O caminho a seguir

Imagem: Rafael C. Queiroz Leonardo Jr. Não quero parecer pretensioso ao querer apontar o caminho ideal para o Santa Cruz Futebol Clube. Muito menos repetitivo, já que em alguns textos já abordei o mesmo tema. Então, com o perdão dos que já conhecem o meu ponto de vista, vou tornar-me redundante e abordar novamente a questão. O Futebol em 2007 foi um verdadeiro desastre. E isso se deu em grande parte porque não tivemos uma política de contratações e cometemos erros horripilantes. Buscando um resultado imediato no Pernambucano, trouxemos um caminhão de jogadores já na curva descendente da carreira, que até o mais desavisado torcedor saberia que não funcionaria. Aguentamos Alex Pinho e Cleisson, Romeu… Apostamos em jogadores que tiveram um rendimento horrível em 2006: Juliano, Marco Antonio, Rodriguinho, Robson Luis… Tentamos jogadores indicados por empresários: Moreno, Adauto, Michel… Buscamos revelações em grandes times do Sul e Sudeste (como se esses clubes fossem liberar seus jovens craques): Porcellis, Cadú, Paulo Ricardo, Thiago Silva… Como se não bastassem os erros cometidos no Pernambucano, permanecemos contratando sem nenhum tipo de critério aparente (o único que entendi, foi que pra ser contratado precisava fazer gol no santa). Agüentamos Miro Bahia, César Baiano, Cláudio, Amaral Pernambucano e Coveiro, Creedence, Josemar, Russo, Didão, Kuki, dentre outras mazelas. Será que o Pernambucano não serviu de lição? Se não serviu, basta olhar para os poucos acertos cometidos pela diretoria nesse ano, para ver o caminho que deveríamos seguir: Hugo e Carlinhos Paraíba. Prata da casa e jogador jovem da região buscando seu espaço. Esse é o caminho que devemos trilhar. Já falei nesse mesmo espaço de termos uma equipe de bons olheiros observando talentos para a base e para o profissional. Já citei exemplos de clubes como Sevilha, PSG, que se voltaram, até mesmo por necessidade para as suas divisões de base e conseguiram sucesso (principalmente o Sevilha) em suas jornadas. Quando cito o Sevilha da Espanha, logo pensam que é primeiro mundo, bi-campeão da Copa da UEFA e jogando a liga dos campeões da Europa. Esse é o cenário atual. Procurem conhecer o que se passou no clube a cinco ou seis anos atrás. O Sevilha devia milhões de Euros, havia sido rebaixado para a segunda divisão espanhola e adotou (por força das dívidas e da crise) uma POLÍTICA de valorização de novos talentos. Isso norteou todas as ações do clube, culminando no Sevilha atual....

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O Irã já foi Tricolor!

