Por outro lado…

Por outro lado…

Amigos, eu ainda estou de ressaca. Não é uma ressaca alcoólica que dá aquela dor de cabeça e gosto de guarda chuva na boca. Não é aquela ressaca moral que dá vergonha de olhar no espelho ou mesmo de fazer um carinho na esposa. Estou numa ressaca de ideias e justificativas absurda. Por mais que esprema meu quengo, não sai nada, nadica de nada que não me remeta aos tópicos que descrevo abaixo. Por esse motivo, peço humildemente ao meu ex-chefe-editor-inquisidor-mor, querido Diminhas, que ele publique esse texto depois de exatos 573 dias sem publicar nada. O amigo mais curioso deve se perguntar como porra eu cheguei nesses 573 dias, fácil: nada que o novo arranjo de artigos do blog (onde facilmente achei meu último texto) e o Excel não ajudem. Parabéns Dimas pelo trabalho e pela iniciativa. Bom, lá vão os motivos de minha ressaca de ideias, espero ajuda de todos, pois, preciso viver sem essa ressaca que não passa: Zé Teodoro, amo-o ou deixo-o? Um treinador que não consegue eliminar um Penarol, que escala Carlinhos Bala de volante e Dutra de meia contra a coisa, que diz que não admite vaias quando substitui errado, que mantém Chicão no time ao invés de Léo e que quer mandar mais que o presidente não presta. Um treinador que baseia o time em volantes que só marcam e que manda Memo cobrar faltas, além de ser retranqueiro por essência não pode ficar. Por outro lado, o mesmo cara torna-se Bi-Campeão num vareio de bola e tática dentro da casa de festejos no dia do aniversário da coisa. Zé Teodoro, o mesmo que bancou Chicão, que jogou muito na final, a mesma final que ganhamos. Contra números não há argumentos (disputamos 3 finais em 5 campeonatos que disputamos, isso é marca de Bernardinho no vôlei), contra futebol covarde há. Particularmente, acho que Zé Teodoro não foi o principal responsável pelo campeonato. O principal responsável foi o Penarol. Aquela derrota serviu como um “Toma vergonha, vagabundo!” e o campeonato nada mais foi que uma cura à ressaca moral que os jogadores tinham. Mas é impossível negar a decisiva participação de Zé Teodoro nisso. A Série C está no papo? Time Bi-Campeão, fazendo 2 partidas excepcionais contra um time de primeira divisão com folha 3 vezes maior que a nossa, ganharemos fácil. Estamos num momento tático, técnico e psicológico excelente. Esse Bi-campeonato foi...

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Cobrindo as despesas excedentes

Cobrindo as despesas excedentes

Imagine uma pessoa andando alegremente num shopping center da cidade. De repente essa pessoa se depara com um sonho de consumo: uma nova TV com todos os mais modernos e sofisticados recursos. Os olhos de nosso amigo chegam a brilhar. Depois de admirar o tão sonhado produto, ele observa um cartaz abaixo que informa o preço: a TV custava R$ 10.000,00. Mesmo sabendo que é muito caro para um taxista como ele, nosso consumidor começa suas contas: – Meu apurado do taxi, somado com um CDC em 24 vezes, atrasando uma parcela do condomínio, noves fora nada, etc., etc., etc… E nosso amigo chega a uma conclusão: – É caro, mas eu quero! É caro, mas eu mereço! Com um apertinho temporário aqui, outro acolá, consigo pagar! A prestação vai ficar em R$ 800,00! Eu ganho R$ 1.100,00, dá demais! E feliz da vida após esse teorema financeiro, nosso amigo liga para a esposa para dar a boa notícia, vai comprar a sua tão sonhada TV. Obviamente, a esposa de nosso amigo dá-lhe um esporro daqueles e só não o chama de arroz doce. Triste da vida, nosso frustrado amigo sai do shopping contando as moedas para pagar o estacionamento. Ainda revoltado com a frieza material da esposa, ele começa a pensar revoltadamente: “Se fosse uma escova definitiva de R$ 1.000,00, ela comprava. Como é para mim, não posso comprar nada!”. Distraído em seus pensamentos, nosso amigo avança um sinal vermelho e bate seu taxi num outro carro, um carro importado caríssimo. Ninguém fica ferido, e, como não haveria outra maneira, nosso amigo taxista é obrigado a assumir a culpa, e, negociando com o proprietário, ele descobre que a franquia do seguro do carrão é de R$ 10.000,00, parceladas em 10x de R$ 1.000,00. Ou paga a franquia, ou paga o conserto que daria muito mais. Ainda nervoso e tremendo-se todo, nosso amigo liga para sua esposa e conta o ocorrido. Imediatamente, a esposa o aconselha a pagar as dez prestações. O taxista vai à oficina e passa no seu sofrido cartão de crédito os R$ 10.000,00. Passados alguns dias, conversando com a sua esposa, o taxista pergunta: – Mulher, por que você não deixou comprar a TV que eu queria de R$ 800,00 por mês e na hora, sem pestanejar por um segundo, mandou eu pagar R$ 1.000,00 por mês da franquia? E a mulher responde: – Porque...

