Anotações de um querelado

Já era de conhecimento público que um processo cívil corria na justiça de Pernambuco, movido pelo Sr. José Cavalcanti Neves Filho, ex-presidente do Santa Cruz e ex-vereador da cidade do Recife, contra Samarone Lima e Inácio França, fundadores do Blog do Santinha. Semana passada, surgiu a notícia de um novo processo. A ação é movida pelo mesmo autor e a causa parece ser a mesma: os artigos publicados no blog tricolor mais acessado de Pernambuco. Mas, desta vez, há algumas dessemelhanças com o caso anterior. Na primeira delas, Samarone é réu solitário e, na segunda, o processo é criminal. Nos autos, Zé Neves acusa o jornalista de calúnia e, caso a ação seja julgada procedente, pede o seu encaminhamento ao presídio Aníbal Bruno – como se isso coubesse ao querelante. O processo movido por Zé Neves parece ser daqueles casos de banalização da justiça, vitimada por montanhas de ações que, por falência de argumentos plausíveis, nunca chegam a lugar nenhum. Num país onde os juízes estão afundados em um mar de processos sem fim, essas ações contribuem apenas para o aumento da morosidade judiciária e nada mais. Também virou lugar comum que os homens públicos – tão zelosos de suas imagens polidas a custa de muito trabalho em prol da comunidade que representam – confundam críticas sobre o seu trabalho como representantes dessas mesmas comunidades com o cometimento de infrações às normas legais. Distantes que ficaram dos interesses que representam, muito desses homens públicos se esqueceram que, pelas funções que ocupam ou ocuparam, todos eles estão sujeitos à avaliação e críticas da sociedade, como um todo. Isto faz parte do processo democrático. A liberdade de opinião parece convenientemente esquecida pelas bandas do hemisfério sul. E isto me parece mesmo compreensível. É que, por vezes, alguns de nós se esquecem que vivemos num país livre e democrático e há mesmo quem entenda que o estado de direito seria chato demais se extensivo a todos os cidadãos. Ao que tudo indica, os cidadãos comuns aprenderam a lhe dar com a democracia de uma maneira bem mais serena que os homens públicos. A Samarone, nosso apoio incondicional. A Diego Galdino, nossas reverências pela mão amiga. Dimas Lins Samarone Lima (artigo publicado originalmente no Estuário) Eu sabia, por meio de amigos do meio jurídico, que corria uma ação cível contra mim e meu amigo Inácio França, também jornalista, por “difamação”. Ou seja, desacreditei...

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Nem todos com a nota – Parte 1

Montagem do futuro estádio do Pituaçu Inácio França (Publicação simultânea com o Blog do Santinha) Em 2007, quando o Bahia e o Vitória disputavam, respectivamente, a série C e a série B do Campeonato Brasileiro, o governador do Bahia, Jaques Wágner, tentou impor uma condição para os clubes baianos receberem dinheiro público do programa equivalente ao nosso Todos com a Nota: só receberiam recursos referentes à troca de notas fiscais por ingressos aqueles clubes que realizassem eleições diretas para presidente. Naquele momento, a idéia não vingou. Diante das resistências, o governo recuou, porém trouxe para o debate uma questão importante. Afinal, qual a razão de entregar dinheiro do povo para instituições sem transparências e comandadas por gente notoriamente incompetentes? Depois da interdição do estádio da Fonte Nova, o governo iniciou a ampliação, reforma e modernização do Pituaçu, um pequeno estádio praticamente abandonado, instalado dentro de um parque. O início das obras coincidiu com o anúncio das condições que os clubes deveriam cumprir para mandar os jogos no novo estádio e para ter direito a participar da licitação que, em 2011, irá definir quem irá administrar o complexo esportivo do Pituaçu. O governo não vacilou e determinou: se o Bahia, Vitória ou qualquer outro clube baiano sonharem com a possibilidade mandarem suas partidas no estádio novinho em folha, terão de mudar seus estatutos. Só terá direito a usar as instalações públicas o clube que tiver eleições diretas e transparências nas contas. A chiadeira foi geral. Acostumados com a complacência das autoridades com sua própria incompetência e desonestidade, os cartolas baianos não gostaram da idéia. Mas, dessa vez, a pressão foi inútil. Torcedores e oposição do Bahia se mobilizaram e as regras do jogo vão mudar (leia abaixo a decisão resultante de um acordo entre diretoria, torcidas organizadas e oposição). Em 2011, as eleições para a diretoria executiva, presidência e vice do clube serão diretas, com o voto de todos os sócios. O Conselho Deliberativo será composto proporcionalmente à quantidade de votos das chapas concorrentes. Ou seja, a chapa que tiver, por exemplo, 60% dos votos, terá direito a 60% dos conselheiros e assim por diante. Durante as negociações, o blog Bahêa Minha Porra contribuiu para fazer pressão por meio de um abaixo assinado virtual, que foi entregue ao governador Jaques Wagner. Iniciativas como essa, fortaleceram a posição do governo, que não cedeu e manteve a proposta inicial. Leia abaixo, a...

