Pra valer!

Jogo da Copa Pernambuco Terminada a insignificante Copa Pernambuco, parece que finalmente vamos começar a pensar em 2010. Ao meu ver, bem tarde, pois vamos novamente ter que montar um time para começar o ano. Jailson, Gilberto Matuto, Éverton Sena, Gonçalves e Marcos Mendes; Léo, Anderson, Élvis e Serginho; Gaúcho e Joelson. Esse foi o time que terminou a “competição”. Quantos desses vocês acham que podem ser Titulares do Santa Cruz numa competição Profissional? Porque considerar a Copa Pernambuco um torneio Profissional é ser muito gentil e otimista. Enfrentamos apenas um Clube de mais expressão e vocês viram o perrengue que foi. Mas voltando ao tema, quantos poderiam ser titulares? Um? Dois? Para eu pensar em mais de três já denotaria um otimismo exacerbado. Esperar que o “Artilheiro” Gaúcho e o Lateral Gilberto Matuto tenham o mesmo desempenho no Pernambucano e renovar os seus contratos baseado em desempenho numa competição semi-profissional é uma temeridade. Esse time que disputou esse campeonato NÃO tem condições de envergar a camisa coral numa competição de nível minimamente elevado. É óbvio que, do ponto de vista das divisões de base, é sempre interessante colocar jogadores como Everton Sena, Natan, Jefferson e demais pra jogar e adquirir “cancha”. Acho incrível que numa competição como essa,  traga -se um jogador como Gaúcho, que pouco tem a acrescentar tecnicamente (e nem para o futuro), e abdiquem de dar uma oportunidade real a Gilberto, em que ele poderia se desenvolver um pouco mais. Mais uma vez temos 3 Laterais-Direitos no Elenco. Pra quê? Dos titulares da Copa Pernambuco, dois já foram embora. E falam que temos uma Base? Base de quê? Já se fala na contratação de 10 jogadores. Imagino que quase todos para serem titulares. E aí eu pergunto? Que base? A frase do diretor Raimundo Queiroz sobre o elenco após o término da competição é um retrato do que foi essa Copa Pernambuco: “Menos do que precisava e mais do que eu esperava.” O que isso quer dizer? Absolutamente nada. Porque dependendo da expectativa com que ele veio ao clube, qualquer coisa que encontrasse já seria mais do que esperava. E, aqui entre nós, não acredito que ele tenha vindo com grandes expectativas… Respondendo a minha pergunta anterior, só apostaria em Joelson para ser titular para 2010. Acho que perdemos com essa Copa Pernambuco. Não tivemos testes à altura e, por consequência,  essa situação foi prejudicial ...

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Cadê o treinador?

Alô?! Não, não sou um treinador… Longe de mim querer ser o “corneteiro de plantão”. Acho que as coisas têm que ser pensadas e planejadas (e repensadas mais um pouco) para não cometermos mais erros. Mas… O novo treinador já não deveria estar no Arruda? Vejamos. Se estivermos usando a Copa Pernambuco como laboratório para as competições que serão disputadas em 2010, não seria o treinador que comandará a equipe que deveria fazer essas avaliações? De que adianta testarmos vários jogadores, agora, se o treinador vai ter que conhecer todos os jogadores quando chegar? Não seria melhor ver os jogadores em atividade, mesmo que numa competição de baixo nível técnico? E os jogadores que estamos contratando? Não deveriam passar pelo crivo do treinador? Concordo em apostar em jogadores da região como Joelson, Guego e Baiano, que vieram do Porto. E isso tem que ser uma diretriz estratégica da diretoria, independente de técnico. Mas não dá pra montar um elenco todo assim, dá? Espero, confiantemente, que não estejam considerando a possibilidade de manter o atual técnico no comando para o próximo ano. Não conheço o Dado Cavalcanti, mas espero que tenham aprendido com as apostas feitas esse ano. Não dá pra novamente arriscar nosso ano num treinador novato. Acho excelente que o Clube dê a ele a oportunidade de dirigir o time na Copa Pernambuco e não precisaríamos nem tirá-lo, agora, do comando. O novo treinador poderia apenas observar os nossos jogos e viajar pela região observando alguns jogos para prospectar alguns bons talentos. Acredito que a Diretoria já tenha idéia do orçamento que vai ser disponibilizado para o próximo ano, e não dá pra fazer milagre. Espero que não venham com o papo de “treinador de Série A” novamente. Porque ele vem, disputa o Pernambucano e a copa do Brasil e vai treinar a Série A ou B. Precisamos de alguém de capacidade comprovada e capaz de montar um bom time com recursos escassos e que não queira receber o mundão do Arruda como salário. Fácil encontrar alguém com esse perfil? Claro que não. Mas também não podemos nos dar ao luxo de perder a oportunidade de sairmos na frente com um Treinador já conhecendo o elenco e identificando os setores que precisam ser reforçados, para treinar e entrosar esse time. Nosso ano depende disso: da capacidade da Direção e do novo diretor de Futebol de contratar um bom treinador e montarmos um...

