A promoção do aumento não incorrido

A promoção do aumento não incorrido

Uma vez foi a chamada “casadinha” (que resultou no aumento do preço dos ingressos). Agora é a chamada “promoção” (do aumento não incorrido). Lembro que antes da casadinha a cadeira para proprietários, que na série C custava R$ 15,00, passou a valer R$ 30,00. E, no jogo seguinte, finda a citada “promoção”, o seu preço não diminuiu mais. Agora, vem a mais nova “promoção” do Arruda. O torcedor deve ter visto estampada nos blogs e nos jornais a seguinte manchete: “Santa reduz preço do ingresso”. Os jornalistas publicaram sem ao menos checar a informação, apenas replicando o que o clube informou. O último jogo no Arruda foi contra o Campinense há quase 15 dias e o preço dos ingressos, em sua maioria, era mais barato em relação ao que será cobrado no jogo contra o Fortaleza. Ou seja, houve sim um AUMENTO no preço do ingresso. O ingresso de sócio pulou de R$ 15 para R$ 20. O ingresso de arquibancada inferior pulou de R$ 30 para R$ 40. O ingresso de arquibancada superior manteve o preço de R$ 10. O ingresso de estudante saltou de R$ 15 para R$ 20. O ingresso de Conselho pulou de R$ 15 para R$ 20. E por aí vai. Antes, porém, quero deixar claro que na minha opinião cada jogo tem o seu preço. Não sou contra o aumento do preço do ingresso em jogos considerados mais importantes. Sou contra, sim, a falsa promoção. Sou contra querer enganar o torcedor. O que houve então de promoção? Acredito que a criação de um novo setor na arquibancada, atrás dos gols, onde o torcedor poderá pagar R$ 20. Ou então, a redução do preço da arquibancada superior de R$ 15,00 para R$ 10,00 se considerarmos que o clube anunciou que o preço seria majorado. Enfim, é a promoção do aumento não incorrido. Neste jogo não teremos TCN, em compensação o ingresso continua R$ 10, na parte de cima do Mundão. O preço dessa parte do estádio continua barato, bom pro povão. Afora isso, como diz um amigo, o resto é pala. Por fim, domingo, todos no Arruda. Nota: O grande tricolor Paulo Fernando, que escreveu algumas crônicas no blog do globoesporte, agora está no andar de cima. Torcendo e vendo o seu Santa Cruz de...

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Luta, erros e um bom empate

Luta, erros e um bom empate

Time desacreditado. Um empate fora de casa já seria considerado um ótimo resultado; imagine um empate com gols. O jogo começou a mil. Renatinho, titular absoluto do Santa e que joga muita bola, fez o dele mais uma vez. Paulo César desencantou após mais de 1 ano sem marcar. Com um início arrasador, o Santinha abriu 2 x 0. Depois, o que se viu foi uma sucessão de erros e luta em campo. O time limitado do Santa errou demasiadamente, mas nunca deixou de lutar. A primeira falha foi do paredão, Tiago Cardoso. Um frangaço e o Fortaleza diminuiu. Depois veio o erro de Marquinhos ao perder o pênalti, com direito a um escorregão. Em seguida, a burrice do fraco Tiago Costa e uma expulsão justa. Para minimizar o jogador a menos em campo, Martelotte que já tinha substituído errado antes (Renatinho por Sandro Manoel) ainda trocou um atacante por outro defensor (Éverton Sena). Pronto, era tudo o que o também limitado time do Fortaleza precisava. Foi atrás do empate e da virada. Mas, como disse, o time nunca deixou de lutar e acreditar. Éverton Sena, ele mesmo, tão criticado e queimado por jogar fora de sua posição e também por ser limitado tecnicamente, acertou um chutaço no canto do goleiro empatando o jogo. Resultado justo. Justíssimo. Como disse antes, “um empate fora de casa já seria considerado um ótimo resultado; imagine um empate com gols”. Entretanto, o resultado final ficou com um gostinho de que era possível ter ganho. O time do Santa é mais limitado do que o limitado time do ano passado, o treinador ainda é um aprendiz na profissão, olhar para o banco de reservas é pensar em trocar seis por meia dúzia. Mas, o futebol é jogado dentro de campo e a vontade, a luta, até agora está fazendo a diferença. Tirando o jogo contra o Campinense, na Paraíba, não se pode negar que os jogadores demonstram muita vontade em campo. Natan é o maior exemplo disso. É sempre bom lembrar que perdemos duas vezes para o Fortaleza no ano passado na série C, onde sequer ganhamos um jogo fora de casa. Este ano já ganhamos fora de casa e estamos disputando em pé de igualdade com todos os times. Times que em nada diferem dos times que enfrentaremos na série C. Se chegar um pouco de qualidade nesse time...