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Não vou mais medir o tempo

Há mais ou menos um ano, eu estava nervoso e preocupado com o Santa Cruz. Teríamos pela frente um jogo decisivo e vital para a nossa vida. Vínhamos de uma campanha irregular, tínhamos perdido de times inexpressivos e jogávamos em uma partida o tudo ou nada. Lembro-me que tínhamos um treinador ruim, que toda a torcida pedia a saída dele há muito tempo e a teimosa, “profissional” e “expert” diretoria mantinha o infeliz. Faltando dois jogos apenas, trocam o treinador e chamam um tal de Bagé de salvador da pátria. Um ano depois. Continuo nervoso e preocupado com o Santa Cruz. Temos pela frente um jogo decisivo e vital para a nossa vida. Viemos de uma campanha irregular, onde perdemos duas vezes para um time inexpressivo. Vamos mais uma vez jogar em uma partida o tudo ou nada. Tínhamos um treinador ruim, que toda a torcida pedia a saída dele há muito tempo e a diretoria mantinha o amante de volantes. Faltando apenas dois jogos, trocam o treinador por um novo salvador da pátria. Vocês repararam alguma semelhança entre os parágrafos acima? Esse talvez foi o texto mais fácil de escrever do TC. Foi quase um copiar e colar. Infelizmente, amigos. Infelizmente, passou-se um ano e nada mudou. A história se repete da mesma maneira, e, contra o mesmo adversário. Como será possível um time em um ano não evoluir em nada? Como podemos acreditar que um ano depois ainda dependemos de um jogo no fio da navalha para nos classificarmos para a segunda fase de uma Série D? Ano passado, comprei uns espetinhos para um churrasco. Achei o gosto horrível e prometi a mim mesmo que nunca mais consumiria aquela marca. Semana passada, fui ao supermercado e o danado do espetinho estava em promoção. A embalagem estava mais bonita, logomarca modernizada e escrito na caixinha “novo sabor”. Decidi arriscar-me e comprei, provei e a conclusão foi que continuava horrível. Isso aconteceu conosco. O Santa não mudou seu produto, apenas trocou a embalagem. Acho importante modernidade e profissionalismo na administração do clube, mas o Santa Cruz, essencialmente, é um clube de futebol. Nosso único produto é o futebol. A diretoria do Santa Cruz produziu um produto ruim e ainda consegue nos vender esse produto. Colocamos mais público agora do que colocávamos há um ano. Será que um ano é pouco tempo? Desisti de medir o tempo essa semana. Quanto...

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Sérgio China Prometeus, mas não cumpriu

Conta a lenda que Prometeus, um Titã, filho de Jápeto e Clímene, ficou com a árdua tarefa da criação dos homens, mas cometeu um pecado que deixou Zeus, a divindade suprema do Olimpo, p… da vida. Prometeus roubou o fogo divino para dar vida aos homens. Zeus, mais invocado da vida do que o ex-sanfoneiro Chiló, para botar para lascar nele, enviou uma linda mensageira, Pandora, com uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a terra. Mas o que Zeus não contava, era que Prometeus não era tão inocente assim e resistiu aos encantos da linda mulher e, mais invocado ainda, Zeus o acorrentou a um penhasco e cortou parte de seu bucho expondo seu fígado, o qual era todos os dias devorado por uma águia, mas se reconstituía. A lenda tem calculadamente nove mil anos e a pergunta continua: Qual a causa da regeneração do fígado? Não que eu reclame dessa regeneração hepática, afinal, eu e metade de nós, depois das cargas de cachaça que tomamos, só continuamos vivos exatamente por isso. O que seria de Ducaldo, se não houvesse essa miraculosa regeneração, após os 15 litros de caldinho consumidos antes de cada jogo? Mas o que isso tem haver com nosso Santa? Conta a lenda que Sérgio China, uma promessa que só Prometeus, mas ainda não cumpriu, ficou com a árdua tarefa do acesso para a Série C do campeonato Brasileiro. Mas Sérgio vem cometendo vários pecados que estão enfurecendo a torcida, deusa do mundão do Arruda. Sérgio China roubou um pouco de nossos nervos e ainda e nos arranjou de quebra um meio campo de Pandora, que se for explorado libera volantes pelo mundo todo, numa correria desorganizada e sem objetivo. Sobre a regeneração: o que nós estamos fazendo semana após semana, jogo após jogo, ano após ano? Jogamos mal, saímos com o coração devorado, cérebro atordoado, sonhando com volantes pulando uma cerquinha para o sono chegar, e, mesmo assim, no jogo seguinte, estamos com o coração novamente inteirinho para torcer pelo Santa Cruz. Mesmo com raiva, falta de dinheiro, falta de argumentos para convencer a patroa a beber desde meio-dia, estamos todos lá. Aliás, isso é outro ponto. Proponho que o TC tenha um espaço reservado para essas desculpas. Não fui a Sergipe por falta de uma boa. A melhor seria: “O time está excelente, não posso perder um jogo!”, mas...

