O passado ficou para trás

O passado ficou para trás

Depois de tantas idas e vindas, chegamos finalmente na hora que a cobra tem que fumar. Confesso que o estimulo pra escrever ainda não é tão grande, mas algumas coisas que tenho lido e visto me fizeram tomar coragem e produzir estas linhas. Como tantos outros amigos, estive no Arruda sábado. Todos os adjetivos que já foram inventados para descrever nervosismo e drama ainda são insuficientes. Só não caguei na hora do pênalti, porque não tinha fezes prontas. Meu pai, Sr. Maneca, frequentador assíduo das sociais aos seus 66 anos, chegou até a passar mal e foi socorrido pelos amigos, entre eles o nobre Carlão, o gole mais rápido do Arruda (nunca aposte com ele quem vira um copo primeiro). Meu  muito obrigado a todos que ajudaram. Bom, meu pai passar mal, eu quase cagar nas calças, choros e lamentos poderiam ter sido evitados. Já passou pela cabeça de alguém que bastava apenas uma mísera vitória a mais e estaríamos matematicamente classificados? Quantas oportunidades perdidas de ter tranquilidade na reta final. Quantos erros de escalação, finalização, quantos gols perdidos e frangos tomados. Bom, pra mim pelo menos, o que passou ficou pra trás. Não me adianta mais lamentar os erros passados, resta-me agora torcer pelos acertos futuros. E pode ser cegueira ou alienação, mas vi algumas coisas positivas no último jogo. Em várias partidas, vi o time sem coração, sem correr, como se o jogo fosse uma pelada após uma cachaça. Sábado, vi luta até o fim, acho que, seja por qual tenha sido a razão, o corpo mole acabou (aliás, o nosso primeiro tempo contra o Fortaleza também foi excepcional e de muita garra). O reconhecimento pela luta foi tão grande que, ao tomar o empate, não foi ouvida uma única vaia nas arquibancadas, mas houve um coro de apoio cantando o nome de nosso time. Ganhamos e estamos com um pé nas quartas de final. Todos os temperos estão na mesa. Somos o grande que precisa ganhar do pequeno e quase rebaixado Águia. Tem perua de suborno, de juiz encomendado.  Jogador do Santa Cruz que ainda tem alguma aspiração na carreira não deviria dar o modesto campoZINHO como desculpa, devia usar isso como estímulo. Quer não precisar nunca mais jogar num campo desses? Então ganha e sobe de divisão, caralho! Será que o tão propalado momento certo do time crescer não chegou? Afinal, se não chegou, não...

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Um processo culinário

Um processo culinário

Comumente dizemos que alguém está num processo de fritura quando o indivíduo está chegando a uma situação que não há mais maneiras de ser salvo. Imagino que muitos torcedores, pobres e nervosos como eu, estão cada vez mais vendo nossa Série C quase frita. Eu discordo disso. Nós não estamos num processo e fritura, e sim num longo e doloroso processo de cozimento. Para quem não sabe a diferença entre uma fritura e um cozimento (apenas na hora de apreciar um bom tira-gosto), na fritura, tudo é rápido, imediato e queimou não tem mais jeito. Já no cozimento, um processo lento, mesmo as coisas estando ruins, ainda temos tempo de corrigir e saborear um delicioso cozido. Porque acho que não estamos fritos? Simples. Até pelo português bem dizido, o que a diretoria tem feito além de nos cozinhar até agora? Estamos dia após dia sendo enganados pela diretoria e comissão técnica, que não cansam de dizer que a torcida tem papel fundamental e deve apoiar. Será que somente alguns estão vendo o quanto é doloroso estar atrás de Treze, Salgueiro, Luverdense e Águia de Marabá numa Séria C? Enfim, segue a receita desse cozido tricolor: Usamos péssimos ingredientes Nenhum jogador que foi contratado para a Série C é melhor que algum que tenha sido dispensado após o Pernambucano, por exemplo, Paulista é melhor que Geílson ou Bala? Ainda na quarta rodada, me lembro que escrevi um texto para o TC, dizendo que todo jogo tomamos gol por falha de zaga ou goleiro. Estamos na 12ª rodada e ainda tomamos todo jogo um gol por falha de zaga ou goleiro (contra o Treze, foram logo dois). Será que ninguém viu isso e ao invés de contratar um goleiro bom contrataram César, jogador velho e caro, que nem no banco tem figurado? O que dizer de Edson Borges e Ramalho? A panela é velha Como qualquer patrão ou empregado sabe, funcionário velho é cheio de vícios. Eu ontem gelei com a entrevista de Zé Teodoro quando ele falou “Eu cresço no momento certo”. Meu Deus do céu! Técnico de futebol cresce agora? Ele, de uma hora pra outra começa a escalar e substituir bem o time e abandona uma teimosia que beira uma pirraça infantil contra toda uma torcida, só porque chegou a hora certa? Pelo que me consta, quem cresce na hora certa é um atleta campeão. Treinador tem que...

