11 jun
Meditando sobre o diminutivo, foi impossível não pensar, de forma geral, no futebol brasileiro. Sim, penso sobre o diminutivo. Sei que é meio besta, mas o cabra virou um carma para qualquer tricolor, além de um baita pesadelo, é claro. Talvez, por isso, sinta-me ultimamente tão descerebrado. É difícil pensar. Dói a cabeça e dá azia. Tomo, inclusive, antiácido para aplacar a úlcera de raiva que acomete meu estômago. Aliás, tomei uma dose, agora, para escrever essa crônica.
Bem, do que falava mesmo? Ah, sim, do diminutivo… Vejam, generalizando o problema diminutívico, creio que o pano de fundo de todo essa confusão relaciona-se a essa pergunta: por que o futebol brasileiro é tão bagunçado? Sei, sei, é a pergunta óbvia que todo torcedor faz todo dia, mas é, reparem bem, a pergunta que possui todas as respostas possíveis, continuando por isso mesmo, mais do que nunca, uma… pergunta. Assim, embora a questão seja óbvia, não se consegue, apesar disso, esclarecer o que justamente salta à vista. E, quando o óbvio continua irrespondível, seria porque já não se está diante de um fato evidente por si mesmo, e sim diante de um… mistério – o que é óbvio! Sim, a bagunça de nosso futebol é um mistério. Seria aquela esfinge sacana, nascida das entranhas de Macunaíma e não das de Zeus, que não propõe enigma algum, apenas imediatamente devora os incautos.
Um dos tipos de incauto mais devorado pela esfinge de nosso futebol – por isso, de gosto vulgar e um tanto insosso – é aquele que tenta reduzir o problema da bagunça a uma questão de competência. Assim, os dirigentes teriam um problema de qualificação ou mesmo de… burrice. Sim, sim, muitas vezes é isso mesmo; de fato, fica-se pasmo diante da infinita burrice de nossos dirigentes, embora não se saiba, muitas vezes, se realmente estamos diante de “uma obtusidade córnea ou de uma má-fé cínica”, como dizia Eça de Queiroz. E burrice, convenhamos, é um fator importante que deve ser levado em conta; afinal, como dizia Nélson Rodrigues,
“Já fizeram o elogio da loucura e ninguém se lembrou ainda de fazer o elogio, muito mais procedente, da burrice. Ninguém observou o óbvio: a burrice influi muito mais no comportamento humano do que o fator sexual, ou econômico ou outro qualquer”.
E, sem dúvida, muitos dirigentes poderiam ser mais competentes do ponto de vista administrativo. Mas, se o problema é de competência administrativa, por que há tanto dirigente competente na sua empresa, por exemplo, completamente perdido nos clubes? Não acho incompetentes, por exemplo, um Ricardo Teixeira, um Eurico Miranda e quejandos. Sabem muito bem administrar, principalmente seus interesses. E não são burros, muito pelo contrário! Podem ser safados, mas sabem o que fazem. E aí é que tá: se sabem o que fazem, por que suas ações são tão nocivas ao futebol nacional? Ora, mesmo um ditador gostaria que sua ditadura fosse um sucesso, e não um fracasso político que arriscasse seu poder. Não acho, sinceramente, que o caos interesse a ninguém, nem mesmo ao Clube dos 13.
Um outro incauto, geralmente devorado pela esfinge, é aquele, como o escrevinhador que vos escreve, que reduz o problema da bagunça a uma questão de poder. Certo, tal posição possui alguma coerência, pois quem domina, de fato, o futebol é uma matilha muito bem incrustada no comando de nosso futebol e, provavelmente, este mudará pra melhor assim que a corja escafeder-se. Contudo, o poder não explica tudo; afinal, não há, em princípio, uma incompatibilidade entre uma canalha autoritária e um futebol rico e exuberante. Os dirigentes da UEFA não são exatamente anjinhos, mas conseguem organizar e patrocinar grandes campeonatos; o mesmo raciocínio vale para a FIFA e também para os dirigentes ingleses, organizadores do maior campeonato nacional de clubes do mundo. O mundo do futebol é um mundo autoritário no mundo inteiro, sendo um galinheiro cheio de raposas, e nem por isso é um poleiro esculhambado como o futebol brasileiro.