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O peso da palavra

Estive de férias todo o mês passado curtindo umas merecidas férias e pouco (ou quase nada) acompanhei do Santa. Também, entre preparativos para a Copa Pernambuco e indefinições no Departamento de Futebol, pouca coisa era de se chamar a atenção. Mesmo de longe fiquei sabendo (via SMS) do novo “Conselho de Futebol”, que sinceramente, prefiro não comentar. Da mesma forma fiquei conhecendo o novo diretor de futebol, o Sr. Raimundo Queiroz. Gostei bastante, afinal ele tem uma boa experiência futebolística, com importantes conquistas e deve conhecer bastante de futebol. Mas o que me chamou a atenção logo de cara foram as declarações dele ao chegar no Arruda: “Nós vamos analisar tudo isso. Conversei com alguns membros da diretoria e colocamos uma posição. O futebol profissional tem que ser preparado para competir em igualdade no Pernambucano, mas precisamos dar ênfase às categorias de base e criar uma estrutura de base” “Temos duas competições importantes em 2010, o Pernambucano e a Série D. São duas competições distintas, a longo prazo e vai dar tempo para prepararmos o que há de melhor dentro da base e no futebol regional e pode ser feito um complemento com atletas vindos de outras regiões, mas teria que ser coisa muito boa, que superasse aquilo que nós temos aqui” “Tenho observado nesses dois, três dias, no elenco que joga hoje 13 jogadores são oriundos das categorias de base e isso já tem uma importância grande. Não sei se foram escolhidos os melhores ou se irão corresponder daqui para frente, mas já pode servir para uma base daquilo que poderá ser feito no futuro. Daqui para lá podemos criar um ambiente de revelação de atletas” “Vamos analisar a Copa Pernambuco e outras realizadas nos estados mais próximos. Em Alagoas, Paraíba e na Bahia temos competições parecidas e, quando não coincidir com os jogos do Santa, vou viajar para acompanhar as partidas de lá. Quem se destacar pode passar a fazer parte do nosso elenco” Interessante, não? Essas declarações fizeram o conceito do Sr. Raimundo Queiroz subir muito perante a torcida, arrancando elogios do nosso presidente. E eu concordo com esses elogios, são merecidos! Mas… Há quanto tempo falamos exatamente a mesma coisa aqui no Blog? Quantos textos não foram escritos por mim sobre a necessidade de revelação e busca de jovens talentos na região? Se não me engano, todos os outros cronistas do Blog também já abordaram...

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Oportunidade Perdida

Nossa mania: perder bondes e bondinhos da História… Os amigos podem ficar tranqüilos que eu não vou falar sobre volantes. Vontade não falta, mas eu não aguento mais ouvir essa palavra!  Quero falar de uma situação na qual o Santa Cruz Futebol Clube tem se tornado especialista: Perder Oportunidades. Não me refiro as oportunidades perdidas dentro de campo, pelos pés e cabeças descalibrados dos nossos atletas. Estou falando daquela oportunidade, daquele momento em que tudo parece conspirar a favor do clube e na hora H… Decepção. Passamos por isso diversas vezes nos últimos anos. Nas Subidas à primeira divisão, na posse do último Presidente e, por último, contra o Central. Tínhamos uma onda tricolor no sábado. Uma onda de Otimismo e entusiasmo como há muito tempo não se via pelas bandas do Arruda. 50.000 tricolores marchando rumo ao estádio. 50.000 consumidores. 50.000 potenciais sócios do clube. É preciso mostrar ao elenco e comissão técnica que oportunidades como essas não podem ser desperdiçadas! Muitas vezes você só tem uma chance de empolgar. Uma chance de reaquecer uma chama que andava adormecida, apagada. Você pode estar achando que eu estou dramatizando em cima de um único resultado, que no final nem foi tão ruim assim (pelas circunstâncias da partida). Talvez até esteja. Mas quem estava no estádio viu quantas pessoas foram embora depois do segundo gol da equipe patativa. E aí eu me pergunto: Quantas das 45.000 pessoas que estavam no estádio não voltam para a próxima partida?  Quantas pessoas esperavam que o Santa iria decolar e empolgá-las e saíram emputecidas com um time fraco e um treinador perdido? Muitos? Poucos? Digo sem medo de errar que, para um clube na situação do Santa Cruz, qualquer torcedor longe do estádio é um prejuízo incalculável. Podemos repetir o público do último sábado? Sem dúvida! Iremos recuperar a esperança nos torcedores, trazendo-os cada vez mais para perto do clube? Não sei. Isso vai depender da capacidade do clube de enxergar as oportunidades e agarrá-las com unhas e dentes para não deixá-las passarem. Por questão de...