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O Santa e o time mais odiado do Brasil

O Santa e o time mais odiado do Brasil

Trabalho numa empresa que divide meu mês em dois: passo 10 dias no Rio de Janeiro e 20 dias aqui na terrinha. Acabei me acostumando com essa vida de trecho, mas, 2 coisas eu não me acostumo, perder jogos do Santa nos domingos que viajo e o tal do avião. Morro de medo de avião. Acho que hoje em dia, só tenho mais medo de bola cruzada na área do Santa Cruz do que de voar. Apenas para esclarecer antes que pensem que torço pela Barbie com essa frescurinha de medo de avião, vou explicar: Quando estou num avião, estou perto de Deus, ele pode querer me levar, porém, por outro lado, estou longe do diabo, que pode querer me trazer, assim, se um dos dois sentir saudades de mim, eu me lasco todo! Pois bem, quando se voa com frequência, você acumula inúmeras histórias e estórias para contar em mesa de bar. Vai de foto com gente famosa até risco de morte por um acidente que quase acontece. Enfim, domingo 26, na ressaca pós-goleada, aconteceu um causo digno de registro, fiz um evangélico beber cerveja por causa do Santa Cruz. Tudo começou com uma ida normal ao aeroporto num domingo de manhã. Minha esposa foi ao aeroporto me levar e às 09:00 eu já estava com um pote de 700ml de chopp na mão. Geralmente, minha esposa fica arretada quando bebo muito, mas, como ela sabe que tenho esse medo de avião e só viajo no mínimo bicado, compreende e não reclama. Embarquei no meu voo que, por motivos óbvios, era da TAM, que serve cerveja. Cadeira 4C, corredor pra facilitar a mijada quando a hora chegasse. Avião decola e eu ansioso para o serviço de bordo começar a servir minha cervejinha. Nessa hora, leio revistas, vejo vídeos e principalmente observo as pessoas próximas para ver com quem posso puxar assunto. Observei a cadeira 4D, corredor junto a minha. Lá estava um senhor grisalho com um livro na mão, cujo titulo eu não conseguia ver. Estava vestido de mangas longas e calça social num domingo de manhã, daí, logo concluí: deve ser crente e vai ficar puto quando eu começar a entornar minhas Heineken. Começa o serviço de bordo. Peço logo a primeira cerveja e desprezo as torradas com queijo de sempre. Abro meu jornal e começo a ler pelo jogo do Santa, é claro. Leio o primeiro...

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Com pedras na mão e chupando limão

Com pedras na mão e chupando limão

Depois do freio de arrumação, esporro, esculacho e lapada de Artur no texto anterior, referindo-se aos ânimos dos torcedores, comecei a pensar friamente em nossa situação. Comecei a pensar o porquê de estarmos sempre com pedras na mão e com cara que chupamos limão. Por que tanto mau humor? Simples, estamos todos errados. Temos motivos de sobra para estar sorrindo. Pessoal, é evidente, deixem de implicância e negativismo. Estamos invictos. Nossa dupla de ataque já marcou 6 gols, apesar de não ser municiada. Já temos novamente a maior média de público do Brasil em todas as divisões. Eu sinceramente não entendo o motivo de tantas críticas. Elas só prejudicam. Simples, estamos todos certos. Temos a pior defesa de nosso grupo. Zé Teodoro insiste em escalar o time de um jeito que só a cabeça dele entende. Estamos em sexto num grupo de 10, e só jogamos em Pernambuco. Quando pega o aeroporto, lasca tudo.  Perdemos 4 pontos em casa. Enfim amigos, o que quis dizer é que todos tem uma opinião e nesse espaço proporcionado por Dimas, podemos debater e expor nossos argumentos, claro que, como frisou Artur, dentro dos limites de respeito e educação. Mas, aproveitando-me que Diminhas me deixa escrever aqui no blog e posso expor minha opinião sem perder-me em mais de 400 posts, queria dizer que: É impossível um time ganhar um jogo com tantas falhas individuais. Recapitulando os gols que tomamos: Contra o Guarany, debaixo do dia de maior chuva de todo o nosso inverno até agora, fazemos um a zero (cruzamento de Wesley) e tomamos um empate 3 minutos depois numa falha de Diego Lima, que saiu do gol caçando borboleta. Daí, veio o coro de FORA DIEGO LIMAAAAAAA! Contra o Salgueiro, em 2 minutos, Diego Lima tomou outro frango.  No fim do primeiro tempo, gol contra. No segundo tempo, empatamos com 2 chutes de fora de área. De novo, FORA DIEGO LIMAAAAA! Contra o Treze, nosso FORA DIEGO LIMAAAAA foi escutado. Foi o nosso melhor jogo, não por nossa qualidade, mas pela mediocridade técnica de um time que em 4 jogos só fez um ponto. Sinceramente, Fred, nosso goleiro, em momento nenhum dos 90 minutos me passou segurança e tranquilidade. Metemos 2 gols, um de bola parada (cruzamento de Wesley) e um de fora da área. Depois, falha de Memo (até esse momento da falha, ele era inquestionável por todos) e gol....

