Ainda pode piorar

Para nós acabou o futebol em 2008. E acabou da pior forma que poderia acabar. Não quero escrever as coisas que nós já sabemos e cansamos de dizer. Quero falar sobre algo que julgo muito importante, sobre o resto desta “gestão”. Gente, já que foi inevitável cair, que foi impossível, apesar de nossos esforços de salvar o time dentro das quatro linhas, temos que tomar providências de salvar o clube urgentemente. Se esse infeliz não sair agora, daqui pro fim do ano não restará nada no clube. Os poucos jogadores que nos restam, tipo Müller e Tomas Anderson, podem dar adeus. Temos que tomar o clube com urgência. Vamos perder tudo. Esse camarada pode antecipar a receita de todos os nossos contratos. Esse camarada pode vender tudo. Esse camarada pode não pagar a ninguém e, com tudo isso, nos afundar ainda mais e prejudicar quem assumir o clube. Quanto mais ele atrapalhar o futuro presidente, mas ele terá argumentos para dizer que culpa não foi dele. Se não tirarmos esse infeliz cabeçudo de lá agora mesmo, em janeiro do ano que vem, os blogues estarão fazendo campanha do tipo “doem R$ 10,00 para comprar um caminhão-pipa e encher novamente a piscina”, pois, até isso ele pode depredar e destruir também. Mas, o que fazer para tirar o presidente? Eu sou, e acho que todos os homens de bem também são, contra a violência. Mas, se somos tão contra a violência, para que tantos seguranças e policiais num jogo do nosso time contra o Campinense? Sr. presidente, você está nos tratando como marginais? Por quê? Já o fizemos sentir-se mal alguma vez?  Então, a saída mais decente seria uma antecipação das eleições para o mês que vem logo. Mas, podemos ainda esperar decência dessa administração? Podemos esperar o que de um presidente que vive apenas soltando peruas para iludir a torcida. Podemos esperar o que desses tolinhos? Só sei que um vazio ficará em mim até o ano que vem. Só sei que estou vivenciando as piores páginas de nossa história. Só sei que quero ajudar muito, a única coisa que não sei é como fazer isso. Por fim, sinto muito por todos nós, tricolores, fanáticos, unidos, exemplos dentro de estádio. Tricolores sacrificados, lisos, batalhadores. Todos nós, sem exceção nenhuma, somos melhores que toda essa diretoria que temos. Só queria nesse exato minuto ser um repórter para ter o prazer de entrevistar e escutar...

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Pagando as dívidas para algum santo

Manequinha pagando a promessa no inverno glacial de Recife Nunca gostei de dever, principalmente a santo. Amigos, depois do jogo de quarta-feira, eu estou com crédito no céu. Vamos lá, começando por partes. Tudo começou como num dia normal que tem jogo do Santa. Acordei ansioso, passei o dia nervoso, acessando os blogs de 10 em 10 minutos, etc., etc., etc. Eu estava com tudo preparado: tira-gosto, cerveja e vontade de beber. Porém, já no fim da tarde, vem a notícia: A TVU não iria transmitir o jogo devido a “ordens $uperiores”. Eu, realmente quero me recusar a acreditar que essa “ordem $uperior” partiu de alguma emissora, mas é uma possibilidade real. Como tudo já estava preparado, o jeito foi beber e ouvir pelo rádio mesmo. E, para esquecer a revolta de não ter o jogo transmitido, só mesmo uma cervejinha. Sentamos, eu e meu primo Ureia, no sofá de minha casa, precisamente às 18h12minh. Para quem não conhece Ureia ainda, vou apresentar: o cara não tem fígado. Ureia bebe meio litro de Vodca pura antes de decidir se vai ou não beber nesse dia. E eu, um pobre coitado gastroplastado, que não agüenta mais cachaça como antes, tendo que beber de testa com um infeliz desses. O que eu não faço pelo Santa! Começa o jogo e a angústia de uma narração por rádio. Era impressionante, mas quando o locutor acelerava a voz num ataque do Campinense, eu virava o copo da minha frente. No desespero, aos 15 minutos do primeiro tempo, fiz uma promessa. Não designei qual o santo, fiz uma promessa genérica para o santo que tivesse de plantão. Prometi que se o Santa não perdesse, eu tomava um banho de piscina após o jogo. E tava um toró do cacete. A agonia continuava. Jogador machucado. jogador expulso. Tava foda. Mas, ao final, um bom empate que, em minha opinião, nos deixa com muitas chances de classificação. Eu tava feliz e surpreso. Confesso que pelo que vi domingo contra o Salgueiro, esperava levar uma lapada. Só havia uma coisa a fazer, beber para comemorar e comentar sobre um jogo que nós não assistimos. E, em decisão unânime, eu e Ureia achamos que Juninho não deve retornar ao time. O cara cansa aos 15 minutos do segundo tempo, não marca e nem cria. Depois da resenha pós-jogo, quando estou me preparando para relaxar e dormir, chega Ureia...

