O conjunto dos nossos desafios

O conjunto dos nossos desafios

Passadas as festividades do reinado de momo, onde todos os agrupamentos carnavalescos nos quais o tema principal é o Santa Cruz Futebol Clube estão de parabéns, voltemos a falar de futebol. O Santa Cruz ainda é uma incógnita instável. Levando a torcida a viver como se estivesse com transtorno bipolar. Hora estamos eufóricos, hora estamos normais e em certos momentos estamos depressivos. Está absolutamente visível que o elenco precisa ser mais bem selecionado, entretanto para este presente campeonato é sumariamente impossível inscrever qualquer atleta. Isto posto, é desafio para a comissão técnica conseguir o ponto de equilíbrio tático, físico, técnico e psicológico do nosso time. No que já foi decorrido, alguns jogadores mostraram certo aumento de nível, outros continuam sendo absolutamente ridículos e uns já estão adentrando no anonimato. A seqüência de jogos que se segue servirá para cravarmos de vez nosso nome no campeonato brasileiro da série D, versão 2011. Mesmo que o emocional de alguns ortodoxos não queira, é equilíbrio ainda torcermos contra o Porto e o Central, independente de quem for seus adversários. Mas não bastarão apenas nossas energias, é necessário que o treinador consiga segurar o time no seu limite máximo para não perdermos pontos nesta reta final do certame. Os detalhes precisam ser elencados e tratados com a devida importância. O goleiro André Zuba é um exemplo. Sua presença no time principal, seja no quadro titular ou no grupo de reservas, é de extremo perigo no que se refere ao apoio do torcedor, uma vez que já está estabelecido no inconsciente da torcida coral que Zuba é uma figura que precisa ser descartada. O técnico terá a difícil missão de conseguir mudar taticamente o time, quando a situação requerer, sem que o mesmo caia de rendimento.  Isto se torna tarefa das mais pesadas quando se tem nas mãos um grupo de profissionais um tanto limitado. É a nossa realidade. Segurar o estado psicológico é outra barreira a ser superada. Ansiedade para alcançar o objetivo principal, enfraquecimento e dor diante do insucesso, medo de não conseguir ultrapassar os obstáculos, entre outros fatores, formam um complexo conjunto de elementos que atingem o setor emocional e pode levar ao fracasso. Há de não esquecer o jogo de interesses nos bastidores. Nosso falso amigo, o clube da Rosa e Silva, lutará e usará todos os recursos possíveis para manter o seu slongan principal, ou seja, os seis campeonatos...

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Fácil de improvisar

Fácil de improvisar

Nesta quarta faremos nossa primeira partida pela Copa do Brasil. Campeonato criado para substituir o formato da política de contemplação geral, a qual se expirou com o fim do antigo Brasileirão, onde todos os rincões deste país tropical mandavam seus representantes para participar de uma verdadeira disputa futebolística nacional. A Copa do Brasil segue o modelo dos torneios mata-mata, porém guarda uma vaga para a Libertadores da América, sendo esta ocorrência de suma importância motivadora para os participantes. Nossas participações na Copa do Brasil são sempre tímidas. Nunca conseguimos avançar muito na competição. Na grande maioria das vezes, fomos eliminados de forma vergonhosa por equipes totalmente desconhecidas do cenário futebolístico brasileiro. Todavia, os tabus são feitos para serem mantidos ou quebrados. O que precisa ser feito é encarar cada partida como uma decisão, pois, o modelo desta competição requer este tipo de comportamento. Estrearemos contra o Atlético Clube Corintians, da cidade de Caicó, no Estado do Rio Grande de Norte. Atualmente, o galo de Caicó amarga uma sexta colocação no estadual potiguar e disputará sua partida contra o Santa Cruz sem a sua dupla de ataque. Este Corintians é uma equipe sem expressão e tradição, mas que costuma se superar e pregar sustos nos seus adversários. Enquanto eles perderam os atacantes para o embate, nós jogaremos sem um especialista na lateral direita. Não vejo isto como um problema. Para mim é somente um fato que provoca a busca de uma solução. A posição de lateral, principalmente a destra, é uma das mais fáceis de se exercer. Conseqüentemente, não há muita complicação para alguém que se atreva a fazer a função do lateral-direito. No nosso caso, neste momento, tal tarefa não é de todo complicada. Vejamos que o nosso primeiro atleta dono da titularidade, o Bruno Leite, é o que se pode considerar um zero à esquerda (aos que têm dificuldade na ciência matemática, o zero colocado à esquerda de qualquer número não serve absolutamente para nada). Já o outro que por hora é titular, o Jackson, este foi amplamente disperso no ultimo confronto que tivemos no Arruda e até agora não mostrou nada além de um futebol comum. Do seu nível encontramos muitos no mercado futebolístico e nas boas peladas do nosso Brasil. Dito isto, é conclusivo que substituir estes dois atletas não é nenhum bicho de sete cabeças. Normalmente quando um treinador precisa fazer uma improvisação na lateral-direita...

