Estivemos juntos no fundo do poço, como posso te deixar hoje?

Estivemos juntos no fundo do poço, como posso te deixar hoje?

Estava em dívida com Alexandre, o nosso amigo tricolor de Vitória da Conquista. Alexandre, vejam vocês, havia me enviado um texto em 20/06/2016, e até então não pude publicar.

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Precisamos falar de ingressos

Precisamos falar de ingressos

15 mil heróis foram ao Arrudão ver um amistoso com ingresso a preços de 40 reais a arquibancada inferior para não-sócios, sob o sol de rachar contra um Flamengo que nem de longe tem a moral que tinha a uns 25 anos atrás. O resultado foi bom em campo, e nas arquibancadas poderia ter sido muito melhor. Já escrevi outra vez que o Santa tem que andar na contramão da elitização do futebol brasileiro e que só assim será uma marca valiosa, relevante e lucrativa.

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Crianças do Santa Cruz, a alma dos pais

Crianças do Santa Cruz, a alma dos pais

Texto de Aline Moura Primeiro, ele falou “cur, cur”. Estava dando suas primeiras palavrinhas. Não era fácil pronunciar duas delas de uma só vez. Demorou um pouco até ele falar “Santa Cruz”.

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A saga do Tri-Super, o ano que não terminou

A saga do Tri-Super, o ano que não terminou

André Nascimento, o Cobrão Éramos a quarta força cantada e decantada por todos os lados. Um time desacreditado que havia participado frustrantemente da Taça de Prata daquele ano. No jogo de Estreia, vencemos o Santo Amaro, por 3×0, se a memória não me falha. No banco de reservas, apenas dois jogadores, nada mais, nada menos, que Birigui e Ricardo, o Rocha. Aquele campeonato foi sensacional, sob todos os aspectos. Não dá simplesmente pra falar apenas da última partida. Não dá! Ela retratou, brilhantemente, o que foi aquele ano para todos nós Tricolores. Permitam-me referenciar alguns detalhes daquele campeonato cujos fatos são advindos exclusivamente de minha memória. Portanto, passível e possível de haver erros e omissões, mas que certamente serão dirimidos e retificados pelos nossos amigos do Blog: De fato, os times da barbie e da coisa, além do Central, eram, aparentemente, melhores que o nosso. Eram mais estruturados e já tinham uma base montada. Na barbie, tinha no gol Cantarelli, os zagueiros Ivan e Zé Eduardo, Manguinha era uma excelente cabeça de área e no ataque havia Mirandinha, Heider e Baiano. Um timaço. A coisa conquistou, no ano anterior, o tricampeonato e prometia o tetra, até então inédito para o clube. País, Marião, Merica, Joãozinho e outros mais faziam parte daquele excelente time. No central, tinha-se Neto, um belo jogador de meio de campo e um time arrumado que sempre fazia suas feridas aos grandes da capital, sobretudo ao Santa Cruz (como até hoje); Tínhamos apenas um time a ser montado, jovem, raçudo e um excepcional comandante, Carlos Alberto Silva, nosso grande diferencial; Destaca-se nosso goleiro Luiz Neto, que fez um campeonato brilhante tendo Birigui naquele ano como seu goleiro reserva. Na linha de zaga, o destaque era pro promissor lateral Ricardo, oriundo dos juniores. Gomes, na raça, e Edson Furquim, na técnica era, sem dúvidas, uma boa zaga. Contando, ainda, com o experiente Almeida. No meio campo, o jovem capitão Zé do Carmo, fazia do tripé com o intempestivo Ângelo e o craque Henágio. Na frente, o guerreiro, ou melhor, diabo loiro, Gabriel, símbolo maior da raça coral e o artilheiro Django. Peu, vindo o Flamengo de Zico, completava o ataque; Naquele ano, não perdemos uma só partida para a coisa. Detalhe: logo no primeiro jogo, vencemos por 1×0, com um gol do ponteiro esquerdo Bebeto e quase no fim da partida numa falta próxima da área, o Sr....

