Customização do Santa Cruz

Customização do Santa Cruz

Santana Moura, especialista em Psicologia do Esporte Nestes tempos pós-modernos, de realidades fluídas, muito se tem usado a palavra customização com o propósito de procurar atender as necessidades de clientes, cada vez mais exigentes, e até surpreendê-los. Assim, na esfera comercial, customizar significa adaptar, modificar elementos originais para personalizá-los e deixá-los com a cara do freguês. É mais uma bandeira hasteada pelo neoliberalismo no processo de globalização que nos atingiu. A ideia é “pensar globalmente e agir localmente”. Tomando por base essa premissa e diante de mais um desastre que atingiu a nós, torcedores corais, penso que não é mais possível esconder que o treinador do Santa Cruz usou este conceito, o tempo todo, na condução da equipe coral diante de diferentes adversários. O problema é que talvez os seus gurus, ou suas leituras não tenham conseguido esclarecê-lo, a contento, sobre o espírito da coisa (perdoem a má palavra) e, então, ao invés de surpreender positivamente a torcida santacruzense com vitórias e mais vitórias, ele só fez desagradar, desagradar e desagradar, mesmo quando conseguiu o acesso à série C com duas derrotas humilhantes. Longe de atender às necessidades da família tricolor do Arruda, ele foi afastando um a um os jogadores que caíram nas graças da torcida e customizando o time ao seu gosto. Ainda na série D, ao que tudo indica, o treinador procurou minar o trabalho de Jeovânio, um gigante durante o campeonato pernambucano. Observei que logo após o rapaz ter sido eleito capitão do time pela torcida coral caiu em desgraça; ele passou a escalá-lo de forma errada, comprometer seu trabalho. O que dizer de Renatinho, uma unanimidade entre os apaixonados pelo Santa. O garoto não tem tido a chance de alcançar a titularidade, mesmo já tendo demonstrado inúmeras vezes a sua competência. A bola da vez é o Leo que é escalado na pressão, mas colocado pra jogar de formas as mais variadas o que deve estar dando um nó em sua cabeça. A contratação de Carlinhos Bala, em desacordo com a imensa torcida tricolor, foi só pra dizer quem mandava lá. Diferentemente da tendência globalizante aludida, o detentor do poder máximo nas Repúblicas Independentes do Arruda tem customizado o time, mas ao agrado dos adversários. Alguns deles, jogando o popular feijão com arroz, tem imposto resultados vergonhosos para nós. Cada partida um time, cada time uma partida, este é o seu lema. Ignora, o...

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Santas Mulheres

Santas Mulheres

Carmem Vieira, jornalista esportivo, torcedora do Santa Cruz, frequenta o Arruda desde os 14 anos de idade e mãe do também tricolor João (9 anos). No dia 8 de março devemos celebrar todas as mulheres. O amor materno. Amor inigualável, sensível e forte ao mesmo tempo. O amor pelos filhos que tivemos e que conseguimos ensinar os valores da igualdade, da democracia, do respeito ao próximo e da inclusão. Filhos que formaram um time que germinou em um Clube de Futebol. Um Clube que incluiu negros, pobres, brancos e que originou um sentimento incomum. Neste dia 8 de março devemos celebrar as mulheres corais. As meninas, as esposas, as mães, as tias, as avós. Mulheres que esquecem o ambiente machista e que vão ao estádio torcer pelo seu Santa Cruz. No dia 8 de março devemos celebrar todas as formas de amor. O amor pelo amor. Por que nós não traímos nem escondemos o verdadeiro amor. Amamos, emotivamente. Amamos todos os nossos filhos, que, na essência, são os que fazem o Santa Cruz Futebol Clube. No dia 8 de março devemos celebrar todas as mulheres que fizeram parte da história do Clube. E lembrar que poucas puderam ser o “ator principal”. Porque o Santa Cruz esqueceu, e ainda esquece, de incluí-las como deveria ser. (Ainda hoje, a mulher coral não pode sequer ser sócia e ter como dependente seu marido e filhos) No dia 8 de março devemos celebrar a vida, a paixão e a união. União dos sexos, união dos sentimentos e a igualdade dos direitos. Por que, apesar das diferenças, nós podemos ser bastante semelhantes. Inclusive no amor ao Santa Cruz.   Este texto é dedicado a todas as mulheres que, direta ou indiretamente, são amantes do Santa Cruz Futebol Clube. Especialmente para as mães de Quintino Miranda Paes Barreto, José Luiz Vieira, José Glacério Bonfim, Abelardo Costa, Augusto Flankin Ramos, Orlando Elias dos Santos, Alexandre Carvalho, Oswaldo dos Santos Ramos e Luiz de Gonzaga Barbalho Uchôa Dornelas Câmara. E, também para as torcedoras corais Santana Moura, Alessandra Lima, Danielle Leal, Aline Moura, Fabiana (Bia), Rosa Lúcia e tantas...

