Theófilo e um jogo dia de sábado – final

Theófilo e um jogo dia de sábado – final

– e aí? Bora descer na próxima? – bora. – ela respondeu. Desceram. Caminharam juntos rumo ao Estádio. – tou com sede. – ela disse. – queres uma sckin? – pede logo duas pra cada. – ela respondeu. Até chegar a entrada do anel superior, tomaram outras cervas. No ruge-ruge, Alda segurou na mão de Theófilo. Aquele ato deixou o tricolor na cara do gol. Era só uma questão de tempo que a bola iria entrar. Era só o Santa Cruz corresponder que a partida seria fácil. O Arruda estava com sua lotação máxima. A confiança da massa coral era plena. A partida começa. A nossa defesa dá um vacilo pelo lado direito e o adversário sai na frente. – a gente vai virar nessa porra, Alda. – vai. Vinte minutos depois a arquibancada superior balança. Gol do Santa. Alda enlouquecidamente tira a blusa e fica apenas de sutiã. Roda a blusa sobre a cabeça. Abraça Theófilo. E lhe dar uma bicota. Aquela boca tocou os seus lábios. Os lindos peitos quase saltando do califom. O tricolor não teve dúvida, abraçou Alda com força, fazendo a moça sentir o seu pênis que estava completamente envernizado. Duro como uma massaranduba. Latejando. – veste a blusa. Desse jeito eu não agüento. – um-rum! Controle-se viu. – ela disse. – como? Com essa sua boca na minha frente. – óa, como isso tá! – é você que está deixando ele assim. – relaxa. Relaxa. – se a gente fizer outro gol. Eu quero um beijo nessa boca maravilhosa. Alda sorriu. O sorriso foi a melhor resposta que Theófilo queria ouvir. Dali para frente suas mãos já estavam dadas. Seus corpos já estavam colados. Aos poucos Theófilo se posicionou atrás dela. Gol do Santa. 2 a 1. A língua de Theófilo escorre pela orelha da Alda. Procura sua boca. Mas a moça charmosamente vira a cabeça para o outro lado, dando o cangote para o seu tricolor lamber. – puta que pariu! Essa porra não vai beijar a minha boca, não? – ele pensou. Fim do primeiro tempo. Alda já havia amarrado a blusa na altura dos seios. Umbiguinho de fora. Barriguinha molhada de suor. E uma boca apetitosa. Theófilo já havia ajeitado o pau diversas vezes. Não conseguia conter sua vontade. Chupar a língua de Alda. A bola volta a rolar. Faltava apenas 45 minutos para o grito explodir. Bastava segurar o...

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Theófilo e um jogo dia de sábado – Capítulo I

Theófilo e um jogo dia de sábado – Capítulo I

O texto abaixo não é muito indicado para moralistas e menores de 18 anos. Foram poucos os jogos no sábado que Theófilo assistiu. Em um deles, o nobre tricolor foi dar uns mergulhos antes de ir para o Arruda. Caminhou na areia, tomou um banho de mar, pediu um caldinho, bebeu duas cervejas e se mandou para o José do Rego Maciel. Era um sábado de sol. A parada do ônibus estava repleta de tricolores e banhistas. Theófilo, meninos, senhoras, rapazes, garotas, putinhas. Dial quente de verão. Ele subiu no ônibus. Não havia mais lugar para sentar, mas seu olho clínico avistou uma boyzinha. Ele encostou. – Oi, vai pro jogo? – ele disse. – um-run. Como é que tu sabe? – esse seu colar e sua pulseira, diz tudo. Preta, branca e vermelha. – que olho… – os seus também… Ela deu um sorrisinho. Theófilo a comeu através dos seus óculos escuros. Aquela boca era uma das coisas mais lindas que ele já viu. Sinônimo de uma chupada bem dada. – você vai sozinha pro jogo? – vou. Já sou acostumada. – Como é mermo teu nome? – é Alda. Uh! inferno aê, Uh! Inferno aê. Entrou uma galera da inferno no ônibus. Lotou. Na parada seguinte, outro bolo de gente. Lotou mais ainda. Sem querer, o pau de Teófilo começou a roçar no ombro de Alda. Involuntariamente, a macaca do tricolor Theófilo foi ficando dura. – hoje vai bombar. E aí, tu vai pra onde Alda? – lá pra cima, é claro! E tu? – sei ainda não. Eu sempre vou pras sociais. – ixe… tu é chique! Teu nome é como? – é Theófilo. Alda se prendeu para não sorrir. Theófilo notou, mas já estava acostumado com esse tipo de reação. Outra parada. Mais tricolores entrando. Ônibus totalmente lotado. A cada freada o cipó de Theólifo batia em Alda. Já estava quase na bochecha dela. A cabeça de Theófilo já viajava num sexo oral. Aquela boca. Os lábios. A sunga da praia por baixo da bermuda já não segurava o mondrongo. De repente desocupou um lugar ao lado da moça. Tudo foi voltando ao normal. – tivesse sorte. – ela disse. – tá foda. Aperto arretado. – um-run! – ela respondeu. – acho que vou lá pra cima também! – massa! Bora comigo. – bora! O cacete de Theófilo não estava mais no ombro de Alda....