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Chantagem oficial

Chantagem oficial

André Santos Jr., Tricolor Li sem surpresas a notícia que o Governo Estadual decidiu empurrar a conta da Arena Pernambuco para os clubes. Posta em prática nesta semana, a mão pesada do Estado tornou, na minha ignóbil visão do mundo, o programa Todos Com a Nota (TCN), que possibilita a troca de notas fiscais por ingressos nos jogos dos times pernambucanos com benefícios financeiros para os clubes, em instrumento de chantagem. Um decreto obriga os três principais clubes a mandar alguns de seus jogos para o estádio privado construído com financiamento público. De pires na mão e atolado em dívidas, o Santa Cruz dificilmente terá como se defender da opressão oficial. Na situação atual, mergulhado em sucessivas más gestões administrativas e competições deficitárias, que fazem sistematicamente o clube se equilibrar na corda bamba dos atrasos de salários, a dignidade tricolor provavelmente ruirá. O Estado sabe disso e utiliza sua carteira recheada de dinheiro para viabilizar sua arena em detrimento do futebol pernambucano. Não sou um homem das leis, mas imagino que a ideia original do TCN estivesse vinculada a três pilares: (1) aumento da arrecadação; (2) contribuição ao desenvolvimento desportivo; e, principalmente, (3) a inclusão social. Não sei se há sucesso no primeiro caso, mas tenho convicção que a vinculação do programa à Arena Pernambuco para evitar que ela se torne um elefante branco e contribua para minimizar o risco de prejuízo nas finanças públicas, já que o Estado pela estranha lógica da Parceria Público Privada (PPP) garante receita mínima ao investidor, se afasta dos dois últimos. Nenhum particular suporta o peso do Estado em suas costas e o TCN ganha ares de obesidade mórbida e passa a ser usado como puro exercício da força bruta. Como cidadão, acredito que a construção da Arena Pernambuco foi um equívoco. Não havia espaço na região metropolitana de Recife para mais um estádio de futebol. Cada um dos três grandes clubes locais possui seu campo de jogo e dois deles, principalmente o Arruda, poderiam sofrer as transformações necessárias para se adequar ao exagerado padrão FIFA. Não sei o que justificou a construção de uma nova arena pelo Governo de Pernambuco, mas desconfio que na pauta das discussões não estivesse na mesa a economia de recursos, o transporte público adequado ou a localização privilegiada. Para atrair os clubes para um estádio sem atrativos, o Estado legislou em causa própria e sancionou a mundialmente conhecida...

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Na contramão do processo de fascistização

Na contramão do processo de fascistização

Mário Jr, Tricolor e professor de história e sociologia  O futebol tornou-se algo muito caro, proibitivo para os mais humildes, e isso é mal para o esporte. Está acontecendo uma nítida inversão na função social do futebol. Antes ele era um esporte nitidamente popular, os estádios enchiam com mais facilidade, apesar das péssimas instalações, e o povão era a cara dos estádios. Os estádios eram multirraciais e, dentro de certos limites, um espaço que unia pobres e ricos ainda que os ricos ficassem nas cadeiras numeradas e os pobres ralando a bunda no concreto da arquibancada. O fato é que o futebol era popular no melhor sentido do termo: ele era de todos, do pobre, do classe média e do rico. Hoje o futebol afastou-se das pessoas e tornou-se algo caro. Os altos investimento trazidos pela Copa e pelas tentativas de profissionalização das gestões dos clubes encareceram o espetáculo. As altas cotas de TV inflacionaram a receita dos clubes e os salários dos jogadores e todos correram atrás de quem tem muito para gastar: a elite. E a espiral inflacionária do esporte perdeu o controle de vez. Hoje uma camisa oficial de um clube de massa, mesmo um da série C como o Santa Cruz, custa em média uns R$ 170,00 (1/4 do salário mínimo), um ingresso mais barato nessas novas arenas não fica por menos de R$40,00. É algo proibitivo. Ponto. Imaginemos que um indivíduo sem carro quer ir ao estádio com dois filhos no setor mais barato atual (3 ingressos = R$ 120,00), tivesse que pagar passagem de ônibus de ida e volta (gastaria pelo menos uns R$ 18,00, ou mais) e tivesse ainda que comprar refrigerante e cachorro-quente pelos preços módicos cobrado no estádio (calculo o gasto em uns R$ 40,00 se o cara for pão-duro). Só aí iriam embora, por baixo, uns R$ 178,00, num único jogo. Até para um membro da classe média-alta esse valor impediria idas frequentes ao estádio com a família, imaginem então para aqueles com uma renda de classe C ( que segundo a consultoria Target gira em torno de entre R$ 2.330 a  R$4.500). As rendas dos jogos hoje são verdadeiros insultos. Só o Atlético MG arrecadou 14 milhões de reais em um único jogo da final da Libertadores. A título de comparação, o Santa Cruz teve um orçamento de 14 milhões durante todo o ano de 2012. Pode-se dizer que a...

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