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Alguém sabe explicar o amor?

Certa vez, fui ao casamento de um primo meu e o padre perguntou ao noivo o que ele sentiu quando viu a noiva pela primeira vez. De pronto, meu primo respondeu: “alguém aqui sabe explicar o amor?”. Nunca me esqueci dessa frase, principalmente porque na primeira vez que ele a viu, tenho certeza que não a amava, queria apenas ficar com ela e ponto final. Ontem, nas arquibancadas do Luiz Lacerda, veio-me novamente essa frase na mente. Se qualquer filósofo, psicólogo, psiquiatra quiser explicar o amor, tem obrigação de começar pelo amor de nossa torcida pelo nosso Santa. Minha gente, a cada dia me surpreendo mais conosco. Que coisa linda, que festa linda! Isso sim é amor de verdade. Como falar de amor sem falar do amor pelo nosso Santa? Às vezes me pego pensando como estaríamos, se nosso time fosse tão grande e comprometido como nós somos. Como estaríamos com uma diretoria profissional. Amigos, não sei se vocês repararam, mas o Central, com medo de ser roubado por um juiz pernambucano, exigiu um juiz de fora e foi atendido. A diretoria do Central é muito mais eficiente, dinâmica e comprometida que a nossa. Aliás, a diretoria do clube de sinuca do Sítio do Pica Pau é melhor que a nossa. Mas deixando isso um pouco de lado, vamos falar de nossa saga até a terra de Vitalino. Fui mais uma vez na excursão organizada pela amiga Dani, ela mesma, a famosa e já sócia da RCR locações, Dani Tricolor. Pense numa cachaça empurrada que nós tomamos. Eu estava torando o aço com o jogo, mas todos que estavam no ônibus eram categóricos: “hoje, ganharemos!”. Duas paradas para pit stop alcoólico e um bacolejo da polícia depois, chegamos a Caruaru. Entrando no estádio, assisti a um Santa Cruz diferente. Era notório o dedo do treinador no time. Ontem vi esquema, vi armação, vi sobra de bola, cobertura, enfim, vi futebol profissionalmente jogado. Em minha opinião, ontem fizemos a melhor partida da série C. Porém, mesmo estando bem postado e bem montado, as falhas individuais ainda comprometem muito. Foi assim na expulsão do zagueiro e no pênalti infantil. Esse é o problema de sempre jogar no limite. Com o time limitado tecnicamente, os jogadores sempre jogam o máximo que podem (que por muitas vezes ainda é pouco) e estão muito mais sujeitos ao erro, e, quando os erros acontecem, são...

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A Santa Cruz que carrego

Numa semana que eu nunca pensei que viveria em termos de futebol, senti que o Santa Cruz é a cruz que carrego. Não é o fato da coisa ter ganho a Copa do Brasil, claro que isso me deixou puto, mas é o fato do porquê essas coisas não acontecem conosco. Passei dois dias refletindo sobre isso e, infelizmente, fiquei mais apavorado ainda. Gente, não é inveja, mas, é impossível não comparar. O que a coisa tem que nós não temos? Nossa torcida é maior e mais apaixonada que a deles. Nosso estádio é maior e melhor que o penico deles. E, porque estamos assim e eles não? Simples de responder amigos. O futebol de hoje em dia só é feito se existir uma premissa básica: profissionalismo. Claro, estamos falando de futebol e fatores como torcida, sorte e juiz, por exemplo, interferem diretamente, mas, no fundo, nenhum desses fatores dura para sempre, e, apenas o profissionalismo pode conduzir um clube de futebol por bons e sólidos caminhos. A coisa está na libertadores. Podemos usar isso como desculpa para nos curvarmos e desde já pensarmos e agirmos como se eles já fossem campeões pernambucanos nos próximos 10 anos? Claro que não! O que dizer de Santo André, Paulista, Payssandu, Paraná, Juventude e São Caetano. Todos ganharam fortunas na libertadores e hoje onde estão? Quantos deles foram campeões estaduais nos últimos 5 anos? Quantos estão na primeira divisão? Ou seja, meus amigos, ter dinheiro não é garantia de vencer, ser competente sim é ter grande chance de vencer, porém, ser competente e ter dinheiro, é a certeza de vencer. Falando em dinheiro, por que nós não temos? Porque somos tidos como uma instituição falida? Gente, somos falidos financeiramente como conseqüência das nossas falências administrativas e de nossa falência de credibilidade. Alguém de nosso blog investiria novamente em uma nova empresa de criação de avestruzes, mesmo que a nova empresa fizesse forte campanha publicitária? Alguém investiria num clube que não honra compromissos nem contratos e desfaz uma ordem como se estivesse jogando um saco de lixo para fora? Eu leio dia após dia em blogues idéias de como arrecadar dinheiro para nosso Santa. São idéias muito boas e boladas com amor, carinho e principalmente, com o espírito de ajudar nosso Santa. Porém, cada vez que vejo uma idéia dessas, eu fico lembrando das festinhas de adolescente que eu organizava em minha rua,...