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Preliminares de domingo

Preliminares de domingo

Texto indicado para maiores de 18 anos. Já falei por aqui que toda quarta-feira dou umas aulinhas de futebol. É na nossa pelada semanal, a qual é recheada de tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda. No grupo que é formado por uns vinte e cinco peladeiros, o Santa Cruz tem em torno de dezoito representantes. A barbie tem um. Depois dos gols, discussões, lapadas e reclamações, o bom é a resenha. Futebol, política e sexo fazem parte do bate-papo regado a suco, cerveja, uísque e tira-gosto. Ontem a mesa estava cheia. Cinco do Santa, dois da leoa e um barbiano. As televisões transmitiam o jogo do Náutico. – Estou torcendo pelo Bangu! – deixei claro. – Ei, Rafa! Tás torcendo por quem? – eu provoquei. – Pelo Bangu, é claro. Rafael é torcedor da coisa. Assim como eu, Rafael entende que a grande rivalidade do futebol pernambucano é entre Santa Cruz e Sport. Defendemos a tese que o Náutico não devia disputar futebol profissional, pois entendemos que futebol é coisa pra homem. – Vocês não são pernambucanos, não? Temos que torcer por Pernambuco! – politizou o alvirosa. – Quem torce por Pernambuco é Eduardo Campos! – alguém falou. Mas amigos, a prosa ficou boa quando o assunto pendeu para o lado erótico. Perguntaram a João como tinha sido o carnaval dele. A resposta veio curta e objetiva: “foi ruim, não comi ninguém”. O cidadão barbiano fez o seguinte comentário: “eu me lasquei. Brinquei o carnaval com minha namorada e a família dela”. – Então companheiro, você perdeu de comer muita buça. Eu dei um drible na mulha, fui pro Galo da Madruga sozinho. Dei duas trepadas da boa! – falou Chico. Chico é dos nossos. Torce pelo mais-querido. Coma a voz mansa, ele tem a mania de resumir algumas palavras. Buceta é buça. Mulher é mulha. Tesão é teza. E por aí vai. Na sua filosofia, ele afirma categoricamente que o mundo é movido por sexo. Quando a conversa está muito polêmica, ele usa uma frase que nos leva a reflexão. “Companheiros, o mundo se resume a duas coisas: uma rola e uma buceta!”. O garçom chega com alguns petiscos. Queijo coalho, cebola na brasa, toscana de bode e meio espeto de coração. – cebola é bom, mas dá um bafo danado! – disse o alvirrubro. – é bom pra soltar bufa! – disse João. – companheiro, cebola...