(Havelange é um excelente exemplo: tipicamente brasileiro, utilizou a mesma concepção de poder na CBF e na FIFA. Na primeira, desorganizou e deixou uma herança que ainda assombra como um pesadelo a organização do nosso futebol; na segunda, sucesso total, embora completamente autoritário)
Assim, o que tem de errado no (exercício do) poder de nossa matula que não consegue organizar um futebol pentacampeão do mundo? Por que, podendo montar um campeonato razoavelmente organizado e, assim, ganhar uma tulha de dinheiro - muito mais do que ganham atualmente -, fazem justamente ao contrário?
Não sei. Realmente, não sei.
Sei que é do interesse geral, inclusive dos dirigentes, um futebol brasileiro organizado. Parece que, individualmente, os dirigentes brasileiro não conseguem superar seus interesses particulares e realizar o interesse geral; parece que há um conflito entre o interesse particular da maioria dos dirigentes e o interesse dos dirigentes em geral. Os dirigentes assemelham-se a “irmãos inimigos” ou “falsos irmãos”, sendo incapazes de uma ação coletiva em prol do bem-estar geral do futebol nacional.
Parece que a situação é tal que seria mais vantajoso, para um dirigente, realizar seus interesses particulares, mesmo que isso corresponda à piora do futebol brasileiro, do que os interesses gerais do nosso futebol, inclusive dos próprios dirigentes. Nesse sentido, Eurico Miranda é uma figura emblemática: luta com unhas e dentes pelos seus interesses particulares, geralmente confundidos com os interesses do clube da Colina, mas pouco está se lixando com a situação geral do futebol tupiniquim.
Tal situação, se realmente existe, impediria uma ação coletiva eficiente, resultando nesse arremedo de Liga que é o Clube dos 13, que afunda aos poucos o futebol nacional, eliminando clubes tradicionais através da asfixia econômica. Parece que o dirigente brasileiro raciocina do seguinte modo: “já tenho meus benefícios aqui onde estou, será que não vou arriscar minha posição juntando-me a outras serpentes (ops! dirigentes) na tentativa de mudar de fato o futebol brasileiro?”
Acho que, apesar da crise geral, os dirigentes possuem uma estrutura de perdas e ganhos, isto é, vivem num bem-bom danado, incompatível com uma perspectiva de mudança de médio a longo prazo na organização do futebol nacional. Em suma, parece que não há possibilidade de cooperação entre os dirigentes para uma ação coletiva visando o bem-comum de nosso futebol. Além do mais, essa estrutura de perdas e ganhos começa dentro dos clubes; por isso, não causa surpresa que, apesar da falência geral, os dirigentes adoram perpetuar-se no poder. Nosso brasão, afinal, não é “clubes falidos, dirigentes ricos”?!
Outra hipótese seria a seguinte: talvez não ocorra cooperação por causa da forma como se estrutura a competição, desde a esportiva até a política, no Brasil. Na verdade, não temos, na nossa sociedade, uma competição social institucionalizada, do tipo que garanta uma mínima mobilização social e uma mínima igualdade de oportunidades para todo cidadão. O que temos é uma competição selvagem, do tipo pega-pra-capar, sem regras e sem instituições que as mantenham, sem solidariedade alguma, na qual cada um se apega desesperadamente à sua posição, ao pouco que tem ou conquistou, porque senão outro passa por cima, senão se lasca!
