O Buraco Tricolor

 O Buraco Negro, por definição, é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz. Antes, esse fenômeno era observado só no espaço. Porém, recentemente foi identificado um fenômeno semelhante, mas com muito maior intensidade do que um buraco negro. É um buraco Tricolor! O Fenômeno vem se alastrando rapidamente e com uma velocidade assustadora! Estudiosos tentam entender, uma “junta” foi eleita para combatê-lo. Reuniões de planejamento foram feitas para tentar vencer a ameaça. Um grupo tentou investir na organização de uma estrutura para formação de jovens, que um dia viessem a combater esse mal. Mas nada parece capaz de parar ou reduzir os efeitos desse terrível buraco tricolor. E ele não perdoa! Já engoliu a grandeza, a estrutura, a tradição e há quem diga que ele está engolindo um estádio antes conhecido como Mundão! O Epicentro desse doloroso e severo fenômeno é localizado no bairro do Arruda, na cidade do Recife. Mas as proporções dele podem ser sentidas em todo o Brasil. Pessoas por todos os cantos do país se perguntam que terrível acontecimento é esse. O mesmo buraco já foi localizado em outras regiões do país, com outras cores, mas nenhum apresentou ou apresenta os requintes de crueldade desse buraco Tricolor. É que, além de absorver matéria (vem sugando um estádio e já sugou jogadores, treinador, diretoria e até um presidente, que dizem ter contribuído significativamente para o aumento do buraco), ele tem uma característica atroz e desumana: Ele também absorve sentimentos. Dos mais nobres aos mais simples, ele vem absorvendo tudo: paixão, emoção, orgulho, alegria… O que resta depois dele? Frieza e uma inexorável indiferença. As pessoas empurradas para o buraco ainda nutram algum tipo de simpatia pelas 3 cores. Mas isso é o máximo de emoção que elas conseguem ter depois da devastação provocada pelo mesmo. Eu conheço pessoas muito próximas que foram arrastadas para o buraco tricolor. E temo estar sendo...

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Espera

 Este ano serei pai. Recebi uma graça e com ela uma grande responsabilidade. E embora ainda não me sinta preparado para a nova incumbência – acho que nunca estamos – buscarei, como tudo na vida, fazer o meu melhor. Tenho usado o Estradar, por ser um blog literário, para falar de tudo o que envolve a expectativa de ser pai. Lá, por duas vezes, já tratei do assunto, através das crônicas O filho que eu quero ter e Quem vem lá. Há tempos queria escrever aqui no Torcedor Coral algo sobre essa satisfação – e porque não dizer também, ansiedade.  Até porque, sendo pai, estarei contribuindo para o aumento dessa grande massa coral. Entretanto, o astral de um clube envolto em sua própria tragédia nunca me deu o ânimo necessário para escrever uma crônica. Um pouco antes do carnaval, soube que eu e minha esposa estávamos esperando uma menina: Maria Luiza. E ontem veio uma felicidade adicional. Recebi uma carinhosa homenagem de Ana Cláudia, uma amiga tricolor que imigrou para Minas Gerais. Ao escrever, ela ainda não sabia que se tratava de uma garotinha. Em seu blog Ninho da’Ninha, Cláudia, habilidosa jornalista e poetisa, fez um poema que me comoveu e, por isso, compartilho aqui com vocês. Aproveito e deixo o convite para que ela, tricolor como é, venha de vez em quando escrever sobre o Santa Cruz por essas bandas. Obrigado Cláudia e aquele abraço, Dimas  Ana Cláudia Nogueira (Para os meus amigos Dimas e Lenira) Mal vejo a hora de ouvir teu primeiro sinal nesse mundo A tua resposta à agonia da incompreensão Dos toques estranhos do tato, Da liberdade súbita do corpo Do arrancar violento do ninho que te protegeu por nove meses Resposta à luz, aos sons, à vida. Conto os dias que faltam para que te possa ninar Te levar no colo, te acalmar as dores, Admirar teu primeiro sorriso Reconhecer os sinais de tua fome Reconhecer o eu que há em ti E o quanto da pessoa amada tu herdastes. Vou te olhar até cansar, e nunca cansarei. Pelo teu rosto, teu porte, Irei imaginar mil e um futuros E em todos serás saudável, feliz, apaixonante Pois é isto que desejo para ti, Em gratidão por seres filho meu. Te amarei sempre, sempre, Com tal intensidade e dedicação Que jamais terás razão em duvidar deste amor. Mal vejo a hora de olhar teu corpinho...

