Vale o quanto pesa (2)

Não fosse uma crise braba de garganta que me acometeu, quem sabe eu poderia ter enviado este texto bem antes, mas as dores no corpo, na cabeça e a febre não me deixavam raciocinar, daí precisei esperar e no compasso de espera lá se foram dois jogos. Um no Arruda, outro fora. Nos dois, parece que a determinação dos membros da equipe era voar. Não duvido nada que a ação da Coach tenha contribuído para esta aproximação atleta-treinador, onde se nota que as mensagens são codificadas e decodificadas sem prejuízo do resultado, isto é muito bom. Então, comecemos nossa descrição perceptiva pelo Treinador. Lembrando, como fizemos antes, que estes escritos não se referem à avaliação psicológica, nem julgamento de pessoas, trata-se de descrições comportamentais visíveis para todas àqueles e aquelas que se dedicarem um pouquinho mais a prestar atenção naquilo que não está inscrito na linguagem formal. VICA – Encabeça esta rodada de considerações, coisa que não tive coragem de fazer quando o técnico era ainda o primeiro, aquele do tricampeonato. O treinador atual era sonho de consumo de muitos tricolores, há muito tempo; virava e mexia e seu nome voltava às rodas de conversa como sendo aquele que poderia dar um norte à equipe que patinava e não conseguia mudar de série. Simples, porém, firme, foi logo colocando os pontos nos i’s. Joga quem treina. Tem coisa mais óbvia? Um jogo de cada vez, ululante, ninguém pode querer chegar à parte alguma sem dar o primeiro passo, o segundo, o terceiro e assim por diante. Alegria, animação, senso de justiça, talvez, quem não gosta de saber que mesmo na reserva um dia se pode ter a oportunidade que precisa? Aliás, uma grande equipe não tem banco, tem as pessoas certas para cada ocasião, tem os especialistas, os que fazem a diferença. Vica saberá identificar cada um deles, ao seu tempo. ANDRÉ DIAS – Dias tanto trabalhou tanto se preparou que quando surgiu a oportunidade entrou na equipe para não mais sair. Jogador inteligente, linguajar diferenciado, foi logo avisando que é homem de equipe. Valoriza os companheiros pelo que fazem e até pelo que não fazem. Simples, humilde, confiante em si, como deve ser todo guerreiro, que primeiro conta consigo mesmo, na hora de uma peleja definitiva. Tratou de envolver a torcida do Santa e levá-la para junto dele. De nada adiantaria se não marcasse os gols que precisávamos. Efetivo, um trabalhador como poucos....

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Zerar e Começar: Um Feliz Natal, santacruzenses.

Zerar e Começar: Um Feliz Natal, santacruzenses.

Para os cristãos, Natal significa esperança de renovação, estabelecimento de outra ordem, uma nova forma de relacionamento de Deus com suas criaturas, o envio do filho para estabelecer um novo pacto de AMOR. Aqui na terra, após sobrevivermos ao “fim do mundo”, Natal significa vida. Tempo propício à reflexão, tomada de consciência sobre diversos assuntos, dentre eles o futebol do mais querido – proposta de recomeço. Nós, santacruzenses, precisamos nos preparar para mais uma jornada que, como as demais, não será fácil. Hora de esquecer as mágoas para com aqueles que não ouviram a torcida e nossa voz. Alguns deles já estão longe. Hora de dar novamente as mãos e traçar um novo caminho, insistir, não desistir, procurar mostrar que torcedores não são apenas passionais, são realistas, temos razão em muitas das nossas reivindicações. É preciso lembrar que somos muito mais que uma torcida apaixonada, somos a mais apaixonada. Aquela que veste o manto sagrado, independentemente, de resultados; aquela que apoia, grita e sofre quando os resultados não vem. Somos os que filtram as imagens numa multidão, para descobrir a camisa do santinha na pele de um irmão coral. Por este e por tantos outros motivos é tempo de ZERAR E RECOMEÇAR, como preconiza NXZero na música que dá nome ao texto: http://www.vagalume.com.br/nxzero/zerar-e-recomecar.html Desejo que, de forma insofismável, o espírito natalino tome conta daqueles que ora estão à frente do clube, para se tornem muito sensíveis aos nossos apelos; que caminhemos sempre juntos – torcida, jogadores e direção – pois casa dividida será destruída, como ocorreu em 2012, a destruição veio com a perda de nosso principal objetivo, que será retomado, agora, através de um ex-atleta coral, conhecedor de nossos anseios, sintonizado com nossas aspirações. Resta-nos pedir a Deus que o inspire e que, por outro lado, nos mantenha sempre a postos para gritar, torcer e opinar, sempre que necessário. Que este Natal seja o da restauração de compromissos com os trabalhadores do clube, que merecem nosso respeito e admiração, sinergia com os atletas que aqui se encontram dispostos vestir a armadura de guerreiros e nos representar no campo de luta. Que este Natal seja o marco de um novo ciclo de venturas, vitórias e sucesso, em todos os campos, em todos os espíritos santacruzenses. Fale com seu irmão tricolor, abrace-o, deseje-lhe venturas.   “Que este Natal seja repleto de paz espiritual, harmonia, fraternidade. Que seja sempre o início de...

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