Talvez o futebol simplesmente reproduza esse tipo de competição… ora, eu pergunto: há de fato competição esportiva no Brasil? Ora, recentemente não existia rebaixamento e sim virada de mesa. A situação melhorou? Não creio… Pois como competir com um clube membro do Clube dos 13, mesmo rebaixado? Impossível, já que o poderio econômico virou sinônimo de supremacia esportiva. Claro, os fatores esportivos e econômicos sempre se misturaram, mas havia entre si uma relativa distinção, uma relativa autonomia. Atualmente, o problema tornou-se muito grave: o econômico é a determinação que define e enquadra a competição esportiva. Dessa forma, os membros do Clube dos 13 têm uma garantia sensacional: mesmo rebaixados, terão uma vantagem econômica considerável, levando-os rápida e inevitavelmente de volta à primeira divisão. No fundo, o rebaixamento de um “grande clube” é uma farsa.
Penso que toda essa questão seja também um problema de mentalidade. Contudo, uma mentalidade muito difícil de mudar, até mesmo porque os ares da época não permitem. O mundo não é o predomínio absoluto do dinheiro, do imediatismo e do grande mercado? As idéias portadoras de projetos coletivos não se escafederam – mesmo as mais banais, do tipo igualdade de oportunidades no futebol brasileiro? O realismo, esse amável cinismo cotidiano, não nos agrada tanto?
(…)
Pois é… Depois desse passeio, volto ao diminutivo. Releio o que escrevi e fico em silêncio. O diminutivo erra aos berros e se retrata aos sussuros. Diz o ditado que o pessimista é aquele para o qual tudo está perdido, enquanto que o otimista tem fé que as coisas ainda podem piorar. Eu sou otimista.
Em 2007,
meu medo foi ultrapassado pelo insuportável,
o insuportável, pelo inacreditável,
o inacreditável, pelo impensável…
Em 2008,
nada impede que o impensável venha a se tornar inevitável.
"A minha primeira paixão é o Santa Cruz, mas a minha primeira obrigação é com o Tribunal de Justiça."
Bartolomeu Bueno, em pronunciamento de renúncia ao cargo de presidente do Conselho Deliberativo, após consulta ao Conselho Nacional de Justiça - CNJ.




28 Comentários para "O mistério da banalidade"
Artur,
Seu texto é admirável, não apenas pelo estilo inconfundível, mas pela análise bastante apropriada.
Acho, inclusive, que numa frase você define bem o futebol brasileiro: “No fundo, o rebaixamento de um ‘grande clube’ é uma farsa”.
A permissão, seja ela do Estado Brasileiro ou da CBF, para a existência de um grupo de clubes privilegiados é criminosa. Com tudo isso, assistimos impotentes e passivamente ao apequenamento e consequente desaparecimento de clubes de massa do cenário nacional.
Em nosso caso específico, esse processo é mais acelerado, pois, associado ao asfixiamento econômico, parece que tivemos bem mais administrações irresponsáveis e/ou predatórias do que outras agremiações. Basta olhar, por exemplo, para algumas delas que, embora não façam parte do Clube dos 13 nem tenham o hábito de disputar títulos nacionais, estão na série A e fazem campeonatos com alguma dignidade.
A reestruturação do Santa Cruz, ao meu ver, passa por duas frentes: no que depende de nós, a necessidade de modernização do clube; e no campo político nacional, por uma cruzada pelo fim do Clube dos 13 ou, ao menos, por mudanças significativas na forma de se fazer futebol e no Brasil, inclusive com uma distribuição mais justa dos recursos que movam a maior paixão nacional.
Saudações corais,
Dimas Lins
Parabéns Perrusi.
A toda hora temos demonstrações de incapacidade, ineficiencia, desleixo, etc, dos nossos dirigentes. Vejam por exemplo o caso das vendas de ingressos da copa do Brasil. Simplesmente um dirigente de clube resolve não liberar a quantidade de ingressos que consta no regulamento e a CBF nada faz. Simplesmente lava as mãos.