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Crédito, débito e planejamento

Crédito, débito e planejamento

No futebol, um dos recursos utilizados por quem executa o produto final é o lançamento. De forma bem feita, o lançamento pode resultar numa plasticidade de rara beleza, num golaço ou até numa jogada interrompida pela força legal do impedimento. Especificamente aqui, surge uma grande polêmica, a de quem é o provocador do impedimento: quem deu o passe ou quem o recebeu? Esta questão milimétrica merece um amplo debate e o momento pede que abordemos este assunto em lauda posterior, afinal que entramos em declínio técnico e, por conseguinte, o pessimismo, a indignação, as especulações e a revolta de uma maneira geral, se fazem presentes no cotidiano do nosso Clube. O nome que vem à baila é o de Zé Teodoro. Este cidadão vem fazendo história no Santa, com suas vitórias e derrotas inesperadas, suas invenções e malabarismos urbanos, suas palavras  e verborragias. Ao se falar do comandante técnico da equipe profissional do Santa Cruz, uma inquietação toma conta de certos torcedores que defendem de forma inconteste a permanência do atual treinador. Tais defensores, nas suas explanações irracionais e desprovidas de conhecimento acadêmico, balizam suas opiniões usando termos contábeis e administrativos, muitas vezes aplicados de maneira tangencial e a deriva. Afirmar que um treinador não pode ser demitido porque existe um planejamento a ser cumprido é entrar no jogo de bordões e palavras utilizadas para ocuparem o conjunto de justificativas pra a torcida. Abordemos o planejamento. O planejamento formula objetivos para selecionar ações e suas execuções, buscando atingir metas especificas. No decorrer da execução do planejamento, processos avaliativos deverão ser realizados, com o intuito de se verificar a evolução do que foi planejado. Nestas avaliações são observados se fatores internos e/ou externos estão afetando de forma negativa o andamento do que foi traçado. Se sim,  são feitos ajustes para que se consiga atingir o objetivo. É de se observar que seguir um planejamento não é atuar de maneira ortodoxa. Dito isto, podemos afirmar de maneira peremptória, que um planejamento não deve ficar refém das peças envolvidas na sua execução. Paralelizando ao nosso caso, se é que existe dentro do Santa Cruz um planejamento escrito de acordo com o que manda as teorias cientificas que tratam deste assunto, a saída do treinador, diretor, jogador ou qualquer pessoa que estiver dentro do futebol profissional, não necessariamente botará o planejamento a se perder. Por sua vez, alguns mais emotivos defendem a permanência...

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Plano de mídia

Plano de mídia

Recebemos de Anderson Seabra, nosso assíduo leitor, um e-mail pedindo espaço para a publicação de um Plano de Mídia, que ele havia desenvolvido para o Santa Cruz. Sua intenção é ampliar em 20% (vinte por cento), no mínimo, as receitas do clube. “Sempre pecamos por não saber capitalizar a força da torcida”, dizia ele em sua mensagem eletrônica. De fato, apesar da exposição na mídia nacional, o clube nunca soube aproveitar a força e o marketing natural de seus aficionados, que se tornaram conhecidos como a torcida mais apaixonada do Brasil. Anderson Seabra, 30 anos, acompanha o Santa Cruz desde 1990 e participou da diretoria da Associação dos Amigos Tricolores do Santa Cruz – ATASC. Formado em Geografia pela UFPE, com diversos trabalhos com temas na área de futebol em congressos e obcecado pela profissionalização do Santa Cruz, tornou-se estudante de Marketing, de onde surgiu a ideia de fazer algum projeto para o Santa Cruz. “Em 2004, apresentamos o presente projeto de forma embrionária ao então presidente da época; recentemente, no início da gestão de Antônio Luiz Neto, tivemos um contato rápido com a atual diretoria e apresentamos o atual projeto, tendo resultado a relocação das placas publicitárias do estádio do Arruda”. Como qualquer torcedor, cujo envolvimento vai além das arquibancadas, Seabra deseja a profissionalização do Santa Cruz. “Tenho como sonho vê o clube com uma gestão profissionalizada e explorando toda a força de sua torcida, com uma equipe competitiva que nos represente com dignidade”, diz. Acostumado a apresentar propostas que considera relevantes para uma mudança de visão na administração do clube, Seabra pretende, mais na frente, ter uma colaboração mais ativa no Santa Cruz. “Desejo, mais adiante, fazer parte, como colaborador, da diretoria do clube”, sonha, nosso leitor. Enquanto o sonho não se realiza, ficamos com o Plano de Mídia de Anderson Seabra. Que ele possa contribuir com o engrandecimento do Santa Cruz. Plano de mídia doc.doc Ganhadores da promoção Camisa da Minha Cobra 1. Ricardo Cavalcanti; 2. Caroline; 3. Rubem Jr.; 4. Emanuel Moraes. Pedimos a Emanuel Moraes que entre rapidamente em contato conosco, através do e-mail contato@torcedorcoral.com. Utilidade Pública O leitor Leonardo Lima adquiriu recentemente esta camisa do Santa e gostaria de saber o ano exato em que ela foi utilizada pelo clube. Quem puder ajudá-lo, por gentileza, deixe a resposta na seção de comentários....