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Dívida

Dívida

Eu estava te devendo isso há mais de um ano e meio. Agora, decidi pagar. Nunca demorei tanto para resolver uma dívida. Mas, meu pequeno tesouro, porém, meu grande amor, estou hoje escrevendo em sua homenagem: minha pequena Giovanna. Gigi, claro que você nasceria tricolor. Afinal, o sobrenome Valença que você carrega significa muito. Mas, o que eu não nunca poderia  esperar, era a sorte que você me deu. Você me fez mudar de emprego e melhorar muito profissionalmente. Você, com apenas um aninho e meio, viu o Tantcha (o jeitinho que ela fala Santa quando vê nosso querido escudo) ser bicampeão e subir de divisão, acredite filha, crianças de 10 anos não viram tanto ainda. Decidi escrever agora, porque vi coisas que me deixaram muito triste, minha filhinha. E queria compartilhar com todos os tricolores que são leitores do blog, as suas experiências e a sorte que você deu ao Santa. Li comentários tão depressivos. Peço ajuda a Tia Santana sobre isso,no auge de sua competência. Tia Santana, às vezes, fico tão irritado com nossa torcida! Pelos comentários que leio, imagino situações assim: Imaginem uma notícia: “Santa anuncia pintura das arquibancadas” Aí lá se seguem as respostas: “Quer apostar que vão pintar de branco gelo? Deviam pintar de branco neve! A culpa é de Zé Teodoro que escalou Chicão pra vender tintas no armazém. Fora Chicão e Zé Teodoro!” Amigos, eu respeito a todos. Sou um crítico ferrenho e, nas épocas mais antigas do blog, os colunistas sempre me acharam algumas vezes otimista e noutras pessimista. Pessoal, me desespero quando vejo que, por um empate na primeira e outro na segunda rodada já tem gente dizendo que vamos cair pra série D. Quem acha e comenta isso realmente está ajudando? Olhem para minha pequena Gigi, ela está tão feliz com o Santa! Como não estar? Vivemos o melhor momento dos últimos 10 anos. E para manter isso não é difícil. Li comentários no começo do ano criticando até a mãe de ALN por ter trazido um aposentado para o Santa. Pois é, Dênis Marques mostrou que todos estávamos errados. O que mais Zé Teodoro tem que fazer pra provar que atinge (claro que às vezes ele mesmo dificulta isso) os seus, aliás, os nossos objetivos? O cara ganhou tudo, gente! Chicão é ruim? Eu concordo que é. Mas Chicão jogou muito as finais. Até Branquinho foi importante! Caça-rato...

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Teclando o F5

Teclando o F5

Pensei em escrever por uma situação que aconteceu comigo recentemente e garanto que aconteceu com muitos torcedores do nosso Santa também. E, para escrever esse texto para o blog, precisei voltar aos meus velhos tempos de analista de sistemas. Quando a empresa IBM resolveu entrar no mercado de computadores pessoais e softwares, tomou, como base para os teclados de seus PCs, o mesmo gabarito dos teclados da máquina de escrever. Nada mais óbvio, já que ela era uma das maiores fabricantes de máquinas de escrever naquela época. Entretanto para auxiliar a utilização de seus softwares (para os mais novos, lembro que inicialmente não existia o mouse, nem programas no formato Windows, com ícones e janelas) a IBM criou as teclas F1 à F12 (Function1 à Function12), cada uma das teclas seriam usada da melhor maneira possível conforme a necessidade do programador, para facilitar o trabalho do usuário. Para quem é da nova geração, as teclas de função perderam um pouco o seu sentido, mas uma delas em especial denotou no último mês o sentimento de toda uma nação, o famoso F5. A tecla F5, nos navegadores WEB, serve para atualizar, no Windows, o conteúdo da tela que está sendo exibida. Confesso que nesse último mês, chegava ao trabalho, abria dez sites ou blogs que poderiam anunciar oficialmente o início da série C e de 15 em 15 minutos era um F5 em cada um deles tamanha minha ansiedade. Nunca havia notícias concretas, apenas inúmeros boatos e a palavra mais citada de todos os sites foi “amanhã”, sempre sendo usada na frase “amanhã deveremos ter uma definição”. Porém, do mesmo jeito que alguns acham Deus, outros acham a luz, outros acham uma moeda de R$ 1,00 no bolso da bermuda que usou na última cachaça, eu achei meu F5. Ontem, passava já das 22:00h, quando li que domingo poderei estar no Arruda. Bendito F5 da sorte. Atualizou nosso mês de angústia. E, contagiado pela F5Mania que me assola, espero que algumas outras pessoas também teclem um F5 daqui pra domingo: Diretoria Coral Será um jogo grande, com muito tricolor sedento por futebol e ansiosos pra rever o time. Por favor, se atualizem e organizem bem as entradas, filas, fiscalizem os cambistas-sócios e tratem bem o torcedor. Por favor, diretoria, um F5 no profissionalismo. Coloquem um placar eletrônico, consertem o sistema do Guerreiro Fiel e explorem a marca Santa Cruz. Time...

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