O clima de guerra total criado no jogo de hoje, alimentado inclusive pelo sensacionalismo da imprensa, é preocupante, afinal temos amigos que se dispoem a ir a essa partida de futebol.
Mas, a nossa batalha é outra: superar a administração do diminutivo, e os adversários em campo. Só a força da torcida mesmo para levar o clube de volta à série B.
Se esse futebol brasileiro fosse série, todo jg decisivo teria q ser disputado no maior estádio local. Se isso viesse ocorrendo, ano após anos, o Arruda não se encontraria nesse estado de “penúria” q ora se encontra e, um jg como o de hj, não teria problemas de “cotas /o visitante”.
Cuidado, corintianos, os assassinos estão à solta!
oxi.
É isso, Artur. O raciocínio binário guia o empresário: lucro ou perda. Quando ele não vislumbra a retirada em um prazo longo, faz de tudo para lucrar no curto prazo, ainda que a “empresa” quebre. Aí ele abre outra com outra razão social e começa tudo de novo. Como os mesmos que costumam comandar os clubes de futebol são empresários, ou arremedos de, o comportamento se repete com a desvantagem de não poder fechá-los tão facilmente quanto no ramo estritamente empresarial. A praxe no capitalismo, as dívidas ficam com a empresa falida, os lucros com os ex-proprietários. No futebol, os lucros com os “donos da vez”, a dívida com o Clube. Pense num “negócio” bom. Fazer as dívidas em nome de outro e depois sair por aí com uma dessas caminhonetes importadas novinhas em folha. E aí a maioria dos clubes vira essa grande m… que está aí. Talvez seja esse o ponto, os Clubes são extremamente débeis como instituições (democracia, representatividade, destinação dos resultados etc), e assim não há uma vontade coletiva estabelecida institucionalmente. Difícil dar racionalidade ao sistema, difícil estabelecer cooperação entre os clubes, quando estes vagueiam por aí sem norte, espoliados por meia dúzia de “espertos.”
Exatamente isso, exatamente isso, Milton. A minha utopia é um saneamento geral dos clubes brasileiros e da CBF, via poder público; mas, isso é apenas uma utopia.
Exemplo: o futebol francês, antes da copa de 98, era uma falcatrua geral, comandada pelo OM, na época presidido pelo grande salafrário Bernard Tapie, ex-dono da Adidas. Intervenção pública nos clubes, auditoria geral, reorganização da confederação francesa, saneamento financeiro dos clubes e cadeia para dirigentes corruptos, como o citado acima.
Precisamos de uma revolução francesa nos clubes: muita guilhotina, e nos livramos dos nossos dirigentes. O Santinha — é uma proposta — teria uma galeria só de cabeças decepadas de seus piores dirigentes. Seria uma beleza!
são esses tipos de comentários que resumem o sentimento de uma torcida. não entra em minha cabeça tanta insistência em continuar a frente de um clube, no qual se diz “torcedor” com uma somatória tão grande de erros! se o diminutivo está insistindo apenas para resgatar sua imagem, é uma pena! pois ele não consiguirá,pois o nome dele não sairá das nossas cabeças jamais!! infelizmente, por fatos lamentáveis pelo qual JAMAIS,JAMIAS!!!! esquecerei!!!!!! fora,fora,fora,fora,fora,fora,fora o diminutivo. exerça seu papel de cidadão perante a sociedade, pois sua contribuição de tricolor nos já sabemos!!!!!
Artur, essa é pra vc. A culpa é sua, vc cantou a bola…
“poxa! como é bom ser pernambucano.”
Bem, não sou pernambucano, fique sabendo. Sou italiano e torço pela Juve.
agora, lascou tudo! Não temos o direito de errar em Dezembro. Por favor, nada de aventureiros e incompetentes dirigindo o Santa Cruz no ano que vem.
Artur, o texto tá foda! Já li umas tres vezes e fico em silêncio.