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Paciência e sensatez

Paciência e sensatez

Domingo jogaremos contra a equipe da Associação Desportiva Cabense. Nas minhas análises anteriores eu havia esquecido que jogar na cidade do Cabo de Santo Agostinho é uma tarefa árdua e de difícil execução. Falemos antes da partida contra o Central. O futebol é realmente um esporte que envolve pequenos detalhes. Poucos perceberam que a formação imposta pelo treinador Zé Teodoro, onde ele armou o time baseado no esquema 3-5-2 foi fruto do desfalque no nosso gol. Ao se deparar com a falta de ritmo e de auto-confiança do goleiro reserva, o André Zuba, o técnico foi bastante cuidadoso e tentou dar uma boa proteção ao arqueiro, colocando a equipe para jogar um 3-5-2 defensivo, visto que os laterais ficaram presos, principalmente, o atleta que ocupa nossa lateral-esquerda. Contudo, todo mal traz um bem, assim como todo bem traz um mal. Ficamos compactos, mas ficamos sem criação ofensiva. Com a mudança do esquema para o segundo tempo, o processo futebolístico se inverteu. Ficamos com mais poder de ataque, mas vulneráveis na nossa retaguarda. E deu no que deu. É necessário que todos compreendam que nosso principal objetivo é adquirir o direito para participar da série D do campeonato brasileiro. É isto que deve ser focado. Pelo que estamos observando no que já foi decorrido neste estadual, travaremos um bom duelo contra os representantes de Caruaru, o Porto e o Central. É necessário que todos os tricolores ponham o ódio e o orgulho de lado e, por exemplo, num enfretamento entre o Sport e as equipes caruaruenses, direcionem suas energias positivas para o time rubro-negro. Exceto alguns ignorantes, quem tiver o mínimo de bom senso, deve torcer para o Santa Cruz participar da quarta divisão nacional, custe o que custar. A título de exemplo, na rodada passada se nós tivéssemos empatado o jogo e o Porto fosse derrotado, a situação hoje era outra, de modo que estaríamos numa situação um pouco mais confortável. Passemos a fazer um estudo sobre a disputa de domingo próximo: Mesmo em seu reduto, o time da Cabense vai atuar de maneira precavida e cuidadosa. A equipe litorânea, ao ser enfrentada em seus domínios,  torna-se um adversário tenaz e difícil de ser batido facilmente. Ela sabe muito bem jogar em seu campo, o qual tem dimensões pequenas que facilita muito o jogo amarrado. O ideal para um enfrentamento deste nível era entrar armado num 3-5-2 ofensivo. Três...

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Uma análise consciente

Nota da redação: Recebemos aqui em nossa redação um e-mail do Professor Farias, que, segundo ele, costuma acompanhar nosso blog, mas não é muito de comentar. O missivista nos chama de pessimista e faz coro ao dizer que estamos pregando o apocalipse. Por isso, pede que publiquemos um artigo seu com a análise do jogo de ontem. Atendemos o seu pedido com a ressalva de que pessimista é o cacete. Professor Farias[1] A partida de ontem renovou as esperanças da torcida tricolor. É como se o campeonato estivesse começando agora. Estamos com um treinador jovem, moderno, que fica em pé o tempo todo. E que não tem medo do futuro e do amanhã. O time mostrou um novo desenho tático. A preparação física começa a mostrar seus frutos. O goleiro não foi acionado. Não dá para fazer uma análise da sua atuação. Porém, já deu para perceber que sua saída de bola é muito melhor do que o do outro goleiro, o Darci. Desconfio que com aquela altura, ele não seja bom nas bolas rasteiras. O lateral-direito Gilberto Matuto teve uma evolução técnica e física muito boa. Correu como um louco e fez ótimos cruzamentos. Foi um dos diferenciais da equipe coral. A dupla de zaga começa a se afirmar, mostrando muita superação e um aproveitamento muito bom nos escanteios a favor do Santa Cruz. Não gostei do lateral-esquerdo. Muito franzino, apavorado e pedante. O rapaz no primeiro tempo foi fominha. Já no segundo tempo mostrou uma melhora, mas muito longe de ser um titular. Marcos Mendes é o dono da posição. A proteção de zaga, ou seja, os volantes estiveram numa noite muito feliz. O Goiano joga para o treinador. É aquele empregado, operário. Leo é um jogador diferenciado para aquela posição. Tem qualidade no passe, visão de jogo e personalidade. Jackson precisa melhorar muito. Errou passes de meio metro. Em alguns momentos se escondeu. Elvis chegou ao seu limite, o futebol dele é aquilo ali. Não compromete, porém, não resolve nada. Meia-atacante que não faz gol tem dificuldade de arrumar emprego. O que me preocupa nesse meio-campo é a vulnerabilidade. O outro time joga solto e a carga sobra para nossos volantes e zagueiros. Senti muito a ausência de Natan. Queria ter visto sua arte com a bola no pé. No ataque, o artilheiro Joelson precisa voltar ao seu planeta. Parece que os gols subiram para sua...

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