Leonardo Jr.   Era corrido o ano de 1972. E foi decidido realizar um grande torneio de futebol para comemorar os 150 anos da independência do País. Seria uma grande festa! O torneio ficou conhecido como Mini Copa, mas seu nome oficial era ou Taça Independência do Brasil. Foi realmente uma copa reduzida, pois movimentou 13 sedes e 14 seleções.   Um dos grupos (Composto por Portugal, Irlanda do Sul, Equador, Chile e Irã) ficou sediado entre as cidades de Natal (que recebeu 3 jogos) e Recife (que sediou 7 partidas). A escolha sobre qual estádio utilizar em Recife foi fácil. Optaram por utilizar o recém inaugurado José do Rego Maciel, o Mundão do Arruda. Os demais grupos tinham as seguintes composições:   Grupo 1: Argentina, Colômbia, França e dois times unificados da África e da Concacaf (a Confederação das Américas Central, do Norte e do Caribe) se enfrentavam em Aracaju (SE), Salvador (BA) e Maceió (AL).   Grupo 3: Bolívia, Iugoslávia, Paraguai, Peru e Venezuela jogaram em Curitiba (PR), Campo Grande (MS, então parte do Mato Grosso) e Manaus (AM).   Estavam já classificados para a segunda fase: Brasil, Escócia, Tchecoslováquia e Uruguai. Esses se uniam aos primeiros colocados dos grupos iniciais formando a semifinal. Ou seja, um torneio tipicamente brasileiro! Se não bastasse a fórmula confusa, e o fato de contar com um “combinado” no torneio, outro fato chamou a atenção da mídia durante o campeonato.   Como já mencionei acima, o grupo 2 tinha sede em Recife e Natal, mas a Seleção Iraniana só jogaria em Recife. Só que aconteceu um pequeno imprevisto: a delegação do Irã esqueceu os uniformes de jogo! Sim, meus amigos! Esqueceram os uniformes! E como uma seleção que vem jogar um campeonato, esquece os uniformes? A Confusão estava armada! O Irã estava sem uniformes e precisava jogar. Foi aí que tiveram uma idéia: Para conquistar a simpatia do público local eles pediriam emprestados os uniformes da equipe mais popular da cidade:   O GLORIOSO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE!   É verdade! A Seleção Iraniana jogou todas as suas partidas utilizando os uniformes do mais querido! E conseguiu um resultado expressivo para o seu país! Em seu primeiro jogo contra uma equipe da América do sul, conseguiu um empate! (1 x 1 contra o Equador). E contra o Chile, perdeu de 2 x 1, mas empurrado pela massa que torcia pelos uniformes...

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Um campeonato às avessas

Leonardo Jr.   Carlinhos estava empolgado para planejar o campeonato de botão da sua rua. O Campeonato é em 2008, mas ele já planeja uma verdadeira revolução na Rua.   – Vou apostar numa fórmula diferente (pensou ele…).   Mas para isso ele precisava contar com o apoio dos três principais botonistas da rua: Homerinho ( o mais chorão), Ricardinho (o mais mauricinho) e Edson Cabecinha (o mais popular). Normalmente os jogos entre esses três eram os mais populares, agitavam a rua toda! Carlinhos, que não jogava nada, preferia “organizar” os campeonatos…   E ele pensou numa nova “fórmula” para garantir emoção ao campeonato de botão da rua. Como eram 12 os botonistas da rua, ele decidiu por um campeonato de dois turnos. Só que no primeiro, faria a primeira revolução:   – Vão ser três quadrangulares! Delirou. – Vou colocar cada um dos três mais populares em um grupo, garantindo assim atenção para todos os grupos! – Quer dizer que os três mais populares não se enfrentarão no primeiro turno, Carlinhos? Questionou o vizinho conhecido como Zezinho Povão – Não é isso, Zé! Pode ser que eles se enfrentem sim! Isso é só a primeira Fase! Na Segunda fase vou fazer um cruzamento olímpico, de acordo com a classificação de cada um. – Mas isso não garante que eles se enfrentem, Carlinhos… – Ô Zé, desde quando tu entende de tabela de campeonato? Retrucou Carlinhos, com seu jeito autoritário – Meu Pai tem assinatura de TV a cabo e eu vivo assistindo aos campeonatos lá da Europa…Essa minha idéia é uma novidade! – Mas Carlinhos, insistiu Zé, a maior atração do nosso torneio é o confronto entre os três lá do fim da rua… E tu queres deixar o primeiro turno sem isso? – Calma, Zé… Eles se enfrentam no segundo turno… – E como seria o segundo turno, Carlinhos? Perguntou um já enrolado Zé. – Fácil, Fácil! Exclamou. Os Seis melhores do Primeiro turno se enfrentam em 2 jogos e pontos corridos! Gostasse? – Eita! Pontos corridos tá na moda, né?! Mas fiquei com uma dúvida… Se só os seis melhores participam dessa parte, e o campeonato tem 12, e os outros seis? – Disputarão pra ver quem é o pior! Exclamou um todo orgulhoso Carlinhos.   Zé pensou, pensou… E perguntou:   – Ô Carlinhos… Mas e quem vai ver esses jogos? Tu sabe que só prestam...

