Eleições e sectarismo

Eleições e sectarismo

Chegaram ao fim as eleições no Santa Cruz e com elas, assim espero, também termina a batalha campal que se instalou não apenas nos palanques, mas entre torcedores partidários de um e outro lado. A vitória de Antônio Luiz Neto foi mais do que esperada e demonstrou que apesar de suas falhas, muitas, aliás, a sua gestão esteve longe de ser um fracasso. No futebol, apesar de nossa justa impaciência com Zé Teodoro, conquistamos dois títulos pernambucanos e um acesso. Para quem considera que o campeonato pernambucano não vale nada, basta lembrar que ele é o responsável direto pela renovação da torcida e seu crescimento. O sport deu um salto de 1988 para cá, porque, com o dinheiro, vieram os títulos. Digam o que disserem, sinto prazer em ser campeão pernambucano, ainda que o desejo de almejar vôos mais altos nos cenários nacional e internacional sejam maiores e, por enquanto, utópico. Esta eleição não me empolgou. Embora considere a figura de Joaquim Bezerra importante na tentativa de um processo de mudança de mentalidade com a busca inescapável de profissionalização do clube, sua chapa nem de longe chegou a me motivar. Não era preciso ter quaisquer dos ex-presidentes em suas fileiras, mas precisava ter mais personalidade, pessoas com perfil de gestor na base de seu grupo, que tornassem mais sólido o seu projeto. Também considero que sua campanha cometeu equívocos que o afastaram ainda mais da cadeira de presidente do Santa Cruz. O tom elevado além da conta, que se iniciou com o um termo chulo atribuído a Sandro, atrapalhou. Quando o campo de batalha torna-se pessoal, há dificuldades em se distinguir a razão da emoção. Tive a oportunidade de dizer isso a alguns de seus partidários no dia da eleição, contudo, era só a minha opinião, não necessariamente a mais abalizada, como se diz no jargão do futebol. Do lado vencedor, Antônio Luiz Neto já apresentou virtudes e imperfeições. Já é possível saber, por exemplo, que o seu lado político dificilmente permitirá grandes mudanças administrativas no clube. Também não espero uma revolução no Estatuto. A propalada união, que coloca gatos e cachorros no mesmo lado e que pouco me agrada, pois mantém representantes do LEF dentro do clube, não permitirá grandes avanços. E embora não atribua a derrota de Joaquim Bezerra – uma sonora goleada, aliás – a questões eleitoreiras, é preciso vontade de promover as mudanças que deem...

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Quase a mesma amizade

Quase a mesma amizade

Voltamos, dessa vez em definitivo… eu acho. Está bem, o início deste artigo é paradoxal e demonstra insegurança e insatisfação, mas o momento foi mesmo de turbulência interna. Na fase mais crítica, houve chantagem e ameaças de saques em nossa redação, como se tivéssemos algo de valor para ser subtraído. Enfim, seja como for, voltamos para ficar(?), pois aqui é o nosso lugar. Infelizmente, contudo, o processo eleitoral do Santa Cruz e o bate-boca entre situação e oposição ficaram em segundo plano, assim como os comentários pendentes de moderação, pois não havia condição mínima de trabalho de nossa equipe. Os olhos apontavam para o nosso próprio umbigo, um grande umbigo, já que há tempos estou fora de forma, para resolver um problema interno que se anunciou no meio do ano. O antigo servidor, onde nosso site estava hospedado, encrespou com a gente, cismou do cão de manter o TC sob rédea curta. Primeiro reclamou do tráfego. “Trânsito é problema de Geraldo!”, argumentei. Aí a coisa (não aquela rebaixada) fedeu depois de uma reclamação formal do volume de nossos arquivos. Somos um blog de massa, querem o quê, caras-pálidas?! Soube que surgiram boatos que uma das chapas à presidência do Santa Cruz (ou as duas!) havia nos sabotado. Descartei de imediato, pois, tanto de um lado quanto do outro, há pessoas que tenho enorme consideração e tenho certeza que a recíproca é quase verdadeira. Acho mais plausível a versão que atribui a culpa ao Blog do Santinha, não pelo medo da concorrência, como insinuam os mais maldosos, mas pela sacanagem pura e simples. Sexta-feira vou tomar algumas com Gerrá e tirar isso a limpo. Se for verdade, darei o troco e cobrarei danos morais, tendo como tribunal uma mesa de bar. Contudo, porém, todavia, entretanto, a verdade é que o servidor, onde o nosso site se hospedava até o último dia 28 de novembro, prometeu armazenamento e tráfego ilimitados e que o espaço em disco iria crescer na hora certa, mas não foi assim que aconteceu. O Termo de Serviço, Backup e Armazenamento desdizia a propaganda oficial. É preciso se ater as coisas miúdas, as letrinhas pequenas do contrato, as cláusulas que tornam finito o infinito. Fui ao Tribunal Especial de Pequenas Causas alegar propaganda enganosa, mas quando me perguntaram o endereço da empresa e eu comecei a dizer www, me aconselharam a desistir da ação e a mudar de...

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Site fora do ar

Site fora do ar

Objetivamente, informamos que nas próximas horas o nosso site deverá sair do ar. O motivo é que o servidor que hospeda o Torcedor Coral vem restringindo cada vez mais o nosso uso, por conta da quantidade de acessos, artigos e imagens. Se por um lado, isso mostra que nosso site tornou-se ponto de referência da torcida coral, por outro, nos causa grandes transtornos. Assim, estamos à procura de um novo servidor, que possa atender nossa demanda de acesso, artigos e imagens para evitar os riscos de interrupção do serviço. Não sabemos o tempo de ausência, mas consideramos que pode ser longo. Resta-nos apenas a convicção do nosso retorno em breve e a certeza da compreensão de todos. Atenciosamente, Dimas Lins Editor do Torcedor Coral Nota da redação: Ainda não foi desta vez que voltamos em definitivo. Estivemos fora do ar para cumprir exigência do servidor, pois só assim poderíamos fazer a migração para a nova casa. Por isso, avisamos aos nossos leitores que o site tornará a sair do ar para, então, voltar de vez e sem interrupções. Dimas Lins Editor do Torcedor...

