Santa Cruz Futebol e Cultura

Amigos, confesso que ando cansado, sem muito saco pra escrever. Aliás, para escrever sobre futebol tem que ter alegria e, convenhamos, alegria tem sido artigo de luxo nas bandas do Arruda ultimamente. Fico aqui dando voltas na frente do computador, buscando alguma idéia e nada… estou na mais profunda seca! Outro dia, conversando com Dimas sobre a situação do mais querido, chegamos à conclusão de que do mato do Santinha não sai nem mato, quem dirá coelho. Taí, achei o mote! Essa semana, sobretudo no dia seguinte à derrota frente ao esquadrão do Icasa, se falou muito em refundação do Santa Cruz. Alguns comentários postados no Blog do Santinha, além de alguns artigos publicados pela imprensa pernambucana tocaram no assunto. Não sei se falavam no sentido figurado ou não. Mas não importa. Resolvi também entrar também nessa jogada e passar a defender a refundação como única forma de sobrevivência digna do Mais Querido. Digo sobrevivência digna, porque acredito que possamos reverter essa situação e conseguir a nossa tão sonhada manutenção na série C. Aliás, todo torcedor é um crédulo por natureza. Se eu mesmo fui fiscal do Sarney – fazia questão de ir ao supermercado com minha tabela na mão só para conferir o preço do iogurte de morango – imagina se não acredito que podemos ganhar do Icasa, Campinense e Salgueiro? Mas vamos em frente. Gostei muito do texto do Roberto Vieira, aí embaixo, mas tô cansado de perder quase sempre ou de comemorar empate heróico contra o campinense, com todo respeito que a equipe paraibana merece. “O amor cresce na derrota”, ele disse, mas eu digo que o amor também cansa da derrota de sempre. Quero preferir, nem que seja uma vez na vida, Pelé a Garrincha. O Brasil que deu certo frente ao Brasil que morreu pobre, porém amado. Ou, como diria Caetano, “queria querer gritar setecentas mil vezes como são lindos os burgueses”, melhor, quero ser Burguês! Quero ganhar título e dinheiro. Esqueçam a balela do meu último texto. Não quero me vangloriar de ter a torcida mais fiel. Podem me chamar de torcedor de resultados, pois quero resultados mesmo. Viva a lógica instrumental! Mas deixando de devaneios e voltando ao tema principal, não acredito que possamos voltar a ser o que fomos. Acho que o Santa Cruz Futebol Clube é um doente terminal e duvido que o Dr. House* seja capaz de dar jeito....

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¿Papá, por que soy del Atlético?

Desenho: Weberson Santiago Aqui na Espanha, dizem que essa é a primeira pergunta que todo pequeno aficcionado do Atlético de Madrid faz a seu pai (ou a sua mãe, nunca se sabe de onde vem a paixão clubística do rebento) no exato momento em que se entende por gente. Bem, começo esse texto assim pensando no meu querido chefinho, Dimas, que anda perdendo noites e noites de sono aterrorizado imaginando o que responder no dia em que sua cria, Maria Luiza, lhe fizer a fatídica pergunta. Imagino o pânico de Gerrá e Alessandra, quando Mariá chegar bem mansinha e soltar a interrogação. Ou outros tantos tricolores na mesma situação. Que fazer companheiros? Freud certa vez escreveu, em um artigo espetacular sobre futebol, que a definição clubística de um garoto ou da garota, não sejamos machistas, só se sedimenta e se torna um caminho sem volta depois da fase fálica. Bem, não sei sé há uma fase fálica feminina, para Freud tudo pode, quem sabe alguma coisa com nabos ou pepinos. Enfim, Artur, ou Sylvio Ferreira, podem explicar isso melhor que eu. Aproveitando a embalagem, no Blog dos Perussi há um estudo de caso muito interessante sobre o citado assunto. De toda forma, o que o pai da psicanálise queria dizer é que não adianta muito encher o recém nascido de roupinhas, camisas, bandeiras, bola… nada, nada disso resolve. A definição clubística só virá mais tarde, quando o pequeno, ou pequena, começar a se entender por gente. Mas nem tudo é matemática nesse mundo, alguns pais são muito vivos e conseguem enrolar muito bem seus filhos. Inventam histórias, títulos épicos, feitos heróicos, um montão de fatos e assim conseguem forjar novos torcedores para as suas fileiras. Quando eles descobrem a verdade, companheiros, é tarde demais, já não há volta. Já sedimentou a paixão. É mais ou menos isso é o que passa a cada nova geração de torcedores do Atlético de Madrid. Um dia desses perguntei a um amigo espanhol qual era seu time. Ao ouvir que ele era do Atlético, perguntei o porquê e ele respondeu mais ou menos isso. Outro dia estava conversando via Skype com um casal de primos que vive no México. Ela, até poucos meses atrás, uma entusiasta coisística. Ele, apenas um tricolor normal. Nunca foi um Bacalhau, é verdade, mas sempre foi um tricolor cumpridor do seu papel nas Repúblicas Independentes do Arruda. Hoje,...

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Corrente, esse é um time que vai pra frente

Encontrei um amigo tricolor na saída do trabalho e ele veio feliz da vida comentar que o Torcedor Coral assumiu o primeiro lugar entre os blogues esportivos pernambucanos no ranking da Technorati, segundo o Acerto de Contas. – Quer dizer que agora vocês têm mais acessos do que o Blog do Santinha? – Er… Bem… Ainda não. Mas olha que os caras já estão ficando preocupados! – Ah! E o que significa então esse ranking, hein? Tive dificuldade em explicar de forma simples o seu significado. A melhor forma que encontrei foi essa. – Camarada, o ranking da Technorati mede o cinismo! Somos agora o blog esportivo mais cínico de Pernambuco! – Puxa! É isso aí. Agora é só manter a liderança. E liderança se mantém trazendo mais cínicos para o blog. Há tempos o Torcedor Coral tornou-se um blog nacional, pois espalhou correspondentes nas praças esportivas – e em outros locais – mais importantes do país, como a Praça de Casa Forte, a praia de Intermares, na Paraíba, e um sítio em Varginha, Minas Gerais. Aliás, a escolha de Varginha foi estratégica. Lá, pretendemos construir a nossa base para um contato imediato do terceiro grau com extraterrestres. A idéia é, no futuro, levar o nome do Santinha para todas as galáxias. Seremos os verdadeiros galácticos! Mas, antes do universo, é preciso conquistar o mundo. Para entender melhor o processo de modernização que atravessa o Santa Cruz, era necessário fincar raízes no velho continente, pois lá certamente se encontram os clubes que tanto inspiram a diretoria coral. E foi isso o que fizemos. O Torcedor Coral tornou-se um blog altamente internacional com a contratação do nosso correspondente Bosquímano, que passa a transmitir informações e opiniões controversas diretamente da Espanha. O contrato de Bosquímano foi fechado semana passada e teve grande repercussão na imprensa espanhola, além de afetar a bolsa de valores de Intermares. A negociação foi conturbada, pois o nosso correspondente exigia salário em Euro ao invés de Merreca, a moeda oficial do Torcedor Coral. Outro ponto polêmico foi a liberdade de imprensa. Bosquímano lutou pelo direito de defender o presidente do Santa Cruz, nem que fosse apenas de sacanagem. Democraticamente, concedemos a autorização, desde que o autor, em seus artigos, se referisse ao presidente do clube como cabeção. Finalmente, todos os impasses foram resolvidos com a chegada de seu procurador ao Brasil, que assinou o contrato sob o efeito...

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