Que a vitória seja nossa!

Que a vitória seja nossa!

É mera irresponsabilidade afirmar que o Santa Cruz já é campeão. O primeiro tempo acabou 2 a 0 e ainda temos os noventa minutos que complementarão a fase final do Campeonato Pernambucano Coca-Cola. Não restam menores dúvidas que o treinador Zé Teodoro já sabe jogar contra o Sport. Continuo entendendo que o esquema montado por nosso técnico tem uma curva de risco muito acentuada. Mas vem dando certo e devemos admitir que há méritos na decisão de optar por tal perfomance. Cabe aqui salientar que no último confronto, até Gilberto fazer aquela pintura de gol, o time da ilha da fantasia tinha muito mais volume de jogo. O gol do inexorável atacante Gilberto mudou o andamento do espetáculo dominical. Por sua vez, naquela outra partida, foi o mesmo Gilberto que nos deu a vitória. Até então, ou seja, até o gol do nosso camisa 9, o sufoco era dos maiores. Mas o principal receio hoje é a cabeça dos atletas. Eles só têm uma alternativa: adentrarem ao gramado focados  na decisão. Na linguagem do boleiro é ir para o jogo com o coração no bico da chuteira. Faz-se necessário que o time do Santa Cruz não entre em campo dormindo. Lembro o jogo contro o Porto, nas semifinais, onde em menos de quinze minutos construimos um placar de certa forma esquisito para as condições da partida, e os atletas corais relaxaram dando margem a uma real reação da equipe adversária. Outrossim, os atletas corais precisam  tomar como exemplo o destempero do Thiago Matias e com isto, tentarem chegar o mais próximo possível do ponto de equilibrio entre a razão e a emoção. É desta forma que se atinge a concentração ideal para um desafio deste porte O certo é que o Santa Cruz está gabaritado para se sagrar campeão do estadual de 2011, entretanto como explanei no inicio deste artigo, neste modelo de campeonato, o embate só acaba quando soa o apito final da segunda partida. Não há absolutamente nada definido, a não ser na cabeça emotiva de alguns torcedores. Meu texto se despede aqui. Peço a devida permissão para não me estender nas palavras. O momento pede muito mais reflexão do que  fala. Além do mais, a emoção causa  dispersão, uma certa angústia. Relembro apenas que o jogo ainda não terminou e o evento só acaba quando o mediador da partida define produzir a derradeira sonorização do seu...

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Futebol é um conjunto de variáveis

Futebol é um conjunto de variáveis

Conquistamos a vaga para Série D e estamos nas finais do estadual. A final que eu queria e previ. Futebol não tem segredos. O Santa Cruz desde o início mostrou equilíbrio no seu esquema tático e o Sport cresceu no momento certo. Já o Náutico sempre deixou claro o seu fraco desempenho no sistema defensivo e uma marcação relapsa. A eliminação da barbie era pública e notória. Passamos às finais de maneira honrosa e sublime. Passemos a analisá-la. Faz-se mister, neste momento, todo o elenco usar as sandálias da humildade e  colocar o coração no bico da chuteira. Nosso time do ponto de vista técnico é fraco, mas em futebol a fragilidade técnica é facilmente superada pelo bom nível físico e tático. Somos inferiores ao time da ilha da fantasia, porém quando se trata de decisão, esse abismo diminui de forma abrupta. Nosso primeiro embate é nos domínios adversários. Tal fato nos leva a defender que o Santa Cruz deve entrar de maneira cautelosa, porém sem medo. Que cuide bem da marcação, mas não esqueça de atacar. Em um confronto deste tipo, o correto é jogar atrás e usar a velocidade máxima para saída de bola. O contra-ataque com bolas invertidas é algo que produz efeito amplamente positivo, chegando a decidir a partida. Faço ênfase a este detalhe, pois não venho observando tal atitude no time. A saída de bola está sendo feita de modo trivial, o que dificulta a surpresa ao inimigo, facilitando assim, a marcação sobre a nossa equipe. Além disto é verificado uma escassez de bolas alçadas, motivo que pode ser justificado pela falta de laterais. Em virtude deste ocorrido, ficamos na dependência dos cruzamentos do limitado Landu. No futebol a engrenagem precisa estar funcionando por completo. Exceto em algumas ocasiões, o contra-ataque não deve queimar etapas. E é isto que vem ocorrendo no Santa Cruz. Na maioria das vezes, a ligação é feita de forma direta do sistema defensivo para o sistema de ataque. Ultimamente estamos jogando exclusivamente para marcar. Ficamos a apostar num erro do adversário ou na sorte que está ao nosso lado. Isto é pouco para quem pretende ser campeão. Os dois últimos resultados dos jogos da semifinal são enganadores e ofuscam a realidade. Em ambos os jogos nossa vitória foi construída de uma forma excêntrica. Somente um leigo torcedor não viu que nas duas pelejas tomamos um certo sufoco e fizemos...