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94 anos de frevo… O Mais Querido, de Pernambuco

94 anos de frevo… O Mais Querido, de Pernambuco

Foto: Anízio Silva [MEDIA=2] Hino do Santa Cruz (Irmãos Valença) [MEDIA=3] O Mais Querido (Capiba) Paulo Aguiar Neste domingo de carnaval, dia 3 de fevereiro, nada melhor do que lembrar, através de personalidades consagradas da cultura pernambucana, uma paixão popular. O Frevo é o retrato fiel da efervescência do povo pernambucano. Apesar da diversidade musical do Estado, o Frevo é o Mais Querido de Pernambuco. O Frevo é elemento da nossa cultura, é sinônimo de Pernambuco. É impossível falar de um sem mencionar o outro. É bem verdade que, outrora, o Frevo já possuiu épocas mais áureas, de forte pujança, sendo a principal referência de Pernambuco para o Brasil. Atualmente, o Frevo procura reviver os bons tempos, revitalizando-se, sem, contudo, esquecer e valorizar sua origem. Mas, para isso, é necessário conseguir um maior apoio de todos os atores envolvidos. A razão de sua longa existência deve-se a riqueza de sua manifestação cultural. O Frevo possui um vocabulário extenso é traduzido em ritmos variados: frevo canção, frevo de rua e frevo de bloco. Porém, em todos eles, seus compositores procuram revelar opiniões e emoções, sejam em melodias tristes ou alegres. O Frevo serve de instrumento para a manifestação popular. O Frevo declama saudades, como fez Getúlio Cavalcanti em Último Regresso, e, Nelson Ferreira em Evocação nº1. O Frevo também é protesto, como fez Capiba em Madeira que o cupim não rói. Mas, acima de tudo, o Frevo é adoração e amor, como cantaram Raul e Edgar Moraes em A canção do amor, e os Irmãos Valença em Um sonho que durou três dias. O Frevo também é um meio de tentar expressar sentimentos indescritíveis, até certo ponto irracionais. O Frevo vive imortalizado e pulsando na veia de grande parte dos pernambucanos ao ouvir um simples acorde do hino oficial composto pelos Irmãos Valença em 1952 (Nos anais, nos calendários, Fiquem sempre por lembrança, Teus lauréis extraordinários, De bravura e de pujança, Nos esportes tua história, É orgulho a que faz jus, Este símbolo de glória…) ou do hino popular de autoria de Capiba, em 1958 (… Tuas vitórias de hoje, Nos lembram vitórias do passado…¨). Isto, sem esquecer as tradicionais marchinhas O Papa Taças, também dos Irmãos Valença (… Quem é que quando joga a torcida se levanta… escreve pelo chão, faz miséria e não se dobra…) e Cobrinha no Gramado, composta por Sebastião Rosendo, em 1942 (…de corpo e...

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Crônica da delícia do jogo de ontem

Foto: Arquivo do Blog do Santinha  André Felix Finalmente aquela vitória de lavar a alma. Depois de tanto tempo, uma goleada gostosa, uma segunda vitória consecutiva, e principalmente, depois de tanto tempo, uma encostada na liderança para a leoa da ilha da fantasia tremer nas bases. O jogo parece ter sido feito para acalmar o coração tricolor, pois eu ainda não tinha nem dado o primeiro gole na tradicional Frevo do Arruda, quando Rafagol (como já ouvi sendo chamado) marca o primeiro gol. Sem frescura, toquinho na área, chute, gol. Aí o tricocover de Vitória tentou complicar. A saída no meio de campo do Santa ficou mais enrolada pra sair que o  pagamento via boleto bancário para sócios. Então o Vera Cruz aproveitou para tentar fazer alguma coisa. Se o ataque deles não fosse tão incompetente e Paulo Musse não estivesse tão inspirado, eles iriam conseguir mesmo. Foram pelo menos três chances claras de gol perdidas pelo Vera. Mas o destino era a nossa festa mesmo. Depois um futebol agonizante durante quase todo o primeiro tempo, Rafael Rebelo marca novamente. O gol foi parecido, mas até que foi mais bonitinho. Durante o intervalo (lá pela terceira cerveja) ainda tivemos  uma notícia que valeu por uns dois gols: a coisa ficou no 0 a 0 com o Acadêmicos de Salgueiro. Era só marcarmos mais dois que a liderança era nossa. Quando o segundo tempo começou, o jogo foi mais pau a pau. O Santa criou mais algumas boas jogadas (sem Nildo, claro). O ataque do Vera mostrou todo o seu destalento perdendo mais alguns na cara. Até que, aos maravilhosos 27 do segundo tempo, Rosembrik meteu um tal de um chute mais do meio de campo do que dá área, daqueles que você já se apronta pra xingar o cara que devia estar armando jogadas e não dando chutes sem sentido. E não é que o cara teve mais visão e talento do que todo mundo esperava? Que golaço! Derrubei minha quarta cerveja toda durante o “Ah! É Rosembrikeee!”. Foi um dia realmente de lavar a alma de tanta coisa ruim que tem acontecido ao Santa desde que começamos aquela série A em 2006. Dez minutos depois, o time surpreendeu novamente. Todo mundo pediu para Paraíba cobrar aquela falta, inclusive eu. Pois Juninho bateu e marcou do mesmo jeito e não teve ninguém que reclamasse. O gol do nosso xará de...