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A Minha Cobra subindo e fumando na Triloucura da Paixão Coral

A Minha Cobra subindo e fumando na Triloucura da Paixão Coral

  De fato, começou o carnaval. Parece até que estamos em um jogo de futebol nos quatro dias de folia. Nas ruas de Olinda, no Arruda, em Bezerros, Pesqueira, só veremos camisas corais. Claro, tem gente fantasiado com as camisas de times rivais também, como em todo clássico, sendo que a diferença é que, no carnaval, parece até que nós jogamos em casa. Quando tocar uma música de Capiba, Getúlio Cavalcante, Nelson Ferreira, Raul e Edgar Moraes, dos maestros Spok e Forró, tenha certeza que você está escutando uma música genuinamente pernambucana, executada ou elaborada por um grande tricolor. Afinal, o carnaval é a paixão do povo, e de paixão e povo nós entendemos. No carnaval não é preciso convocar a torcida para vestir o manto sagrado. A segunda-feira de carnaval, sem dúvida, é o Ápice. Tem a Cobra Fumando pelas ruas do Arruda, Água Fria, Campina do Barreto e bairros próximos. Quase na mesma hora tem a Minha Cobra, nas ladeiras de Olinda, a Triloucura em Bezerros e o bloco Paixão Coral em Pesqueira. Cansou? Ainda tem o bloco A Cobra vai subir, em Afogados da Ingazeira. A todos um bom carnaval. O jogo agora é fora de...

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#SantaCruz99Anos: Uma paixão

#SantaCruz99Anos: Uma paixão

Como descrever um sentimento? Em um simples sorriso, em uma lágrima, nos pequenos e grandes gestos. Em 1914, para muitos, nascia a razão de um sentimento. Um ano depois, uma virada histórica de 7 x 5 em apenas 15 minutos. Em seguida, a vitória contra a seleção Brasileira, a conquista do pentacampeonato, a conquista do tri-supercampeonato, a vitória no minuto final em 1993. O único campeão invicto 100% em Pernambuco. O temor dos adversários logo virou silêncio e respeito. Respeito por uma maioria excluída, pobre e negra, que passou a jogar e ter um clube para torcer. Torcer pelo time do diabo loiro, do anjo negro, do cabelo de fogo, da maravilha do Arruda. Clube de sentimento diferente, de compaixão, sem igual. Clube que faz parte da nossa vida e que encontrou no futebol a artéria que bombeia o  coração. O sorriso no rosto, quando o time vence, é uma descrição simples do sentimento transbordando no peito. Sentimento que, ao longo dos anos, vira paixão e transcende uma explicação racional. Paixão que também sofre. A chamada “excursão da morte”, a perda do hexa, a derrota de 1981 e a queda para a série D criaram lágrimas difíceis de estancar. Dias de tristeza, coração apertado. Dias que serviram para mostrar que quem ama não sofre sozinho. Milhões sofreram juntos. O sentimento que não foi capaz de evitar uma queda é a única razão para acreditar que é possível se levantar. Porque o sentimento não morre, ele se fortalece. Torna-se gigante. Gigante por um clube que, às vezes, parece estar perdido, mas que sabe que nunca estará sozinho, onde estiver. Seja na Ilha do Retiro, durante as conquistas do pentacampeonato e dos bi-campeonatos, em Caruaru, na arrancada para o tri-supercampeonato ou em João Pessoa, correndo os riscos de uma viagem, em plena enchente, para ver o time jogar na série D. Sempre juntos, movidos por um único sentimento difícil de descrever, onde as lágrimas e os sorrisos retrataram apenas as batidas do coração. São gestos pequenos e grandes ao mesmo tempo que descrevem um sentimento que se confunde e se mistura a razão. A razão de ser Santa Cruz Futebol Clube e o sentimento de ser apaixonado pelo Santinha. Parabéns a todos os que fazem esse sentimento de 99 anos ser a razão de muitos....