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O que é pra fazer

O que é pra fazer

Discordo de maneira frontal daqueles que entenderam anteriormente que a postura da equipe comandada pelo treinador Zé Teodoro nos últimos dois jogos foi arquitetada com o intuito de facilitar a disputa, na intenção de organizar o resultado para que não houvesse o enfretamento do Santa Cruz contra o Sport. Iniludivelmente o treinador usou a liberdade dada pelo regulamento como oportunidade real de treinamento a nosso favor. Fato que me soa legítimo. Devido à larga distância entre a equipe tricolor e o quarto lugar, foi possível testar tecnicamente algumas peças, observar novas situações de posicionamento e verificar o nível de volubilidade para possíveis mutações táticas. Do ponto de vista técnico-tático, nada mais correto do que fazer estas observações. Por outro lado, nesta reta final, o comandante do Santa, seus subordinados e, também, seus superiores precisam ser menos loquazes. O momento pede profunda discrição. Mesmo sendo classificado para enfrentar a equipe do Porto, é de importância ímpar, se agir de maneira circunspeta. Entretanto o discurso de franco atirador se findou. Muitos estão comemorando ir para semifinal tendo o Porto como adversário, outros estão com seus justificáveis receios. Digamos em alto e bom som: time que quer ser campeão não pode escolher os seus rivais. Da minha parte, entendo que jogar contra o Porto na semifinal foi a melhor escolha. Mesmo sendo Caruaru uma cidade pouco anfitrioa, quando se trata de disputa futebolística, o Clube Atlético do Porto atua de maneira abaixo da média nos jogos fora da Capital do Agreste. Este é o trunfo que deve ser utilizado pelo comandante técnico da equipe do Santa Cruz Futebol Clube para ultrapassar de maneira vitoriosa a próxima fase do campeonato pernambucano do ano em curso. Na partida de ida, tenho a opinião que taticamente devemos jogar no esquema 4-5-1, com variações para o 3-5-2 e para o 4-4-2. O nosso esboço tático deve focar a anulação do setor de criação da equipe caruaruense, para que com isso, minimize-se o poder ofensivo daquele adversário. O Porto mostra em seu retrospecto que ganhou em casa para quase todos os adversários,  em contrapartida, fora de seus domínios o time matuto quando enfrentou alguém de melhor qualidade, perdeu categoricamente. Há de se ressaltar que nos três jogos aqui na Veneza brasileira, o time da terra de Vitalino apanhou feio, sempre levando pelo menos dois gols. É salutar advertir o elenco que o regulamento é igual ao da...

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Olhar da desclassificação

Olhar da desclassificação

O confronto de ontem a noite se resumiu aos seguintes assuntos: a arbitragem e os nossos limites. Eis a questão, fossemos melhores teríamos passado por cima da tendenciosa maneira de atuar do senhor Gutemberg de Paula? Acredito que sim. Faltou a nossa equipe detalhes de competência. Para o nosso bem, as limitações do time estão explicitas de forma clara e qualquer um que tenha capacidade e queira enxergar, as identificarão claramente. Isto é bom, pois dará aos que cuidam da parte técnica elementos para serem melhorados. Passemos para uma análise sobre o que ocorreu dentro das quatro linhas. Comecemos pelo esquema tático implantado pelo treinador Zé Teodoro e sua comissão. Ele adentrou da mesma forma que jogou a partida aqui do Arruda. Não há muito o que analisar. Contudo, há o que indagar. Será que Leo no lugar de Natan não seria razoável? Soltaria mais o meia Wesley para encostar no ataque. Outra alternativa teria sido Leo no lugar de Landu (este jogador merece um artigo sobre o seu futebol enganador). A arrumação era avançar Natan. A verdade é que o técnico do Santa Cruz mostra ser de uma escola ortodoxa, daí ter repetido a mesma formação que utilizou na partida contra os bambis paulistas aqui na Veneza brasileira. Ao observar com a devida atenção racional o primeiro tento do adversário, fica notório a falha de posicionamento da defesa tricolor coral. Foi um gol com mais deméritos do que méritos. E um atleta precisa ser comentado, o capitão Thiago Matias. Ele ficou feito peru embriagado dentro da área. O interessante é que logo em seguida, por muito pouco não sofremos outro revés, e de cabeça de novo. Mais interessante ainda é que o citado acima Thiago Matias, de maneira repetida farrapou na marcação, dando demonstração que na defesa da bola aérea o seu desempenho foi pífio. Mirando o lance do pênalti, não há o que muito questionar. O jogador André Oliveira deu um verdadeiro golpe de karatê no atacante sãopaulino. Jogada de máxima infantilidade, pois a bola já deslizava lentamente para os braços do arqueiro Thiago Cardoso. Penalidade máxima clara e bizarra. Expulsão justa. Mas o futuro não previa que o goleiro mais badalado da atualidade, o arrogante Rogério Ceni estivesse cara-a-cara com um especialista em defesas de pênaltis. Isto mesmo, ao estilo Dida, nosso goleiro também tem o know-how de defender pênaltis. Uma defesa para constar nos livros...