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Um jogo sem sal

Foto: coralnet  Amigos do Blog, coube a mim fazer o relato sobre o jogo entre Santa Cruz e os amarelinhos do Petrolina. E, infelizmente, não há muita coisa boa para relatar. Inicialmente, queria parabenizar os 13 mil torcedores que, mesmo com o risco de levar uma chuva e com o risco de levar uma lapada, ainda compareceram. Nossa torcida é impressionante! Voltando para o jogo, não entendi a escalação de Max. Esse garoto é novo, acho até que tem certo potencial, mas, por enquanto, não dá de jeito nenhum. Não pode nem figurar entre os concentrados para um jogo. A presença de Max foi uma festa para o Petrolina. Tudo foi em cima dele. E o pior, quando ele levava nas costas (ou seja, em toda jogada do lado esquerdo), quem fazia a cobertura era Josemar. Amigos, que time do mundo consegue não tomar gols com Josemar e Max jogando juntos? Acho que se a intenção de Zé do Carmo era não queimar o rapaz, ele conseguiu justamente o contrário. Outra coisa que não entendi foi a substituição realizada ainda no primeiro tempo: sai Juninho (que nem na bola havia pegado) e entra Leandro. Tirar um atacante e colocar um volante empatando de 1×1 com o Petrolina em casa? Essa me lembrou os tempos de Mauro. Porém, Brunão, grande tricolor e cachaceiro das sociais afirma que viu uma veemente discussão entre Juninho e Zé do Carmo. Garante Brunão que até um “vá tomar no cú!” rolou. Se foi isso, ótimo! Ponto para Zé que tem de punir esse Juninho hoje mesmo. Porém, se foi uma substituição por ordem tática mesmo, Zé assinou um atestado duplo de burrice: deixou Max em campo e tirou um atacante. Do meio para a frente, vi o tal do Rafael batalhar muito. Que cara brigador! Tem boa presença de área e faz um pivô muito bem feito. Enfim, achei que acertamos nessa contratação. Nildo, nitidamente morto em campo. Parece que ainda não acordou das férias. Rosembrick, só firula e nada produtivo. Agora, o que enche os olhos mesmo é Carlinhos Paraíba. Amigos, como joga bola esse cara. Corre, lança, marca e bate faltas. O dono do time. Depois de falar dos três setores, gostaria de falar um pouco sobre todo o jogo. Eu via o Petrolina tocar a bola muito mais conscientemente do que o Santa. E, se era para haver um vencedor no...

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Águas passadas não movem moinhos

Amigos do Blog, grande 2008 para todos nós. Está chegando o dia 13. Dia que mataremos nossas saudades dos dias de jogos. Sair de casa mais cedo, tomar umas para concentrar, sintonizar os rádios, um fone apenas no ouvido para não perder nem a conversa, nem a resenha, enfim, está chegando mais uma vez a hora. E, como dia 13 é um domingo e não uma sexta feira 13, vamos ganhar sim do famoso Ypiranga. Ano passado, em nossa estréia, nós estávamos entusiasmados. Era a mudança do clube. Nova diretoria, novas esperanças. Mas convenhamos, um ano que começa com um gol de Fabrício Ceará, carinhosamente apelidado de homem-polvo pelo nosso editor-chefe-cacique-mor, não poderia dar certo nunca. Águas passadas não movem moinhos! Eu estou começando a olhar para frente e vejo algumas coisas positivas que começam a acontecer com nosso Santa. Essas coisas deveriam ter acontecido desde o ano passado, mas, nosso presidente diminutivo seguiu à risca os ensinamentos de Hugo Chávez e virou ditador. Agora, que já chegamos ao fundo, ele quer ser democrata de novo. Vejo com bons olhos a união que está acontecendo entre grandes tricolores. Tem diretor dando de presente reforma estrutural, tem diretor assumindo categorias de base e ainda podendo escolher toda a equipe que trabalhará com ele. Campanhas publicitárias para alavancar as doações através da CELPE, o diretor de marketing é um opositor ferrenho, enfim, me parece que a descentralização está ocorrendo, só espero que isso não seja mais um golpe para daqui a seis meses centralizar tudo de novo. Quanto a Zé do Carmo, acho que não era o que queríamos, mas, acho que temos que ver antes de criticar. Quem era Muricy antes de debutar na barbie? E Dorival Júnior? Vamos esperar. Aliás, eu ouvi entrevistas de Zé do Carmo que muito me agradaram. Parece-me que finalmente, Carlinhos Paraíba será segundo volante. Quanto às contratações, o que poderíamos sonhar? Gente, nós estamos na terceira divisão. Ninguém vem de bom grado jogar uma terceira se for realmente famoso e bom de bola. Tem que apostar em jogadores jovens, mesclando com jogadores experientes que ainda tenham pernas para correr. O importante é pensar no futuro. Amigos, se um ou dois desses “desconhecidos” estourar, nem o Pernambucano terminarão. Vão logo ser contratados por times da segunda divisão, da Jamaica, Bangladesh, Coréia, etc. Acredito que devemos apostar nesses valores sim, essa é nossa única e mais...

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