Vc esqueceu de mencionar os que financiam o futebol, no nosso caso, a globo. Mas até para eles, seria mais vantagem um futebol mais organizado, com a banalidade da igualdade de oportunidades. Segue o mistério.
Dimas tem razao na conclusao do seu comentário. Os nosso japoneses sao mais burros, ou espertos, que os dos outros.
Artur, de que burguesia deveremos esparer uma revoluçao francesa no futebol brasileiro? desses novos ricos?
(…)
A pena, caso isso ocorra, é a extinção antes do centenário.
como assim, não temos o direito de errar em dezembro?
Tô com o Bosquímano. Já li não sei quantas vezes, e no final, aquele silêncio… Mas é isso mesmo, que o Miltom falou: a urgência em rapar o prato antes que tirem da mesa. Muito bom, Artur.
Na minha opinião o futebol brasileiro é gerenciado por velhas oligarquias, que usam dos clubes como meio de vida. Apesar da legislação permitir, não temos nehum grande clube que seja um clube empresa. Vez por outra, parcerias, quase sempre suspeitas, injetam dinheiro em alguns clubes, mas são situações isoladas, onde na verdade, os clubes saem perdendo no final. Considerando que os comandantes dos clubes são eleitos pelos associados, já podemos perceber uma meia culpa dos sócios. Porém, muitas vezes as eleições são fraudulentas. Gente, estamos em pleno século 21, o Brasil apesar de tudo, hoje é uma democracia onde os três poderes funcionam. Além disso a liberdade de expressão nunca foi tão grande como agora. Se as eleições são fraudulentas, que procuremos os meios legais para o devido questionamento. Até a quebra da legalidade é permitida, quando quem é o responsável pelo comando do clube não age dentro do direito.
A TRAGÉDIA ANUNCIADA!
Pois é, estamos vivendo de tragédias anunciadas e nada conseguimos fazer, este é o pior sentimento.
A queda e humilhação do Santa Cruz a ascensão das coisetes e um sentimento de impotência cada vez mais nos invade.
Tenho que reconhecer e destacar alguns pontos:
As coisetes mostraram competência e ganharam dentro de campo, a competência deles transcende o xiqueiro e se instalou no Arruda onde eles conseguiram fazer o presidente.
O título não é da copinha, copinha é a Pernambuco, é um título que eu adoraria e sonho ter na história do Santa Cruz.
Infelizmente o abismo aumenta entre nós e eles e sinceramnte não acredito que apenas com a trcida superaremos este abismo, no futebol brasileiro a cultura é diferente da Europa e torcida não sustenta clube, ajuda, porém o que mantém mesmo é administração séria, profissional que consegue capitar investimentos e promover a marca do clube, sem contar a injeção de verbas da quadrilha dos 13 que não contamos.
Confesso que minha tristeza e desilusão é tamanha que não consigo mensurar.
Ps. fugindo ao padrão do texto, srei mas popular e direto: Parabéns que texto do carai !
Todo o bunizaço que ainda está lá fora não é capaz de provocar um único ruído no meu sistema auditivo. E não é por indiferença. É que estou meio sem graça.
Estou abatido, confesso, mas não é apenas pelo título conquistado ontem. A cidade, de alguma forma, reflete meu sentimento. Apesar das buzinas e da alegria de uns tantos, o que ouço mesmo é o silêncio de tantos outros. O silêncio estrondoso vem de uma torcida constantemente massacrada e humilhada por seus próprios dirigentes. E creiam-me, é muito difícil estar tão por baixo, enquanto nossos adversários estão tão por cima.
Ontem, depois do jogo, não consegui dormi. Voltei ao computador e encontrei Perrusi e Cláudio Machado online.
Cláudio me disse que havia um silêncio mórbido em Brasília, onde reside, mas sua cabeça buzinava como nunca.
Com Perrusi, estendi a conversar pelo celular e entramos pela madrugada. Desolação talvez tenha sido a tônica.