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Timinho!

Timinho!

  3 x 0, fora o Baile. Vergonhoso. Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, 10 eram do time do ano passado. Desentrosamento? Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, 10 fracassaram contra adversários como o Águia de Marabá. Qualidade? Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, alguns são pratas-de-casa, que não cansamos de valorizar e apoiar. Outros experientes, que já demonstraram capacidade de jogar bem. No banco, um treinador novo, aprendiz. Dentre todos, nenhum conseguiu honrar o nome do Santa Cruz ontem. O adversário? Mais um dentre tantos que preferimos desqualificar ao invés de olharmos para o nosso próprio time. Quando a bola é pouca, a capacidade é limitada e a vontade é pequena, o time “grande” vira um timinho. Esperando, ainda, que consiga crescer na hora...

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Menina pegue aqui na Minha Cobra!

Menina pegue aqui na Minha Cobra!

    A conversa começou mais ou menos assim… Depois da meia noite, vem o barulho da mensagem: – Ei tricolor, tu vai subir esse ano novamente? Eu, sinceramente, não entendi o “novamente” no final da pergunta, mas prontamente respondi: – Vou sim, Gerrá. Ou melhor, vamos! Tamos juntos, na alegria e na tristeza, até que o Santa nos deixe. Daí, logo veio a explicação: – É isso aí. Vamos subir e ficar de Pé! Descer, só nas ladeiras de Olinda. A Minha Cobra esse ano tá fuderosa. A cabeça dela tá mais encarnada ainda. Ela, mole, tá um deslumbre; imagina quando estiver toda esticada. Será uma homenagem aos 100 anos!… Meu irmão, o cara tá doido, logo pensei. O Centenário é só em 2014 e o cara tá querendo comemorar antes. Mas, como já teve diretor de futebol em Pernambuco fazendo conta de 100 anos com um desvio-padrão de 1 ano, variando entre 99 e 101, talvez esse fosse o caso do “popular” da Zabumba. – Os 100 anos de Bajado, Paulinho! … Completou o zabumbeiro. Ahhhh… Explicado. A Troça Carnavalesca Mística e o Escambau “Minha Cobra” é um sucesso. E agora, homenageando esse grande SantaCruzense Bajado, será melhor ainda. Não pensei duas vezes e logo fiz o meu pedido: – Reserva duas pra mim. A minha mulher quer ver a Minha Cobra subindo a ladeira também. De prontidão, respondeu o galado Gerrá: – Fechado! Ei, bota lá no blog pra divulgação visse. – Deixa comigo, vou botar a Minha Cobra sem pedir autorização ao Editor-Mor. Quando ele olhar, já era! Agora mesmo.  Pronto, esse foi o papo. Resumindo, a história foi a seguinte: A Minha Cobra sai da toca no dia 11 de fevereiro e o uniforme custa R$ 25,00 (sócio paga o mesmo valor, afinal o bloco é do Santa Cruz).  Aos que se interessarem é só entrar em contato através do telefone (81)85622344 ou pelos comentários lá no blogdosantinha. Aos que moram longe, a turma da Minha Cobra envia a camisa pelos correios, acrescentando o custo da postagem. É isso, dia 11 de fevereiro de 2013 a Minha Cobra vai...

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