Uma derrota importantíssima

Uma derrota importantíssima

Na minha derradeira análise, deixei explícito que nossos grandes desafios ainda estariam para chegar. Os jogos no Sertão, nossa freguesia em Caruaru e os clássicos. No Sertão fomos bem, mas ainda falta jogar contra a equipe do Petrolina Social Futebol Clube, a fera sertaneja, lá no Paulo Coelho, em Petrolina. Pelo que mostrou no jogo aqui em Recife, este time vai nos dar muito trabalho. É rápido, aguerrido e possui uma movimentação muito bem articulada. Além disto, tem no comando técnico um profissional que entende muito de futebol pernambucano. Caruaru já nos espera na próxima quinta-feira, com o Porto como anfitrião. Páreo duríssimo, principalmente, porque vamos  desfalcados em todos os setores e nossos reservas são fracos. Dito isto, o empate deve ser comemorado como uma vitória. Precisamos estar focados na questão da vaga para série D e o Porto é um concorrente direto. Os clássicos. Das quatro partidas denominadas clássico, já competimos em uma e saímos derrotados. Para mim não houve nenhuma novidade. Fazendo uma análise fria e calculista é notório que perder o jogo contra o Clube Náutico Capibaribe foi de extrema importância para o querido Santa Cruz. Ontem ficou estampado para os mais emotivos as nossas deficiências, falhas e fraquezas. Passo agora a fazer uma análise individual dos nossos atletas. Nosso xerife Thiago Matias é deficiente na defesa das bolas altas. O zagueiro Thiago Bambu deixa a desejar nos fundamentos básicos do futebol. A lateral esquerda está carente de um bom jogador. Na cabeça da área o primeiro volante é pesado e lento. Por sua vez, Memo mostrou que não evoluiu nada nestes últimos tempos, apenas enganou a alguns otimistas. Basta ver que o rapaz não conseguiu marcar o principal armador do nosso adversário. Os meias não tem nada de excepcional. Weslley é apenas um bom jogador, mas ainda não está na sua melhor forma física, fato que pode comprometer o equilíbrio psicológico. Já o camisa 10 Mário Lúcio, não passa de um jogador como outro qualquer. Sua presença em campo não faz nenhuma diferença. Vamos para o ataque. Thiago Cunha e Laécio. Laécio não tem nenhuma característica para jogar como referência de área. Ele se comporta muito mais como um meia-atacante do que como um centroavante. Já ouvi alguém dizendo que este atleta faz muito bem o “pivô”. Engana-se quem pensa assim. Laécio pode até tentar fazer a função denominada pivô, mas não a faz com...

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Uma análise apurada do que vi

Uma análise apurada do que vi

Nota da Redação: Ano passado foi difícil. A segunda desclassificação prematura do Santa Cruz na Série D precipitou o afastamento de alguns cronistas. Dos nossos oito colaboradores, apenas três permaneceram escrevendo para o blog. Era preciso renovação, mas estava difícil conseguir mão-de-obra qualificada disponível e com disposição para falar do Santa Cruz. Nosso primeiro reforço, neste sentido, é o Professor Farias. Com dupla formação, Artes Cênicas e Educação Física, Farias é figura constante no Torcedor Coral, embora nunca fosse afeito a comentários. No ano passado, ele enviou nos enviou um artigo para publicação e foi, a partir daí, que surgiu nosso interesse em trazê-lo para o blog. Professor Farias, ao longo do tempo, especializou-se em esquema tático, após diversos cursos que fez na área de futebol. Ele, sem dúvidas, será uma grande aquisição para o TC. Caro Professor, bem-vindo ao nosso blog. Futebol é uma caixinha de surpresas. Boas e ruins, vale esclarecer. Para muitos o resultado de ontem e a liderança do querido Santa Cruz não estavam previstos nesse início de campeonato. Para mim, nada de anormal. Eu já sabia que o time de Vitória de Santo Antão era um pato morto. O Ypiranga é freguês antigo aqui no Arruda e o efeito orloff do América abalaria os nossos nervos, mas não impediria a vitória do Santa. O que eu não conhecia era a ruindade de alguns contratados. Com estas três partidas oficiais, já deu para perceber que os laterais, assim como alguns cartolas, servem mesmo é para jogar no lixo; o goleiro é fraco e já caiu na desconfiança da torcida. Não se surpreendam ao vê-lo levar um frangaço. O time joga num 4-4-2 tradicional. O problema é que o primeiro volante já tem uma certa idade e isto compromete em muito a cobertura dos laterais. Ele fica ali, distribui uma bola para o lado, dá um combate e vai enganando a torcida. Até que segundo volante pode fazer a vez de cobrir os laterais, mas se isto ocorre, sobrecarrega a criação no meio-campo. No 4-4-2 o segundo volante é muito mais um meia-armador de contenção do que um cão de guarda. O miolo de zaga está lento e ineficiente nas bolas cruzadas por cima. Um detalhe que não pode passar despercebido, o zagueiro Leandro Bambu. Este cidadão não tem o menor cacoete para jogar futebol profissional. Então, percebam a vulnerabilidade do nosso sistema defensivo? No futebol...

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