Retrospectiva Coral 2014

Retrospectiva Coral 2014

Pelo 6º ano consecutivo, publico no Torcedor Coral uma retrospectiva do ano. Desta feita, o ano da retrospectiva tinha tudo para ser, no campo, um ano muito especial. Vindo de um 2013 exemplar e histórico, o ano do Centenário do Santa Cruz estava previsto para ser apoteótico. Mas, tudo não passou de um sonho. O Centenário do Santa Cruz foi muito pobre, não condizente com a sua história. Tanto dentro quanto fora de campo os erros foram infantis, o que culminou em um ano sem brilho e decepcionante para o torcedor coral. O prenúncio de uma comemoração fraca do Centenário coral se concretizou. Sem Presidente e Diretores envolvidos em um ano que tinha tudo para ser lembrado como um grande ano, coube a torcida fazer sua parte para que a data não passasse despercebida. A Festa fora da Igreja foi linda. Dentro dela, somente poucos tiveram acesso. No futebol, as eliminações frente ao maior rival marcaram o primeiro semestre. A vergonhosa participação do Brasil na Copa do Mundial não pode ser apagada da lembrança. Por fim, uma série B sem maiores pretensões. Sem ter o risco de cair para a série C e com remotíssimas chances de subir para a série A. O Santa Cruz, no ano do seu Centenário, foi pequeno. Fica, portanto, a torcida para que em 2015 o Santa Cruz comece praticamente do zero e surpreenda mais uma vez. Um novo presidente assumiu o cargo. Totalmente desconhecido da torcida coral começou prometendo sonhos (um CT com dois campos prontos em apenas 6 meses; ampliação do estádio do Arruda para 75 mil torcedores sentados; contratação de jogadores de peso; profissionalização em vários departamentos do Clube). Alírio Moraes, nosso novo presidente, terá o nosso apoio para tornar real esses sonhos. Enfim, que em 2015 nossas esperanças sejam reforçadas, novos sonhos sejam realizados. Que os nossos sonhos se tornem realidade. E sempre com a certeza de que nós continuaremos amando o nosso Santa Cruz Futebol Clube que, assim como a nossa esperança, nasceu para viver eternamente. Feliz 2015, Torcedor Coral, são os meus sinceros votos! Melhor de 2014: 1. Mesmo com time limitado, chegamos a sonhar com uma série A. Somente a camisa em campo já foi o bastante para o Santa Cruz saber que, com um pouco mais de qualidade, volta à elite do futebol brasileiro. 2. A emocionante Festa do lado de fora da Igreja em comemoração aos 100 anos...

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O que pensar?

O que pensar?

Amigos, primeiro desejo dar os parabéns. Não é apenas pelos oito anos do Blog, mas, parabéns por saber como foi difícil e, ao mesmo tempo, divertido esses oito anos. Eu mesmo era colaborador assíduo com agenda e pauta pra cumprir no início do blog. Agora, passei a ser um leitor que pouco comenta e que esporadicamente tem algum desabafo a fazer ou uma opinião a dar e, humildemente, peço a caridade de um espaço aqui ao chefe Dimas. Então, meus parabéns não vão ao endereço IP que hospeda esse Blog, mas a quem, obstinadamente, contra tudo e contra todos, busca inspiração para escrever. Parabéns a todos os autores e obrigado pela qualidade “Casa dos Frios” dos textos. Bom, eu não estou escrevendo para discordar da maioria, nem para concordar com a minoria. Estou escrevendo apenas para perguntar e saber o que pensar, porque estou mais perdido que o time de Ataíde contra o Salgueiro. Leio todos os dias que dificilmente fulano renovará, que é impossível beltrano ficar, que sicrano tem proposta de Série A, e agora que o Ceará vai levar. Li até que o Ceará quer contratar Catatau. Ainda quer levar Galvão e Abílio pra abrir dois bares, um no PV e outro no Castelão. Isso me deixa em pânico, afinal, não temos poder de fogo pra brigar com ninguém. Perdemos contratações e renovações para Ceará e Botafogo-SP. Dependemos de esmola de Salgueiro pra ter um zagueiro. Isso é o cúmulo. Mas isso é a verdade. Estamos em 36 no ranking dos últimos 5 anos. Trigésimo Sexto, existem 35 times acima! Por mais duro que possa ser, seria impossível encarar o Santa como um time que iria disputar uma série B (depois de anos) pra subir com pé nas costas. Foram 7 anos longe de qualquer coisa que se assemelhe com futebol profissional, peregrinando entre séries C e D. Afirmo categoricamente que se não fosse a torcida, o Santa Cruz ainda estava por lá mesmo, fodendo-se contra Águia de Marabá e Guarany de Sobral. Se acontecer com a Barbie, o que aconteceu conosco, elas fecham as portas. Comparo administrativamente e financeiramente (retiro tradição e torcida) nossa volta à segundona exatamente como a presença nessa série de um ASA ou um ICASA, onde o maior desafio é apenas manter-se e evitar um rebaixamento imediato (como acontece conosco quando pisamos na Série A). Conseguimos com louvor. Isso me consola um...