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Apenas seis

Continuando a série de artigos sobre a terceirona, falaremos agora sobre a participação dos times pernambucanos na primeira fase de 2007. Porém, antes disso, é impossível ficar calado diante de algumas coisas que vêm ocorrendo. Eram 6:00h da manhã de um dia de sábado. Eu já estava acordado, tomado café e uniformizado com o padrão para a partida decisiva. Eu era oitava série e estudava no meu querido Colégio Marista, na Avenida Conde da Boa Vista, que, infelizmente, não existe mais. A decisão era 8ª D (minha sala) contra 8ª C. Como todo bom adolescente, odiávamos os meninos da 8ª C e só paquerávamos as meninas de lá para deixá-los com inveja. Pense numa sala para ter gente tabacuda! A rivalidade entre nossas salas era quase como entre Santa e a coisa. E, para piorar tudo, tínhamos os melhores times de futsal do colégio e desde a 5ª série, fazíamos todas as finais das olimpíadas internas, as saudosas “Olimpíadas Champagnat”. Eu era o goleiro de minha sala, e, estava ansioso pela nova final. A grande partida estava marcada para às 07:30h. Cheguei ao colégio às 06:30h e de cara, me reuni com meus amigos e jogadores. Até as meninas saíram de casa num dia de sábado para animar nossa torcida. Tudo pronto. Juiz na quadra. Atletas aquecidos para jogar. A batucada comendo no centro. Só faltou um pequeno detalhe: o adversário não havia chegado. Só tinham 4 jogadores da 8ª C. Resultado: Ganhamos e fomos campeões por WxO. Amigos, em jogos importantes, esse foi o único WxO que já vi acontecer. Mais uma para o currículo de nosso presidentezinho. Outra vergonha, outra desculpa vergonhosa. Pesidentezinho, junte mais essa ao restante que você fez só esse ano: Estádio interditado, tendo que disputar jogo no chiqueiro onde suzies botam a bunda num mastro. Peneirão de ex-jogadores para ver se garimpa alguém. Aliás, quase que me candidato também num peneirão desses. Melhor, faz uma promoção Sr. Presidente, quem for de camisa ao estádio, paga meia; quem for de camisa e calção, entre de graça e quem for de camisa, calção e chuteiras , é escalado e entra jogando. Disputar hexagonal da morte. Contratar e dispensar jogadores mesmo antes dos mesmos treinarem uma semana. Voltando para a série C, como sabemos, em sua primeira fase, é divida em 16 grupos de 4 times. E pegamos o seguinte grupo: Central (6 pontos em 2007,...

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Um Raio X da Série C

Amigos do blog, Eu gostaria muito de estar escrevendo sobre qualquer outro assunto, mas depois de  uma estafante  e estressante troca de e-mails com o editor-cacique-mor Dimas, decidi escrever meus próximos 4 textos sobre algo inevitável para todos nós,  a série C. Meu Santa Cruz, depois de todas as raivas e desgostos que você me fez passar, eu ainda estou ansioso para te ver em campo de novo, mas, dessa vez, infelizmente, disputando o lixo do futebol nacional.  Antes de começar a falar propriamente da série C, gostaria de fazer uma “observação” para o diminutivo: você abriu a boca para dizer que era impossível competir com as suzies e barbies pela diferença de receitas entre nós e eles, e, por isso, não teríamos chance alguma no Pernambucano.  Usando o mesmo raciocínio, começaremos a série C com quase 2 milhões do todos com a nota, ou seja, no mínimo 60 presidentes de nossos adversários na série C deveriam dar entrevistas dizendo que será impossível disputar conosco, concorda presidente? Ou será que não? Por que nossa “desobrigação” devido ao orçamento no pernambucano não vira uma obrigação na série C? Ou será que o senhor mudará de novo o discurso? Bom, voltando ao assunto que eu queria abordar, nesse texto vou falar um pouco de como é a série C. Os dados são frutos de pesquisas na internet. Para os que já conhecem o esquema desse super torneio, desculpem, mas nesse primeiro texto sobre a série C, falarei sobre coisas que muitos já sabem. O Campeonato de 2008 terá a mesma fórmula de 2007 e será dividido em 4 fases: PRIMEIRA FASE Os 64 clubes estão agrupados em 16 chaves, com quatro equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada grupo para a 2ª fase. SEGUNDA FASE Os 32 clubes estão em 8 grupos com 4 equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada chave para a 3ª fase. TERCEIRA FASE Os 16 clubes estão em 4 grupos com 4 equipes cada. Jogam entre si, em turno e returno. Classificam-se os 2 primeiros de cada chave para a fase final. FASE FINAL Os 8 clubes jogam todos contra todos, em ida e volta. Os 4 primeiros classificam-se para a Série B de 2009. Quem somar mais pontos nesta fase, será o campeão da Série C 2008. Nunca é demais observar que os times...

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