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Mirem-se no exemplo de Virgulino

Mirem-se no exemplo de Virgulino

O campeonato coca-cola de 2012 já começou e é terminantemente precipitado alguém querer emitir uma opinião sobre o futuro dos três principais participantes da disputa.  Entretanto, há de ser pertinente uma avaliação a respeito da performance apresentada nestes primeiros cento e oitenta minutos pelos times da capital. Contudo, este espaço que acolhe meus escritos é destinado ao Santa Cruz Futebol Clube e em virtude de tal fato, o assunto em tela será o clube do santo nome. Não pude ir ao primeiro embate, a magra vitória sobre o estreante Belo Jardim. Porém, estive ontem no Estádio Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, e amanhã sigo viagem pela BR-232 em direção a terra do cangaceiro Lampião, que por sinal era torcedor do Santa Cruz, e caso estivesse vivo, com certeza iria prestigiar o seu time do coração no duro gramado do Pereirão. Lampião, cujo nome de batismo era Virgulino Ferreira da Silva, entrou para o cangaço já com 21 anos de idade. Era artesão. Adorado por uns, odiado por outros, temido em Pernambuco e Estados circunvizinhos, Virgulino foi uma pessoa ousada e não se intimidava com nenhum tipo de hostilidade, atuando de forma voraz nas fazendas, sítios e cidades dos seus inimigos, sem ter medo da morte ou de cara feia. Diferente do glorioso, ou não, Rei do Cangaço, o técnico Zé Teodoro é um homem que prefere ficar acuado, encolhido, encostado na parede, quando vai para o embate. Neste tantos meses de Zé Teodoro à frente da equipe profissional de futebol do Santa Cruz Futebol Clube, do ponto de vista ofensivo, pouca qualidade é observada no trabalho executado por este treinador.  Já está evidente para todos e todas, a sua predileção por esquemas retranqueiros, onde espera a iniciativa ofensiva do adversário para depois contra-atacar. Mesmo assim, os seus comandados, por diversas vezes no decorrer da partida, se comportam de forma medrosa e confusa. Em alguns momentos o futebol apresentado pelo Santa beira a mediocridade. Fato este que pode ser comprovado de maneira fácil e clara. Nos meus arquivos analíticos, por exemplo, tenho anotado todas as reais impressões e diagnósticos do que já aconteceu nesses cerca de treze meses de trabalho de Zé Teodoro, Sandro e demais componentes da comissão técnica no que se refere à estratégia utilizada e formatação da equipe. Mira-se que em raras ocasiões o time jogou de maneira ofensiva, ficando evidente a opção tática do treinador...

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Congraçamento Coral

Congraçamento Coral

Santana Moura – Especialista em Psicologia do Esporte Não depende de mim, mas se dependesse as cores de todo NATAL e, também, de cada ANO NOVO seriam: vermelho, preto e branco. Pelo meu gosto, nesta época natalina e outros meses do ano, sairia abraçando cada torcedor do Santa Cruz que encontrasse pelo caminho. Torcedores corais, para mim, são como irmãos escolhidos, pois dentro de nossos corações pulsam os mesmos sonhos, esperanças, sofrimentos, alegrias e prazer de estar junto do clube das multidões. Nessas horas eu, que critico tanto o capitalismo selvagem, me rendo ao desejo de querer presentear os amigos, nem que seja com um presente virtual. Então, aproveito este espaço democrático do Blog do Torcedor Coral para enviar como presente um abraço, via internet, a todas e todos que por aqui passaram e que, numa espécie de cartase coletiva, debulharam suas lágrimas e alegrias. Relembro que atravessamos obstáculos, vencemos o sistema. Comemoraram o acesso, fomos campeões de público mais uma vez. Falar de tudo isso é redundância. 2011 foi um ano pra ficar na memória e na história. A saudade já começa a imprimir sua marca no peito e 2012 já chegou. Começa tudo de novo. As incertezas, as carências permanecem, mas não muda o carinho e a disposição de estar junto, dentro da panela de concreto, gritando com todas as forças, amando como a mesma importância do ar que respiramos. Somos Santa Cruz, o maior congraçamento coletivo do planeta. Nele nos encontramos e podemos ser o que somos: o sonho de consumo de qualquer clube. As outras torcidas que me perdoem, mas vocês não tem um elo como aquele que liga torcida santacruzense. Na rua nos falamos, no carro buzinamos, fazemos questão de nos mostrar a cada momento. Com nossas camisas que viraram fardas e nossos símbolos que viraram identidade podemos exercer nossa apaixonada preferência clubística. A marca da nossa fidelidade. Ratificamos não apenas que somos a maior torcida em amor, mas a melhor na qualidade deste amor. Viajamos o mundo nos escritos e olhos daqueles que nos conheceram, atravessamos o oceano Atlântico e alcançamos o céu com nossas preces. No mais querido nos encontramos com Jesus Cristo, porque precisamos recorrer a ele, a cada momento. Somos abençoados e abençoamos. Somos, acima de tudo, filhos de Deus e merecemos ser felizes, independente de títulos ou de mídia. Precisamos, agora, continuar transformando nossa força em ações, permanecendo sócios,...

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