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Theófilo e a mulher do rubro-negro – Final

Theófilo e a mulher do rubro-negro – Final

Leitura indicada para maiores de 18 anos. Valquiria colocou uma música de Roberto Carlos no som do carro, “Falando sério”. – Eu sou fã de Roberto Carlos. – ela disse. – Eu também, Valquiria. Tenho um mp3 com várias músicas do Rei. – Jura? – Juro! – Ah, eu quero ver. – Amanhã eu levo. – Eu quero ver hoje. – disse Valquíria pegando na perna do tricolor. Foram direto para o apartamento de Theófilo. De um lado, um misto de ansiedade e nervosismo. Do outro lado o “ô, ô, ô, ô! mulher de rubro-negro…”. Era a cabeça de Theófilo naquele momento. Desceram do carro e subiram as escadas até o terceiro andar. Theófilo estava confuso, não sabia se Valquiria queria apenas ouvir o mp3 de Roberto ou se estava disposta a chifrar Agnaldo. Cada gesto dela, cada palavra, cada suspiro, o deixava louco. Aquela bunda, suas pernas, sua boca, seus peitos, era tudo o que ele queria. Entraram no apê. Valquiria pediu para ir ao banheiro. – Fique à vontade. Segunda porta à direita. – ele disse. Colocou o mp3 de Roberto Carlos. “Vou cavalgar por toda noite, por uma estrada colorida…” e esperou Valquíria voltar do banheiro. Valquiria adorou. – Essa música é perfeita. – ela disse. – Quer beber alguma coisa? – Hummm!!! Quero. Você tem cerveja? Ele tinha, mas disse que não tinha. Queria vê-la tomando algo mais forte. Ofereceu uísque ou vodka. – Quero vodka. Tem fanta?” – Fanta não. Tem tanjal. – Pode ser. Deixou Valquiria ouvindo música e foi buscar a bebida. Aproveitou e foi ao seu quarto. Toda mulher pede para conhecer o apartamento. Deu uma arrumada rápida e espalhou algumas cuecas pelo ambiente. Voltou para sala. Preparou a dose de vodka com tanjal. A música que rolava era “debaixo dos caracóis, dos seus cabelos, …”. – Não! Eu não acredito. Você tem Gilliard? – ela disse quando viu o cd da coleção Pérolas. – Eu quero ouvir essa música! – disse ela apontando para última faixa. “Pouco a pouco, foi que eu pude perceber, que gostar é diferente de querer…”. Valquiria virou o resto da dose de vodka e disse: “quero dançar!”. Na sua frente, no seu apartamento, a mulher de um rubro-negro o convida para dançar. Somente os dois. Tomando vodka com tanjal. Ouvindo Gilliard. Theófilo lembrou do falecido pai. Ele agarrou Valquiria e dançaram ao som de “…aquela...

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Theófilo e a mulher do rubro-negro – Capítulo I