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Uma ajudinha para um time aleijado

Segue um pequeno texto-desabafo do tricolor André Felix, que cansou de ver o clube sem dinheiro e ao mesmo tempo criar dificuldades para os torcedores, sócios ou não. André Felix 1º Quero me associar, mas pagamento via boleto ou débito automático simplesmente não existe! Resultado: ou o torcedor tem que se locomover ao Arruda TODOS os meses para ficar em dia ou tem que enfrentar filas enormes para pagar a mensalidade em dia de jogo mesmo. 2º Quero comprar a camisa oficial do Santa, mas até a GG parece uma baby look. Tenho lá uma barriguinha, mas não é nada que me impeça de vestir uma camisa tamanho GG. Tá certo os jogadores usarem esse padrão mais justo, mas dai pra não vender nem aos torcedores um modelo de costura mais larga? Isso se chama AUSÊNCIA de inteligência em marketing, ou simplesmente GESTÃO AMADORA. Ai você imagina o ódio que me dá de ver nosso presidentezinho em plena TV Globo dizer que o clube está mergulhado em dívidas, que não tem receita. Além de ser um suicídio administrativo e econômico expor a fragilidade da instituição a todos os possíveis futuros investidores em rede pública de televisão, trata-se também de uma contradição, ver um time que desperdiça tantas possibilidades de ganhar dinheiro mendigar um real na conta de...

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O legado político do Colegiado

Sylvio Ferreira Das últimas duas décadas para cá, estabeleceram-se duas linhas de força e ação política no Santa Cruz: aparentemente antagônicas entre si e procurando manter a máxima distância uma da outra, como se a peste houvesse acometido uma delas. Cada uma das linhas atribui à outra a razão de ser do débâcle do Clube após o Colegiado. O que tem feito com que as duas forças em jogo comumente se digladiem a céu aberto ou em qualquer recinto que se faça necessário. Uma das referidas forças é remanescente direta da época do Colegiado – e é capitaneada por um dos seus membros e ex-presidente do Clube. A outra força, surgida após o fim do Colegiado, também é capitaneada por um ex-presidente e emergiu no vácuo político aberto quando o Colegiado chegou ao seu término. Em tendo bastado a si mesmo, o Colegiado entregou o Clube à sua própria sorte ou ao deus dará. Por conta dos diversos títulos conquistados, o Colegiado ainda hoje consiste numa espécie de vaca sagrada dentro do Santa Cruz. Poucos são aqueles que a ele se referem sem deixar de exaltar o seu sucesso dentro dos gramados. E não é para menos! Da perspectiva futebolística, o Colegiado se constituiu na era de ouro do Santa Cruz. Contudo, sob o prisma político o Colegiado não passou de um sistema antidemocrático ao extremo. A sua criação, por exemplo, se fez inteiramente condizente com a “época de chumbo” característica do regime militar que governou o país por mais de duas décadas. Em conseqüência, enquanto o Santa Cruz se revelava praticamente imbatível dentro dos gramados, o Colegiado, a revelia da grande massa coral, fazia da prática política no Clube um jogo de cartas marcadas; apenas e tão-somente jogado entre os seus membros. Do mesmo modo que assim acontecia na cúpula do regime militar. Tal política antidemocrática posta em prática pelo Colegiado acabou alijando a massa coral da participação na vida política do Clube. E suas conseqüências ainda hoje se fazem sentir. Mas o Colegiado não obteve êxito apenas dentro dos gramados. O antigo “alçapão do Arruda”, como o estádio era conhecido, acabou sendo transformado num Colosso (graças ao “milagre econômico” que se deu à época do “Brasil – Ame-o ou deixe-o!”). Em grandessíssima parte, o Alçapão se transformou em Colosso devido aos cofres públicos. Para os que não sabem, houve uma época em que o Santa Cruz e...