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Agir olhando para frente

Por Leonardo Jr.   A situação atual ainda é deveras preocupante. Reagimos, vencemos dois jogos, perdemos o último, e ainda estamos na zona de rebaixamento. Não temos jogadores capazes de fazer a diferença, não temos preparo físico e um entregador de camisas comanda a equipe, embora tenhamos melhorado nas 2 penúltimas partidas. O Cenário é de filme de terror de oitava categoria. O que vai acontecer? Mais uma vez, infelizmente, vamos acabar partindo (por falta de planejamento) para soluções desesperadoras (se é que já não estamos atuando dessa forma).   Além de não sabermos se dará ou não algum resultado, esse tipo de ação vai comprometer mais uma vez o futuro do clube. Ao terminar o ano (independente de em qual série nos encontremos), mais uma vez não teremos elenco, estrutura, treinador… Alguém aí consegue enxergar quantos desses jogadores poderiam permanecer para o próximo ano? Alguém confiaria a missão de reconstruir o elenco ao entregador de camisas que hoje está no clube?   Alguém deve estar imaginando: "O Léo enlouqueceu de vez. Enquanto a gente está tentando escapar da série C, ele já está pensando no próximo ano! Temos que nos preocupar com o momento atual, resolver nossa situação para depois pensar no futuro". Acredito que nos encontramos nessa situação em grande parte por esse tipo de pensamento. No Santa Cruz Futebol clube sempre se pensa no passado e no Presente. Nunca no Futuro. Suspiramos pelo passado, lamentamos o presente e esquecemos o futuro… Mais um ano vem e começaremos novamente do zero. Sujeitos a todos os erros que conhecemos bem quando se recorre a esse tipo de trabalho.   Perdemos a coragem e a capacidade de arriscar. O Santa Cruz já revelou dezenas de treinadores e jogadores para o Brasil. Hoje, não queremos correr riscos. Mas não é muito mais arriscado montar um time a cada ano, contratar profissionais mercenários que só pensam em dinheiro e trazem junto consigo a sua panela de jogadores? Não teria sido mais honesto ouvir da boca do nosso presidente, que ao invés de brigar por títulos, o nosso clube passaria por um processo completo de reformulação, que o objetivo seria organizar o clube a longo prazo e que a torcida não esperasse resultados imediatos, ao invés de um discurso populista de que “ELE” sempre entra para vencer? Não precisamos de frases de efeito, e sim de ATITUDES de efeito.   Não estou dizendo que...