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O ontem e o amanhã

O ontem e o amanhã

Na partida disputada com o São Paulo Futebol Clube, na noite da última quarta-feira, Zé Teodoro delegou o óbvio e o trivial. Os seus subordinados foram deveras eficientes na execução da tarefa a ser cumprida. O Santa Cruz entrou em campo com uma formação que mais parecia o esquema tático 3-5-2. Fato que causou muchochos e resmungos nos mais preconceituosos e fez alguns leigos ficarem revestidos de temor. A verdade é que o treinador do Santa apenas desenhou na grama o 3-5-2, porém o time jogou mesmo foi marcando homem a homem. Sem se importar com a configuração tática, nosso esquadrão passou os noventa e poucos minutos fungando no cangote das principais peças adversárias. Era assim que se fazia nos velhos tempos, infelizmente a modernidade impôs a vergonha de se atuar como antigamente. Zé Teodoro se despiu do constrangimento e adentrou no gramado disposto a anular os velozes craques da equipe bambina. Despreocupado com a provável rotulação de medroso, ele orientou seus atletas a pelejar da maneira como os pequenos enfrentam os que detêm qualificação melhor. Fomos para o embate, seguimos rigorosamente as orientações e conseguimos o triunfo, ao final fomos premiados com a partida da volta. Nossos pontos fortes foram a aplicação e as atuações do arqueiro Thiago Cardoso, do marcador Everton Sena e do lutador Gilberto. Pontos fracos Natan e Landu. A Copa Kia do Brasil é executada em partidas de ida e volta, onde o jogo disputado tem cento e oitenta minutos. Ganhamos o primeiro tempo por 1 a 0 e na próxima quarta faremos o segundo tempo lá em São Paulo. Não há nada que mudar o esquema, principalmente, porque agora o enfretamento será nos domínios do adversário. É entrar com atenção redobrada, disposição triplicada e aplicação tática elevada ao cubo, pois o tricolor paulista tem como projeto principal neste primeiro semestre garantir a sua participação na libertadores da América. Para que tal fato se concretize, eles precisam conseguir sucesso na Copa do Brasil. É mister que fiquemos atentos. Antes da quarta-feira, um desafio regional nos espera. No domingo vindouro é o clássico das multidões. Caso eu fosse o técnico, contra o Sport,  enviaria às quatro linhas da pocilga leonina, o time que deverá enfrentar os bambinos paulistanos. O principal objetivo seria o fortalecimento da esquematização que será imposta na disputa do tempo final desta fase da Copa Kia do Brasil. Em outras palavras, utilizaria...

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De tudo um pouco, uma análise geral!

De tudo um pouco, uma análise geral!

O Campeonato Pernambucano Coca-Cola marcha para sua reta final. O quadro que se vislumbra é um tanto quanto indefinido. Exceto duas vagas que já estão garantidas para o Santa Cruz e a outra para o time de Rosa e Silva, a briga continua entre Porto, Sport e Central. Destas três equipes é natural se afirmar que o Porto é o melhor time, entretanto é comum as equipes ditas intermediárias saborearem derrotas totalmente inesperadas. Mesmo apresentando um futebol inconstante, tenho pura e plena certeza que o Santa conseguirá garantir o seu assento na série D. Na partida contra o América, pedimos a derrota como quem clama por um perdão. Quem viu o embate com o emocional equilibrado, reparou que até meados do segundo tempo fomos dominados de maneira vergonhosa, de forma que tivemos menos posse de bola e por muito pouco não retornamos aos nossos aposentos com uma estranha derrota. É bom lembrar que se o mediador do confronto houvesse marcado aquela penalidade máxima no jogador adversário, o rumo da história seria outra. Boa ou má. A transmissão da última quarta-feira deixou explícitas as nossas deficiências. Não há necessidade de perscrutação para identificar que não temos laterais e que este fato deixa nossa defesa completamente vulnerável. Quando uma equipe está frágil nas laterais e joga no tradicional esquema tático 4-4-2, naturalmente há uma sobrecarga para os volantes e para os zagueiros, fazendo com que  o sistema defensivo fique enfraquecido e a armação no setor de meio-campo se torne comprometida. Uma das alternativas para solucionar tal problema é recorrer ao antipático 3-5-2. Neste esquema, os laterais se transformam em alas e suas tarefas podem ser executadas por jogadores do meio-campo. O técnico Zé Teodoro até já tentou esta alternativa, mas não obteve sucesso. Ele vem tentando expungir tais erros, porém o material humano disponível é limitado tecnicamente. Tal fato leva nosso comandante a fazer improvisações e torcer para que o resultado geral não seja negativo. Foi o que ocorreu na última disputa. Domingo teremos o Porto pela frente. Já passamos por dificuldades contra este adversário, mas também já passamos com facilidade por eles. É resultado imprevisível e a disputa tem ares de decisão, visto que ambos protagonistas buscam uma vaga na série D e a participação nas semi-finais do estadual. O Porto contará com a energia vinda dos Aflitos, pois o objetivo maior do Náutico é impedir que o Sport seja...

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