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O Blog nasceu e vai viver …

O Blog nasceu e vai viver …

  Alexandre de Carvalho, em um ato instintivo, de revolta e amor, disse: “O Santa Cruz nasceu e vai viver eternamente”. Nosso amigo Dimas, no dia 06 de dezembro de 2006, em um ato insólito disse: “O blog Torcedor Coral nasceu e só vai ter 1 texto. Depois vou encerrá-lo”. É bem verdade que já tentaram, inúmeras vezes, negar o sentido da frase de Alexandre de Carvalho. Todas, porém, sem sucesso. Ainda bem. Já sobre a frase do nosso Editor-Mor, Dimas, o Santa Cruz tratou de desmenti-lo. Afinal, é impossível escrever apenas um texto sobre o Santa Cruz, mesmo nos períodos de revolta. Por enquanto, estamos no 8º aniversário do Blog e ainda não conseguimos encerrá-lo. Enquanto tiver um tricolor que acesse o Blog, será difícil Dimas cumprir o que tinha dito. Ainda bem. Parabéns a todos nós, que fazemos o Torcedor Coral, pelo 8º...

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A Maldição dos Holofotes

A Maldição dos Holofotes

  Quase sempre as pessoas procuram entender e explicar fracassos à luz de alguma suposição ou teoria. Com torcedores não é diferente. De minha parte, tenho cá minhas convicções. Vaticino, eu, que o insucesso no futebol, como em algumas outras áreas da atividade humana, vem pela maldição dos holofotes. Raciocinem comigo: Um grande clube, mesmo aqueles que não se acham – pensamento vigente no Santa Cruz em 2014 – tem enorme potencial para atrair as luzes dos projetores, principalmente, no ano do seu centenário. Parte da mídia faz o que pode para realçar, destacar, comemorar, engrandecer aquilo que para ela é garantia certa de audiência, e é mesmo. Entretanto, a história mostra que luzes de holofotes nem sempre são a redenção de um clube, muitas vezes, chegam a ser sua maldição. Que o digam: Flamengo, Corínthians, Atlético Mineiro, Botafogo, Curitiba, sem esquecer, dentre outros, o clube da Ilha do Retiro que nos traz boas recordações neste âmbito. O brilho que destaca, propaga e enaltece é o mesmo que infla egos tacanhos, acirra ciúmes doentios e instiga a disputa entre protagonistas, sejam eles dirigentes ou jogadores, para ver quem mais se sobressai no período festivo. Talvez, no Arruda, essa tendência tenha se verificado às avessas, ou seja, no ano do centenário coral, dirigentes pretenderam se tornar proeminentes e inesquecíveis ao levantarem a bizarra tese de que o “Mais Querido”, primeiro, deveria fazer um estágio na série B para, então, almejar o acesso á série A, como se fosse sensato deixar as oportunidades escaparem. Será que tais cartolas combinaram com os concorrentes deste e do próximo ano? Será que projeto, assim, prospera diante da pequenez de sua ambição? A roupa confeccionada não seria menor do que o tamanho do manequim? Por outro lado, crença que corre a boca miúda, espalha a ideia de que o atual limitado time não teria vez em 2015, pressupondo incapacidade técnica para se manter no nível da elite do futebol nacional. Este descrédito, provavelmente, teria arrefecido os ânimos do elenco. Eu, todavia, discordo deste pressuposto. Vislumbro que todo profissional tem potencial para se aperfeiçoar, desenvolver-se e crescer dentro do projeto que o inclui. Assim sendo, não seria difícil manter os bons, desde que como os pés no chão, e substituir os deslumbrados por atletas de grande capacidade que poderiam se sentir atraídos para trabalhar sob o aplauso da mais apaixonada torcida do Brasil. Entendo que em...