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O Exemplo que vem da França

Leonardo Jr. Eu gosto bastante de acompanhar o que acontece no “planeta bola”. Tendências, esquemas táticos, políticas de contratação, tudo isso para saber o que está acontecendo, e quem sabe sugerir algumas coisas interessante, que  possam ser úteis e aplicáveis ao nosso Santa. E um clube em particular me chamou a atenção: O Paris Saint-Germain. Para quem não sabe, o clube (que é um dos maiores da França) passou a última temporada numa crise desgraçada. Envolto em dívidas, lutou contra o rebaixamento na Ligue 1 durante toda a temporada, só conseguindo escapar nas últimas rodadas da degola. Qualquer semelhança é mera coincidência… Eis o Cenário: O PSG envolto em dívidas, repleto de medalhões no elenco que não estavam rendendo o esperado. O clube como lanterna do campeonato. Qual a primeira coisa a se fazer? Trocar de técnico, é claro (Alguém conhece alguma história parecida por aí?). Mas aí faço uma ressalva. A troca de técnico veio acompanhada de uma mudança de mentalidade. Contrataram um treinador que gostava de trabalhar com jovens talentos. De revelar jogadores. Não bastou apenas trocar um profissional. Foi preciso mudar o foco, admitir que não estava funcionando e tentar outra coisa. Ele (o treinador) chegou ao clube e adotou logo uma política de choque: colocou a maior estrela do time no banco. No lugar do medalhão (O português Pauleta), colocou um jovem valor. E funcionou. Tanto o jovem se saiu muito bem, como o medalhão voltou a brigar por uma vaga no time, pra onde retornou e marcou gols importantes ajudando o clube a se manter na primeira divisão francesa. Ou seja, além de conseguir manter o clube, ainda mostrou que existiam valores no próprio clube que poderiam ser aproveitados. Agora o clube está se preparando para a temporada 2007/08. Contratação de medalhões? Nem de longe. O Clube percebeu que a única forma de crescer nos próximos anos seria uma redução drástica nos custos, diferente de anos anteriores, onde o clube gastou o que não tinha para contratar jogadores de nome, mas que dentro de campo contribuíam muito pouco. O Clube parte para contratar jogadores jovens, que se destacaram em outras equipes francesas. Com essa política, o PSG mata dois coelhos com uma só cajadada. Reduz os valores gastos com contratações, ajudando a enxugar o déficit do clube e tem a perspectiva de lucrar no futuro com a venda desses jovens talentos. Óbvio, não? Dá pra cobrar resultados...

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Mais do mesmo

Leonardo Jr.   Caros amigos que acompanham esse blog. Quero avisar-lhes que se vocês esperam ler algo novo nesse texto podem parar por aqui. Não há novidades. As críticas são as mesmas, o futebol bisonho continua lá, e parece que nosso martírio não tem fim. A partida de terça foi horrorosa exatamente a várias outras que já vimos nesse campeonato.   Quando Dimas me convidou para ser um dos colunistas do Blog, não imaginei quão dura e árdua essa tarefa poderia ser. Estamos nos tornando chatos e repetitivos assim como nosso time. O que falar ainda de Romeu, Carlinhos, Amaral, Cláudio…? O que esperar de um meio campo que tem como principal jogador de armação Nildo? Um cara que se esconde do jogo o tempo todo… Como escrever sobre o Santa Cruz sem que seja num tom amargurado, rancoroso, com um sentimento de que poderia ser tudo diferente?   É desgastante ter que escrever toda semana sobre algo ruim, algo que não evolui. Discutir esquemas táticos, jogadores medíocres, um “professor” que nada acrescenta, contratações que vem, mas que se tudo ocorrer dentro da normalidade, fracassarão totalmente. Ou alguém acredita que Amaral, vindo da Polônia resolverá algum problema do time? E esse Jocemar (Josimar, Josafá, sei lá…) que a única alegria que deu ao tocedor do Bahia foi quando mandaram-no embora?     Quando mais precisamos (como clube) ser criativos e inventivos, mais previsíveis nos tornamos. Recorremos a soluções antiquadas, fadadas ao fracasso. Recorremos a jogadores ultrapassados, a um treinador sem qualidade e ficamos ao bel prazer da sorte ou do acaso. Torcemos como nunca para a sorte estar a nosso favor, e que o treinador e esses jogadores sejam iluminados para que um milagre ocorra. Vamos ficar torcendo para que nosso presidente deixe de ser TEIMOSO e passe a escutar pessoas de bom senso. Passe a se aconselhar com gente que ama o clube e tem capacidade para ajudá-lo.   Sinceramente não acredito nisso. Acredito num trabalho bem feito, bem planejado, com objetivos e metas traçadas. O improviso pode ser até um meio, mas não podemos viver dele. Mas não vou desistir. Vou continuar indo a campo, vou continuar pagando a minha mensalidade de sócio. Vou continuar utilizando o Blog para sugerir modelos, mudanças e tudo o que estiver ao meu alcance.   Sou Santa Cruz de corpo e alma e serei sempre de coração. Quanto maior a dificuldade,...

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