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Entre o céu e o canal

Entre o céu e o canal

André Tricolor Virtual, leitor e colaborador contumaz O Santa Cruz da Av. Beberibe vive uma crise existencial. Vivemos entre o sorriso amarelo e o desconsolo do insucesso. Aplaudimos o inesperado Bicampeonato Estadual, para depois chorarmos a Beira do Canal do Arruda a nossa desclassificação na distante Marabá. E distante ficou nosso Futebol. Tão distante que não se encontrou mais. O cheirinho do céu deu lugar ao amargo odor da incompetência. A sorte suou e cansou de nos perseguir. E a política infame falou mais forte dentro das Repúblicas Independentes do Arruda e fomos abandonados pela Câmara de Vereadores do Recife. Abandonaram nossos sonhos, nosso principal objetivo no ano. Não ouviram os pedidos da humilde Torcida Coral. Chicão sangrou em campo e o Santa teve uma hemorragia de erros. Todos escorregaram e as desculpas se multiplicaram. O sol foi um vilão freqüente, a chuva molhou a camisa coral dos atletas e a deixaram mais pesada do que de costume. E pesou os gramados da vida, duros e irregulares, como se pensássemos estar em uma Série A. Pesou o tempo de espera e preparo para o início da série C mais fácil de todos os tempos. Nem alguns hotéis sem sauna escaparam das críticas. Tudo tinha que estar muito perfeito. Esqueceram apenas de mostrar raça e comprometimento em campo. E as eleições estão se aproximando, de uma lado o candidato da situação que venceria fácil se conseguisse o Acesso a série B, para fechar com chave de ouro o ano. Do outro, o Sr. Joaquim Bezerra, que pretende profissionalizar o clube, mas ainda não tem a simpatia de todo o eleitorado apto a votar. E quem for eleito terá uma dura missão, nossas necessidades são muitas e devem ser perseguidas, com idéias que consigam consagrar o Clube não só em campo como Administrativamente. Queremos todas as áreas atuando de maneira conjunta e em sintonia com o futebol e a Torcida. Torço muito que no pleito do dia 7 de Dezembro, o grande vencedor seja o Santa Cruz e sua imensa e apaixonada Torcida. Que possamos ver o entorno do Arruda tomados de gente, acompanhando as obras de modernização do Arruda, aplaudindo as jovens revelações da Base sendo inseridos no Grupo profissional e saboreando um churrasquinho na beira do Canal lembrando que a felicidade nos espera e que o céu é  um mero estado de espírito.   Enquete Qual o seu voto...

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Onde vive a democracia

Onde vive a democracia

A imagem no canto superior direito do site indica que chegou o período de eleições no Santa Cruz e com ele, além do debate sadio e necessário, infelizmente, virá também a briga de foices entre as chapas e a discussão desqualificada em nossa seção de comentários. Não só de bons pensamentos e boas ideias vivem os homens, menos ainda os torcedores, mais sujeitos aos desenfreados arroubos que movem as paixões. Nem a filosofia ou a consciência moral e social foi capaz de nos livrar, ao longo da história humana, de instintos primitivos que geram violência, ainda que restrita ao universo das palavras. Não é demais lembrar que o verbo, inúmeras vezes, tem ação mais devastadora que a força do braço. Não é de hoje que reluto em escrever alguma coisa sobre o Santa Cruz. Essa falta de estímulo tem-se estendido além do normal e não dá sinais de refresco. Ainda mais quando percebo que, com raras e boas exceções, parte de nossos leitores, e os torcedores de uma maneira geral, não enxergam um palmo além das quatro linhas. Não que o futebol não seja importante, longe disso, refiro-me ao que está por trás e lhe dá sustentação. A nossa visão precisa ser mais ampla do que apenas a de vinte e dois marmanjos correndo atrás de uma bola em busca de um gol. Por isso, desestimulado, considero inútil escrever sobre gestão, negócio, responsabilidades e impedimentos dos principais cargos diretivos do clube, processo eleitoral transparente, estatuto, Conselho Deliberativo, Comissão Patrimonial — essa coisa esdrúxula que divide o Santa Cruz em duas entidades distintas — ou ainda discutir o que é necessário fazer hoje para que possamos ser novamente grandiosos amanhã. A verdade, se querem saber, na maioria das vezes, somos iguais aos torcedores pés-de-rádio, que costumeiramente criticamos; a diferença é que utilizamos outra forma de comunicação para dizer as mesmíssimas coisas. A sensação de não ter vontade de escrever é estranha para mim, que vi alguns de nossos colaboradores legitimamente descerem do barco ou, no mínimo, perder temporariamente o estímulo. Desde que criei o blog, no final de 2006, nunca havia perdido o pique, o embalo, a disposição nessa magnitude. O que leio, ouço ou vejo não me tem atraído a atenção. Além do mais, odeio patrulhamento e o blog se transforma, a cada dia, numa bizarra caça às bruxas. Prefiro discutir ideias, exigir eleições imaculadas como regra básica da...

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Enquete

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Qual o seu voto para presidente do Santa Cruz? Joaquim Bezerra (51%, 139 Votos) Antônio Luiz Neto (39%, 107 Votos) Indecisos (5%, 13 Votos) Brancos e nulos (4%, 12 Votos) Total de votos: 271  Carregando...

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