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Cavalo selado

Cavalo selado

O Santa Cruz tem uma coisa interessante nesta temporada: quando ninguém acredita, ele surpreende; quando se acha que ele chega lá, decepção total. Foi assim diante do América/RN, nem tanto assim diante do Náutico. No clássico pernambucano, ao menos, a torcida já não acreditou. E não compareceu. Embora o Santa ainda esteja no páreo pela última vaga — está a um ponto do G4 — já não depende mais de suas próprias pernas. É preciso torcer por tropeços de seus adversários diretos, principalmente, do Boa Esporte, que ocupa a última vaga para a sonhada Série A. Em alguns sites esportivos, fala-se em mala branca. Sou contra, deixo claro. Considero a questão moral como primordial. A ansiedade, o desejo, o sonho de retornar a qualquer custo à Série A podem abrir uma janela para o diabo. O futebol brasileiro já é endiabrado demais como seus vícios, jogo sujo e toda sorte de sacanagem. Não creio que alimentar esse monstro, que vive nas sombras e nos bastidores, nos ajude em alguma coisa. Além do mais, há a incoerência de mandar dinheiro para os outros, quando o clube costuma cometer o pecado capital de não pôr em dia suas obrigações salariais, no final do mês. Perguntaram-me outro dia se ainda tenho esperanças de chegar à Primeira Divisão ao fim da temporada. Por que não, se ter esperanças não custa nada? Contudo, não creio que desejos sôfregos possam nos dar rumo. O rumo vem pelo trabalho, pelo esforço, pela persistência. Esse movimento positivo se dá em campo, pelos jogadores, e fora dele, pelos dirigentes. A torcida apenas responde aos estímulos que recebe. Não é à toa o seu sumiço das arquibancadas. Quem viu o público dos anos anteriores, deve estar decepcionado nesta temporada. A verdade é simples: o torcedor cansou de estar com o clube para o que der e vier. Apenas o medo exagerado da extinção ou a perspectiva real de voltar à elite do futebol brasileiro movem agora a torcida. O time não entusiasmou, exceto em pouco jogos, e quando aconteceu, o torcedor respondeu e foi para a arquibancada. O Santa deixou passar o cavalo selado no jogo contra o América/RN. A vitória ali representava daqueles raros momentos em que os planetas se realinham e fazem clube, jogadores, dirigentes e torcedores convergir e sintonizar. Provavelmente, esse momento raro não se repetirá na Série B para o Santa Cruz. E é muito...

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Oxente, Aqui é Santa Cruz!

Oxente, Aqui é Santa Cruz!

    Em tempo de acirramento de ânimos, diz a voz da sabedoria que é necessário ser comedido com as palavras. Porém, não avisaram isto para o Técnico do Vasco, Joel Santana. Assim, supostamente, num misto de “poliglotismo” que misturava “portunglês” e futurismo ele teria deitado falação aos seus jogadores, avisando que, em se tratando de Santa Cruz, tinha a se salvar sua grandiosa torcida, porém, o time não ganhava de ninguém. Esqueceu-se que aqui era Nordeste e estaria em Pernambuco berço de várias lutas libertárias, portanto, terra de um povo ungido pelo espírito guerreiro. Nesse clima, sem mais delongas, ao se apresentar no campo de jogo, a equipe tricolor tratou logo de mostrar, dentro da Arena, que naquele tapete das “mil e uma noites” a contenda não seria fácil para os “sudestinos”. Os atletas foram instados a provarem para si mesmos que a pecha que lhes fora imposta era apenas mito. Apesar de Canindé ter afirmado em entrevista que não tocara no assunto com seus jogadores, por certo, neste mundo globalizado, cheio de redes e zap zap, a informação lhes chegou aos ouvidos. A resposta foi persistência do começo ao fim. O resultado foi uma vitória singular. Numa coisa concordo com Joel: a torcida coral é mesmo grandiosa e marcou presença na Arena Pernambuco como o terceiro melhor público daquela praça esportiva, só perdendo para seleções. O grito da torcida desorganizada, bagunçado ecoou por todos os lados, fez barulho, instigou. Enfrentou a arapuca de uma logística ilógica, com todas as dificuldades inerentes a quem é e se faz grande; ultrapassou os limites da paciência e alcançou o ponto mais alto da ansiedade, pois nem sentar o povo conseguia, mesmo havendo lugar para todos e todas. Por fim, um brado uníssono se ouviu: Ah! É Pernambuco! Ah! É Pernambuco. O bom disso tudo, no meu humilde entendimento, é que a equipe do Santa Cruz precisou ser fustigada de fora para acordar para a realidade, pois, por dentro do clube, de acordo com informações correntes, a ideia é que não vale a pena voltar à série A, neste ano. É como se pudéssemos nos dar ao luxo de perder oportunidades, de deixar o bonde do acesso passar batido. Convém lembrar que quando se pensa pequeno o esforço para alcançar as baixas metas é sempre menor do que o necessário para se obter o mínimo. Neste caso, é grande o risco...

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