Theófilo e a mulher do rubro-negro – Capítulo I

Leitura indicada para maiores de 18 anos. Aos sete anos de idade, Theófilo começou a freqüentar o José do Rego Maciel. O primeiro jogo foi contra o time da ilha do retiro. Uma época onde ainda se vendia cerveja dentro do estádio e o uso do cinto de segurança não era obrigatório. Naquela primeira partida, onde Theófilo debutava no cimento do mundão do Arruda, um grito de guerra ficou marcado no seu juízo: “ô, ô, ô, ô! mulher de rubro-negro só fode com tricolor! Ô, ô! Ô, ô!” Meio atabacado ainda, o pequeno Theófilo não entendia direito do que se tratava. Não compreendia o significado do verbo foder (ou fuder?!), mas voltou pra casa cantarolando a musiquinha. Foi crescendo e indo ao estádio. Nos jogos contra o time da leoa, a linda música o alegrava. O velho pai se orgulhava de ver o garoto curtindo a tiração de onda. Certa vez, a torcida começou a entoar a melodia. Theófilo pegou no pinto e ficou mostrando para torcida do chié. Ganhou um cachorro-quente e um guaraná de um amigo do seu pai. Com uns catorze anos de idade, depois de uma vitória sobre a leoa, gol de Luis Carlos, o garoto está ali no meio da massa coral puxando o “mulher de rubro-negro, só fode com tricolor”. Naquele dia, ele chegou em casa e tocou uma punheta gemendo a melodia maravilhosa. Matou Aurídes, a Audinha. Audinha era gostosíssima. Negra, coxuda e uns peitos tipo cuscuz. Era casada com um motorista de ônibus e vizinha de Theófilo. Por muito tempo, esse era o seu costume. O Santa Cruz dava uma lapada na leoa, ele matava Audinha na punheta. Trepar com a mulher de um rubro-negro virou sua fantasia e seu desejo. O tempo passou. Theófilo foi trabalhar no departamento pessoal de um famosa loja do Recife. Conheceu Valquiria. Telefonista, loirinha, baixinha, cabelo na cintura. Peituda e dona de uma bunda linda. Numa festa de confraternização ele descobriu que ela era casada com um burro-negro. Era ele ver Valquiria e a música surgia ao seu ouvido. “ô, ô, ô, ô! mulher de rubro-negro só fode com tricolor! Ô, ô! Ô, ô!” Bate-papo pelo menseger, lanche no final do expediente, troca de e-mails e piadinhas sacanas. Passaram a almoçar juntos. Em pouco o nobre Theófilo estava pegando carona com Valquíria. Numa dessas caronas, ela estava encantadora. Com um vestido acima do joelho. Naquele dia,...

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Beijos, futebol e abraços

Beijos, futebol e abraços

Nota da Redação: Leitura indicada para maiores de 18 anos. Conheci Gerrá na época da gestão de Jonas Alvarenga. Naquele tempo, a gente o chamava de Geraldo, pois faltava intimidade. Gerrá foi um dos famosos conselheiros denorex, junto com Murilo, meu irmão, que tentaram botar alguma ordem na casa. Quase conseguiram, mas o Santa é o Santa, um clube onde se costuma dar murros em ponta de faca. O tempo passou, Gerrá começou a escrever para o Blog do Santinha e eu criei o Torcedor Coral, o que contribuiu para uma maior aproximação. Porém, foi como conselheiros do clube na gestão de Fernando Bezerra Coelho que nossa amizade se fortaleceu. Fazíamos parte do chamado Núcleo Duro do conselho, pois defendíamos os interesses dos clube, não dos gestores, e não tínhamos medo de apontar os erros da gestão na tribuna. Por conta disso, passamos a ser mal vistos por alguns integrantes da diretoria, mais precisamente entre o chamado Grupo de SUAPE. Na imobilidade do conselho em reformar o estatuto, Gerrá, eu e mais alguns conselheiros, indignados com a inércia da mesa diretiva, elaboramos uma nova minuta, mas o presidente do Conselho Deliberativo preferiu engavetar o projeto. Mas isto já é outra história. Vez por outra, Gerrá visitava nossa redação para tomar umas garapas e a gente pedia uma palhinha. O zabumbeiro dizia que era difícil escrever para um blog, o que dizer de dois. Com o fim do Blog do Santinha, liguei para Gerrá e o convidei para ser nosso cronista. Prometi salários em dia – em Merreca, a moeda oficial do blog – e liberdade de expressão. O zabumbeiro topou e mandou, de saída, um texto erótico só para saber se esse negócio de liberdade de expressão era à vera. Era, sim. O texto abaixo é a prova disso. Boas-vindas ao zabumbeiro tricolor! Dimas Lins Faz tempo que Dimas e cia. falam para eu escrever algo no Torcedor Coral. Bem antes do Blog do Santinha sair do ar, a turma  que faz o TC vez por outra abria as portas da redação e me convidava pra tomar uma cerveja. Entre copos e cervejas, alguém dizia, “ei porra, escreve um texto aí”. Na verdade, tenho me dedicado a aprofundar um estudo sobre a combinação de sexo e futebol. Venho colhendo dados, fazendo entrevistas, etc. Não é aquele papo antigo discutindo se trepar antes da partida faz bem. O que quero...

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