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Feito em casa

Nosso treinador tem reclamado aos quatro ventos a ausência de um finalizador no nosso elenco. Brada que precisamos de um homem de referência para aumentar a nossa competitividade. Todo time que se preza tem que ter aquele finalizador por excelência, aquele matador que quando domine a bola na área, a torcida adversária já comece a chorar. Eu até concordo com ele em certo ponto. Mas… Todos sabem a situação em que se encontra o clube. Então a minha pergunta: Onde encontrar um jogador com tais predicados sem ter que despejar um caminhão de dinheiro por ele? Difícil, não? Quem tem esse tipo de jogador não quer abrir mão, senão por uma fortuna. São jogadores que valem muito, pelo seu faro de gol. A dificuldade é tão grande, que mesmo jogadores já com a idade avançada, como é o caso de Marcelo Ramos, permanecem com o mercado aberto e são disputados por vários clubes. Pensemos então nas qualidades/características que são necessárias para um jogador desse tipo prosperar. E aí não estou me referindo aos fundamentos básicos do esporte. É claro que o jogador tem que saber dominar a bola, chutar bem… Mas pra ser um “Matador” precisa ter habilidade acima da média? É óbvio que, se um jogador tiver uma habilidade acima da média e ainda souber fazer gols, vai ser um fenômeno, certo? Vejo duas qualidades necessárias para que um jogador se torne um artilheiro, e peço licença para citá-las: Saber se Posicionar e Tranquilidade. Ele nem sempre vai precisar ser rápido. Nem sempre vai precisar de uma habilidade acima da média. Mas se ele estiver bem posicionado e tiver tranqüilidade na hora da finalização… Já era! Sabendo da dificuldade de conseguir artilheiros no mercado da bola, por que o clube não se compromete em formar jogadores com essas características? É preciso algum milagre pra isso? Ou seria necessário apenas o comprometimento de todos os envolvidos com o clube? Deixem-me levantar uma questão: será coincidência o clube ter revelado excelentes zagueiros nos últimos anos? Pensem na fase que vivemos e pensem quais os setores do time foram mais exigidos. Que tal? Deixamos de agir como um clube grande, de vocação ofensiva, pra brigar por empates, comemorar vitórias cada vez mais raras e termos nossas defesas bombardeadas. Não à toa zagueiros e goleiros fazem seus nomes no Arruda. Um bom posicionamento não é uma qualidade inata. É algo que se...

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Todos ao profissionalismo!

Arte sobre foto: Dimas Lins Todos vocês já devem estar cansados de escutar que no Futebol dos dias de hoje não existe mais espaço para amadorismo. Todos precisam ser profissionais já que o Futebol se tornou um negócio que gira enormes quantias de dinheiro todos os anos. É em nome desse profissionalismo que jogadores fazem questão de não ter nenhum vínculo afetivo com clubes. São profissionais, e como tais, não podem desperdiçar oportunidades nas suas curtas carreiras. Jovens vislumbram as oportunidades de se transferirem para clubes cada vez maiores e mesmo veteranos já bastante rodados e com um bom “pé-de-meia” preferem arriscar-se por uma proposta mais “interessante” ao invés de permanecerem em clubes em que são ídolos, onde poderiam ter um final de carreira por cima. Conhecem alguma história parecida com essa? Em nome desse profissionalismo, jogadores que um dia fazem gestos obscenos para a torcida rival, no outro, fazem juras de amor a mesma torcida, antes objeto de fúria. Isso sim! Profissionalismo! E os “professores”? Ah! Esses são um capítulo a parte! São profissionais preparados para gerir um elenco de “profissionais” trabalhando psicologicamente e emocionalmente os seus pupilos para grandes conquistas! E para tamanha jornada, ele precisa estar acompanhado de outros “profissionais” de sua inteira confiança. Por esse motivo (e não por outros…) aonde quer que ele vá, leva auxiliar, preparador físico, preparador de goleiros… E eventualmente, algum jogador profissional que já conhece a sua “metodologia de trabalho”. Tudo para facilitar o trabalho dos professores… Mas já não bastava apenas os jogadores e treinadores serem profissionais. Precisávamos de mais! Então começaram a aparecer os diretores profissionais. Gente que deve ter estudado para tal, se preparado em centros acadêmicos da mais alta estirpe, com o objetivo de gerir toda essa grana que circunda o planeta bola. Gente apta a montar a melhor equipe de “profissionais” com os menores recursos disponíveis. E eu não vou nem entrar no mérito de empresários e agentes de jogadores e da imprensa, que lucra cobrindo os clubes (através de seus patrocinadores) e fala o que quer e quando quer a respeito deles. É muito profissional para pouco futebol. Mas eu tenho uma proposta! Não podemos ficar fora dessa onda! Tornemo-nos então torcedores profissionais! Sim! Se tudo o que envolve o futebol é encoberto pela áurea do profissionalismo, porque não os torcedores? Afinal, sempre somos chamados e acusados de passionais e irracionais. Nossa paixão é...

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