Mas foi de uma conversa hoje com Bosquímano que percebi que, mesmo diante do nosso pior momento e do melhor momento dos nossos adversários, talvez encontremos a força motriz para mudar a nossa história.
Isso ou aceitar definitivamente o nosso apequenamento. Ou pior: aceitar até mesmo o nosso fim.
Saudações corais,
Dimas Lins
“Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder” (Cazuza - Ideologia)
O equilíbrio está desequilibrado, estamos no diminutivo e eles no aumentativo.
Se fóssemos comparar os dois sentimentos, certamente minha tristeza superaria a alegria deles.
Eles conquistaram o que era rotineiramente nosso e agora somos os opostos.
Sei que podemos nos recuperar, mas agora estou sim chorando pelo leite derramado, pois nos próximos seis meses o pouco de razão que ainda resta no cérebro diz que COISA boa não virá, mesmo que o meu coração rogue, suplique, ore para que Deus me escute e amenize o nosso sofrimento.
Oh Deus escuta minhas preces e fazeis vós esse time ascender a série b, iluminai aquela GRANDE CABEÇA, coloquai ali dentro alguma COISA, ao menos um pouco de responsabilidade.
anderson, o problema que naquela cabeça tem muita coisa…
Apesar de não conclusivo, o texto é perfeito. Essa história de clube dos 13 equivale ao subsídio americano a seus produtos agrícolas. Parabéns pelas idéias.
Gostaria de perguntar aos senhores (Dimas, Artur ou quem puder ajudar) quem fiscaliza as contas da CBF e dos clubes de futebol. Gostaria de saber se existe algum tipo de controle externo, inclusive com atuação do Ministério Público.
Vamos começar a conhecer os mecanismos de controle e repressão para que assim possamos atuar de forma mais organizada, sem a necessidade de uma revolução.
Estou mais triste hoje que no dia em o Santa caiu pra Terceira Divisão.
Força para todos os tricolores.
Lembrando que não poderemos aceitar participar dessa nojeira chamada clube dos treze, pois nós queremos é justiça, e não a compactuação com a máfia.
A Cobra Venenosa é de Perrusi:
“O diminutivo erra aos berros e se retrata aos sussuros.”
Podemos repetir como um mantra uma parte de um cântico hassídico: “é preciso chegar muito fundo no poço, para ter forças e subir novamente”.
Não é hora de abatimento. É a hora da política. Dimas tem toda razão, quando escrevia num outro comentário: a oposição não pode parar por causa do fracasso jurídico da assembléia e da série C. A luta deve ser cotidiana, cobrando e articulando idéias e a chapa para as futuras eleições. Aliás, pode-se começar logo cobrando a lista de sócios…
Ernane: a CBF é uma entidade privada. Quem fiscaliza sua contas, senão me engano, são seus “sócios”, isto é, os clubes. Imagine então como é a situação. A CBF é uma espetacular caixa-preta; assim como os clubes.
é verdade! não podemos errar novamente! enquanto a coisa disputa a libertadores, nos estamos com a cuia na mão pedindo um real na conta de luz…..
meu deus até quando……………….
Fenomenal o texto “Artur”, parabéns!
Que em 2009 as ‘puta velha’ sumam do Arruda!
Temos que nos unir contra o clube dos 13, eles querem mandar e desmandar nas cotas de tv, aumentando a desigualdade entre os clubes.Enviem e-mails para koff@clube13.com.br (presidente), paulo@clube13.com.br (diretor financeiro), ou exijam mais representatividade da FBA para não aceitar os desmandos do C13 josenevesfilho@fbafutebol.com.br (presidente), também é interessante mandar e-mails para deputados pois existe um projeto no congresso para acabar essa vergonha.Se não agirmos nosso rival continuará ganhando muito mais dinheiro e montando equipes mais competitivas
Torcedor Coral, deixe a sua mensagem