constrói. As últimas eleições do clube foram um caminho importante pra isso. Tenho certeza que estamos no caminho e que, muito em breve, o Santa Cruz voltará a ser do seu torcedor.
Abraço,
Fred Arruda
Pelo que entendi, houve uma “traição” de Ferrer. Por quê?! Muito investimento e o perigo de perdê-lo, caso o dimuinutivo saísse da presidência? Mas, caso essa hipótese esteja correta, por que confiar no diminutivo? Como ele garantiria o investimento com sua espetacular e conhecidíssima incompetência? Por que não confiar num membro da própria Confraria no executivo do clube?
Artur,
Se o presidente Edson Nogueira saisse, quem assumiria seria eu. E como eu sempre disse que nao faria acordo pra pagar quem colocou dinheiro lá (inclusive eu, que coloquei muito), acho que isso gerou insegurança.
E eu disse isso por 2 motivos:
(i) sempre defendi a existencia de um orcamento, de forma que nao gastassemos mais do que arrecadassemos - isso nunca foi colocado em pratica;
(ii) o clube nao tem como pagar 20% a justica e ainda pagar dividas com diretores - se isso for feito, nao sobra nada.
Um estatuto pra valer tem que banir da vida do clube os dirigentes que nao honram com os pagamentos contraidos na sua gestao. Tentei colocar isso na reforma do estatuto, mas fui voto vencido. A reforma do estatuto avancou nas questoes eleitorais, mas foi omissa na questao da austeridade.
Estamos preparando uma nova proposta pra ser votada na proxima gestao, porque dessa que aí está nao podemos esperar mais nada.
[]s
Fred
Esperança que o clube volte a ser vencedor com ditadura ou não oque não pode é ficar servindo de gozação. mediocridade……….
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