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O primo rico

Sempre escutamos, independente do campeonato que se esteja disputando, que existe um abismo financeiro entre as equipes. Sempre falamos que a divisão de receitas e cotas é injusta e que fica impossível que um campeonato seja disputado de igual para igual, com jogos entre os primos ricos e os primos pobres. Pois bem. Estava um dia desses pensando exatamente nisso. Teria uma equipe do nordeste condições de disputar uma série A contra equipes do sul? Será que, por isso, todas as equipes do clube dos 13 que caem para a segunda divisão são promovidas no ano posterior a queda com um pé nas costas? Sinceramente, acho que sim. É muito mais fácil fazer futebol quando se tem dinheiro. Mas o que danado isso tem haver com nosso Santa? Usando a mesma analogia, é impossível não pensar que somos o primo rico da série D. Temos os maiores patrocínios, o maior estádio, teremos as maiores rendas, a maior torcida, temos a maior arrecadação. Se não vejamos umas contas simples: Renda do Jogo Brasil x Paraguai (li que 10% é nosso, considerando 50 mil ingressos a um preço médio de R$ 50,00) : R$ 250 mil; 15 mil do Todos Com a Nota (R$ 4,00 por ingresso, 7 jogos no arruda) : R$ 420 mil. Sem contar patrocínios, rendas dos jogos, arrecadação de sócios, cadeiras e camarotes, somando apenas esses dois itens, teremos R$ 670.000,00, para um campeonato de 5 meses, o que daria apenas nos dois itens acima mais de R$ 130 mil reais por mês. Tenho lido que a folha de pagamento do Central e do Sergipe será de R$ 50 mil, e que o CSA que pretende “investir pesado” no acesso a série C (até para apagar a vergonha se ser rebaixado no alagoano) terá uma folha de R$ 100 mil. Ainda é difícil pensar que somos o primo rico? A situação financeira dos times da série D é tão ruim que quem vai completar nosso grupo é nono colocado de um estadual (CSA) e o quinto de outro (Central). Os que estavam mais bem colocados não tinham condições nem de viajar de ônibus para os jogos. Certo, já me convenci que somos mais ricos. Mas, se usarmos a mesma desculpa que usamos para dizer que não podemos disputar de igual para igual o Pernambucano, teoricamente nossos concorrentes não podem disputar de igual para igual conosco. Somos favoritos?...

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Onze contra onze e ponto final

Não tem rico nem pobre. Não tem famoso nem desconhecido. Não tem bonito nem feio. Todo jogo de futebol simplesmente se decide de uma única maneira: são onze contra onze e ponto final. Digo isso devido ao nosso famigerado restinho de ano. Acompanhando as notícias sobre o futebol do nosso Santa, acho impossível não traçar uma série de paralelos entre a série D e o ano passado, nesse mesmo período de hibernação futebolística. Escutei imprensa e torcida dizerem que se mantivéssemos o mesmo time e a mesma comissão técnica que terminou o pernambucano, seríamos francos favoritos ao título da série D. Discordo, afinal são onze contra onze, amigos. Jogamos duas vezes contra o Porto, time que disputaria a série D. Perdemos uma delas. Jogamos duas vezes contra o Americano, que nem a vaga para a série D conseguiu, perdemos as duas. A questão não são os onze jogadores que entram em campo, mas, como eles entram em campo. Não vejo diferença entre um craque mascarado que não quer jogar e um mediano esforçado, dedicado e comprometido com equipe. Alguém se lembra de Edmundo ano passado quando atrasaram os salários dele? Alguém se lembra das seguidas contusões de Juninho? Bom, acho que o principal dessa série D é poder pagar tudo certinho. Isso é básico. Toda empresa tem que ter despesas compatíveis com as receitas. Mas, e se nossa campanha de sócios arrecadasse um milhão por mês, adiantaria ter uma folha desse valor para disputar a quarta divisão? Adiantaria pagar 100 mil a um medalhão que teria que viajar três ou 4 horas de ônibus para jogar contra um time que ele nunca ouviu falar? Nesse ponto eu concordo em contratar os destaques do pernambucano. Mas, antes que falem mal de mim, porque o ano passado fizemos isso e deu no que deu, deixe-me explicar. Ano passado, não contratamos os destaques do pernambucano, esmolamos alguns jogadores do pernambucano. Pedimos quase pelo amor de Deus para o Porto ceder sem custos três jogadores. Passamos uma semana para fechar a liberação do “craque” da Cabense. E, esses jogadores que estavam chegando, vinham para um time fadado ao fracasso devido à falta de crédito da diretoria. Os jogadores chegaram sem compromisso com o time, com a torcida e sem responsabilidade, uma vez que, jogaram num time que foi sétimo no pernambucano. Além disso, disputamos 12 rodadas e até a décima ainda estávamos contratando...

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