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Tesouro perdido

André Tricolor Virtual Descoberto o motivo de ‘edinho’  não querer abandonar o clube! O tataravô de Sylvio Belém deixou uma carta que falava da existência de um tesouro perdido dentro do Arruda! E logo o presidente tomou posse dessa informação. O grande problema é que nessa carta não havia nenhum mapa que indicasse o local onde supostamente estaria escondida essa riqueza!  O senhor presidente tratou logo de ir à busca do tesouro perdido e seu primeiro empreendimento foi o projeto Marretada, em que foram derrubadas as lojinhas que ficavam em frente à sede, para facilitar as escavações. Dizem que lá existiriam galerias onde pudesse ser encontrada alguma pista ou até mesmo a relíquia. Até mesmo foi anunciada, no início do ano, a contratação fantasma de Evaristo de Macedo, que teve uma passagem vitoriosa pelo Santa na década de 70, e de repente poderia saber algo sobre a tal riqueza escondida no Arruda! Porém, o Ministério Público tratou logo de intervir em tal insanidade e o clube foi até multado pela demolição das lojinhas. O presidente, com medo, resolveu deixar aquela área abandonada, temendo que as autoridades pudessem melhor vistoriar o local, acabar encontrando o tesouro e exigir que ‘edinho’ pagasse todas as suas dívidas! Para completar, Evaristo também não veio, pois informou que não trabalhava de ‘graça’! O diminutivo não se cansou e fez uma nova empreitada. Não mandou os laudos para a CBF, o que ocasionou a interdição de nosso estádio para a Copa do Brasil. Com isso, nos forçou a assistir ao jogo contra o ‘fest-food’ na casa de nosso maior rival, enquanto lá no Colosso se fizesse uma nova varredura em busca do tesouro perdido. Foi exigido que se procurasse em todas as rachaduras das Arquibancadas e Geral do Estádio! Nada foi encontrado. Nenhuma pista! Porém, o anel superior continua interditado e abandonado!  O presidente aproveitou até uma reforma que está acontecendo na ‘Casa de Força’ – fruto mais uma vez de doação – para verificar algum indício da existência de tal preciosidade que tanto o tem deixado obcecado. Nem as torres do Arrudão escaparam de uma checagem. E se delas sai à iluminação, quem sabe uma luz não saia do ‘cabeção’ para tentar enxergar alguma resposta para o que ele tanto procura! E se alguém não se lembra, no fim de 2007, ‘edinho’ havia informado que o gramado passaria por um trabalho de recuperação, o que impossibilitaria que algumas rodadas do Estadual fossem realizadas...

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Informes da Reunião do Conselho

Por Valdemágno “Insatisfeito” Torres, conselheiro do Santa Cruz e funcionário da justiça federal Publicação Simultânea com o Blog do Santinha Caros leitores do Blog do Santinha: A Reunião do Conselho foi fantástica! O Presidente finalmente soube conduzi-la e passou a palavra a todos os que quiseram falar. Eu mesmo, tive de pronto uma questão de esclarecimento prontamente atendida. A petição sobre a Assembléia Geral de 12 de maio próximo futuro foi prontamente aceita e o presidente do Executivo mostrou-se plenamente despreocupado. O clima era fraterno e todos os atletas de 1957 foram devidamente homenageados. A prestação de contas foi de uma exatidão ímpar e não pairaram dúvidas nos Conselheiros presentes. Sendo efetivados, finalmente, os conselheiros chamados de denorex, por serem colaboradores, sendo atendidos na reivindicação de entrarem na reunião a que nos referimos. O presidente do Executivo ficou até o fim da Reunião e esclareceu todos os pontos do balancete, que esteve em mãos de cada membro do conselho. A participação da torcida foi total, a polícia foi até dispensada, mostrando-se que o Santa Cruz é uma absoluta democracia! AVISO DOS EDITORES DO BLOG DO SANTINHA Cláudio “Pinóquio” Machado sugeriu, daí… PRIMEIRO DE ABRIL! Era tudo mentira! Tudo mesmo: não temos o tal patrocínio engatilhado, Cláudio Machado bebe que só a bixiga-lixa e o blog não foi tirado do ar. E a maioria dos nossos queridos leitores acreditaram em tudinho. Gente de boa-fé! Os jornalistas da chamada crônica esportiva e os colegas blogueiros também. O prestigiado blog Acerto de Contas e o ótimo Arquibancada, até repercutiram, com direito a mensagens solidárias e tudo mais. Esperamos que dê tempo dos repórteres de jornal lerem essa nota de desmentido e derrubarem as respectivas matérias, que já estão prontas para serem editadas. Agradecemos a todos o carinho dispensado e a solidariedade demonstrada. E os torcedores do Santa Cruz ficaram se sentindo mais enganados hoje ou ontem, com a reunião do Conselho? Continuando com nossa programação normal, ainda hoje os relatos da...

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